30.09.11 11:47
Depois da ocupação das calçadas, as ruas são novo alvo de infratores
Os leitores voltaram a colaborar com a seção “Fortaleza, terra de ninguém”.
Pela amostra, parece que a nova moda agora, além da ocupação das calçadas, é tomar conta também das ruas, como se propriedade particular fosse.
Foto
A foto foi enviada por Gabriel Ramalho [@gabsramalho], mostrando que um prédio, na rua João Cordeiro (entre a av. Santos Dumont e a rua Costa Barros) usa cones para privatizar um trecho da rua que fica em frente ao edifício.
Hotel
A outra colaboração vem de Ian Gomes [Iangomes09]dizendo ter ficado “exatos 17 minutos”, juntamente com dezenas de outros motoristas, esperando um caminhão descarregar mercadorias pela entrada dos fundos do hotel Gran Marquise, na rua Senador Machado (paralela com a av. Beira Mar).
Estacionamento
Escreve ela: “Caminhões e carros usam a calçada como estacionamento, alguns chegando ao cúmulo de estacionar no meio da rua, impedindo qualquer um de passar naquela tão estreita via. O mais agravante é mostrar que o hotel Gran Marquise usa a rua como garagem do hotel, e os moradores, que precisam se deslocar para o trabalho, não sabem mais a quem apelar”.
Por fim ela faz um apelo veemente para que a AMC “dê uma passadinha” na rua.
29.09.11 23:03
Alberto Cairo: infografia não é arte

Alberto Cairo: A infografia é informação e tem de respeitar a ética jornalística. Foto: Marcos Campos(clique para ampliar)
Infografista da revista Época, Alberto Cairo, abriu hoje (29/9/2011, às 19h) a série de palestras do projeto Debates Universitários O POVO. Ele falou na FA7 (Faculdade 7 de Setembro) para mais de 250 pessoas.
Arte funcional
Ele abriu a palestra dizendo que faria um resumo de seus dois livros “A arte funcional” e “Infografia 2.0″.
Veja aqui mais informações sobre Alberto Cairo, seus livros, e o projeto Debates Universitários O POVO.
Anotações que fiz durante a palestra:
Ele começa dizendo que não gosta que infografia seja chamada de “arte”. Diz que, no Brasil, quando lhe pediam para fazer “uma arte”, perguntava do que se tratava: um mapa?, uma infografia?, um desenho? Diz que chamar infografia de “arte” é uma particularidade do Brasil.
O nome do livro
Por que titulei meu livro como “A arte funcional”?, pergunta-se para responder: o importante é o adjetivo “funcional”, pois infografia não é só arte, é uma ferramenta (cognitiva) para responder perguntas.
Arte
A arte, diz Cairo, é uma expressão interior do artista, mas a infografia não pode ser a expressão do mundo interior do jornalista: “Tem de ser precisa, objetiva, científica; a sua essência é jornalística”.
“A infografia é a engenharia visual da informação”, portanto, pode conter elementos artísticos e ser “bonita”, mas “a sua camada estética não pode atropelar a camada da informação”.
Jornalismo
A relação que existe entre arte e infografia, diz Cairo, é a mesma que existe entre jornalismo e literatura. A infografia pode usar recursos da arte e o jornalismo pode usar recursos da literatura, mas as coisas não se confundem, diz ele. ”Infografia é informação jornalística e tem de ser governada pelas mesmas regras éticas do jornalismo”.
Critica algumas infografias que mostravam a invasão do esconderijo de Bin Laden no Paquistão, para dizer que muitos jornais e portais da internet apresentaram uma “ficção” ao leitor, pois valeram-se de informações não confirmadas para construírem as apresentações.
Objetividade
Ele recomenda duas regras básicas na preparação de uma infografia: 1. Pense primeiro na informação que deve ser repassada ao leitor (a “camada estética” tem de estar subordinada aos dados objetivos); 2. Nunca distorça as informações, tendo o infografista de se ater ao dados apurados e confirmados.
