O POVO Online – Blog Plínio Bortolotti
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Uece cancela primeira fase do vestibular; nova data de provas ainda não foi marcada
Postado em 15 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti
A Uece Universidade Estadual do Ceará [Uece] resolveu cancelar as provas da primeira fase de seu vestibular. A informação é da assessoria da Procuradoria da República no Ceará.
A universidade, que havia anunciado a manutenção do exame – mesmo com a suspeita de fraude denunciada por estudantes – voltou atrás depois de reunião ocorrida hoje de manhã, com procuradores do Ministério Público Estadual e do Ministério Público Federal. O novo calendário de provas ainda não foi anunciado. [Com informações do blog Política, do O POVO.]
Prefeitura abandona prédio cedido pela União; imóvel é invadido: moradores e vizinhos convivem com sujeira
Postado em 15 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti

Foto de Talita Rocha
Matéria publicada hoje no O POVO [15/12/2009], assinada pela repórter Roberta Felix, é mais uma mostra a situação a que chegou a Fortaleza, terra de ninguém.
Um prédio abandonado na rua General Bezerril, no Centro de Fortaleza foi invadido há cerca de oito meses por 30 famílias. Na descrição da matéria:
«Sem instalações adequadas de esgoto no prédio, as águas servidas eram despejadas na rua por buracos na fachada, deixando a calçada alagada e mau cheiro em todo o quarteirão. A situação permaneceu até novembro, segundo trabalhadores da área. Quem passava por ali mudava de calçada e apressava o passo, o que deu pelo menos quatro meses de prejuízos aos comerciantes. “Teve muitos dias em que eu saí daqui sem vender uma peça”, conta uma das vendedoras que trabalha no local há mais de 10 anos.»
Para resolver a situação mais dramática, os próprios vizinhas providenciaram a ligação do esgoto a uma caixa coletora de um imóvel vizinho. O problema, é que o fornecimento de água está cortado. Portanto, o problema da sujeira e do mau cheiro permanecem.
E quem cometeu o desatino de deixar um prédio abandonado, sem nenhum tipo de cuidado? A própria Prefeitura de Fortaleza, como anota o texto:
«O imóvel do número 275 na rua General Bezerril pertence ao Governo Federal e foi cedido à Prefeitura de Fortaleza para a instalação da sede da Habitafor.
Os moradores [do prédio abandonado] sobrevivem de bicos e empregos informais. Alguns pedem esmolas. Dentro do prédio, as ligações de energia são clandestinas e a água chega em baldes, conseguida com vizinhos.»
Talvez a Prefeitura e a secretaria responsável pelo Centro da cidade estejam esperando acontecer uma tragédia maior para resolver agir.
Novo presidente da Abraji explica conceito de jornalismo investigativo
Postado em 14 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti
Fernando Rodrigues, presidente eleito da Abraji para o biênio 2010-2011, respondeu a três perguntas que lhe enviei sobre as atividades da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Ele esclarece o conceito de jornalismo investigativo, expondo os principais objetivos da Abraji.
Rodrigues, que substituirá Angelina Nunes [O Globo] na presidência da Abraji, é repórter da Folha de S. Paulo desde 1987; atualmente na sucursal de Brasília. Assina a coluna “Brasília” no jornal e mantém um blog no portal Uol.
1. Muitos questionam o termo “jornalismo investigativo”, alegando que o jornalismo é investigativo por definição. O que teria, então, a Abraji diferente de outras associações que se dedicam ao desenvolvimento do jornalismo?
Fernando Rodrigues. Se me permite, gostaria de ajudar a propagar o significado da expressão “jornalismo investigativo”. O termo deriva de seu congênere em inglês, “investigative journalism”. Assim como no Brasil, nos países de língua inglesa muitos também consideram essa designação um pleonasmo. Afinal, todas as atividades jornalísticas embutem alguma dose de investigação (do redator que liga para um cinema para confirmar o horário das sessões num determinado dia até o repórter que passa meses vasculhando a vida de um político corrupto). Ainda assim, o “investigative journalism” (ou o jornalismo investigativo) consolidou-se no mundo todo como sinônimo de bom jornalismo, de reportagens profundas, alentadas, que procuram esgotar um determinado assunto.
É importante ressaltar que o jornalismo investigativo nem de longe se restringe ao repórter que sai à rua para buscar a informação. Fazem parte indissociável do processo o pesquisador do banco de dados do jornal que prepara todo o material de apoio, o redator que ajuda na checagem de informações e na preparação de textos de apoio, os editores e subeditores que orientam os repórteres e depois arbitram sobre a distribuição dos textos pela página (no caso de meios impressos), os artistas gráficos e arte-finalistas que traduzem em material iconográfico a reportagem. Enfim, todos os envolvidos numa grande reportagem estão fazendo jornalismo investigativo. Não importa se é a cobertura de uma CPI no Congresso, de um megashow de rock no Maracanã ou de uma enchente no Sul do país.
