31.10.11 00:07
“Para Mamíferos” será lançada no sábado
Chega à 3ª edição a revista “Para Mamíferos”, editada por Tércia Montenegro, Jesus Irajacy Costa, Pedro Salgueiro, Glauco Sobreira, Nerilson Moreira e Raymundo Netto.
Colaboração
O número traz a colaboração de: Henrique Beltrão, Karla Martins, Dodora Guimarães, Narcélio Limaverde, Everardo Norões, Luci Collin, Poeta de Meia-Tigela, Lúcio Cleto, Ricardo e Elizabeth Bezerra, Thiago Arrais e Pedro Rogério.
Lançamento
O lançamento será neste sábado (5/11/2011), às 19 horas, no auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (ao lado do Planetário). A revista será vendida a R$ 10,00.
Edição
Em seu terceiro número, traz na capa a assinatura de Leonilson, artista plástico cearense, nascido em 1957, e morto em 1993, em São Paulo. Participou da concorrida Bienal de São Paulo, em 1985, firmando seu nome no cenário artístico contemporâneo nacional e internacionalmente. Dodora Guimarães comenta a obra de Leonilson.
Mais
A edição traz ainda o conto “Pelas superfícies”, de Maria Valéria Rezende, ganhadora do Prêmio Jabuti de 2009.
Entrevista com Gilmar de Carvalho, jornalista, publicitário, pesquisador e ficcionista, falando sobre sua vida, desde a infância. Ele também comenta o seu livro “Parabélum”, 30 anos depois de tê-lo escrito.
Um perfil de um dos pioneiros do rádio cearense, Narcélio Limaverde, pelo jornalista Nerilson Moreira. Narcélio é autor de “Senhoras e senhores” e de “Fortaleza, história e estórias: memórias de uma cidade”.
Tem ainda Airton Monte, cronista do O POVO, na seção “Como Você Nunca Viu”.
E mais. Veja o relise completo distribuído pelos editores.
Para Mamíferos
A Para Mamíferos, revista de Letras e Artes, independentemente editada por Tércia Montenegro, Jesus Irajacy Costa, Pedro Salgueiro, Glauco Sobreira, Nerilson Moreira e Raymundo Netto, surpreende sempre a cada edição.
Em seu terceiro número, traz na capa a assinatura de Leonilson, artista plástico cearense, nascido em 1957 e morto em 1993, em São Paulo, muito jovem, onde desde 1985, na concorrida Bienal de São Paulo, firmara sua carreira no cenário artístico contemporâneo, nacional e internacionalmente, com seu estilo, fosse em cores ou em preto e branco, de intensa paixão. Também é dedicada à memória desse nosso artista, ainda muito desconhecido por sua gente, as palavras de abertura pela curadora e consultora de artes, especialista em artes plásticas, Dodora Guimarães.
Maria Valéria Rezende, educadora popular e escritora paulista radicada na Paraíba, ganhadora do Prêmio Jabuti em 2009, traduzida e publicada em diversos países (Argentina, Itália, Portugal e Espanha), nos apresenta o conto “Pelas Superfícies”, além de breve biobibliografia.
A coluna “Literatrilhas” nos leva, pelos olhos e palavras do poeta, radialista e compositor Henrique Beltrão e da psicóloga e pesquisadora Karla Martins, a Nantes, na França (ou Bretanha?), onde “há de se dar de coração”. Então, merci pour la compagnie!
O entrevistado especial da edição veio por um “Resgate de Arquivo”. Com fotos inéditas ao público, Gilmar de Carvalho, jornalista, publicitário, pesquisador e ficcionista, fala de sua infância, de suas primeiras leituras, os primeiros escritos, o namoro com a Literatura, a iniciação jornalística, a perseguição pelo DOPS e a censura, os movimentos culturais cearenses, o teatro, o processo criativo e Parabélum 30 anos depois. IMPERDÍVEL!
“Interiores” ocupa o espaço “dossiê cearense” da nova edição. Sabido que muitos dos escritores cearenses, mesmo os que residem na Capital, vêm do interior, a Para Mamíferos voltou os olhos para “dentro”, em algumas das regiões do Ceará, e encontrou: Dimas Carvalho (Acaraú), Joan Edesson (Cedro), Luciano Bonfim (Crateús), Társio Pinheiro, Dércio Braúna, Kelson Oliveira (os três de Limoeiro do Norte) e Webston Moura (Morada Nova).
