11.05.10 21:09
Twitter faz mais uma vítima: editor da Nacional Geographic é demitido por criticar Veja no microblog
Felipe Milanez, editor da National Geographic Brasil, foi demitido depois de críticas, feitas no Twitter, à revista Veja. As duas revistas são publicadas pela editora Abril.
As críticas referem-se à matéria A farra da antropologia oportunista [publicada em 5/5/2010], que já rendera outra polêmica, abordada em post neste blog.
A demissão aconteceu nesta terça-feira [11/5] depois de três postagens que Milanez fez na sua página do Twitter.
Milanez é jornalista e mestre em Ciência Política pela Universidade de Toulouse (França), como informa em seu perfil no microblog.
[As postagens estão reproduzidas exatamente da forma anotada por Milanez.]
A primeira postagem, foi anotada em 7/5:
«Para os “colegas” que assinaram a matéria “repugante” anti-indígena na Veja (p/ a gente não esquecer no futuro – os indios tem memória)»
No dia 9/5, outros dois posts:
«Veja vomita mais ranso racista x indios, agora na Bolivia. Como pode ser tão escrota depois desse seculo de holocausto? http://migre.me/D7WI»[Referência à matéria "A farsa da nação indígena".]
«Eu costumava ignorar a idiota Veja. Mas esse racismo recente tem me feito sentir mal. É como verem um filme da Guerra torcendo pros nazistas»
E por, fim no dia 11/5, depois da demissão, uma postagem melancólica:
«To destruído, muito chateado. Acabo de ser demitido por causa dessa infeliz conta de Twitter. Sonhos e projetos desmancharam no ar virtual»
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21.11.09 23:58
André Teixeira Bezerra, estudante da turma dos Novos Talentos – programa para novos jornalistas que eu oriento no O POVO – deixou no blog [restrito] do projeto um podcast com a palestra que o governador do Ceará Cid Gomes fez no 3º Fórum de Comunicação do Governo Federal no Nordeste, realizado no início deste mês, no Centro Administrativo do Banco do Nordeste. Por julgá-la interessante, vou reproduzir aqui alguns trechos.
Ele falou basicamente de sua experiência no Twitter, e lembrou como salvou uma pauta da jornalista Dalviane Pires – do O POVO – quando esta postou um pedido de “ajuda” a Cid Gomes para concluir sua matéria. O governador viu a mensagem, pediu o telefone da jornalista via Twitter, falou com ela, e deu-lhe os dados de que estava precisando.
O governador estava a vontade e foi uma conversa divertida, entrecortada de risos. Cid chegou a brincar com a fama de americanizada que tem Sobral, sua cidade de origem. Quando afirmou que se mantinha “up to date” [autalizado] com a tecnologia, alguém da platéia fez uma brincadeira, e ele emendou: “Gostaram do ‘up to date’?, eu aprendi em Sobral”, provocando risos generalizados.
A palestra
Cid Gomes fez uma histórico da avanço da tecnologia da informação no Ceará e de seu interesse pelo assunto. Foi quando disse que se mantinha “up to date”. Para ele, a informática é um misto de “lazer e trabalho”.
Contou como, a partir de um GPS instalado no seu Iphone passou a fazer o georreferenciamento das obras do Estado, anotando-as no Google Earth.
Foi quando tomou conhecimento do Twitter, pelo uso que o presidente americano, Barack Obama, fez durante a sua campanha. Disse ter observado que o Twitter era uma “ferramente extraordinária” para comunicar-se com as pessoas. Assim, o governador passou a fazer posts no Twitter com link para o Google Maps, onde aponta o local e publica uma foto da obra em construção.
Afirmou que ele mesmo faz suas a atualizações, diferentemente de muitos políticos que repassam a atribuição a assessores. Para ele, a ferramenta “perde o valor” se não for o próprio autor do microblog a preocupar-se com a atualização. Garantiu que não existe um único post que não tenha sido feito por ele mesmo.
Contou que todas as vezes que se encontra com o presidente Lula incentiva-o a criar um endereço no Twitter, mas que não tem conseguido sucesso.