É nesse contexto que a Abraji atua. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo deseja discutir, debater e encontrar sempre os melhores caminhos para que a profissão possa ser bem exercida, em todos os seus detalhes.
A Abraji tem sua missão claramente descrita em seu estatuto. Eis as
atividades que desenvolve: “1) promoção e organização de cursos e seminários de formação, especialização e reciclagem profissional; 2) intercâmbio de informações e experiências profissionais, por intermédio de congressos, encontros, de sítios na internet, bancos de dados, bibliotecas e publicações; 3) estímulo ao jornalismo investigativo, mediante concessão de bolsas de estudo, financiamento de projetos de investigação e prêmios; 4) apoio ao uso dos recursos do computador (planilhas, gerenciadores de bancos de dados, ferramentas de pesquisa, etc.) na reportagem investigativa; e 5) defesa da democracia, do livre exercício do jornalismo investigativo e da liberdade de expressão.Entre suas prioridades estão a defesa da transparência nos negócios públicos e a garantia de livre acesso às informações dos órgãos públicos”.
A Abraji é totalmente sem fins lucrativos e nenhum tipo de vínculo político partidário. A Abraji também não é uma entidade sindical. A Abraji, entretanto, mantém excelente relação com a Fenaj [Federação Nacional dos Jornalistas], com sindicatos de jornalistas e com a ABI [Associação Brasileira de Imprensa]. Finalmente, a Abraji acredita que possa contribuir para procurar melhorar continuamente o padrão do jornalismo praticado no Brasil.
2. Qual a contribuição concreta pode dar uma entidade como a Abraji para o jornalismo brasileiro?
FR. Ao promover encontros, seminários e cursos, a Abraji pretende fomentar a discussão entre os jornalistas a respeito de quais são as boas práticas a serem seguidas no dia a dia do profissional da área. O uso de novas tecnologias tem sido fundamental para qualquer jornalista neste início de século 21. A Abraji se orgulha de ser pioneira nesse tipo de treinamento no Brasil.
Do ponto de vista externo ao mundo exclusivamente jornalístico, a Abraji também lidera uma ampla campanha por uma lei de direito de acesso a informações públicas no Brasil. A entidade ajudou a fundar uma coalizão de mais de 20 outras associações da sociedade civil, o Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas. O Fórum atua desde 2003 como promotor do debate sobre esse tema.
3. Quais os principais trabalhos que a Abraji pretende desenvolver em 2010?
FR. O principal evento do calendário da Abraji é o seu congresso, cuja periodicidade pretende ser anual. É o que tem ocorrido nos anos recentes. Em 2010, a organização pretende novamente fazer do congresso um ponto de encontro para jornalistas de todo o Brasil, para autoridades interessadas em debater como se faz bom jornalismo e para convidados do exterior. Em 2009, cerca de 600 pessoas participaram do evento.
O Congresso da Abraji vem se tornando um grande fórum de discussão e também de treinamento de jornalistas, pois há várias oficinas práticas durante o evento. Tudo é realizado da maneira mais aberta possível, sem nenhum tipo de conotação político partidária.
Além do seu Congresso, a Abraji promove cursos e seminários sobre uso de computador em reportagens, seminários sobre direito de acesso a informações públicas.
No dia a dia, o associado da Abraji tem acesso à área reservada do site da entidade e também pode participar da lista de discussão entre os filiados. A lista de discussão é uma ferramenta útil para jornalistas. Profissionais de todas as áreas podem enviar uma mensagem perguntando como encontrar determinada informação e os outros colegas, em várias partes do Brasil, em geral se oferecem para dar dicas e sugestões. Há um nível de colaboração difícil de encontrar no meio jornalístico. Os associados da Abraji têm cada vez mais aperfeiçoado a colaboração e o respeito mútuos. [Grifei]
Conheça a nova diretoria da Abraji. Continuar lendo este post »
COP 15 – Homens de decisão
Postado em 14 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti

"Homens de decisão/COP 15": Imagem fotoshop a partir de foto de rabiscos sobre uma lousa branca...
Para iniciar a segunda-feira, mais uma inspirada Rolanet, na qual o artista plástico Hélio Rôla faz a sua interpretação visual e textual da conferência sobre o clima em Copenhague [Dinamarca], a COP 15.
