12.01.13 10:06
Enquanto todo mundo derrete no hemisfério sul, a gente congela no hemisfério norte. O inverno é uma estação linda, mas é preciso estar preparado pra enfrentá-lo. As universidades daqui até promovem workshops pros alunos intercambistas sobre como sobreviver ao inverno, dando dicas até de alimentação!
Como tem muita gente viajando nesta época do ano pra Europa e Estados Unidos, principalmente, montei um guia com o que usar nas diversas temperaturas que o frio pode ter. A estação da neve começou oficialmente no dia 21 de dezembro, mas a gente tá sentindo frio desde outubro, quando ainda era outono. E vamos sentir frio até março ainda! Brrr!
Outono e começo da primavera
Essas são estações de transição. O outono prepara para o frio, e a primavera prepara para o calor. Ambas são gostosas e um ótimo momento pra turistar, porque as temperaturas permitem passeios ao ar livre, sem a necessidade de roupas específicas, e acontecem em periodos de baixa estação, ou seja, têm passagens aéreas e hospedagens mais baratas.
As temperaturas ficam entre 15 e 7 graus, em média. Pra mim, é o período da jaqueta de couro: uma camiseta por baixo e um cachecol resolvem. Se você não tiver uma, não tem problema. Esse é o período perfeito pra usar os casacos que a gente encontra no Brasil mesmo, à venda em lojas mais baratinhas como Riachuelo, C&A e Renner.
Não compre casaco de couro nessas lojas! É muuito caro! Compre um baratinho e, quando chegar ao destino, pague a metade do preço ou menos. O meu é da Primark, de Londres, e foi 20 libras, e o do Igor é da Forever 21, e foi 40 dólares. Agora no fim do ano ele pegou uma promoção incrível e pagou 11 dólares em outro da mesma loja, já pensando na primavera!
Crie camadas ao se vestir!
Se você sente muito frio, é só ir acrescentando camadas: segunda pele + camiseta + cardigã + casaco. Repare que são camadas diferentes, não 10 camisetas uma por cima da outra. Assim você só acrescenta volume, que é tudo o que a gente não quer nas fotos da viagem!
Nos pés, tênis, sapatilhas, botinhas de cano curto. Não tem segredo. Luvas são opcionais.
Inverninho e invernão
Neve, paisagens branquinhas, temperaturas negativas. Até vir pra cá, nunca tinha visto nem sentido nada disso. Sonhava com a primeira neve do ano, e, quando ela chegou, não me decepcionei. Amo o clima, me divirto caminhando, escorregando e até tirando a neve que se acumula na varanda de casa.
Quando saio de uma casa aquecida, encaro a rua a 0 grau (ou menos) e não sinto o impacto do frio, sei que estou agasalhada o suficiente. Aqui tenho casaco de inverno feito no Canadá, o que me garante um bom isolamento por si só. Mas, nos dias mais frios, tipo quando faz -10, -20, é preciso criar as camadas de roupas.
Não dá pra deixar em casa as luvas, o cachecol de lã acrílica nem o gorro!
Casacos de inverno que mais rolam por aqui: os lindos, mas bem pesados e grossos; os matelassados, mais leves e impermeáveis, e o preto lá de cima, meu estilo favorito, mais discreto e também impermeável
Muita gente usa o casaco na altura da cintura e coloca só um jeans. Fomos aconselhados a comprar casacos mais longos, que não deixassem nunca parte das costas descobertas, por causa dos rins e dos outros órgãos vitais. Quem sente muito frio nas pernas, como eu, deve preferir também os casacos mais longos.
Para as pernas, essas são minhas dicas: meia acrílica, legging também com acrílico na composição, calça skinny pra entrar na bota mais alta ou calça bootcut pra poder passar por cima da bota.
As opções podem ser usadas individualmente ou em camadas! Quando tá friozão, uso legging com calça. Também há modelos de calça jeans revestidas com flanela e há a famosa ceroula, que é uma roupa de baixo que protege “as partes” e as pernas.
Não use meia de microfibra!
A meia-calça comum, aquela fina, transparente, não rola pro inverno. Ela é feita com fio 15, às vezes 20. As meias de fio 60 e 80 são as mais indicadas, por serem mais grossas. Mas a lição maior é a do material da meia ou do legging: tem de ser de acrílico!
A microfibra é muito fininha, enquanto que o acrílico imita a lã, mas com uma trama fechadinha que isola bem a perna do frio. Com legging de acrílico, uso saia e short na boa e fico até mais quentinha do que com calça jeans, porque o jeans tende a ficar frio.
Bota de inverno é um troço feio. Tô pra ver uma que seja bonita de verdade. As meninas mais fashionistas que vejo por aqui compram botas comuns e se garantem nas meias grossas, de lã pra isolar os pés. As botas Ugg ainda são febre (modelo vermelho). Elas são bizarras, mas são quentinhas e tão na moda. Elas não são impermeáveis e ficam tipo molhadas na neve.
A minha bota tem lã de ovelha fake por dentro, além de ser de couro. Ela é quentinha, mas o principal é que tem solado de borracha e isola a temperatura do chão dos meus pés.
Por fim, a cabeça: um casaco com capuz pra mim é fundamental. Ele ajuda a barrar o vento frio e a proteger o rosto. Se o seu casaco não tem capuz, você pode comprar um cardigã com capuz e colocar por dentro do casaco. Fica um charme o capuz de outra cor/tecido sobre o casaco de inverno.Eu morro de frio no rosto! Sempre levo na bolsa também um gorro com orelhas, no melhor estilo Chaves. Ou você se fantasia de Chaves ou coloca um protetor de orelhas estilo headphone, porque elas ficam geladas mesmo! Na bolsa também sempre vai um par mais grosso de luvas, pra trocar se for necessário.