O governador disse que frente à população do Ceará, de mais de 8 milhões de habitantes, podem parecer pouco significtivos seus 4.407 seguidores [4.946 quando escrevi este post], mas que isso não o desmotiva, pois a repercussão de seus posts alcança um universo mais amplo, pois ele é seguido por jornalistas e outras pessoas que reproduzem as informação que ele posta no microblog.
Foi quando o governador lembrou passagem ocorrida com uma jornalista do O POVO,
Dalviane Pires, que preparava uma matéria sobre o refinancimento de débitos com o Estado. Sem conseguir falar com nenhum secretário do governo e com o horário do fechamento se aproximando, ela começou entrar naquele desespero que todo jornalista conhece. Vejam como o próprio Cid Gomes descreveu a situação:
“Uma repórter, não sei se ela está aqui [alguém na mesa lembra-lhe o nome da jornalista], fez um comentário assim [no Twitter]: Ah se o cid me ajudasse. Ela não pedia não; só clamava aos deuses, ao céu [risos]. Aí eu respondi para ela: me mande o seu telefone que eu te ligo. Ela, surpresa, me mandou o telefone. Eu telefonei para ela, foi manchete dojornal no dia seguinte; não manchete que eu liguei para ela [risos], mas o assunto que ela tinha pautado. Muitas vezes eu tenho conseguido me antecipar à [minha] assessoria de impresa.”
O endereço do governador Cid Gomes no Twitter: http://twitter.com/cidfgomes
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10.09.09 05:12
Twitter salva pauta; governador Cid Gomes vê mensagem e liga para repórter
A repórter Dalviane Pires, do O POVO, aguardava ligação do secretário da Fazenda do Ceará, Mauro Filho, quando postou na rede de microblogs Twitter uma mensagem dizendo, meio de brincadeira que, caso o governador Cid Gomes lhe telefonasse, ele “salvaria a pauta”.
O governador viu a mensagem, pediu o telefone da repórter em mensagem confidencial, e ligou-lhe em seguida. A matéria está aqui.
O blog Gente de Mídia, de Nonato Albuquerque, fez um passo a passo bem legal da história.
O endereço de Dalviane Pires no Twitter é http://twitter.com/dalpires
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30.07.09 06:01
Sobre humor, negro, girafas, lagartixas e gays
O Ministério Público de São Paulo vai investigar o humorista Danilo Gentili, do programa CQC [TV Band] por suposta prática de racismo, depois que ele fez a seguinte postagem no seu microblog Twitter: “Agora, no Telecine, o filme ‘King Kong’, um macaco que, depois de ir para a cidade, pega uma loira. Quem ele pensa que é? Jogador de futebol?”
A mensagem foi encaminhada a um procurador que irá apurar se houve ou não crime de racismo no comentário. Pelo Twitter Gentili se defendeu: “Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?”.
E ainda seguiu: “Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com o cara porque é famoso. A cabeça de vocês que tem preconceito”. Em seu blog, Gentili continuou dando explicações.
De la Peña
Quem interveio no debate foi o, digamos assim, casseta afrodescendente Hélio de la Peña. Em post no seu blog sob o título “A coisa ficou afrodescendente para o humor negro”, De la Peña escreveu:
« [...] Enquanto representante do humor negro, black ou afrodescendente, resolvi pôr a mão nessa cumbuca quente. É um tema que provoca discussões passionais. Há os que querem condenar quem faz piada com preto, há os que querem condenar quem reage a uma piada com preto. Sou contra proibir piadas, mas acho que a reação a elas deve ser encarada com naturalidade.
Não tenho problemas com piadas de qualquer natureza, desde que elas sejam engraçadas. Não foi o caso. Quando a piada é boa, não cria constrangimento. E as explicações patinam, não esclarecem nada. No caso, ela me incomodou porque faz um paralelo do gorila com um jogador. Mas não qualquer jogador e sim um jogador preto.
Afinal, a graça estaria aí. Ninguém comenta ou faz piada se um jogador branco pega uma loura. O estereótipo com o qual nós, humoristas, trabalhamos com freqüência é a do jogador negro (ou pagodeiro negro) que subiu de vida e, como tem grana, consegue pegar uma lourinha. O argumento de que não foi citada a cor do jogador é furado.