Um presente especialíssimo para os leitores e ouvintes da Para Mamíferos, desta vez, não vem da revista, mas do RÁDIO: Narcélio Limaverde, jornalista, radialista e autor de Senhoras e Senhores e de Fortaleza, História e Estórias: memórias de uma cidade, pioneiro e testemunha ocular (e auricular) da construção da história do rádio no Ceará; uma das vozes mais fiéis e confiáveis do povo cearense, por meio do jornalista Nerilson Moreira, nos pinta, em modestas oito páginas, o que a sua frase “O rádio é minha vida” resume com toda a verdade e beleza.
“Numa Outra Língua”, sessão dedicada à tradução inédita, o conto “El Barranco” de José Maria Arguedas (escritor e antropólogo peruano que estaria completando 100 anos em 2011) é passado a limpo por Everardo Norões, e os poemas da irlandesa Eiléan Ní Chilleanáin nos chegam pela voz da curitibana Luci Collin.
O registro fotográfico de Para Mamíferos ousou penetrar no mundo de répteis, insetos e fósseis de sucata do escultor metalista Lúcio Cleto (Mostra Reciclarte, Espaço Cultural dos Correios, Mostra 8 de maio – UNIFOR, dentre outros). O som dessa exposição vem da tigelira e da tigelavra do Poeta de Meia-Tigela (Alves de Aquino).
Na “Caixa de Espantos”, espaço dedicado à produção poética e de contos: Carlos Vazconcelos, Raymundo Netto, Carlos Emílio Corrêa Lima, Daniel Mazza, Majela Colares, Alan Mendonça, Jesus Irajacy Costa, Astolfo Lima Sandy e Ceronha Pontes.
Thiago Arrais, ator e professor do curso de Teatro da IFCE, pensa e repensa o teatro, cortinas abertas, da multidão, “por um corpo corajoso que se canse de esperar”.
A “desrotulação” da vida e da obra do goiano José J. Veiga, considerado um dos maiores expoentes do fantástico em nosso país, em “Cabacinha de água endurecida ou garrafa de coca-cola”, texto de Márton Tamás Gémes, doutor em literaturas de língua portuguesa pela Universidade de Köln/Alemanha. De quebra, sugestões de bibliografia sobre o autor e “Reversão”, conto não incluído em sua bibliografia oficial.
Pedro Rogério, radialista, compositor e doutor em Educação pela Universidade Federal do Ceará, analisa o “Pessoal do Ceará”, desta vez, com destaque para o compositor de “Cavalo Ferro” e de “Manera Fru Fru Manera”, dentre outros, Ricardo Bezerra, “continuador da antropofagia moderna de Mário e Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e todos aqueles inquietos intelectuais (…) um tropicalista cearense que transcende os limites do óbvio”.
Na curiosa seção “Como Você Nunca Viu”, Airton Monte, o cronista do Benfica e d’O POVO, revela sua face ALIENista… Caso queira, um poster para parede de seu quarto!
30.10.11 00:03
“Grandes Nomes” com música, astronomia, política, negócios e arte: rádio O POVO/CBN
No próximo dia 7/11/2011 começa mais uma edição do programa “Grandes Nomes”, na rádio O POVO/CBN. Durante duas horas, iniciando-se às 11 horas, o entrevistado submete-se a uma sabatina por uma equipe de quatro jornalistas do Grupo de Comunicação O POVO. Pelo quarto ano consecutivo, eu tenho a responsabilidade de ancorar o programa.
Nesta edição, os entrevistados são os seguintes:
7/11 (segunda-feira, das 11h às 13h) – Chico César – cantor compositor, secretário da Cultura da Paraíba. Provocou polêmica recentemente ao classificar como “forró de plástico” os grupos de forró eletrônico. Afirmou que nas festas patrocinadas pelo governo da Paraíba tais grupos não seriam contratados.
8/11 (terça-feira, das 11h às 13h) - Ronaldo Rogério de Freitas Mourão - um dos mais importantes astrônomos brasileiros. Autor de dezenas de livros sobre o assunto, como “Explicando a Teoria da Relatividade”, “Da Terra às Galáxias” e “Einsten, de Sobral para o Mundo”.
9/11 (quarta-feira, das 11h às 13h) – Emiliano Queiroz - cearense de Aracati é um dos atores mais destacados do país. Foi um dos pioneiros da TV Ceará (na época, uma emissora dos Diários Associados), atua no cinema e na TV. Um de seus personagens mais marcantes na TV foi Dirceu Borboleta, o atrapalhado auxiliar do prefeito Odorico Paraguassu (Paulo Gracindo), da fictícia Sucupira, no interior da Bahia – na novela O Bem Amado.
