Plínio Bortolotti

20.05.13 17:24

“Estado laico – E eu com isso?” – Debate na Unifor

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Estado laico“Estado laico – E eu com isso?” –  é o debate que será realizado na Unifor (auditório celina Queiroz), no dia 29/5, quarta-feira, às 8h.

Cultos

Promoção das disciplinas Ética e Cidadania (curso de Jornalismo) e Filosofia do Direito (curso de Direito), o tema surgiu motivado pelo projeto aprovado na Câmara Municipal que estabelece horário na TV Fortaleza (da Câmara) para a transmissão de cultos, basicamente da igreja católica e das evangélicas.

Mediando

A convite da professora Sandra Helena (Ética) já participei de alguns debates, que ela organiza regularmente. Das outras vezes como debatedor, agora como mediador de uma mesa afiada.

Estado laico – E eu com isso?
29/5/2013, 8h – Teatro Celina Queiroz, na Unifor.
Promoção: disciplina de Ética e Cidadania (curso de Jornalismo) e Filosofia do Direito (curso de Direito)

Debatedores:
»Martônio Mont´Alverne – jurista, professor da Unifor, procurador do Município de Fortaleza.
» Carlo Tursi – teólogo, integrante da coordenação das CEBs – Comunidades Eclesiais de Base.
» Vanderlúcio Souza – editor do blog cristão (católico) Ancoradouro.
Mediação:
» Plínio Bortolotti – jornalista do O POVO.

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16.05.13 00:03

Bem vindos, médicos cubanos

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 5 Comentários

Foto: Drawlio Joca

Foto: Drawlio Joca (clique para ampliar)

Meu artigo publicado na edição de hoje (16/5/2013) do O POVO:

Bem vindos, médicos cubanos
Plínio Bortolotti

Desabou sobre o Ministério da Saúde uma enxurrada de críticas depois do anúncio que seriam contratados seis mil médicos cubanos para trabalhar no Brasil. Tirante a palhaçada da revista Veja, vibrando em suas páginas a acusação de que o país seria inundado de “espiões comunistas” – parlapatice indigente, que merece citação apenas pela teratologia circense – sobram os argumentos risíveis e os supostamente técnicos.

Entre os risíveis está dizer que os cubanos teriam dificuldade de entender a língua dos brasileiros. Pelo tipo de formação, os médicos da Ilha terão menos dificuldade para compreender os males do povo do interior do que elite médica nativa, que conhece Miami, porém nunca esteve nos grotões. Um destes ficaria com cara de abestado frente a um sertanejo queixando-se do pé desmentido ou de uma mãe aperreada, prestes a ter um farnesim, dizendo: “Doutor, trouxe o meu bichim porque ele está com o bucho quebrado”.

Quanto aos argumentos “técnicos”, as corporações médicas – conselhos e sindicatos – alegam faltar aos cubanos a preparação para o exercício da medicina. Poder-se-ia dizer o mesmo de boa parte dos médicos nativos, porém dos cubanos será exigida prova de qualificação, o que descredencia a crítica.

O suposto argumento técnico, na real, visa a garantir reserva de mercado. Mas fica difícil entender, mesmo desse ponto de vista, pois a maioria dos médicos tupiniquins recusa-se a clinicar em áreas remotas. Assim, essa reserva assemelha-se às “áreas de engorda” de especuladores imobiliários, que seguram grandes lotes urbanos, esperando valorização. Pelo jeito, do mesmo modo agem as corporações médicas. Querem, talvez, criar uma reserva preventiva, pois, por ora, não se dispõem ao trabalho distante.

Aceitem-se os motivos dos médicos brasileiros que preferem os grandes centros. Mas eles não têm o direito de atrapalhar os profissionais dispostos a mergulharem no Brasil profundo.

 

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10.05.13 16:04

Prêmio Petrobras de Jornalismo: texto e foto

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

PetrobrasAo comemorar 60 anos a Petrobras lança o Prêmio Petrobras de Jornalismo, para jornalismo impresso, de rádio, TV, internet e fotojornalismo. Serão R$ 461 mil em prêmios aos quais podem concorrer jornalistas de veículos de comunicação nacionais e regionais.

