Plínio Bortolotti

31.12.10 00:01

Jornalismo: prêmios Gandhi, Sebrae e Ministério Público da União

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Prêmio de Jornalismo

Ministério Público da União oferece prêmio para reportagens de estudantes de Jornalismo.

Prêmio Gandhi de Jornalismo para profissionais e estudantes.

Prêmio Sebrae de Jornalismo.

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30.12.10 19:28

Novo Ano

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Para os eventuais leitores deste blog (e também para os que não o leem) desejo um Novo Ano com a paz desta criança, a proteção que lhe dá a mãe – e olhar entre preocupado e esperançoso que ela lança ao futuro: em foto de Drawlio Joca.


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30.12.10 00:02

Lei dom Edmilson da Cruz para limitar reajuste de parlamentares

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 3 Comentários

Meu artigo semanal, publicado na edição de hoje (30/12) do O POVO.

"Entreolhar", de Hélio Rôla

Lei dom Edmilson da Cruz
Plínio Bortolotti

Organizações da sociedade civil iniciaram movimento para propor emenda constitucional alterando a forma de reajustar o salário dos parlamentares. O objetivo é coletar um milhão de assinaturas e apresentar um projeto de lei de iniciativa popular alterando a Constituição, de modo a vincular o aumento dos congressistas à variação do salário mínimo. A movimentação começou depois que os deputados federais (seguidos por deputados estaduais e vereadores) autoconcederam-se reajuste de 61,8%. Uma página na Internet, o “Nossa Lei” (http://www.nossalei.com.br) está coletando assinatura para apresentar o projeto no Congresso Nacional.

O colunista Fábio Campos (“Política”, edição de 24/12) propôs que o projeto receba o nome de Lei Dom Edmilson da Cruz. O bispo emérito de Limoeiro do Norte (CE), 86 anos, recusou-se a receber no Senado a comenda de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara. O motivo: protestar contra o aumento dos parlamentares.

No artigo anterior, Deputados devem ganhar bem, mas aumento foi abusivo, divulguei estudo da Transparência Brasil mostrando que o salário representa apenas 27% do valor que um deputado recebe anualmente. As verbas adicionais, a maior parte do subsídio, são bem mais difíceis de controlar. Na semana que passou, por exemplo, tornou-se público o uso que fez da “verba indenizatória” o futuro ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB-MA): apresentou nota fiscal de R$ 2.156 de um motel em São Luís para justificar pedido de ressarcimento de despesa.

Alguns deputados justificam essas verbas como necessárias para o exercício do mandato. Acredito que sejam, para aqueles que honram os votos que recebem. Mas, então, deveriam cuidar de estabelecer regras rígidas para que sejam, de fato, bem utilizadas.

(A propósito: o projeto deveria buscar outro índice para vincular o reajuste dos parlamentares, pois o salário mínimo vem recebendo reajustes bem acima da inflação.)

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23.12.10 09:37

Transparência Brasil seleciona coordenador de projetos e redator

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Havia feito post sobre o assunto no Twitter, mas como despertou um razoável interesse, ponho aqui também para quem não me acompanha no microblog de 140 caracteres.

Transparência Brasil

A Transparência Brasil abriu processo de seleção de pessoas para ocupar as funções de coordenador de projetos (com mestrado ou doutorado) e de redator (graduado em jornalismo ou relações internacionais) do projeto Excelências.

A Transparência  informa que a única forma de  participar da seleção será de acordo com as instruções – e pede que não se telefone para a entidade. As inscrições vão até o dia 15 de janeiro de 2011.

Exigências para o preenchimento das funções e o modo de se inscrever podem ser vistas a seguir. Continuar lendo

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23.12.10 00:01

Sobre salário de parlamentares: “Deputados devem ganhar bem, mas aumento foi abusivo”

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 2 Comentários

"Trama do olhar", de Hélio Rôla: imagem a partir de um crochet de Efimia Rôla (clique para ampliar))

Meu artigo semanal, publicado na edição de hoje (23/12/2010) do O POVO:

Deputados devem ganhar bem, mas aumento foi abusivo
Plínio Bortolotti

Diferentemente de muitos, defendo que os parlamentares tenham um salário decente, com o qual possam sobreviver sem sobressaltos e executar suas funções adequadamente. Não fosse assim, somente os abonados poderiam se dedicar à política, algo que seria negativo para a democracia.