11/11 (quinta-feira, das 11h às 13h) – Pio Rodrigues - vice-presidente do C. Rolim, grupo de empresas que vão de construtoras, passando por lojas de calçados, venda de veículos e imobiliária, o empresário é também líder classista, na Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e no Sindicato da Indústria da Construção Civil. [A entrevista com o empresário Pio Rodrigues estava prevista inicialmente para quinta-feira.]
11/11 (sexta-feira, das 8h às 9h40min) – Aldo Rebelo - deputado federal do PCdoB, por São Paulo, no quinto mandato consecutivo. Foi nomeado recentemente ministro dos Esportes, depois do afastamento do antigo titular, seu correligionário. Foi presidente da Câmara dos Deputados e ministro da Coordenação Política no governo Lula. O convite a Algo Rebelo foi feito antes de sua nomeação a ministro; a produção do programa está confirmando a manutenção de sua agenda com a rádio. Devido à agenda do ministro, o programa irá ao ar das 8h às 9h40min, na sexta-feira (11/11). [ A entrevista com o ministro estava prevista inicialmente para sexta-feira.]
[A correção do dia das entrevistas do ministro Aldo Rebêlo, com mudança de horário deste, e do empresário Pio Rodrigues foi feita às 19h45 do dia 7/11.]
Serviço
Programa Grandes Nomes
Rádio O POVO/CBN, 1010AM
28.10.11 12:54
Direitos humanos, democracia, mídia e Justiça, na pauta dos magistrados cearenses
Entre os dias 3 a 5 de novembro, será realizado o 3º Encontro da Magistratura Cearense. O evento é organizado pela Associação Cearense de Magistrados (ACM). As palestras abordarão três eixos temáticos:
Direitos Humanos, Democracia e Justiça,
comentados por Renato Janine Ribeiro, da Universidade de São Paulo (USP); Luiz Moreira Gomes Júnior, do Instituto Brasiliense de Direito Público e Jorge Hélio Chaves de Oliveira, conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Judiciário e mídia
Também haverá painel sobre o Judiciário e a mídia, abordando inclusive o impacto das novas tecnologias e redes sociais, com os seguintes debatedores: o juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Marcelo Semer, colunista do site Terra (ex-presidente da Associação Juízes para a Democracia), e o jornalista Plínio Bortolotti, diretor institucional do grupo de comunicação O POVO.
Abertura
A solenidade de abertura na noite da quinta-feira (3/11), com conferência do juiz maranhense Marlon Jacinto Reis, um dos idealizadores do projeto de lei da Ficha Limpa e que coordena o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). Ele falará sobre a magistratura e os movimentos sociais.
Conferência
O encerramento será no dia 5/11, com a conferência do juiz do TJSP, José Henrique Rodrigues, presidente da Associação de Juízes para a Democracia, com o tema “A magistratura e a defesa dos direitos humanos”.
Programação completa e inscrições, no portal da ACM.
O evento será no hotel Gran Marquise (Av. Beira Mar, 3980)
27.10.11 00:03
Meu artigo publicado na edição de hoje (27/10/2011) do O POVO.
A culpa é da motocicleta
Plínio Bortolotti
Não vou fazer aquela piada do sofá na sala, porque é velha. Mas que parece com a campanha que se está fazendo contra o uso de motocicletas, isso parece.
Já vi neste jornal as motos serem responsabilizadas pelos crimes de pistolagem, pois sendo um veículo rápido, facilitaria a fuga. Bom, o mesmo se poderia dizer quando os bandidos começaram a andar a cavalo, bicho bem mais rápido que o bípede humano. E, depois, quando os criminosos começaram a usar carros, como bem se vê nos filmes de gângster.
Já vi também se propor aumento dos impostos para motocicletas, de modo a compensar os acidentes causados por elas. Mas, até agora, não li ninguém propondo aumento de imposto para carrões de luxo – muitos dos quais são utilizados como armas por seus motoristas inimputáveis. E nem se propor um teste de sanidade mental para quem compra um carro ao custo de um milhão de dólares ou mais.