«Os altos preços da recente passagem do local para o global expressam-se na propagação das grandes feridas, ocorridas nos antigos lugares. Os perdedores sempre pagam pela vitória dos poderosos. Ninguém poderá cuidar dessas feridas, pois os homens de decisão não dispõem mais dos cinco sentidos necessários para compreender e perceber as dores locais. Eles veem apenas o global. Se assistirem pela televisão a alguns deles sobrevoarem de avião ou helicóptero o teatro dessas catástrofes, as imagens talvez possam permitir que vocês contemplem o mesmo que eles. Os subalternos que os acompanham, administradores diplomados, escreverão relatórios cujo destino será a gaveta… Em filosofia, em pedagogia e sobretudo em política, o acosmismo tornou-se perigoso hoje para os próprios homens. Se continuarem a viver e acreditar que estão sós no mundo, arriscam-se a que o próprio mundo lhes tire a vida» [Michel Serres "Hominescências - O começo de uma outra humanidade?", Ed. Bertrand Brasil 2003 Copyright Le pommier, 2001]
Saudações da pARTE do Hélio Rôla
“Proibição de divulgar chama-se censura”
Postado em 13 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti
O jornalista Janio de Freitas, comentou, neste domingo [Folha de S. Paulo, 13/12/2009], a recente decisão do Supremo Tribunal Federal [STF] em manter a proibição ao jornal O Estado de S. Paulo de divulgar informações relacionadas a Fernando Sarney, investigado pela Polícia Federal na chamada Operação Boi Barrica.
Destaco dois trechos:
«[...] O vernáculo não perdoa, porém. Proibição de divulgar chama-se censura, sem distinção de sua autoria. E, se procedente do Judiciário, a adjetivação cabível é mesmo a de censura judicial. Não há filigranice jurídica que ludibrie a associação de vernáculo e senso comum.”
[...]
Ocorre que “a ameaça” relacionada a uma publicação ainda desconhecida é uma presunção – tanto no sentido de suposição como no de pretensão. É, como base de leis, a própria censura prévia baseada no princípio da arbitrariedade: a censura antidemocrática.»
Veja o artigo completo. Continuar lendo este post »
População é mal informada sobre mudança de itinerário de linhas de ônibus
Postado em 13 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti
Já ouvi de algumas pessoas ligadas à Prefeitura que as questões que levanto neste blogue, na seção “Fortaleza, terra de ninguém”são aquelas que afetam a “classe média”. Tirante o fato de que, mesmo se fosse assim, a Prefeitura teria de olhar para esses problemas, respondo que a maioria dos posts na seção refere-se ao caos urbano que impera em Fortaleza. Isso afeta a todos, principalmente os mais pobres.
Estacionamento de carros sobre calçadas, em fila dupla, etc., por exemplo, é motivo de frequentes postagens. Além da falta de fiscalização, a Prefeitura contribui com a desordem criando “zona azul” nos lugares mais inusitados, onde o estacionamento deveria ser simplesmente proibido.
A quem isso afeta? Aos donos de carro [a "classe média"] ou a quem anda a pé?
Vou dar um exemplo. Experimente andar pelas ruas da Aldeota, Praia de Iracema e Dionísio Torres, bem de manhãzinha. Vocês verão a turma da “classe média” malhando nas academias, com seus carros estacionados sobre as calçadas ou em fila dupla. Os folgados não podem parar um pouquinho mais à frente e caminhar um tantinho. Por isso param em frente à academia, de qualquer jeito, fica aquele amontoado de carros sobre a calças e alguns no meio fio. Já fiz dois ou três posts mostrando isso.
E lá vêm os trabalhadores [as] caminhando para pegar o seu ônibus ou descendo dele, talvez para labutar na cada de um dos que estão na malhação. E o que eles precisam fazer?: descem das calçadas [que já são por si só intransitáveis] e vão disputar espaço com os carros na rua.
No entanto, se se quer alguma coisa que atinge mais diretamente o trabalhador, aqui vai: na edição deste domingo do O POVO [13/12/2009] o jornal mostra como a população foi mal informada sobre a mudança do itinerário de linhas de ônibus no Centro da cidade.
Veja os parágrafos iniciais da matéria:
«A mudança no itinerário de dez linhas de ônibus que circulam pelo Centro pegou os passageiros de surpresa, neste sábado. “Era pra ter avisado antes. É uma falta de respeito com a gente; um absurdo”, reclama a dona-de-casa Rosineide de Sousa, 46, que estava em uma das paradas de ônibus da avenida Duque de Caxias esperando a linha Praia do Futuro/Caça e Pesca. “Disseram que o ônibus está passando agora na (rua) Castro e Silva. É longe daqui. Vou ter que andar muito”, diz.
Na parada, havia uma auxiliar de trânsito do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Ceará (Sindiônibus) informando sobre as mudanças. “Deviam ter avisado antes; podiam ter anunciado nos programas de TV de maior audiência, dentro dos ônibus, nas paradas”,comenta a também dona-de-casa, Lúcia Miranda.»
Cometi imprecisão
Alertado pela leitora Theresa [veja comentário abaixo] reli a matéria indicada acima.
De fato, houve aviso sobre a mudança no itinerário das linhas de ônibus, mas insuficiente, como reconhece o presidente da Etufor [Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza], Ademar Gondim. Segundo ele, como anota a matéria, foram postos cartazes no ônibus e distribuídos folhetos explicativos sobre a mudança nos trajetos: “Mesmo com esses avisos, algumas pessoas não tomaram conhecimento e é natural que elas reclamem. E com razão. É nossa obrigação informar”, disse o presidente da Etufor.