Outras dicas:
♥ Em lugares onde a temperatura pode oscilar, tenha sempre um cardigã extra na bolsa, mesmo que seja fininho. Ele vai somar e ajudar a segurar o frio!
♥ Não precisa correr pra comprar todo o aparato de inverno antes da viagem. Se garanta nas camadas, tenha um casaco com bolsos e, assim que sair do hotel pro primeiro passeio, passe num Walmart. Eles têm luvas por 80 centavos, gorros por 2 dólares e um monte de roupa baratinha que quebra um galho incrível!
Ah! Qualquer dúvida, é só deixar aqui nos comentários!
♥
08.01.13 15:50
Livro: viajando chic com Glorinha Kalil
Gloria Kalil é uma sumidade quando o assunto é elegância. Não é à toa que a jornalista, consultora de moda e empresária é o primeiro nome que nos vem à cabeça (e à cabeça dos produtores do Fantástico também) quando o assunto é etiqueta e estilo.
E como elegância e educação a gente põe em prática em qualquer lugar, Glorinha (“a” íntima) lançou recentemente a obra Viajante Chic, o quarto livro de sua autoria. Li em um único dia por conta de uma matéria do jornal. A obra é dividida em categorias: plano de viagem, motivos de viagem, com que mala?, no ar, no mar, em terra, turismo exótico e de malas prontas. As dicas são ótimas e servem tanto para quem já é um viajante experiente quanto para aqueles que estão planejando sua primeira viagem.
Confira algumas dicas da Glorinha:
♥ Dê uma olhadinha no clima durante o período da viagem para não errar na hora de fazer as malas;
♥ Faça uma checklist dos documentos (passaporte ou documento de identidade; passagens; reservas de hotéis e de outros serviços; carteira de motorista internacional; dinheiro, cheques de viagem, cartão de crédito)
♥ Uma regra de ouro: procure levar só o que você pode carregar sem precisar de ajuda.
♥ Liste as ocasiões e se informe dos passeios para não errar nas roupas.
♥ Chic é ser civilizado. Não dá nem para parecer elegante se suas atitudes atrapalham a viagem dos outros.
♥ Férias foram feitas para relaxar, mas não sejam folgados. Tratem a casa de seu anfitrião tão bem quanto tratam a sua (ou até melhor).
O mais bacana é que o livro ainda traz histórias verídicas da Gloria e de pessoas comuns. A obra também tem uma edição especial da Moleskine, com um espaço exclusivo para anotações do leitor. Ah, e vale destacar as orelhas com checklists na hora de fazer as malas!
Serviço:
Viajante Chic
Editora Agir
Autora: Gloria Kalil
Preço: R$ 29,90 (Livraria Cultura)
♥
31.12.12 09:10
Intercâmbio: que tal fazer uma faculdade no exterior?
Na minha época de colégio e até de faculdade não era tão comum fazer intercâmbio para estudar seis meses ou um ano fora. Hoje parece que está tudo mais fácil. Mas, vamos combinar: não é qualquer um que tem grana para passar alguns meses morando e estudando fora, né?
Se você já está na faculdade e deseja cursar algumas cadeiras ou até realizar uma graduação completa no exterior, temos uma notícia ótima: o programa Ciência sem Fronteiras, do Governo Federal.
Segundo diz o próprio site:
“Ciência sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC. O projeto prevê a utilização de até 101 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação.”
Em resumo, o Governo fornece recursos financeiros para você aprofundar seus conhecimentos em uma universidade no exterior (são 18 países). Além de graduação, o programa também oferta bolsas nas modalidades Tecnólogo, Desenvolvimento Tecnológico, Doutorado Sanduiche, Doutorado Pleno e Pós-Doutorado.
Algumas inscrições já estão abertas, então vale dar uma “fuçada” caprichada no site: http://www.cienciasemfronteiras.gov.br
16.12.12 15:33
Canadá: Dúvidas sobre intercâmbio, estudos, trabalho, moradia, alimentação…
No último dia 10, completaram-se três meses da minha vinda pra Montreal. Vim com o marido, que tá estudando muito e vai se tornar, em breve, um superprodutor musical (ele tá contanto toda a experiência dele no blog Ficando Surdo). Já fiz um curso de 10 semanas de jornalismo de revista na McGill e, em janeiro, vou fazer outros. Temos melhorado o inglês, desenferrujado o francês, e a experiência é, sem dúvida, única na vida. Eu já contei um pouco aqui e aqui sobre isso.
Muita gente vem me perguntar sobre a vida por aqui, o que tem melhor que o Brasil, se vale a pena investir em um intercâmbio no Canadá, como eu vim parar aqui, como é a questão do visto, da moradia, da alimentação…
Então hoje eu peço licença à minha querida amiga Aline Veloso, que me mandou uma entrevista imensa por email, pra publicar as dúvidas que ela tem sobre intercâmbio, porque deve ser as perguntas que muita gente também tem!
Vai ficar um pouco longo, mas serve como um bom banco de dados pra quaisquer dúvidas que possam surgir durante o processo de cada um.
O que é preciso pra conseguir visto de estudante e de trabalho?
Estudante: você procura uma escola (de línguas, de formação em algo específico, tipo música ou design ou moda…) ou uma universidade e se candidata a uma vaga. Cada escola pede uma documentação diferente, mas a maioria vai pedir, no mínimo, comprovação de estudo (diplomas), histórico escolar, identidade, tudo traduzido pro inglês ou pro francês.