Mais recentemente, baixou o gênio legiferante no ministro Alexandre Padilha (Saúde). Ele sugere a criação de uma lei limitando a venda de motocicletas somente a quem tiver carteira de habilitação. Ok, mas por que o negócio vale só para veículos de duas rodas? Quer dizer que sujeito pode comprar um caminhão trucado sem carteira de habilitação, mas não pode comprar uma motocicleta?
Já existe legislação suficiente para punir quem anda sem habilitação, quem circula com o veículo em condições inadequadas ou quem pratica irregularidades no trânsito. A questão é que falta rigor dos governantes em fiscalizar (eles têm medo de perder votos) e frouxidão da Justiça em apenar com mais dureza motoristas que provocam acidentes graves por excesso de velocidade, desrespeito às leis de trânsito ou embriaguez.
O problema é que motocicleta é transporte – muitas vezes instrumento de trabalho – de pessoas de menos recursos, os ascendentes da chamada nova classe média, o que causa horror aos burgueses e à pequena burguesia, pois acham que somente eles têm direito a circular em veículos automotores individuais.
25.10.11 20:25
Vitória da transparência: Senado aprova lei que facilita acesso a documentos públicos
O plenário do Senado aprovou na noite desta terça-feira projeto de lei que garante e facilita o acesso a documentos públicos nos três Poderes da República, em todos os níveis de governo. Na prática, o projeto acaba com o sigilo eterno de arquivos do governo. O texto segue para sanção da presidente Dilma Rousseff.
A proposta trata de documentos sigilosos, mas também de tudo que for produzido pelos governos federal, estaduais, do Distrito Federal e de prefeituras.
Pelo projeto, nenhum documento poderá ficar mais de 50 anos com acesso restrito. A proposta classifica as informações sigilosas entre: reservadas (5 anos de sigilo), secretas (15 anos) e ultrassecretas (25 anos).
Apenas os ultrassecretos poderão ter uma única renovação do prazo, indo a 50 anos. Questões sobre violações dos direitos humanos não poderão ser classificadas como ultrassecretos.
Reproduzido da Folha.com, onde o texto poderá ser lido na íntegra.
25.10.11 10:35
Defensoria Pública da União abre diálogo sobre comunicação e cidadania
Nesta quinta-feira (27/10), a convite da Defensoria Pública da União (DPU) participo do evento “Comunicação e Cidadania”, que reunirá defensores da União e do Estado, funcionários da instituição e estudantes de Jornalismo.
Também falará no evento Maryllenne Freitas, editora-executiva da rádio O POVO/CBN.
Veja a programação e os demais convidados
8h30min – Abertura
9h – Maryllenne Freitas, editora Executiva da Rádio O POVO/CBN.
10h – Plínio Bortolotti, diretor Institucional do Grupo de Comunicação O POVO.
11h – Marco da Escóssia, coordenador do Portal Jangadeiro Online e Antino Silva, coordenador de Mídias Sociais do Portal Jangadeiro Online.
14h – Eulália Camurça, produtora do Núcleo da TV Globo no Ceará e Ana Quezado, coordenadora do Núcleo da TV Globo no Ceará.
15h – Marcos Duarte, editor da revista jurídica “Leis e Letras”.
16h – Moacir Maia, jornalista, presidente do Fórum Nacional de Comunicação e Justiça
Dia: 27 de outubro de 2011 (quinta-feira)
Local: Sede da Defensoria Pública da União no Ceará
Endereço: Rua Costa Barros, 1127
23.10.11 19:06
Caco Barcelos mostra-se “preocupado” com atuação da imprensa brasileira
Por indicação da estudante de Jornalismo Marina Solon (@marinaasolon) cheguei a este vídeo, do programa “Em Pauta” (20/9/2011), da Globo News, no qual o repórter Caco Barcelos, fala de sua “preocupação com esse momento da imprensa brasileira”, pois ele vê [e existe e é grande] diferença entre jornalismo investigativo e jornalismo feito a partir de “declarações de determinada fonte”.
Investigativo, investigação
No Brasil – digo eu – se confunde jornalismo investigativo – que depende da pesquisa e do esforço do repórter em desvelar determinado assunto – e jornalismo feito a partir de investigação de outra pessoa, da qual o jornalista se aproveita.
Aqui tanto pode entrar o caso (mais grave) 1. de alguém que faz uma denúncia por ver seus interesses contrariados e a imprensa publica sem verificação prévia ou 2. de repórteres que se valem de dados levantados por outras instituições oficiais ou não, como por exemplo um tribunal de contas, a Controladoria Geral da União ou alguma ONG.