29.09.11 10:47
Pesquisador diz que bloqueio da Internet ajudou a exacerbar protestos no Egito
Venho fazendo, neste blog, um debate a respeito a suposta capacidade que as mídias sociais têm de fazer revoluções. Os que têm a paciência de ler sabem que eu me alinho entre os que entendem que as novas mídias são ferramenta e não as causadoras de mobilizações, como a chamada Primavera Árabe.
No post anterior sobre o assunto - Revolução foi tuitada, mas não foi feita pelo Twitter – pode-se encontrar link para outros posts sobre o tema.
Acomodação
Vejam na matéria abaixo, publicada originalmente no New York Times e reproduzida pela Folha de S. Paulo (22/9/2011), a tese defendida pelo pesquisador Navid Hassanpour. Ele diz que as redes sociais podem ser um fato de acomodação – e que a decisão do ex-dirigente egípicio, Hosni Mubarak, de bloquear as rede sociais, ajudou a aumentar a mobilização contra o seu regime. Veja o artigo completo.
Mobilização ou distração?
NOAM COHEN
DO “NEW YORK TIMES”
As mídias, incluindo as ferramentas interativas de redes sociais, tornam você passivo, podem solapar sua iniciativa e fazer com que você se contente em assistir ao espetáculo da vida desde seu sofá ou de seu smartphone.
Até mesmo durante uma revolução, ao que parece.
Essa é a tese provocante de um novo artigo de Navid Hassanpour, pós-graduando em filosofia política na Universidade Yale, intitulado “Bloqueios da Mídia Exacerbam Agitação Revolucionária”.
Com cálculos complexos e vetores que representam a tomada de decisões por parte de potenciais manifestantes, Hassanpour, doutor em engenharia elétrica pela Universidade Stanford, estudou o levante recente no Egito.
Sua pergunta foi: “Até que ponto foi inteligente a decisão tomada pelo governo do ditador Hosni Mubarak em 28 de janeiro, no meio dos protestos cruciais na praça Tahir, de fechar as conexões à internet e aos celulares?”.
A conclusão dele é que a decisão não foi tão inteligente assim, mas não pelas razões mais previsíveis. “A conectividade plena em uma rede social às vezes representa um obstáculo à ação coletiva”, ele escreve.
Em outras palavras: a atividade toda de trocar mensagens no Twitter, no Facebook e por SMS é ótima para organizar e difundir uma mensagem de protesto, mas também pode transmitir uma mensagem de cautela, adiamento, incerteza ou, ainda, “não tenho tempo para esta política toda. Você já viu o último figurino de Lady Gaga?”.
É uma conclusão que contraria a ideia hoje aceita de que as mídias sociais ajudaram a impelir os protestos.
Hassanpour usou relatos feitos pela imprensa das explosões de agitação no Egito para mostrar que, a partir de 28 de janeiro, os protestos se disseminaram mais amplamente pelo Cairo e pelo país. Não havia necessariamente mais manifestantes, mas o movimento se espalhou para mais partes da população.
Ele chama isso de “processo de localização”. “Pode ser difícil medir esse processo, mas você pode testá-lo -pode testar o que acontece depois que entra em efeito uma interrupção das conexões”, argumenta.
Três efeitos no Cairo
Ele escreve que “a interrupção parcial ou total da cobertura dos celulares e da internet em 28 de janeiro exacerbou a turbulência de ao menos três formas”:
1) chamou a atenção de muitos cidadãos apolíticos, que não tinham consciência da turbulência ou não estavam interessados por ela;
2) obrigou a realização de mais comunicação cara a cara, ou seja, mais presença física nas ruas; e
3) descentralizou concretamente a rebelião no dia 28, graças à adoção de táticas de comunicação híbridas, fato que gerou algo mais difícil de controlar e reprimir do que teria sido uma só aglomeração de massa na praça Tahir. Continuar lendo
29.09.11 00:01
Meu artigo publicado hoje (29/9/2011) no O POVO.
Os relegados da Copa
Plínio Bortolotti
O Brasil, que desponta no cenário internacional com direito a dar pito nos países mais poderosos do mundo – como fez a presidente Dilma Rousseff em seu discurso na ONU – mostra sinais de capitulação vergonhosa à Fifa a troco de um torneio de futebol. Um campeonato importante, a Copa do Mundo, mas nada que justifique o servilismo de suspender leis para se ajustar às exigências do sr. Joseph Blatter.