A tradução tem de ser feita com um tradutor juramentado (os dos Ceará estão listados aqui, com email e telefone), que vai te cobrar tipo R$ 50 a página de tradução. Essa documentação você manda pra escola, e, se ela te aceitar, vai te mandar uma carta-convite pra estudar lá. Se for na província do Quebec (onde eu tô), precisa mandar uma cópia da carta pro governo do Quebec, pra poder receber o CAQ (Certificat d’Acceptation du Québec), que é um documento que é a sua permissão pra estudar no Quebec.
O Quebec já te aceitou, agora falta o Canadá. Aí, com a documentação que você recebeu da escola, da província e mais alguns formulários (tem tudo no site do CSC-VAC), você entra com o seu pedido de visto de estudante canadense. Tudo é feito pelo correio, não tem entrevista (se tiver, é por telefone), muito tranquilo. Tudo isso demora de 3 a 6 meses.
Trabalho: tem dois tipos de visto de trabalho, um que você já precisa ter uma oferta de emprego do país e outro que você pede um open work visa, que é pra vir pro país com a permissão pra trabalhar. Esse último demora mais pra sair, mas sai. Outra forma é aplicar pra imigração permanente, que é um processo que leva uns 2 anos, tem muitas entrevistas, exige um bom nível de francês. Você chega sem emprego, mas o governo dá aulas de francês, cursos de como fazer um currículo, como enriquecer o currículo e como encontrar um emprego.
O governo exige que o estudante entre com alguma quantia fixa de dólar canadense?
O estudante universitário estrangeiro paga mais caro que o estudante canadense. Nisso já tão inclusas as taxas de educação, que não são baratas, mas são mais baratas que nos Estados Unidos. As universidades (Concordia e McGill são anglófonas; UQAM é francófona) possuem programas de bolsa, e até algumas escolas também, mas para estudantes de até 25 anos. Cada universidade/escola tem sua dinâmica de pagamento: a cada semestre paga pra estudar, ou paga tudo de uma vez ou vai nas mensalidades. Aqui rolam empréstimos estudantis, que é o que a maioria dos canadenses faz. As escolas também são abertas a organizar esse pagamento com o aluno.
É fácil achar casa ou apartamento? É caro? E o transporte?
A melhor coisa que tem é morar no centro, Downtown, porque é lá que ficam as universidades, o comércio, os bares, as casas de show. Mas também é mais caro morar lá. Eu moro no bairro de LaSalle, que é bem grande. Ele tem 3 estações de metrô, e eu moro a 20 minutos de ônibus de uma delas, a Angrignon. Isso signifca que, pra chegar ao centro, eu gasto entre 40 minutos e 1 hora de ônibus+metrô. O bom é que é tudo interligado. Você compra um cartão de transporte (Opus Card) e todo mês carrega com CAN$ 75. Com ele você pega quantos ônibus e metrôs quiser durante o mês inteiro. A passagem unitária é de CAN $ 3, e ela dura 1 hora e meia. Ou seja, dá pra pegar o ônibus e, quando chegar na estação, entrar no metrô com a mesma passagem.
Os apartamentos na região do centro são, na maioria, studios, que é basicamente um cômodo onde fica quarto + sala + cozinha, uma kitinete. O aluguel sai por uns 650 dólares em média. À medida que o tamanho do apartamento vai aumentando, aumenta o preço. Eles dão nomes aos apartamentos pelo tamanho. O studio também é chamado de 1 e 1/2 (o meio é o banheiro).
O 2 e 1/2 tem dois cômodos, quarto e sala + cozinha; o 3 e 1/2 tem quarto, sala e cozinha separados, três cômodos; o 4 e 1/2 tem quatro cômodos, sendo dois quartos, sala, cozinha separada e banheiro. Sim, é comum as casas só terem um banheiro. Como moro mais afastada do centro, pago 650 dólares em um 4 e 1/2, que é o preço de um studio em downtown.
É fácil achar um lugar pra morar desde que você chegue em junho. Dia 1 de julho é o dia oficial da mudança em Montreal. Todos os contratos acabam e começam nessa data. A gente deu sorte porque veio pra uma homestay (casa de família que recebe intercambistas) indicada por uma amiga, e o casal tinha um apartamento vizinho pra alugar. Eles ofereceram pra gente tb a internet deles e a TV a cabo, então não tivemos como resistir!
Também é comum a galera sublocar os espaços ou transferir o contrato pra outra pessoa em outras épocas do ano.
Alimentação aí sai caro?
Alimentação não é barata. Quer dizer, tem coisas caras e coisas baratas. Ovo é caro. Pago 3,50 dólares em uma dúzia, às vezes um pouco menos, porque, toda quinta-feira os supermercados lançam promoções, então dá pra ir em cada lugar e comprar o que tá mais barato naquele lugar.
Água é muito barato, mas também dá pra tomar da torneira. Carne é mais ou menos caro, e frango custa mais ou menos a mesma coisa que carne. Mas sempre dá pra pegar promoções. Semana passada comprei 1kg de sobrecoxas já temperadas e empanadas pra fazer no forno por 3 dólares. 1 kg de camarão é 10 dólares, 1 kg de bife de chorizo é 10 dólares… A gente vai comprando de acordo com o que tá mais barato naquela semana.
Que tipos de emprego os brasileiros conseguem aí?
Conheci uns brasileiros aqui que têm histórias diferentes: um cara da computação que trabalhava com videogames imigrou e conseguiu emprego na Electronic Arts e hoje tá na Ubisoft; um cara que é engenheiro, imigrou e trabalha como engenheiro nas obras da cidade; uma terapeuta ocupacional que imigrou e trabalha na área dela; uma arquiteta que veio pra cá porque não queria ser arquiteta e trabalha em uma empresa de telefonia.
