06.06.10 01:04
U2 – A história de uma grande banda!
U2 – COMO COMEÇOU…
Tudo começou em 25 de Setembro de 1976…
Data essa em que Larry Mullen Jr., com apenas 14 anos, pôs um anúncio na escola, Mount Temple High School, à procura de componentes para uma nova banda. Como resultado formou um grupo denominado anteriormente, por dez minutos , de Larry Mullen band, logo depois , com 5 elementos batizado na época de ”Feedback “, que incluía Larry na bateria, Adam Clayton no baixo, Paul Hewson (Bono) no vocal, David Evans (The Edge) na guitarra e o irmão de David, Dik Evans, também na guitarra.
Falando um pouco sobre o primeiro dia… O primeiro ensaio foi na cozinha da casa do Larry onde estava montada uma bateria que mal cabia lá. Todos couberam no espaço com seus instrumentos. Lá estavam também os pais de Larry, que o Adam comenta o fato: “Não percebi se era o Larry ou os pais dele que nos estavam avaliando”. Nesse dia não tocaram muito, conversaram mais. O Bono que estava lá nem sequer levou a guitarra, mas isso não o impediu de assumir a liderança.
Larry revela que durante cerca de dez minutos apenas, foi a banda de Larry Mullen ( Larry Mullen Band) para proteger seu “ego”. Além disso, estavam na sua cozinha. Mas segundo ele, Larry, apareceu o Bono e “estragou tudo”. “Basicamente destruiu a minha oportunidade de ser líder” diz Larry. Marcaram o segundo ensaio logo depois, que pensou-se na sala de aula da escola, com ajuda de um professor de música, nas tardes das quartas-feiras. Todos podiam participar dos ensaios, pois estudavam pela manhã. E segundo Adam era uma estratégia para tornar-se conhecidos. Assim seguia a banda.
No final do trimestre, teria uma mostra de talentos no ginásio da escola e decidiram estrear nessa ocasião. Conta o grupo que se dedicaram a trabalhar para esse concerto. Só tinham duas músicas, era esse o repertório. ‘Show Me The Way’ do Peter Frampton e, como piada, ‘Bye Bye Baby’ dos Bay City Rollers.
SHOW ME THE WAY – Peter Frampton
Após 18 meses de ensaios, os “Feedback” , mudaram o nome para “The Hype”. A banda tocou já com esse novo nome no concerto para a descoberta de novos talentos em Limerick na Irlanda em 17 de Março de 1978, tendo ganho o concurso. Larry lembra ter olhado para o publico e de ver o pessoal levantando e batendo palmas. Relata: “Até alguns professores ficaram lá. Tive uma sensação de alivio. E depois ao tocar Bye Bye Baby, pensei: “É capaz de estarmos estragando tudo”.
Bye Bye Baby – Bay City Rollers
Nesse dia , somente os quatro tocaram, pois Dick estava em aulas. Conta Adam que ” foi um delírio, uma enorme injeção de adrenalina. Durante aqueles dez minutos se abriu todo um mundo novo cheio de possibilidades”. O público estava em delírio, como se estivessem em uma revolta, e os quatro integrantes da banda que apresentaram-se pela primeira vez em público em êxtase. Bono diz isso em algumas palavras: “Tudo mudou para mim, pois agora já sabia o que queria fazer para o resto da vida. Estava ali o que procurava”.
Larry comenta nesse momento que “depois disso, acho que nos tornamos uma banda, conseguimos finalmente tocar um público sem nos desgraçarmos completamente. Foi como se minha identidade tivesse mudado. Já não era o cara loiro que andava pelos corredores, era agora o cara da banda”.
Fazia parte do júri, Jackie Haden, da “CBS Records”, que ficou impressionado com a banda, tendo-lhes dado a oportunidade de gravar a sua primeira demo.
À partir daí tudo aconteceu bem depressa… Iniciam-se os ensaios aos sábados. Deram um passo a frente para outro nível. Uma horas nas quartas-feiras não era mais suficiente.
Daí a emoção do dia mudaram alguns sentimentos dos jovens Bono, Edge e Adam que estavam encarando o futuro de forma diferente. A música e a banda tinha mudado isso. Entretanto Larry simplesmente como um rapaz envergonhado, como se achava, não sabia de futuro, mas sabia que isso era mais divertido que tocar sozinho no quarto.
Uma dificuldade que apresentavam nos ensaios: Durante os ensaios, nunca conseguiam tocar uma música até o fim, por isso, quando começavam a tocar em público, não sabiam como é que ela devia terminar. E tinham um problema: Problemas de afinação. Todos davam o seu melhor, mas de uma forma indisciplinada e imatura.
Depois de vários momentos de composições, observaram que o estilo musical punk ajudaria. Para o estilo o nome The Hype era melhor. Mas o punk rock de Dublin, Steve Averill (mais conhecido como “Steve Rapid” dos “Radiators from Space”) disse que os “The Hype” não prestavam, pelo menos no nome.
Então tocaram sua primeira música como punk – Glad To See You Go – The Ramones
Larry repetia constantemente: “Nós não somos uma banda punk, né?”
Era uma frase que ele repetia constantemente “Nós não somos uma banda punk, né?” Todos respondiam: “Não Larry, não somos.” “Estamos ouvindo o Stranglers, certo? Eles são punk, não são? Estamos tocando uma música deles. E ele repetia: “E eu não quero pertencer a uma banda punk!” “PRONTO, NÃO SOMOS UMA BANDA PUNK. ISTO NÃO É UMA BANDA PUNK”.