Publicação

Podem ser inscritas fotos e matérias publicadas entre 10 de maio de 2012 e 9 de maio de 2013. As inscrições devem ser feitas até 10 de julho de 2013.

Temas

São entendidos como temas da premiação reportagens nas áreas: 1) Cultural. 2) Esportiva. 3) Responsabilidade Socioambiental. 4) Petróleo, Gás e Energia.

Prêmios

Para cada uma das áreas haverá prêmio de R$ 17.200 para as seguintes categorias: 1) Impresso (jornal ou revista). 2) Rádio. 3) Televisão. 4) Portal de notícias. No caso de Fotojornalismo, haverá um prêmio no mesmo valor, podendo abordar qualquer uma das áreas. Na categoria Regional prevalece a mesma divisão, com prêmio de R$ 7.150.

Mais informações e inscrição.

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09.05.13 00:03

Burocratas decidem à revelia do povo: “Cabeças lumiares”

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 1 Comentário

Meu artigo publicado na edição de hoje (9/5/2013) do O POVO.

Ilustração: Hélio Rôla

Ilustração: Hélio Rôla (clique para ampliar)

Cabeças lumiares
Plínio Bortolotti

“Burocracia”, no Brasil, adquiriu sentido meramente pejorativo pela ação deletéria de boa parte dos nossos burocratas, pois, originalmente, a palavra refere-se a um corpo eficiente de funcionários da administração pública.

E, no seu sentido negativo, a burocracia contamina boa parte do sistema político, que age como se a lógica fosse defender os interesses da corporação ou de um grupo fechado de interesses. A vida das pessoas torna-se, para eles, algo distante, quando não um estorvo a ser afastado.

Os governos estadual e municipal divulgaram como grande feito a realização de uma das etapas das lutas do UFC (Ultimate Fighting Championship, o campeonato de artes marciais) em Fortaleza. O prefeito Roberto Cláudio e o governador Cid Gomes fizeram questão de posar calçando luvas iguais àquelas com que os lutadores se massacram no octógono.

Para receber o campeonato, o ginásio Paulo Sarasate está passando por reformas, incluindo as suas quadras externas. Note-se: a reforma já era necessária, mas somente feita por causa do evento.

No entanto, o burocrata da Secretaria de Esportes do município se “esqueceu” de avisar à vizinhança, que usa as quadras para lazer e onde funciona uma escolinha de futsal. A Secretaria garante, que após a luta, as quatro quadras serão devolvidas ao uso original (a conferir), acalmando um boato de que o local viraria estacionamento. Até lá (a pancadaria será em 8/6) a comunidade que se vire: sem quadras e sem explicação.

O mesmo acontece com outras obras, a exemplo do aquário e, agora, da ponte estaiada sobre o rio Cocó. (Nem questiono o mérito, mas o modo de empurrar goela abaixo do indefeso contribuinte as belas ideias que surgem nas cabeças luminárias dos burocratas do mais alto escalão.)

Dizem que a ponte a está “inserida num conjunto de obras com o objetivo de melhorar o trânsito de Fortaleza” (vereadora Cláudia Gomes, alidada do prefeito). Mostrem os estudos, por favor.

Com diz um amigo: “Há cabeças que iluminam, mas não brilham”.

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08.05.13 19:52

Jornalismo sindical é jornalismo?

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

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“O jornalismo de informação sindical”, livro de Vladimir Caleffi Araújo, é uma profunda e perspicaz análise do modo de produção do jornalismo sindical.

Personagens

Caleffi, por meio de pesquisas e entrevistas com os principais personagens do jornalismo sindical (os próprios jornalistas e os dirigentes das entidades representativas dos trabalhadores) mostra como os dirigentes sindicais “apropriam-se dos veículos como se fosse seus” (Christa Berger, na abertura).

Montante e jusante

Para o autor, os “responsáveis sindicais situam-se tanto a montante como a jusantes dos artigos e reportagens do jornalismo sindical”. “Chegamos ao ponto – diz um redator – de fazer permanentemente autojustificativa de nossas próprias posições e não mais informação”.