Portanto, também mudei o título anterior “Itinerário de linhas de ônibus muda sem prévio aviso à população” para “População é mal informada sobre mudança de itinerário de linhas de ônibus”. Também mudei este trecho do texto: “que mudou-se o itinerário de dez linhas de ônibus do Centro da cidade sem aviso prévio” para “como a população foi mal informada sobre a mudança do itinerário de linhas de ônibus no Centro da Cidade” [às 21h52min de 13/12/2009].
No mais, mantenho as opiniões emitidas no texto.
Com “O cabo Militão” completo as 11 histórias de Leonardo Mota “No tempo de Lampião”
Postado em 12 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti
Com este conto encandeante de Leonardo Mota concluo a série de 11 histórias que publiquei neste blog reproduzidas do livro “No tempo de Lampião”, que contém uma segunda parte com o entretítulo “Anedotári, adagiário e notas sobre a poesia e a linguagem populares”.
Espero ter levado aos possíveis leitores um pouco do que foi este cearense de Pedra Branca que varou sem descanso os sertões nordestinos para nos legar livros reveladores da alma do sertanejo.
Quem quiser saber mais sobre os livros do Mestre Leota, aqui.
Aqueles que quiserem ver os as outras histórias publicadas:
O príncipe; Para tirar a raça; O castiçal; Quem escreveu a patente de Lampião;
A morte do Jararaca; O troféu; Brincadeira de Homem;
A prisão de Antônio Silvino; Um precursor de Lampião; Lampião e seus perseguidores.
Leia agora:
O cabo Militão
Foi uma tarde pressaga aquela em que na fazenda “Corituba”, de Sergipe, Ezequiel, irmão de Virgolino, com este se desaveio e o desafiou para uma luta, a punhal, injuriando-o com os epítetos de cego frouxo, fazedor de mal a moças donzelas, ladrão de beira-de-estrada, dador de surra em homem desarmado e cabra covarde que só tem fama por via dos companheiros… Devido à oportuna intervenção de Corisco e de Pai Velho, um duelo fratricida se não verificou. Mas, desde esse dia, Lampião passou a se mostrar taciturno e se tornou ainda mais irascível e cruel. O olho direito, que ele tem cego e esbranquiçado, estava sempre lacrimoso e isso neurastenizava e enfurecia o celerado.
Por outro lado, Virgolino sentia que a maioria do bando não recebera bem a sua decisão contra Corisco, no incidente deste com Volta Seca. Fôra o caso que, dias antes, estando Volta Seca a torturar uma pobre velha, cujo rosto já arranhara com o punhal, Corisco o repreendeu e, como o perverso insistente na sua maldade, Corisco pespegou-lhe uma bofetada que o atirou, desacordado, ao chão. Virgolino metera-se entre os dois, mas desgostara Corisco, em lhe não reconhecendo razão. Só por estarem atropelados mui de perto pela polícia, os cangaceiros não se separaram, fragmentando o grupo. Tais ocorrências obrigavam Virgolino a procurar escaramuças que dissiassem o mal-estar que ensombrava os ânimos da malta. Fazia-se mister que a luta novamente os solidarizasse.
A 29 de junho do ano passado, quando todo o sertão baiano guardava, tranquilo e feliz, o dia onomástico de São Pedro, Virgolino, a três léguas do arraial Várzea da Ema, do município de Curaçá, assaltou a fazenda “Formosa”, de propriedade do Cel. Petronilo Reis. Aí incendiou duas casas e, afora outras depredações, matou, a faca, três vacas de leite e cento e sessenta e oito (168) ovelhas que encontrou presas num curral. Em seguida, fez juntar grande ruma de esterco, empilhou sobre ela as reses e lanígeros abatidos e ateou fogo ao sinistro montão de animais sacrificados. Por muitos dias um cheiro nauseabundo de carnes podres e queimadas empestou as redondezas da fazenda reduzida a ruínas.
Após a selvajaria desses desatinos, Lampião partiu com o seu séquito, declarando na fazenda “Curundundu” que ia desgraçar a vila de Uauá. Então, perseguia-o mais de perto a volante comandada pelo Tenente Arsênio Alves de Sousa. Verdadeira marcha batida, em a qual, sem descanso, os cangaceiros venceram trinta e uma léguas e a polícia vinte e quatro.
Foi assim que Lampião logrou escapar aos que se lhe haviam escanchado no rastro: perto da fazenda “Lagoa Escondida”, numa bifurcação da estrada, rumou para a direita, indo pernoitar a 30 de junho, em Poço de Fora, iludindo, pois, o contingente policial que prosseguiu pela esquerda, a fim de entrar pelo lado sul de Uauá.