A verdade é que, uma vez que você tá aqui, com visto de trabalho certinho, não tem diferença. Tem muito imigrante, a cidade é multicultural mesmo. E, como todo mundo ganha bem, o costume da galera aqui nem é muito se formar e trabalhar na área. É de se formar porque é legal ou fazer um curso profissionalizante e ter um emprego qualquer, porque dá pra viver com tranquilidade.
Você sempre quis ir pra Montreal? Por que não Toronto?
O que eu sempre li foi que Toronto era a Nova York do Canadá e que Montreal era a Paris do Canadá. Eu não conheço Toronto, mas conheço Nova York e Paris e posso dizer que Montreal tem muito das duas cidades, na verdade. Em Toronto só se fala inglês, tem muitos prédios altos e aquele ritmo de metrópole. Montreal tem poucos arranha-céus, fala francês e inglês, é cheia de parques e muito charmosa. Decidimos por Montreal porque o Igor veio estudar produção musical, e, se você procura uma cidade artisticamente interessante, ela é Montreal. Na turma dele, tem gente de Ottawa, de Calgary e de fora também, como do México, da Jamaica… Todo mundo vem pra cá porque aqui é o centro cultural mesmo.
Quais os contras de morar no Canadá?
O que eu tenho sentido mais dificuldade é com a língua. Porque a galera fala um francês com sotaque diferente e muito rápido, e o inglês também é muito rápido. Mesmo já tendo viajado, tendo estudado inglês a vida inteira, é na rua que a gente percebe que toda a gramática que a gente aprendeu não importa muito. A maior parte das pessoas é bilíngue, mas tem áreas da cidade, principalmente as mais afastadas do centro, que são totalmente francófonas. Fui num mercado de pulgas semana passada querendo falar inglês, e a galera pedia o francês. Aí tinha que rolar, né?
Não ter carro é uma coisa muito massa, porque o transporte funciona. Você baixa o aplicativo da empresa de transporte, que é a STM, e tem todos os horários de todos os ônibus e metrôs da cidade. A STM atende até pouco depois da meia-noite, mas a cidade é tão acostumada com o serviço de metrô que até os shows e as festas começam cedo, pra poder terminar a tempo de todo mundo pegar o metrô de volta pra casa. E tem as baladas que vão até de manhã, pra pessoa ficar esperando o sol nascer pra pegar o metrô também.
É muito prático, mas, às vezes, não ter carro faz falta. O metrô cobre bem a cidade, mas muita coisa só é atendida por ônibus. Aí a gente se perde, a gente anda muuuuuitoo e acaba perdendo um dia inteiro. Por outro lado, gente só conhece a cidade mesmo andando, né? E aqui é tudo bem plano, rola demais caminhar pra todo lugar. Rola também bicicleta. Tem ciclovia por quase toda a cidade, e eu só não comprei bike ainda porque o inverno tá chega não chega, e não vai rolar andar de bike no gelo (tem gente que anda, mas eu sou ótima pra cair). Mas é só chegar a primavera que eu compro uma.
O que é preciso pra conseguir morar “em definitivo”?
Como eu adiantei ali em cima, é um processo de uns 2 anos pra conseguir fazer a imigração. Tem que saber francês pra conseguir encarar uma entrevista em francês. E tem um sistema de pontos que você vai acumulando pra ser aprovado ou não. Se tem até 25 anos, ganha tantos pontos. Se tem entre 25 e 30, menos pontos. Se tiver formação universitária, mais pontos. Se for casado, mais pontos. Se tiver filhos, mais pontos. Se fala as duas línguas, mais pontos. Mas não desanimem achando que só vem família, porque não é assim! Todo mundo que a gente conhece que imigrou veio pra cá solteiro!
No site Imigração Canadá tem um teste desses pra você fazer e descobrir qual é a sua pontuação. Aí eles aconselham a pessoa a entrar com o processo quando ela atingir uma pontuação X. Se você não tem ainda, você tem tempo pra conseguir os pontos, tipo ir melhorando as línguas.
Se eu entrar como estudante, posso dar entrada no visto de imigração? Mesmo morando no Canadá como estudante eu posso concorrer à imigração?
Se entrar como estudante, com seis meses já pode mudar o status do visto pra trabalho, mesmo que não tenha emprego ainda. Você se coloca à disposição pra trabalhar oficialmente. Com três meses, você já tem direito à carteirinha da saúde do Canadá, o Medicare, como todos os cidadãos canadenses possuem. A saúde é pública e funciona! Com dois anos trabalhando aqui, pode dar entrada no pedido de imigração, mas agora vai mudar pra apenas 1 ano (tem um post no Canadá pra Brasileiros justamente sobre as novidades no processo de imigração, que vai ficar mais fácil).
O que faz do Canadá um lugar melhor que o Brasil? E o que no Brasil é melhor? Do que tu sente falta?
Se não fosse pelas pessoas e pela minha carreira, não voltaria pro Brasil. É muito legal morar num lugar que tem as quatro estações, que muda o tempo todo, que tem sempre shows legais e eventos grátis. Com o incentivo à imigração que rolou há uns anos, Montreal é uma cidade que tem muita gente jovem e criativa, além de ser um lugar muito seguro e familiar. Em qualidade de vida, é muito à frente do Brasil.