Evito também entrar no jogo de depreciar genericamente os políticos, como se eles fossem responsáveis por todos os males do Brasil. Creio mesmo que existe cobertura desproporcional da imprensa comparando-se, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário. Muito se fala, por exemplo, nas férias generosas dos parlamentares – e muito menos se diz de algo equivalente favorecendo juízes e a burocracia dos tribunais.

Agora, convenhamos, o atual salário de R$ 16.500,00 dos deputados federais já é mais do que razoável para manter – e bem – um parlamentar. Afinal, eles estão no Congresso para servir e para não para se servirem de benesses. Leve-se ainda em conta que o salário representa apenas 27% do que um deputado recebe ao longo do ano para manter o seu mandato. (Veja abaixo estudo completo da Transparência Brasil sobre o assunto.)

A autoconcessão do reajuste de 61,8% (para a inflação acumulada de 17,8% nos últimos três anos) pode soar como escárnio. Os R$ 26.723,00 que os congressistas vão ganhar equivalem a quase 50 salários mínimos, quando este subir para R$ 540,00. Deve ser uma das diferenças mais altas do mundo, se não for a maior.

Sem falar no “efeito cascata”. Pois quando se reajusta o salário dos deputados federais, os estaduais e vereadores correm para aumentar os seus.

Por isso, louvem-se os que resistiram ao aumento ou defenderam que recuperasse apenas a inflação dos últimos três anos. Esses congressistas mostram que generalizações são injustas. Muitas vezes, propositais, partindo dos que gostam de desprezar a democracia, como se esta fosse a causa do mal, e não o remédio com o qual se pode curá-lo.

Veja estudo da Transparência Brasil mostrando que o salário é apenas uma parcela da remuneração dos congressistas. Continuar lendo

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22.12.10 16:55

Sou cidadão cearense: de fato e de direito

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 29 Comentários

Deputado Adahil Barreto, a quem agradeço por ver em mim méritos para me considerar cidadão cearense

Quem tem a paciência de acompanhar minhas escrivinhações por este blog, sabe que evito falar de questões pessoais. Acredito naquela máxima de que o trabalho do jornalista é contar a história dos outros.

No entanto, pela felicidade do presente que acabo de ganhar, vou abrir exceção: a Assembleia Legislativa me concedeu hoje o título de Cidadão do Ceará. A proposta foi do deputado Adahil Barreto, a quem manifesto minha imensa gratidão.

Confesso que tinha o secreto desejo – tão secreto que nunca o havia manifestado a ninguém – de ser considerado, de direito, cidadão do Ceará; pois, de fato, há muito tempo já me considero assim.

O título me é ainda mais honroso pois fui indicado a ele por um deputado com tenho tenho boas relações – devido ao meu trabalho – mas pouquíssima proximidade. Portanto, ele deve ter visto algum mérito em mim para apresentar a proposta.

Hoje o deputado me telefonou informando que a sua proposição fora aprovada na Assembleia. Agradeci-lhe, sinceramente emocionado – e ele respondeu que o tinha feito por ver méritos em meu trabalho de jornalista: “Se não fosse assim eu não faria”.

Fiquei pensando e creio mesmo que faço um trabalho decente como jornalista, mas talvez não tanto que pudesse me habilitar ao título. Mas, sem modéstia, decidi que o mereço, se não pelo pelo esforço de meu trabalho, mas pelo tanto que gosto e sou agradecido ao Ceará.

Com certeza o certificado de Cidadão Cearense ganhará dois quadros: um ficará na minha casa; o outro, na sala em que trabalho no O POVO.