Auxiliado por sequazes incorporados à sua alcatéia em território baiano e perfeitos conhecedores da região, Virgolino novamente deu às de vila-diogo na madrugada de 1° de julho, empreendendo um raid ainda mais exaustivo e ousado. Egresso das caatingas e grotões, o bandoleiro-fantasma teve a audácia de voar sobre Itumirim, onde chegou ao lusco-fusco do dia 2, depois, em trinta e seis horas, haver vencido quarenta e cinco léguas! Aí reduziu a cinzas a estação ferroviária, cortou as comunicações telegráficas com a localidade, bebeu à farta e tentou formar um samba na casa da… Escola Pública. Mas, medroso de uma surpresa dos seus perseguidores, arribou logo mais e foi refugiar-se, durante o resto da noite, na Serra dos Morgados. O dia 3 assinalou o seu assalto à fazenda “Piabas” e o seu pernoite no lugar “Buraco d’Água”.
Coincidiram tais fatos com a fuga de cinco soldados criminosos, recolhidos à cadeia de Bonfim. Esses fugitivos, em bilhete irônico e malcriado que deixaram ao Capitão José Galdino, avisavam que se iam reunir a Lampião.
Em atividade, no encalço dos detentos foragidos, a manhã de 4 de julho veio encontrar os destacamentos da zona.
Procedentes de Campo Formoso, o Cabo Antônio Militão da Silva e os Soldados Pedro Santana, Cecílio Benedito, Manoel Luís de França e Leocádio Francisco da Silva pararam em Brejão de Dentro e ali aguardaram a chegada de outros companheiros, por ser aquele o ponto combinado de junção das forças.
Como devessem dali ingressar na região de Gruna, penetrando em lugares insidiosos e de penoso acesso, “lugares esquisitos”, como eufemicamente por lá se diz, os soldados abandonaram as armas e aproveitavam o tempo de espera, escrevendo bilhetes para suas famílias em Campo Formoso, dando-lhes conhecimento da direção que iam tomar. Estavam todos no interior da residência de Alfredo Monteiro e, fora, o Cabo Militão consertava os loros de uma montaria. Seriam onze horas da manhã.
Em dado momento, Militão avistou longe, na estrada, diversos homens armados e avisou: – Lá vêm nossos camaradas! E continuou, despreocupadamente, no reparo dos arreios. Também as praças não tiveram a curiosidade de ver quem era que se aproximava. A estrada faz uma curva fechada e vem desembocar abruptamente junto à casa, motivo por que Militão logo perdeu de vista os indivíduos que julgou serem soldados.
De súbito, o troço aparece. Num ápice, saltam das selas Lampião, Volta Seca, Ezequiel, Pai Velho, Corisco, Arvoredo, Moderno, Esperança, Moirão, Gato, Pernambuco e Labareda. Virgolino já está intimando o Cabo Militão:
- Se prepare, cabra, se prepare pra apanhar! Continuar lendo este post »
Confraternização de ex-presos políticos; aberta à participação de amigos
Postado em 11 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti
A Associação 64/68 convida para a confraternização de fim de ano, no domingo [13/12/2009] na Casa de José de Alencar, a partir das 11 horas. [Restaurante selv-service]
A propósito, quem ainda não foi à Casa José de Alencar depois que ela passou por uma arrumação, eu recomendo a visita.
Além do almoço acompanhado por um forró pé-de-serra ou chorinho [ambos em volume compatíveis com os ouvidos humanos], pode-se visitar a casa onde nasceu o maior escritor cearense, ver as ruínas do primeiro engenho a vapor do Ceará, e um pequeno museu com quadros ilustrativos de suas obras.
Além disso, há um resumo ilustrado, por Audifax Rios, do livro mais popular de José de Alencar: Iracema.
Abraji: nota oficial protesta contra censura
Postado em 11 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti
A Abraji [Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo] lançou nota protestando contra a decisão do STF [Supremo Tribunal Federal] que “na prática mantém a censura prévia” ao jornal O Estado de S. Paulo.
Veja a nota completa:
«A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) protesta contra a decisão do Supremo Tribunal Federal que, na prática, mantém a censura prévia a “O Estado de S. Paulo” e proíbe o jornal de publicar reportagens sobre a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que investigou o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
A Abraji vê com preocupação a manifestação da maioria dos ministros do STF a favor do que chamam de “tutela judicial”, pois ela implica censura prévia e, portanto, a relativização da liberdade de imprensa.
Quando se fere a liberdade de imprensa, a democracia também é atingida. Uma não existe sem a outra.»
[Veja mais sobre o assunto no post abaixo.]
STF mantém censura de “face odiosa” ao jornal O Estado de S. Paulo
Postado em 10 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti
O STF [Supremo Tribunal Federal] manteve a censura a que está submetido o jornal O Estado de S. Paulo – há mais de 130 dias – devido a decisão provisória do desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Foram seis votos a três contra o recurso do jornal, que tentava derrubar a medida liminar impondo-lhe a probição de publicar matéria sobre o empresário Fernando Sarney.
Portanto, o jornal continua proibido de publicar informações “colhidas sigilosamente”, constantes de processo movido contra o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney. Fernando é investigado pela Política Federal na operação alcunhada de “Boi Barrica”.