Duvido, caso se dê um breque às exigências descabidas, o todo-poderoso terá coragem de retirar a Copa do Brasil.
A Lei Geral da Copa, enviada pelo Executivo ao Legislativo, contém itens que suspendem dispositivos legais, contrariam artigos do Estatuto do Torcedor, como a meia-entrada para idosos e aqueles que obrigam a quem tenha o mando do jogo a responder pela segurança e possíveis prejuízos decorrentes do evento. (A meia-entrada para estudantes, consignada em leis estaduais, também será proibida.)
Além disso, haverá multa ou pena de reclusão (três meses a um ano de detenção) a quem “reproduzir, imitar ou falsificar” os símbolos oficiais da entidade. Os humoristas que se cuidem.
E, como se diz, além da queda, coice. Uma das justificativas para mobilizar esforços pela Copa eram as obras de infraestrutura, que ficariam como “legado” ao povo brasileiro. Mas os “responsáveis” já estão falando em utilizar a estrutura atual, sem contar com as novas obras. Ou seja, a herança da Copa, principalmente para a população mais pobre (que não vai conseguir nem chegar perto dos estádios devido ao preço dos ingressos), também vai para o beleléu. (E o que não for, as “remoções” cuidarão de pôr essa gente no seu lugar.)
Em lugar das obras de mobilidade, uma ideia brilhante: as cidades sedes ficam autorizadas a decretar feriado nos dias de jogo, para que a estrutura existente suporte o movimento adicional.
O que sobrará, então? A festa para os afortunados que poderão assistir aos jogos nos estádios?
28.09.11 16:34
Prêmio AMB de Jornalismo – Paulo Bonavides
Prosseguem até o dia 22/10/2011 inscrições para a 8ª edição do ”Prêmio AMB de Jornalismo – Paulo Bonavides”, promovido pela Associação dos Magistrados Brasileiros.
Judiciário
O objetivo, segundo a organização do prêmio, é “estimular a cobertura jornalística qualificada sobre temas relacionados à magistratura, ao Judiciário e à justiça cidadã”. As reportagens inscritas devem ter sido veiculadas entre 1º de janeiro de 2011 e 31 de setembro de 2011.
Homenagens
Na edição deste ano, a AMB homenageará o jurista e Professor Paulo Bonavides (integrante do Conselho Editorial do O POVO), e também a juíza Patrícia Acioli, assassinada este ano devido à sua atuação rigorosa contra organizações criminosas.
Prêmio vai contemplar oito categorias:
1. Mídia Impressa, 2. Telejornalismo, 3. Radiojornalismo, 4. Fotojornalismo,
5. Webjornalismo, 6. Mídia Regional, 7. Assessoria das Associações filiadas,
8. Categoria Especial Patrícia Acioli Combate ao crime organizado e segurança de magistrados e dos fóruns
Brasília
Cada uma das melhores reportagens de cada categoria receberá o prêmio de R$ 10 mil. Os vencedores serão anunciados em em Brasília, na presença dos três finalistas de cada categoria, cujas despesas de viagem e hospedagem serão pagas pela organização do evento.
26.09.11 19:32
Copa do Mundo: ESPN faz matéria sobre remoções na Comunidade dos Trilhos
Por indicação de Mônica Mourão [@MonieM] cheguei à reprodução no Youtube de um programa da emissora ESPN abordando a remoção de populações pobres, devido às obras da Copa do Mundo.
As informações que se pode obter são bastante interessantes, apesar do tom melodramático da narração e da editorialização da matéria.
Em artigos que escrevo para O POVO, reproduzidos neste blog, abordei o assunto em duas ocasiões: VLT: duas perguntas sobre remoções e “Não é justo perder tudo assim”.
Veja o vídeo da reportagem da ESPN.
26.09.11 10:01
Vida de gado: crianças são transportadas assim em muitas cidades do interior
Depois de ter escrito dois artigos no O POVO sobre o assunto: Prefeitos põem crianças no pau-de-arara (6/5/2010) e Pau-de-arara: crime sem punição (22/9/2011), relatando a morte de crianças, no interior do Estado, em acidentes nesse tipo de veículo, a que são submetidos estudantes por prefeitos irresponsáveis, recebi a foto acima, do leitor Adriano Teixeira.