Aqui o Diário Oficial em que meu título foi votado, junto com o da presidente Dilma Rousseff. : )

Abaixo o projeto de lei sobre o qual a Assembleia aprovou o título. Continuar lendo

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19.12.10 23:31

“Revelar segredos de governo representa o corpo e também a alma do jornalismo investigativo”

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 3 Comentários

Colunista do site Salom.com, o americano Glen Greenwald é advogado constitucionalista – e mora no Rio de Janeiro há seis anos. Tem sido uma das vozes destacadas em defesa de Julian Assange, fundador do Wikileaks.

Ele deu uma entrevista para a Folha de S. Paulo (19/12/2010) – Cerco a Assange deixa jornalismo vulnerável, afirma especialista -, da qual vou reproduzir alguns trechos que julguei mais interessantes. A entrevista pode ser vista na íntegra clicando-se no link (para assinantes do jornal ou do Uol).

O que Greenwald disse

? Os diplomatas são usados para espionar outros países e para levantar dados de inteligência da mesma forma que a CIA seria usada. O papel da diplomacia é evitar guerras, mas muitos documentos mostram tudo menos isso.

? Isso [o caso Wikileaks] vai justificar na cabeça de muita gente que seja criado algum tipo de repressão ou censura na internet, o que é um retrocesso. As pesquisas com o público americano mostram que a maioria acredita que o WikiLeaks causou mais danos do que benefícios e que Assange deve ser encarcerado. [Temendo que os governos se aproveitem do caso para justificar o controle da internet.]

? Quando Obama concorreu à Presidência, criticava Bush por sua guerra contra a transparência. A realidade é que não só ele continuou a maioria destas políticas como, em alguns casos, elas até pioraram.

? Depois do 11 de Setembro, a grande imprensa [americana] se tornou completamente identificada com o governo. Eles cobriram a Guerra do Iraque embarcados com o Exército e começaram a ver o mundo pela perspectiva do governo.

? A maior desgraça é que nosso governo [dos Estados Unidos] levou o país a uma das mais terríveis guerras dos últimos cem anos baseado integralmente em mentiras, e a classe jornalística não se deu ao trabalho de submeter as informações a qualquer escrutínio.

? Revelar segredos de governo representa o corpo e também a alma do jornalismo investigativo.

? Em 2001 a pessoa de maior impacto foi Osama bin Laden, mas eles tiveram muito medo e escolheram Rudolph Giuliani [ex-prefeito de Nova York]. Agora, é claro que Assange tem mais impacto do que Zuckerberg. [Comentando o fato de a revista Time ter escolhido Mark Zuckerberg, criador do Facebook, como a "personalidade do ano", em vez de Julian Assange, responsável pelo Weakleaks. A Time escolhe a "personalidade" pelo impacto que ela causa do mundo, independentemente do mérito de seus feitos.]

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19.12.10 23:03

Wikileaks: segundo fonte diplomática americana, Cuba proibiu “Sicko” por elogiar demais seu sistema de saúde

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

[Veja abaixo link para post de Michal Moore em que ele nega que "Sicko" tenha sido proibido em Cuba. Acrescentei depois de alguns minutos de publicado o post, alertado sobre o fato de que o diretor do documentário já havia dado esclarecimentos em sua página da internet.]

Sempre achei interessante e divertidos – mas muito exagerados e maniqueístas – os filme de Michael Moore. Gosto, principalmente de Roger & eu, em que ele narra a sua saga para falar com o presidente da Ford, que tomara a decisão de fechar uma fábrica em Flint (Michigan, EUA), cidade do diretor. Assisti ao filme em uma dessas madrugadas perdidas, muito tempo atrás – quando ainda a internet não era difundida – e anotei o nome de Moore para buscar mais referências dele.

Pois bem agora com mais um vazamento do Wikileaks, fica-se sabendo que o governo de Cuba teria vetado a exibição de Sicko, por considerar que o documentário “pintava um cenário favorável demais do sistema de saúde da ilha”, conforme matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo (pág. A20, 19/12/2010). Em “Sicko” Moore faz severas críticas do sistema de saúde americano e o compara com o de alguns outros países.