Assim sendo:
É preocupante que permaneçam visões autoritárias que buscam justificar, pelo exercício arbitrário a prática ilegítima da censura, da censura de livros, jornais, revistas, publicações em geral. E, tem sido tão abusivo o comportamento de alguns magistrados de tribunais que hoje o poder geral de cautela é o novo nome da censura judicial.
Esta censura representa esta face odiosa que compromete o caráter democrático de um país, que deseja ser livre, e que quer examinar sob escrutínio público a conduta dos seus governantes.
As palavras acima,
Não são exatamente da minha lavra, mas fazem parte do voto do ministro Celso de Mello ao se manifestar pelo acatamento do recurso que o jornal O Estado de S. Paulo fazia ao STF para que lhe fosse levantada a censura. Veja abaixo, como descrito no portal do STF, o resumo do voto do ministro Celso de Mello.
«Entendo particularmente grave e profundamente preocupante que ainda remanesçam no aparelho de estado determinadas visões autoritárias que buscam justificar, pelo exercício arbitrário do poder geral de cautela, a prática ilegítima da censura, da censura de livros, jornais, revistas, publicações em geral”, disse o ministro Celso de Mello. Ele conheceu da ação e acompanhou a divergência iniciada pelo ministro Carlos Ayres Britto, no sentido de deferir o pedido contido na ADI.
De acordo com ele, a censura “traduz a ideia mesma da perversão das instituições democráticas, não podendo subsistir num regime político onde a liberdade deve prevalecer”. Celso de Mello afirmou que a censura estatal, não importando o órgão de que emane (Executivo, Legislativo ou Judiciário), representa grave retrocesso político e jurídico no processo histórico brasileiro. Isto porque “devolvê-nos ao passado colonial e aos períodos em que declinaram em nosso país as liberdades públicas”.
O ministro salientou que o Estadão foi a única empresa jornalística atingida, uma vez que outros órgãos de comunicação social divulgaram, continuam divulgando e não sofreram interdição. “Portanto, essa interdição é, além de arbitrária, inconstitucional, ofensiva à autoridade do nosso julgamento proferido na ADPF 130, é uma decisão discriminatória e coincidentemente incide sobre um órgão de imprensa que já no final do segundo reinado fez da causa da República um dos seus grandes projetos políticos”, ressaltou.
Para o ministro, a apreensão de livros, revistas, jornais é um comportamento típico de regimes autoritários e não se pode retroceder no processo de conquistas de liberdades. “Eu entendo que tem sido tão abusivo o comportamento de alguns magistrados de tribunais que hoje, de certa maneira e é lamentável que se tenha que dizer isso, hoje o poder geral de cautela é o novo nome da censura judicial em nosso país”, disse, ao frisar que a conquista de direitos e garantias constitucionais não pode sofrer retrocesso.
Ele destacou que o peso da censura é algo insuportável e intolerável. “A censura representa esta face odiosa que compromete o caráter democrático de um país que deseja ser livre e que quer examinar sob escrutínio público a conduta dos seus governantes. Os cidadãos têm direitos a governantes probos”, finalizou.»
Veja na portal do STF matéria sobre o assunto – e como foi o voto de cada ministro.
Montese: apenas dois – de seus muitos problemas de trânsito
Postado em 10 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti

Caminhão pára o trânsito para descarregar em frente do número 845 da Rua 15 de Novembro. Observe que a caçada é estreitíssima e há um carro estacionado sobre ela.
Do leitor Hiran Moreira – para a seção Fortaleza, terra de ninguém - recebi as estas fotos, feitas no bairro Montese:

Carro abandonado na esquina das ruas Edite Braga e Álvaro Fernandes

Observe que o carro, deixado na esquina, está exposto para venda
Relatório Fenaj: agentes do Estado são os principais responsáveis pela violência contra jornalistas
Postado em 10 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti
Agentes do Estado, ou a mando deles, são os principais responsáveis pela violência contra jornalistas no Brasil.
Essa é uma das principais conclusões do relatório “Violência e Liberdade de Imprensa no Brasil”, relativo aos anos de 2007 e 2008, elaborado pela Comissão Nacional de Direitos Humanos e Liberdade de Imprensa da Fenaj [Federação Nacional dos Jornalistas].
O levantamento registrou 91 casos de violência contra jornalistas no país e foi apresentado na 2ª Conferência sobre Direitos Humanos de Jornalistas, organizado pela Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), realizado em Brasília, na semana passada. O evento teve o apoio da FIJ e do Solidarity Center.
Segundo o levantamento, a agressão e a censura são as principais formas de se tentar impedir o trabalho dos jornalistas no Brasil. Além da ação das políciais, o relatório anota: “Também é possível observar que a justiça tem sido cada vez mais utilizada para impedir o trabalho da imprensa no Brasil”, mostrando que o número de tentativas de censura e processos judiciais cresceu de 35% para 37%.