Daí os ensaios passaram aos domingos também para tentar terminar as músicas…
E surgiram as primeiras composições:
‘Street Mission’
Oh no man, I just got here
You got me thinking
I’m about to leave
Someday, maybe tomorrow
New direction, hello oh no no no
I walk tall, I walk in a wild wind
I love to stare
I love to watch myself grow
Someday, maybe tomorrow
New direction, hello
Oh no no no no no no no
Street missions…
Segundo Edge sobre a letra: Fantástico! Não significa rigorosamente nada! Nem sei se o Bono estava mesmo escrevendo sobre alguma coisa em concreto.
Entretanto Bono fala : “O mais interessante de ‘Street Missions’ era o final, um fabuloso solo de guitarra num registro temporal completamente diferente. Todas as pessoas diziam que havia regras no Punk, tais como não haver solos de guitarra. Mas nós dissemos: “Nós tocamos solos de guitarra se quisermos.Nunca iríamos ser uma banda punk, pois estávamos interessados em outras coisas como, por exemplo, no lirismo da música do Edge”.
E além de de Street Missions, veio a música Life On A Distant Planet.
Alguns relatos dos integrantes sobre suas obras no livro U2 By U2:
“Tentamos criar algo alusivo, algo que represente o ponto onde nos encontramos emocional, física e espiritualmente. E isso foi, ao mesmo tempo, algo agradável e emocionante”.
Quem são as pessoas que fazem o U2?
O Bono é, sem dúvida, a força motriz. Não importa a forma como tentamos descrevê-lo, as palavras são sempre insuficientes, pois ele é muito mais do que se possa dizer. Afirmar que é apenas um aglomerado de contradições não seria fazer-lhe justiça. Ele é bastante inteligente e competente como estrategista, com uma lógica inflexível, mas não sabe como cozinhar um ovo. Não faz mal, acho que nem sequer está interessado em aprender. Ele tem como poderia ser descrito como a clássica programação Macho Alfa. Não tem qualquer dificuldade em decidir o que quer e esforça-se por consegui-lo. Não vê limitações, apenas possibilidades. De certa forma, ele é o espírito do U2, representa coisas que fazem parte de todos nós.
O Edge também é muito ambicioso e empenhado, mas pode não dar para perceber isso a menos que o conheçam bem, pois é uma faceta ligeiramente turvada para a sua humanidade e bondade. Põe sempre as outras pessoas à frente. É bem capaz de estar concentrado com o seu trabalho, a meio da noite, mas se lhe pedirmos ajuda em alguma coisa, ele dedica-nos toda a sua atenção para resolver qualquer que seja o nosso problema. É um amigo e colega fantástico, com uma mente bastante perspicaz. O Bono é mais virado para os resultados enquanto o Edge dá mais importância aos pormenores. Isso origina uma excelente combinação de forças criativas.
O Larry é uma pessoa muito sensível e um amigo fiel. Para ele é tudo preto no branco. Ele pensa no mundo da mesma forma que pensa na bateria: as coisas ou estão no tempo ou estão fora dele, não podem estar ligeiramente no tempo ou ligeiramente fora. A propósito, geralmente, sou eu que estou fora do tempo. O Larry é um amigo muito fiel e um baterista bastante dotado. É difícil perceber como é que ele consegue, pois limita-se a aparecer e a tocar. Pode até estar chegando do ginásio, senta-se e lá começa ele. Faz com que pareça terrivelmente simples.
Adam “Não sei dizer qual é a minha contribuição para o U2. Não é necessariamente a minha forma de tocar Baixo. Às vezes, o Edge toca baixo, outras vezes é o Bono. Não é um território exclusivamente meu. Vence sempre a melhor idéia, seja ela de quem for. Mas há algo de especial quando tocamos juntos. É algo inexplicável, mas sempre foi o que mais me entusiasmou. É a base sobre a qual construímos o U2, a faísca de emoção e energia entre nós, e é preciso estar lá para isso acontecer”.
Fontes:
Livro U2 By U2
Youtube
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Comentários | 4 Comentários
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FRANKLIN ALMINO DE LIMA ALENCAR 08.06.10 | 00:24
U2 THE BEST-WORLD!! PODE SER!! ABRAÇOS A TODOS…
Cãndida Prásdio 01.02.11 | 17:39
Para ser sincera, o meu inglês é péssimo, mas é como se eu ouvisse se eu ouvisse 1º com o coração, a energia que se sente ao ASSISTIR os dvds é algo INACREDITÁVEL, fico louca de feliz vendo a FESTA que essa BANDA MARAVILHOSA é capaz de fazer com um trabalho espetacular…..Amo VOCÊS, U2!!! Gostaria muito de ir no show em abril….
e poder dizer ao BONO como ele é ESPECIAL e como CADA UM também nos enchem de alegrias.
abraços
Alice Mendonça 07.03.11 | 01:47
Também amamos o U2 Cândida e ficamos felizes por você contribuir nesse nosso ESPAÇO U2 !!!
abraços
ANTONIO LOPES 11.10.11 | 20:27
EU SIMPLISMENTE ,, AMO U2 ELES SAO DEMAIS ,,
MEU CARRO SO TOCA U2.