Segundo a matéria, o que o governo cubano temia com os elogios desmedidos, segundo anotou a fonte diplomática dos Estados Unidos, é que a população cubana cobrasse do governo aquilo que o filme mostra – e que não corresponderia à realidade.

Atenção: Michael Moore afirma em sua página na internet, o filme “Sicko” não foi proibido em Cuba. Segundo ele, os ataques e a versão de que o filme foram fabricados por setores anticastristas de Miami e enviados de Cuba por um funcionário do Departamento de Estado americano. Fui alertado do post de Moore pela professora Sandra Helena (@sahelena), a quem agradeço. Veja o post de Michale Moore: Viva Wikileaks! Sicko não está banido de Cuba.

Veja abaixo a matéria publicada pela Folha de S. Paulo. Continuar lendo

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16.12.10 00:01

Corregedoria autônoma para as Polícias do Ceará

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 9 Comentários

Arte: Hélio Rôla (clique para ampliar)

Meu artigo semanal publicado na edição de hoje (16/12/2010) do O POVO.

Segurança pública e corregedoria autônoma
Plínio Bortolotti

Um dos momentos que mais mexeram com o governador Cid Gomes, na entrevista à rádio O POVO/CBN (projeto Debates Especiais Grandes Nomes), foi o questionamento sobre os problemas da segurança pública.

Depois de listar o que vem fazendo no setor – antecipando-se a possíveis críticas – ele deu uma informação inédita: disse que estuda a criação de uma corregedoria completamente desvinculada das polícias, que atuaria como uma secretaria, sob seu comando direto. Para implementá-la, Cid disse que consultaria o Ministério da Justiça para verificar se haveria algum obstáculo legal.

Consultado pelo O POVO (edição de 10/12), o Ministério da Justiça emitiu nota dizendo que o estado do Ceará é “autônomo para promover esta mudança na sua Secretaria de Segurança”. Portanto, a medida depende apenas do governador – e seria muito positivo ver a experiência na prática

Entre os grandes problemas da segurança pública, um deles é um certo segmento criminoso das polícias, que sabota qualquer medida mais efetiva de combate à violência e ao crime. Rechaçam até mesmo medidas administrativas para ordenar o setor, pois é nesse elemento de anarquia que viceja a “banda podre”, como a denomina Luiz Eduardo Soares (autor dos livros “Elite da tropa” e “Elite da tropa 2”).

O sociólogo Luiz Eduardo, um dos maiores estudiosos do assunto no país, disse (também em entrevista para o Grandes Nomes) que uma corregedoria autônoma seria um modelo “inspirador para o Brasil”. Para ele, é impossível melhorar as polícias e, por conseqüência a segurança pública, sem um duro enfrentamento com a “banda podre” da corporação.

Obviamente, o governador terá de encarar uma batalha ingente contra o corporativismo policial (o bem e o mal intencionado), pois será um ataque ao coração do problema.

Para isso teriam de atentar também alguns juízes, evitando conceder, com tanta facilidade, liminares mandando reincorporar policiais expulsos por má conduta.

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14.12.10 09:17

Trilhos foram retirados, mas leitor quer verde no lugar do lixo

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 2 Comentários

Via Expressa, no cruzamento com a av. Padre Antônio Tomás: trilhos velhos foram retirados da calçada (clique para ampliar)

Leitor que viu sua queixa ser resolvida pela SER II (Secretaria Executiva Regional), depois do post Trilhos ocupam a calçada da av. Padre Antônio Tomás/Via Expressa, mandou a foto e o texto, com o título Fortaleza nem sempre é a terra de ninguém.

«Segue a foto que bati neste último domingo, após a promessa da Transnordestina de remover os trilhos esquecidos junto a Via Expressa após uma obra. O melhor dos mundos seria que nunca fossem esquecidos no local mas com uma pequena força foram retirados. Obrigado. Torço agora para um dia que ao invés de tanto lixo no local houvesse muito verde

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Plínio Bortolotti

Plínio Bortolotti

Jornalista. Diretor Institucional do Grupo de Comunicação O POVO, jornal, rádios […]

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