Mas claro que o Brasil tem suas vantagens, desde as econômicas, como poder parcelar as compras (isso tá chegando aqui agora, e é preciso ter um histórico de crédito de dois anos pra poder comprar parcelado), nos serviços de internet (quase toda internet rápida é ilimitada no Brasil, mas aqui você paga pelo tráfego, o que pode aumentar muito sua conta se você baixa muita coisa ou usa muito o streaming – Netflix aqui tá sendo supercontrolado) e de telefonia (aqui a gente paga até pra receber mensagens de texto. Claro que depende do plano, mas é um absurdo isso!) e nas questões interpessoais mesmo.
As pessoas são muuuito simpáticas, adoram conversar com você em todo lugar, mas elas têm uma cultura diferente da sua, hábitos diferentes dos seus, desde hábitos alimentares até a questão do toque. Elas são receptivas, dão dois beijinhos, mas é difícil ver um casal canadense de mãos dadas na rua ou se beijando. Quando tem gente se beijando pode crer que é estrangeiro.
Senti muita falta da comida brasileira assim que cheguei, porque a comida é a nossa casa. Aqui não tem pão carioquinha, mas tem baguete quentinha no supermercado. E, com o tempo, a gente foi descobrindo lugares que vendem produtos brasileiros. Aqui a gente faz farofa, tapioca, cuscuz, compra macaxeira… E o bairro mais legal, que é o Plâteau Mont-Royal (é o bairro descolado, que tem pubs, lugares alternativos de show, de festa, de rock, de moda), é também conhecido como o bairro português, que tem vários mercadinhos e restaurantes portugueses. E português e brasileiro, fora de Portugal e do Brasil, é tudo a mesma coisa. Tá em casa.
E o frio? A gente vive em 30 graus, como dá pra aguentar tanto frio?
É incrível como o corpo se acostuma. A gente chegou aqui no comecinho do outono, ainda fazendo 25 graus, no dia 10 de setembro. Botava casaquinho bem leve, só pro caso de uma mudança repentina de temperatura, mas morria de calor. Em outubro, a temperatura começou a cair aos poucos. 19 graus, 18. Com 13 eu já tava sofrendo em casa (moramos do lado do rio St. Laurent, uma vista linda e um vento imenso!), mesmo com tudo fechado. Quando dava 7 graus e, dias depois, voltava pros 12, eu percebia que 12 era de boa. E assim tá sendo à medida que a temperatura cai.
Semana passada amanheceu -19 um dia, mas a gente nem percebeu. Ligamos o aquecimento quando as temperaturas começaram a ficar entre 2 e -2, e aí é de boa mesmo. A gente fica de calça de flanela, casaquinho e meia em casa. Mas ontem, por exemplo, fez -10, mas com um sol lindo. Se agasalhando bem, é de boa andar na rua. Todas as paradas são uma cabinezinha fechada, pra ninguém ficar ao relento, e todos os lugares têm aquecimento. Saiu do frio, entrou no calor. Saiu do calor, até acha bom entrar no frio, porque, de casaco no quente, já viu, né? hehehe
Já começou a nevar, e é muito legal quando neva. Tem menos vento, e, apesar de ter gelo caindo do céu, os dias são mais quentes. O dia de -19 foi logo depois de um dia inteiro nevando. Parou de nevar, caiu a temperatura de uma vez. Mas é massa sair na neve, que é uma chuva que não molha. Só tem que ter cuidado com a neve no chão, que, quando começa a derreter, é ótima pra escorregar! hehe
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Gostaram? Se tiverem mais dúvidas, curiosidades, perguntas, correções, é só deixar um comentário que eu respondo com prazer!
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Respondendo o comentário do Lucas:
Oi, Lucas! Que massa que você tá vindo passar uns dias em Montreal! É muito massa!
Vou começar as dicas pelo Vieux Port, o porto velho, que fica na Old Montreal. O visual é lindo, e você pode caminhar pela Promenade des Artistes, um calçadão grande e bonito. É lá que ficam o Cirque du Soleil, a Biosfera, o museu de ciências e um rinque de patinação. É uma área boêmia, com restaurantes, bares (tudo meio caro) e a festa de réveillon tradicional da cidade. O acesso é pelo metrô Champ-de-Mars. Pelo metrô Place D’Armes você também chega e, de quebra, vê o Palais de Congrès, a entrada de Chinatown e, na rua Notre Dame, a basílica de Notre Dame.
Outro lugar legal que fica perto é o Quartier des Spectacles, que você acessa pelo metrô Place des Arts. A estação é linda, tem umas instalações de arte, projeções, e isso vai pro meio da rua também. Lá tem teatros, museus, e a saída da estação é na rua St. Catherine, outro dos lugares mais importantes de Montreal.
Nessa altura, a St. Catherine tem restaurantes e bares. Na altura dos metrôs Peel e McGill, ela tem mais lojas (tipo Apple Store e Louis Vuitton), na do Guy-Concordia, ela volta a ter bares. Tem karaokê, sinuca, boliche, fliperama… Andando um pouco pro lado esquerdo (supondo que você saiu da estação e está de frente pra St. Catherine), você cruza com a rua Crescent, que é só de pubs, boates e vida noturna. Não sei indicar nenhum lugar em específico, porque não gosto muito desse clima.
Prefiro o Mont-Royal, que é a vizinhança portuguesa de Montreal. Lá tem uma praça em homenagem a Portugal, bancos com poemas de Eça de Queiroz e três ruas sensacionais: a Mont-Royal, que é a da estação, cheia de livrarias, sebos, lojas de discos novos e usados, moda autoral, fotografia e coisas hipster em geral; a St. Dennis, que tem várias lojas legais também, tipo Urban Outfitters, lanchonetes e dois bares indies, o Quais de Brumes, que tem show, e o Rockette, que tem balcão e discotecagem; e a St. Laurent, que tem tudo isso (o Divan Orange tem shows) e comércios bizarros e lojas de instrumentos musicais.