Crivo da diretoria

Outro jornalista, de uma entidade sindical de professores, que tinha de fazer matéria a respeito de problemas havidos em determinada escola, dá a seguinte declaração: “A gente procura entrar em contato com os professores daquela escola. Mas, infelizmente, tem de passar pelo crivo da diretoria que quer saber se o professor que se manifestou está alinhado com o sindicato. Não vai declaração de ninguém no jornal sem aval da diretoria, mesmo que seja professor sindicalizado”.

Militância

O problema da promiscuidade entre fonte (quase que exclusivamente os próprios dirigentes sindicais) e jornalistas, faz com que estes, segundo Caleffi, antes de profissionais, se tornem militantes da “causa” do sindicato em que trabalha.

Ambiguidade

Para ele “a ambiguidade na relação entre jornalistas e dirigentes [faz] com que os primeiros abandonem as regras básicas da conduta profissional jornalística”. Ironizando, um jornalista sindical entrevistado diz que se houver um incêndio “vai ser [publicada] a versão da direção de como a coisa pegou fogo”.

Redator oficial

Isso transforma o jornalista sindical – diz Caleff – em uma espécie de “redator oficial”. E “por sua condição militante [...] o jornalista sindical é levado à renunciar à ética profissional jornalística, quando se vê confrontado com os interesses da organização para a qual trabalha”.

Atributos

Mas o autor mantém o otimismo quanto a “recuperar os atributos da informação no jornalismo sindical”. E cabe ao jornalista, diz ele, “boa parcela da responsabilidade, direcionando seus esforços na tentativa de (re)construir as práticas do jornalismo de informação sindical, referendando-se em uma visão menos equivocada do processo informativo e da missão dos meios de comunicação institucionais”.

É jornalismo?

O livro tem como subtítulo de “Atores e práticas de uma forma de produção jornalística”, mas ao se terminar a leitura fica a pergunta: o que se pratica nos sindicatos é mesmo jornalismo?
*****

Maldade

“O jornalismo de informação sidical” é uma publicação da UFRGS Editora, que não deveria ter cometido a maldade de imprimi-lo em corpo 10. Uma boa edição teria deixado o livro com metade das páginas, sem perder a essência de suas informações.

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06.05.13 16:18

Prêmio ETCO de Jornalismo

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

EtcoA ETCO – Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial lançou o Prêmio ETCO de Jornalismo, “que tem por objetivo o reconhecimento de trabalhos jornalísticos que estimulem a conscientização da sociedade para temas como o comércio ilegal e a informalidade, pirataria, complexidade do sistema tributário, sonegação fiscal e o impacto da corrupção na economia”.

Categorias

O prêmio tem as seguintes categorias: 1. Jornal, 2. Revista, 3. Radiojornalismo, 4. Telejornalismo e 5. Jornalismo Online. Mais a distinção principal – o Prêmio ETCO de Jornalismo 2013.

Premiação

O vencedor de cada categoria receberá o valor de R$ 10 mil. Ao Prêmio ETCO de Jornalismo 2013 será
conferida a quantia adicional de R$ 10 mil.

Prazos

Poderão concorrer trabalhos veiculados entre 1º de janeiro de 2012 e 1º de agosto de 2013. Inscrições podem ser feitas até 1º de agosto de 2013.

Mais informações e inscrição.

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02.05.13 18:06

Adital faz pesquisa para conhecer melhor seus leitores

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

AditalA agência de notícias Adital está fazendo uma pesquisa para conhecer melhor os seus leitores.

Ligada a setores da Igreja Católica que militam em movimentos sociais, a Agência de Informação Frei Tito para América Latina (Adital), tem, entre outros objetivos “levar a agenda social latino-americana e caribenha à mídia internacional”, estimular o jornalismo de cunho ético e social e “dar visibilidade às ações libertadoras que o Deus da Vida faz brotar nos meios populares”. O nome da agência homenageia o frade cearense, Tito de Alencar Lima, morto em 1974, vítima da ditadura militar.

Para responder à pesquisa. (Dá para responder em dois minutos.)

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02.05.13 00:03

Judiciário x Congresso: “O nome da crise”

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Meu artigo publicado na edição de hoje (2/5/2013) do O POVO.

Arte: Hélio Rôla

Arte: Hélio Rôla

O nome da crise
Plínio Bortolotti

A cada vez que surge uma “crise” envolvendo o Judiciário desponta o nome do ministro Gilmar Mendes no noticiário. (Desponta é modo de dizer, pois ele sempre está lá, fazendo prejulgamentos sobre quase tudo e sobre quase todos, sem se preocupar com a prudência que a capa de julgador aconselha.)