Primeiro
Alguns colegas costumam chamar isso de jornalismo investigativo, mas no primeiro caso, é apenas temerário (e antijornalístico) publicar-se uma declaração acusando alguém fiando-se apenas na palavra do denunciante.
Segundo
No segundo, trata-se de jornalismo a respeito de algum levantamento (que foi entregue de mão beijada ao jornalista), portanto é jornalismo sobre uma investigação e não jornalismo investigativo (que depende do esforço do próprio repórter).
21.10.11 18:35
Curso sobre investigação de gastos públicos em esportes, online, pela Abraji
Estudantes também podem participar
A Abraji, em parceria com a Associação Contas Abertas, promove a partir de 14 de novembro o primeiro curso on-line “Investigação em esporte: gastos com a Copa 2014 e os Jogos Olímpicos 2016”.
O treinamento, voltado a jornalistas profissionais e estudantes de jornalismo, tem financiamento do Open Society Institute. Inscrições podem ser feitas até 7 de novembro.
Virtual
O curso será ministrado integralmente à distância por meio de plataforma virtual interativa. Mais informações e inscrições na página da Abraji.
20.10.11 09:06
O POVO chega à final do Prêmio Esso, em duas categorias
Pelo sétimo ano consecutivo, O POVO é finalista do mais importante prêmio do jornalismo brasileiro: o Esso.
Com a grande reportagem “Santificados – Nos Altares de Beira de Estrada”, os repórteres Felipe Araújo, Cláudio Ribeiro, Ana Mary C. Cavalcante, Demitri Túlio, Émerson Maranhão, Luiz Henrique Campos e Fátima Sudário (edição) chegaram à final na categoria Norte/Nordeste.
Com o mesmo trabalho, o editor executivo do Núcleo de Imagem, Gil Dicelli, disputa a final nacional de Criação Gráfica. (Clique na imagem para ampliar).
20.10.11 00:01
Por que a primavera gorou no Brasil ou “A vassoura que assusta”
Meu artigo publicado na edição de hoje (20/10/2011) no O POVO.
A vassoura que assusta
Plínio Bortolotti
Em pelo menos dois artigos que escrevi recentemente levantei a possibilidade de que a “primavera” que percorre os países árabes e europeus poderia rebater-se no Brasil.
Mas os ventos primaveris sopraram primeiro nos Estados Unidos: o movimento “Ocupe Wall Street” (a Rua do Muro, centro financeiro do mundo) e o grito de “99% contra 1%” (de bilionários do país) pegou políticos e imprensa de surpresa. Os atos – que reúnem gente de todas as idades – espalharam-se a partir de Nova York replicando-se em várias cidades americanas.
É normal que a gravidade dos problemas demore a ser percebido pelo establishment (o poder estabelecido, em seu sentido mais amplo). É um mecanismo psicológico do velho que não quer morrer, enquanto o novo se esforça para nascer*.
Os movimentos renovadores demoram a ser reconhecidos pelas “elites”, que se recusam a crer no que veem. A seis dias da Proclamação da República, por exemplo, o Império promoveu uma de suas maiores festas, o Baile da Ilha Fiscal.
A história, como a vida, sempre encontra formas de se manifestar: os que vaticinaram o “fim da história” quebraram a cara
Mas a pergunta que eu queria fazer é a seguinte: por que, no Brasil, os atos anticorrupção – que tentam emular o movimento europeu e árabe –, apesar do evidente apoio dos meios de comunicação, continuam patinando?
Eu tenho uma teoria. Os movimentos contra a corrupção no Brasil sempre foram desculpa golpista para os conservadores. Eu tremo de medo quando veja nesses atos a utilização da vassoura como símbolo de “limpeza”. Incontinenti, me vem à cabeça o histriônico Jânio Quadros, que nos legou a ditadura militar. Lembro dos próprios militares, utilizando-se do mesmo mote – junto com o fantasma do comunismo – para aterrorizar a classe média. E, mais recentemente, o “caçador de marajás”, Fernando Collor.
Creio que isso formou uma espécie de “memória coletiva”, que rejeita esse tipo de manifestação, pois recorda os resultados anteriores.
*Analisando a sua época, início do século passado, o marxista italiano Antonio Gramci escreveu que a crise residia na situação em que “o velho resiste em morrer e o novo não consegue nascer”.
Posts Recentes
Categorias
Arquivos
Blogs O POVO
Copyright © 1995-2013