Por fim, tem o metrô Viau, que dá direto no Estádio Olímpico. No complexo do estádio tem a Torre de Montreal, que é um observatório que você sobe de bondinho, tem o Biodôme, que tipo um zoológico, e o Jardim Botânico, que é supergrande e tem, além de Jardins Japonês e Chinês, um Insectarium. Não sei como fica no inverno, mas eu fui no outono e gostei!
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Oba, mais perguntas! Agora da Carol, que deixou comentário:
Não falo francês e o meu intuito é aprender o inglês. Você acha Montreal uma boa opção?
Tenho duas amigas que vieram antes de mim pra Montreal pra estudar inglês. Tem muito intercambista que vem pra estudar a língua, mesmo sem saber nada de francês. O idioma predominante nos ônibus e nos metrôs é o francês. Mas, andando pelo centro da cidade, ouve-se muito mais inglês do que francês. Na TV, tem os canais em inglês e os canais em francês. Assim também com as revistas, os livros, as rádios, as escolas… Em qualquer lugar (a não ser nos mais bizarros, tipo um mercado de pulgas beeeem longe do centro), as pessoas dizem “Bonjour, hi”, e acompanham você no idioma que você responder. Acho que Montreal é muito rica por essa diversidade!
Tem muito brasileiro em Montreal? Não quero fazer um investimento tão alto para ficar falando português, pois é natural que isso aconteça.
Dizem que tem muito brasileiro em Montreal, mas eu não convivo com muitos. No meu curso, tinha um cara de Curitiba, mas ele saiu logo. É muito mais fácil esbarrar com brasileiros quando você vai pra uma escola de línguas, mas, pra ser sincera, acho que é assim em muitos lugares do mundo! Talvez em cidades menores ou menos conhecidas tenha menos brasileiros, mas nós somos quase uma peste dominando o mundo. Tenho um amigo que tá morando em Vancouver e, assim que chegou, conheceu dois brasileiros na escola de línguas. Eles dividiam apartamento, mas tinham uma regra: era proibido falar português. Agora ele tá morando com coreanos, aí só rola inglês mesmo. Tudo é questão de se adaptar!
Você acha que nesses três meses deu para melhorar o seu inglês?
Muito! E isso porque eu trabalho pro Brasil pela internet e falo português direto em casa com o marido. Imagina indo pra uma escola e conhecendo gente de outros lugares de mundo! As escolas de línguas sempre têm eventos fora do horário de aula, viagens com a turma, e, como todo mundo tá longe de casa, acaba rolando uma superinteração. Não tem como o seu inglês não desenferrujar, prometo!
13.12.12 11:11
Viagem: Roteiro e dicas da Argentina e de Colonia
Dando continuidade ao diário de bordo, seguem agora os demais dias da minha viagem para Buenos Aires e Colonia del Sacramento, com algumas dicas para você que pretende visitar as terras vizinhas! E se você não leu o primeiro post, confira aqui!
O quinto dia foi um pouco diferente. Levantamos mais cedo que o habitual, saímos para o centro em direção à casa de câmbio (depois falo mais sobre ela) e, em seguida, fomos para a estação de metrô em direção à última estação, a Retiro. De lá, pegamos um trem caindo aos pedaços e extremamente quente em direção ao bairro Tigre, rodeado pelo rio homônimo.
Entre as trocas de transporte, conhecemos duas moças (ambas chamadas Mariana) que seguiam em direção ao mesmo destino que o nosso. Elas se informaram sobre o tíquete para o trem. Aí veio a surpresa: não precisamos comprar, pois o trem estava atrasado (sim, também pensamos: “igualzinho no Brasil…Sóquenão!”).
O clima quente pediu uma parada para algo para beber assim que chegamos e seguimos passeando pela agradável cidade. Nos informamos em uma estação sobre os passeios no rio Tigre. Lá pegamos mapa e preços. Optamos por pegar um catamarã mais arrumadinho e menos aventureiro, pois as meninas estavam com medo de enjoar.
O passeio é bem tranquilo e em clima de família. Ele faz uma rota pelo rio e seus afluentes. Por toda a extensão se veem casas de veraneio belíssimas, pessoas passeando de lancha e tomando banho no rio. O ponto que o barco saiu é ao lado do Puerto de Frutos, um centro comercial que tem muitas coisas para decoração de casa. O almoço foi um cachorro-quente com suco de laranja.
Andamos um pouco pela feirinha e voltamos por um trem mais chique que o da ida, que pegamos em uma estação diferente da que descemos, localizada ao lado da feirinha e pertinho do Cassino e do parque de diversões. O trem sai de 30 em 30 minutos e custa 12 pesos, se eu não me engano. Adoramos as paradas, uma mais bonitinha que a outra! Da estação saímos em busca do Buquebus para pegar informações e comprar as passagens para Colonia.
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Balanço do dia: a cidade é a cara das férias de veraneio! Só não é mais agradável porque está em obras. Acho que vale a pena ir embora um pouquinho mais tarde para curti-la um pouco mais.
Passamos o sexto dia todo na Feira Artesanal de San Telmo, que só acontece aos domingos. Como era bem pertinho do hotel, fomos a pé. Se você está com vontade de comprar, a dica é andar bastante e ir marcando as barracas que têm os produtos que você mais gosta antes de sair gastando por aí. Pra gente deu supercerto!