Foram registrados casos de assassinatos, agressões físicas e verbais, ameaças, detenção e tortura, censura e processos judiciais, atentados, desrespeito ao sigilo da fonte e violência contra organização sindical.
A região Sudeste – mais precisamente o Estado de São Paulo – é a campeã, em 2007 e 2008, no ranking nacional das agressões contra jornalistas. O estudo mostra os casos de violência contra jornalistas distribuídos por estados e regiões. E revela que os profissionais de texto são os que mais sofrem agressões.
Para a montar o relatório foram examinadas denúncias e informações recebidas pelos sindicatos de jornalistas e pela Fenaj, além de pesquisa em veículos de comunicação de todo país. [Informações do portal da Fenaj]
O relatório completo pode ser visto aqui, em pdf.
Veja o “Desdobramento de casos antigos” referentes ao Ceará. Continuar lendo este post »
Praça Clóvis Beviláqua vira banheiro a céu aberto
Postado em 10 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti

A Praça Clóvis Beviláqua virou a praça do entulho
Saiu na coluna O POVO nos Bairros, edição de hoje [10/12/2009],queixa de leitores sobre a Praça Clóvis Beviláqua, conhecida também como “Praça da Bandeira”, em frente à Faculdade de Direito da UFC:
«Leitores da coluna denunciam estar vergonhosa a situação da praça Clóvis Beviláqua, mais conhecida como praça da Bandeira, no Centro.
Chamam a atenção para o piso destruído pelo lado da rua Senador Pompeu com vários buracos. Já bem em frente ao prédio da Faculdade de Direito, as grades que protegiam os canteiros estão caídas. “Está um abandono só”, reforçam.
Para piorar ainda mais o cenário, acrescentam que catadores de reciclagem estão usando um lado da praça para acumular seus materiais e fazer a separação do que conseguem pegar.»
Um interlocutor deste blog diz que, além dos problemas relatados na coluna, a praça também é usada como banheiro.
Luiza Perdigão, titular da Secretaria Executiva Regional do Centro (Sercefor), afirmou à coluna O POVO nos Bairros que “ainda neste mês” a praça será “desocupada”.
Post da seção Fortaleza, terra de ninguém.
Cordel vai combater “laçadores” que fazem vítimas no entorno do Fórum Autran Nunes
Postado em 10 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti

Esteve visitando O POVO na manhã desta quinta-feira [10/12/2009] o juiz Judicael Sudário de Pinho, diretor do Fórum Autran Nunes [Justiça do Trabalho].
Judicael mostra-se preocupado com os “laçadores” que rondam as cercanias da Justiça do Trabalho. “Laçadores” são agenciadores de escritórios de advocacia que gravitam em torno do Fórum Autran Nunes e “abordam trabalhadores com promessas fantasiosas para a solução de supostas questões trabalhistas”.
São problemas que, muitas vezes, nem existem, nas relações de trabalho, diz o diretor do Fórum. Mas os “laçadores” acabam por convencer a pessoa abordada a abrir um processo. “Quem acaba sendo a vítima e perdendo dinheiro é o trabalhador”, diz Judicael, pois os escritórios cobram para inicar as ações.
Para combater o mal, resolveu-se investir em informação, com linguagem acessível ao público que é vítima dos golpes. Para isso será lançado amanhã [11/12], na sede do Fórum, o cordel João Grilo enfrenta laçadores,
de Vidal Santos. O Fórum fica na av. Tristão Gonçalves, 912. O evento será às 7h30min, com a presença do desembargador Antônio Parente, presidente do Tribunal Regional do Trabalho, 7ª Região.
Judicael informa que, no próprio Fórum, há um balcão de informação que pode esclarecer assuntos relativos a questões trabalhistas.
É de se lembrar também que a Justiça do Trabalho é a única que pode ser acionada diretamente pelo interessado, sem a interveniência de um advogado.
Na fotografia: Durante a conversa chegou a professora Eloísa Vidal [diretora da Fundação Demócrito Rocha], que cumprimenta o juiz do trabalho Judicael Sudário de Pinho; eu fiquei no meio. Vê-se ainda Eliéser Rodrigues [assessor do Fórum Autran Nunes] e a repórter Roberta Félix. A foto é de Mauri Melo.
O dinheiro da política
Postado em 10 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti

Na temporada de mensalões, reproduzo texto e ilustração de mais uma Rolanet, do artista plástico Hélio Rôla.