Granja
Pelas informações do e-mail que ele me enviou trata-se de um caminhão usando para transportar estudantes na cidade de Granja, situação que se repete em dezenas de cidades do interior do Estado.
Detran
Adriano, que é técnico de segurança do Trabalho, informa que a portaria 1153/2002 do Detran regulamenta o transporte escolar de estudantes. Obviamente, o pau-de-arara foge a qualquer regulamentação. Aliás, mais óbvio ainda seria o prefeito reconhecer que, mesmo se não existisse lei nenhuma, transportar estudantes assim é um absurdo.
Dizer o quê?
Eu ia escrever mais alguma coisa, mas a imagem dispensa comentários. Cada um pode complementar com as palavras que julgar melhores para definir esse tipo de siautação.
23.09.11 19:52
Elói Pietá, secretário nacional do PT, visita O POVO
Visitou O POVO hoje (23/9/2011) o secretário geral do Partido dos Trabalhadores (PT), Elói Pietá.
Ele estava acompanhado do deputado federal Artur Bruno (PT) e de Raimundo Ângelo, presidente do PT em Fortaleza. Pietá foi prefeito de Guarulhos (SP) por dois mandatos, entre 2001 e 2008.
Debate
O secretário do PT veio a Fortaleza para falar sobre o tema “Brasil hoje e suas perspectivas”, um ciclo de debates que está ocorrendo em várias capitas. o ciclo é organizado pela Fundação Perseu Abramo, que organiza o evento juntamente com o PT.
23.09.11 19:43
Associações de advogados lançam campanha para valorizar honorários

A partir da esquerda: Hélio Winston (CE) e Arystóbulo de Oliveira (SP), presidentes das associações de advogados de seus respectivos estados (clique para ampliar)
Visitaram hoje (23/9/2011) O POVO os advogados Arystóbulo de Oliveira Freitas (presidente da Associação dos Advogados de São Paulo) e Hélio Winston (presidente da Associação dos Advogados do Estado do Ceará).
Sucumbência
As duas associações lançaram hoje no Ceará a campanha que tem como objetivo a “valorização a valorização e proteção aos honorários advocatícios”.
Valores
Segundo os advogados existe “arbitrariedade na fixação” dos honorários se sucumbência por parte de muitos juízes. Para eles, em muitos casos, os honorários são fixados em “valores irrisórios”, que não atenderaim as determinações legais.
22.09.11 19:57
Em parceria com instituições de ensino superior O POVO lança o projeto “Debates Universitários” com o objetivo de aproximar profissionais e estudantes das mais diversas áreas do conhecimento.
Pesquisa
Os organizadores do evento tiveram o cuidado de convidar pessoas que estão no mercado de trabalho, mas que continuam estudando, pesquisando, ou dando aulas sobre o objeto de seu ofício.
Quem abre a série de palestras é o infografista Alberto Cairo (@albertocairo). Espanhol, radicado no Brasil, ele é diretor de infografia e multimídia da revista Época, autor dos livros sobre o assunto (Infografía 2.0 e El Arte funcional). Escreve artigos quinzenais no jornal espanhol El País. Foi professor de jornalismo na Universidade de Carolina do Norte, em Chapel Hill (EUA).
Projeto
O projeto Debates Universitários é realizado pelo O POVO em parceria com as seguintes instituições: Universidade Federal do Ceará (UFC), Estácio-FIC, Instituto Federal (IFCE) e Faculdade 7 de Setembro (Fa7).
Serviço
Palestra: Infografia: Inovação no diálogo texto e imagem na mídia impressa e web
Palestrante: Alberto Cairo
Local: Faculdade 7 de Setembro (FA7)
Endereço: Rua Alm. Maximiniano da Fonseca, 1395 – Eng. Luciano Cavalcante (com estacionamento)
Data: 29/9/2011
Horário: 19 horas
Evento gratuito e aberto ao público
No dia do evento, a palestra poderá ser assistida ao vivo neste link.
Veja a programação completa do ciclo e palestras. Continuar lendo
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