Andamos a manhã inteira, ouvimos boa música e almoçamos no Desnivel. No dia anterior as meninas saíram à noite e passaram lá para se informar sobre reservas e melhores horários para almoçar, já que sabíamos que, dependendo do horário, seria impossível achar lugar nos restaurantes. Na visita, elas acabaram fazendo amizade com os garçons e conseguimos um cantinho assim que chegamos. Como foi o nosso último almoço em terras argentinas, “rasgamos” logo: pedimos uma parrilla de chorizo do tamanho da minha cabeça e, para acompanhar, a nossa fiel companheira Quilmes (sdds).
Feita parcialmente a digestão, seguimos em busca das barriquinhas com produtos que já tínhamos visto e gostado. Entre as que nos chamaram mais atenção estava a de um senhor que faz artesanato com sucata e resina. Comprei dois anéis e um colar, mas a vontade era de levar tudo para casa!
Em meio às compras, fizemos uma pausa para tirar foto com a “hermosa” Mafalda! E se prepare para a fila! No final da tarde, pausa para o “sorvete da velhinha”, da Abuela Goye, que eu passei a viagem toda falando que precisava ir (além da Freddo, claro!).
Com o cair da noite, seguimos para a praça, onde todos os domingos acontecem apresentações musicais e de dança, como a das “velhinhas cantoras” e de tango. Particularmente não gostei do tango (como falei no post anterior), porém acho muito bacana eles preservarem essa cultura. Você vê jovens, adultos e idosos dançando e se envolvendo com a música… é muito bonito! Tempos depois, passamos a ouvir uma certa batucada do outro lado da praça. Era simplesmente um bloco de rua de batuque!
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Balanço do dia: dá pra comprar muita coisa boa na feirinha, mas é preciso pesquisar e pechinchar. É preciso ir com paciência, assim como em qualquer feira. Não sei se era o calor, mas não se esqueçam do repelente para usar à noite!
O sétimo dia foi exclusivamente da Colonia del Sacramento, no Uruguai. Chegamos cedo no Buquebus, em Puerto Madero, para embarcar no cruzeiro das 9h30. Explicando: a Buquebus é uma empresa que faz transportes fluviais. O porto é muito bonito, parece um aeroporto, e é tudo de primeira. Nosso navio, por exemplo, era o da viagem mais barata (359 pesos argentinos) e mais longa, fazendo o percurso Buenos Aires – Colonia e vice-versa em três horas.
Aí você vira e pergunta: o que eu vou fazer em um barco por seis horas? Por que diabos eu vou perder um dia das minhas férias em uma cidade? Vamos lá: independente de qual barco você pegar, ele possui lanchonete e Free Shop (lembre-se que você está indo de um país a outro). A loja é pequena, mas já dá para comprar algumas coisinhas. A segunda “atração” é a cobertura, que você fica ao ar livre admirando a paisagem (já, já vocês vão entender a importância dela). Ah, eu praticamente não senti balançar, mas fiquei beeem mareada nos dias que precederam a viagem, enquanto estava no Rio.
Respondendo a segunda pergunta: Colonia del Sacramento é uma cidadezinha histórica extramamente charmosa, romântica e apaixonante. Sabe aquele lugar que você tem a impressão que o tempo parou? Uma dica para quem está com dinheiro é alugar um carrinho de golfe que cabem 4 pessoas e custa cerca de US$ 50 (Não confunda as moedas. Lá todo lugar aceita dólares, pesos argentinos, reais e pesos uruguaios – 1 Real, em média, é igual a 9 Pesos uruguaios). Assim você conhece a cidade histórica e um pouco da cidade em si.
Como estávamos no último dia do passeio e extremamente lisas, optamos por fazer o passeio a pé. Não que não valha a pena, mas para quem passou 7 dias andando loucamente, já estávamos mortas e realmente não “ultrapassamos a fronteira” da cidade histórica. De qualquer forma valeu muito a pena. A cidade é extremamente limpa e cada pontinho que você visita dá pra ver o rio Plata. Não deixe de subir no farol, que oferece uma linda vista.
Algumas observações: Com o calor da primavera, era impossível esquecer o protetor solar! E a dica mais preciosa de todas, que eu não li EM CANTO NENHUM antes de viajar: LEVEM REPELENTE (vejam o desespero das meninas na foto acima)! Gente, vocês não têm noção do como tinha mosquito, muriçoca ou seja o que for. Os bichos eram gigantes!
O cruzeiro saiu do porto às 20 horas, horário que começava a escurecer. Então não preciso nem falar que pegamos um pôr do sol incrivelmente fantástico. Juro que foi uma das coisas mais lindas que eu já vi na vida! E, antes de desembarcar, é claro que rolaram algumas comprinhas, né?
#ficaadica: se você curte chocolate Milka, compre logo! Não tinha no Free Shop do aeroporto e eu fiquei sem o meu estojo de vaquinha! heheheh! Já no hotel, aproveitamos para nos despedir da Ana Maria, que nos recebeu tão bem em sua “casa”.
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Balanço do dia: NÃO ESQUEÇAM O PASSAPORTE OU A IDENTIDADE, PELAMORDEDEUS! Se esquecer, não embarca! Também vale levar um casaquinho, pois após o pôr do sol faz frio na cobertura. Ah, protetor solar, repelente e disposição também são indispensáveis! Quero voltar um dia a Colonia! Fiquei apaixonada!
Deixamos para o último dia a visita à El Ateneo, uma livraria instalada num antigo teatro. Tenha cuidado para não se confundir! Tem El Ateneo em vários cantos de Buenos Aires, porém a El Ateneo Grand Splendid fica na Av. Santa Fe com Callao. Acho que nesse dia pegamos uma das temperaturas mais elevadas do ano. Então, raciocina: calor + caixas de alfajor + potes de doce de leite = pessoas perturbadas no meio da rua que pegam o metrô errado! Como resultado, chegamos às pressas no hotel só para socar as coisas na mala e seguir para o aeroporto.