Danilo publicou um texto no seu blog sobre o assunto. Ali argumenta que quem chama um preto de macaco é crucificado. E afirma que “eu mesmo cresci ouvindo que sou uma girafa”. E que muitos gordos são apelidados de “baleia”ou “elefante”.
O problema é que ninguém parado numa blitz foi xingado de girafa pelos canas. Também não ouvi falar de um porteiro que tenha dito a um gordo: “Sobe pelo elevador de serviço, baleia.” Associar o homem preto a um macaco não é novidade no anedotário e causa desconforto aos homens pretos.
Se alguma vez você sofreu discriminação racial, sabe o quanto isso é desagradável. Esta é a razão deste tipo de piada bater na trave. Isso não significa que eu seja a favor de cotas raciais – sou contra, prefiro um ensino de qualidade para todos.
Também não sou militante da causa negra. Sou militante da mistureba geral das etnias. A fúria do “politicamente correto” é fruto de fanatismo. Mas democracia é o direito de se manifestar contra ou favor do que quer que seja, inclusive de uma piada.
Acho exagero imolar o humorista em praça pública. Processo é bobagem. Danilo não apontou o dedo na cara de nenhum preto e disse “olha aqui, seu macaco”. Ele fez uma piada, quem não gostou expôs sua opinião. Eu não gostei. E só. »
Eu acho que Hélio de la Peña foi ao ponto. O Ministério Público deve ir atrás de algo mais importante para fazer do que intervir em um assunto que pode ser resolvido com um bom debate entre as, digamos assim, “partes”. A não ser que o procurador esteja procurando seus 15 minutos regulamentares de fama.
Agora, só uma coisinha: De la Peña citou exemplo de “girafas” e “gordos”, mas esqueceu-se de falar dos homossexuais, será porque o “Casseta e Planeta” deita e rola com piadas sobre os gays?
O fato é o seguinte: é muito difícil achar um limite para piadas, se se for levar em consideração todos os grupos sociais. Piada “a favor” – falada ou desenhada – só existia na União Soviética [talvez sobreviva em Cuba e na Coréia do Norte].
A propósito: o pau continua troando entraram na briga os CQCs e os cassetas. Cada um defendendo a sua turma.
E mais: espero não ser processado devido à vírgula do título.
28.05.09 08:29
New York Times e sua editora de Mídias Sociais
O New York Times anunciou a contratação da sua primeira editora de Mídias Sociais. Jennifer Preston será responsável por ensinar os profissionais da redação a utilizar ferramentas da Internet para encontrar fontes, seguir informações e notícias, entre outras funções, que até o momento não são muito claras.
Pelo seu twitter, Jennifer tem conversado com usuários, recebendo críticas, sugestões e, principalmente, questionamentos sobre qual será exatamente a sua função.
A função de Jennifer é definida como “uma pessoa que concentra todo o seu tempo expandindo o uso das redes de mídia social e publicando plataformas para melhorar o jornalismo do New York Times e entregá-lo aos leitores”. [Com Comunique-se]
Depois de anunciada a contratação de Jennifer sites americanos começaram a chamá-la de ”czarina do Twitter”, para o controle dos jornalistas.
A chefia de redação do jornal respondeu que a função da editoria não seria policiar, mas “tornar as coisas mais consistentes”. E para que a redação pudesse ”entender como usar mídia social como ferramenta para jornalistas”.
Já adotaram editores de mídia social, entre outros, o Los Angeles Times e o canadense Globe and Mail. [Com Toda Mídia]
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17.05.09 23:18
Yahoo! Meme é o rival do Twitter
O Yahoo! Meme será o rival do Twitter. O projeto foi desenvolvido pela Yahoo Brasil e tem mais ferramentas do que o Twitter. O Meme permite o envio de mensagens com mais de 140 caracteres, compartilhamento de fotos, vídeos e músicas. O microblog do Yahoo está rodando na versão alfa, em testes iniciais, e é preciso convite para usá-lo.
No lugar da pergunta: ”O que você está fazendo?”, do Twitter, o Yahoo! Meme afirma: “Lugar para compartilhar com o mundo tudo o que você encontrar de interessante”. A fase de testes começou em abril, sem previsão para o lançamento oficial. [Do adNews e Folha Online]
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