Nessas ocasiões lembro de um texto do jurista Dalmo Dallari (Folha de S. Paulo, 8/5/2002), publicado às vésperas da condução de Gilmar Mendes ao Supremo Tribunal Federal (STF), quando exercia o cargo de advogado-geral da União. Segundo Dallari, Gilmar Mendes estaria “longe de preencher os requisitos” para ocupar o STF. O jurista antevia risco à “normalidade constitucional”, devido ao histórico e à falta de respeito que Gilmar teria em relação às normas do direito.

E vejam, nos mais momentosos casos, lá estava a figura de Mendes. A suposta escuta telefônica, da qual se disse vítima, foi pretexto para dizer que se vivia em um “Estado policial”. Nunca apareceu nenhuma comprovação da tal escuta. Depois, a reunião dele com Lula, na qual o ex-presidente teria pedido para adiar o julgamento do mensalão. A única testemunha do encontro, o então ministro Nelson Jobim, negou que o assunto fora tratado.

Agora, devido a uma polêmica proposta de emenda constitucional, do deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) – aprovada na Comissão de Constituição e Justiça, composta por diversos partidos -, o ministro Gilmar Mendes apressa-se a dizer que os deputados “rasgaram a Constituição”. E, no melhor estilo teatral, afirma que seria melhor “fechar” o Supremo se a PEC for aprovada. Parece que ele gosta de jogar gasolina na fogueira, torcendo para que os bombeiros estejam de férias.

O senador Sarney, quando presidente, disse uma frase que deveria estar no frontispício de todas as instituições da República: “É preciso respeitar a liturgia do cargo”. Se não por outra coisa, o ex-presidente merece ser lembrado por essa lição, que deveria ser obrigatória a todos os servidores públicos.

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29.04.13 18:54

Agências de jornalismo sem fins lucrativos

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Guilherme Alpendre, diretor-executivo da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) organizou uma lista com links para as principais organizações de jornalismo de interesse público e sem fins lucrativos.

A relação foi divulgada originalmente na lista da Abraji, coordenada por Guilherme, e pela qual ele faz transitar com frequência assuntos relevantes para o jornalismo e para os jornalistas.

As agências mais conhecidas

Estados Unidos
ProPublica: http://www.propublica.org
The Center for Public Integrity: http://www.publicintegrity.org
The Texas Tribune: http://www.texastribune.org

El Salvador
El Faro: www.elfaro.net

Chile
Ciper: http://ciperchile.cl

Brasil
Agência Pública: http://www.apublica.org

Rádios e universidades

Nas emissoras públicas americanas, como a PBS, há programas com finciamento independente. Este, por exemplo, de documentários,  o Frontline: http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline

A rádio pública dos Estados Unidos também é muito boa. Aqui a NPR, National Public Radio: http://www.npr.org

A exemplo da PBS, também na NPR, os programas conseguem se organizar para ter financiamento externo. Destaque para MarketPlace: http://www.marketplace.org.

Alguns sites ligados a universidades cobrem o que está na vanguarda do jornalismo global. É o caso do Nieman Lab (http://www.niemanlab.org), do Poynter (http://www.poynter.org) e do Centro Knight para Jornalismo nas Américas (https://knightcenter.utexas.edu/pt-br).

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29.04.13 16:48

Previdência: Prêmio Abrapp de Jornalismo

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

AbrappA Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar lançou inscrições para o 1º Prêmio Abrapp de Jornalismo. O objetivo, segundo os organizadores, é “estimular a publicação de informações que colaborem para difundir conhecimento sobre planos fechados de previdência complementar”.

O prêmio, com duas categorias: 1) Jornal Impresso e 2) Revista Impressa, está com inscrições abertas até 30/6/2013. Podem concorrer matérias publicadas entre 1º/7/2012 a 30/6/2013. O prêmio é de R$ 10 mil para cada uma das categorias.

Mais informações e inscrição.

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Plínio Bortolotti

Plínio Bortolotti

Jornalista. Diretor Institucional do Grupo de Comunicação O POVO, jornal, rádios […]

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