♣ ♣ ♣
«”Tudo é política”, eis uma palavra de dominadores, pois, para aqueles que decidem, tudo depende das forças que se manifestam nos relacionamentos de dominação… Os dominadores vivem dentro da moda e os dominados, dentro das modalidades “ Michel Serres
” A democracia é uma obra de arte político-cotidiana que exige atuar no saber que ninguém é dono da verdade, e que o outro é tão legítimo quanto qualquer um. Além disso, tal obra exige a reflexão e a aceitação do outro e, sobretudo, a audácia de aceitar que as diferentes ideologias políticas devem operar como diferentes modos de ver os espaços de convivência que permitem descobrir diferentes erros na tarefa comum de criar um mundo de convivência no qual a pobreza e o abuso são erros que se quer corrigir. Isto é uma coisa diferente da luta pelo poder.” Humberto Maturana
Saudações da pARTE do Hélio Rôla»
STF moderninho: aderiu ao Twitter
Postado em 8 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti
Até o sisudo [ainda que se veja em seu plenário alguns arranca-rabos] STF, o Supremo Tribunal Federal, aderiu à moda do Twitter. Acostumados a lidar com cartapácios os meritíssimos vão ter que se virar com os 140 caracteres permitidos pelo microblog. Se bem que, não serão suas excelência a se preocupar com tais minudências: delegam a assessores a tarefa de postar mensagens.
O STF está animado com o movimento no microblog: “Pela movimentação nesta primeira semana, é possível perceber que os seguidores do STF no Twitter reproduzem as notícias em suas páginas pessoais, comentam as informações, além de indicar a página a outros usuários. A página oficial do STF no Twitter também já foi incluída em 79 listas, principalmente naquelas que tratam do mundo jurídico e concursos públicos. As listas são criadas para agrupar usuários que se interessam pelos mesmos assuntos”.
O Twitter do STF promete a seus seguidores “acesso, em tempo real, aos principais itens da agenda diária do presidente do Supremo e dos demais ministros, além de se informar sobre as pautas de julgamento do Plenário e saber, em primeira mão, a respeito das ações que chegam à Corte diariamente e sobre as mais importantes decisões proferidas, seja nas Turmas ou no próprio Plenário”.
Segundo ainda a matéria publicada na página do Supremo, ”o STF passou a fazer parte do novo canal de comunicação visando dar mais transparência e utilidade pública a suas notícias. Com simplicidade e grande agilidade, a página oficial da Corte no Twitter serve como fonte de dados oficial e oferece a garantia de informações claras e objetivas”.
Às 23h27min de 8/12/2009 o Twitter do STF estava com 1.987 seguidores.
Veja aqui: @STF_oficial
“Vaquinha” para ajudar blogueiro condenado a pagar R$ 16 mil
Postado em 8 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti
O blogueiro Emilio Moreno, estudante e editor do blogue Liberdade Digital, foi condenado judicialmente a pagar R$ 16 mil à diretora de uma escola particular de Fortaleza. Ela considerou-se ofendida devido a um comentário anônimo deixado em uma postagem.
Você pode contribuir com o Emílio por meio da Vakinha Uol, onde também poderá obter informações mais completas sobre o caso.
“Se nossa equipe não der as notícias primeiro,…
Postado em 8 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti
…eis as consequências.” é a “ameaça” do portal neozelandês Stuff.co.nz. As “punições” para o jornalista que levar furo vão desde ameaça de ser jogado de cima de um prédio a ser alvo para lançamento de tomates. [Por indicação de André Teixeira Bezerra.]
O POVO: local de encontros
Postado em 8 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti

Plínio, a repórter Viviane Gonçalves; Caio e sua mãe, Iúna. Foto: Talita Rocha
Esteve hoje no O POVO Caio de Aguiar Maia, acompanhado de sua mãe dona Iúna Aguiar. Caio vai colar grau amanhã, na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará [UFC], campus de Barbalha.
Fiquei sabendo da história dele por uma carta, publicada pelo seu pai, Nilo Aguiar Maia, na edição do Jornal do Leitor de sábado [5/12/2009]: veja abaixo.
Nilo conta que o filho Caio, aos 8 anos de idade [1992], escreveu uma carta ao O POVO, manifestando preocupação com a ecologia. A carta chamou a atenção de José Raymundo Costa, o Seu Costa [1920-2004], então vice-presidente do jornal.
Seu Costa convidou Caio para vir ao jornal. O menino veio acompanhado do pai e da mãe e foi convidado a colaborar no então nascente suplemento infantil do O POVO, o “Clubinho”.
Convidei Caio para voltar ao jornal, hoje, com 25 anos e formado em Medicina. Mantenho a tradição do O POVO, desde a sua fundação, de proximidade com os leitores; alguns deles – como Caio - com alguns aspectos de sua vida bastante ligados ao jornal.
E tem mais uma coincidência: a editora do Jornal do Leitor, Jacqueline Costa – que publicou a carta do pai de Caio -, é filha de Seu Costa.
Se você tem algum história ligada ao O POVO, escreva para a Jacqueline, que ela encontrará espaço no Jornal do Leitor: opiniao@opovo.com.br e jacqueline@opovo.com.br
Veja o texto de Nilo Aguiar Maia, pai de Caio, publicado no Jornal do Leitor. Continuar lendo este post »
É propaganda de sapato ou de partido?
Postado em 8 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti
Outdoor que “enfeita” Fortaleza:

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