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Espero que tenham gostado das dicas. Qualquer dúvida é só deixar um comentário ou mandar um email, tá? penteadeiraamarela@gmail.com
22.11.12 15:24
Viagem: Mi Buenos Aires querida!
Alguns já sabem que no meu primeiro dia de férias embarquei com mais duas amigas para a terra do doce de leite, das medialunas e dos (também) amantes de futebol. A viagem para Buenos Aires (e um diazinho em Colonia del Sacramento, no Uruguai) foi uma experiência incrível, que pretendo contar em dois posts para vocês, com dicas do que fazer e do que evitar!
Após um voo que atrasou quase 4 horas para sair de São Paulo devido às fortes chuvas na capital Argentina, chegamos ao nosso destino com todas as recomendações já decoradas: trocar o dinheiro no Banco de la Nacíon e pegar o táxi no stand da companhia Ezeiza, dentro do aeroporto. Pagamos no próprio guichê, com direito ao pedágio. Chegamos sãs e salvas no hotel Viejo Telmo, em San Telmo.
No primeiro dia preferimos fazer tudo à pé, tanto para economizar quanto para “sentir” a cidade. Dessa forma também conseguimos descobrir o que tinha por perto: supermercado, restaurantes, bancos etc. A Plaza de Mayo e a Casa Rosada (foto 3) foram os primeiros pontos visitados. Em seguida, seguimos para a famosa Calle Florida. Sabe aquele centro da cidade que você encontra tudo e todo tipo de gente? Pois é lá! Muitas lojas que passamos em frente e outras que decidimos entrar pela fama, como a gigante Falabella. Outra parada obrigatória que nos deixou de queixo caído foi o Galerías Pacífico (foto 2), um shopping com grandes marcas locais e internacionais, restaurantes e uma arquitetura belíssima, sendo praticamente um ponto turístico. O local também abriga uma galeria com exposições de arte e à noite tem shows de Tango. Outra parada obrigatória do dia foi o tão recomendado Café Tortoni (4 e 5). Em um espaço literalmente secular, a luz do dia entra pelo vitral do teto de maneira discreta, tornando o ambiente superaconchegante. Pedimos (todas as três) chocolate quente e churros, acompanhados de doce de leite. Nem preciso dizer que nos deliciamos, né? Não lembro a hora que chegamos, mas demos sorte de não pegar fila. Provavelmente o movimento maior começa depois das 18 horas. Também fomos ao teatro Colón. Lindo e muito bem conservado, mas com visitação a 50 pesos. Preferimos deixar para depois e acabamos não indo.
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Balanço do dia: o clima estava ótimo, o casaco era suficiente para proteger do frio. Ficamos impressionadas como eles fazem fila para tudo (inclusive na hora de esperar o ônibus). As coisas não são baratas como muitos dizem (se convertermos cada compra, acaba saindo “elas por elas”). Deus abençoe quem inventou os mapas e, principalmente, quem os distribui.
No segundo dia, seguimos a recomendação de deixar o dinheiro separadinho e pegamos um ônibus a caminho do El Caminito, no bairro La Boca. Tá bom que parecemos três “matutas” na hora de pagar, já que o transporte não tem cobrador, apenas uma maquininha que você coloca as moedas e recebe um ticket (que eu tô até agora tentando descobrir se era ou não pra ter entregue ao motorista). Novamente as recomendações: bolsas para a frente e olhares atentos. Quando chegamos, seguimos pela colorida rua, repleta de restaurantes com shows de Tango e lojinhas simpáticas. O comércio que mais nos encantou foi esse da foto, com esse muro ilustrado, que também vendia um mooonte de lembrancinhas. Após a passagem do trem (que passa, literalmente, no meio da cidade), seguimos para o La Bombonera, o estádio do time Boca Juniors. Escolhemos fazer a visita guiada, orientada por uma simpática mocinha menor que eu – JURO!. É impressionante como a energia dentro de um estádio é boa, né? (mesmo que seja de um futebol argentino
). Na volta não quisemos arriscar o ônibus, então pegamos um táxi, o qual gastamos cerca de 25 pesos.
Passeamos um pouco mais pelo centro e seguimos para Puerto Madero. O bairro novo tornou-se um dos meus favoritos da cidade. O clima agradável do dia favorecia o passeio na beira do Rio La Plata e da área que era um antigo porto de Buenos Aires. Os restaurantes são elegantes e pedem uma tarde inteira de conversa. Existem opções tanto pro lado da avenida quando pro do calçadão (por onde passeamos), onde pessoas caminham, correm, passeiam com cachorros, andam de patins e namoram. Ah, e a Puente de la Mujer tem uma vista legal do por do sol. Vale a pena o passeio vespertino!
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Balanço do dia: moraria em Buenos Aires. Eu não sei falar castelhano/espanhol. Tango é chato (ok, me condenem). Foi muito bom ver a cara da guia do La Bombonera quando ouviu a Gabi dizer que o time da gente era Corinthians.
No terceiro dia já nos sentíamos em casa. Sabíamos onde ficavam as principais avenidas do bairro, a cor da linha do metrô que nos levava ao hotel etc. Então seguimos para Recoleta e, mais precisamente, para o cemitério. É lá que está o túmulo (sem graça) de Evita Perón. Nos encantamos com as pompas e o luxo de muito outros túmulos, feitos de mármore, com estátuas e vitrais. O resultado era um local agradável, sem aquele clima pesado.
Depois de passearmos por lá, fomos ao Museu Nacional de Bellas Artes. O local contempla várias épocas e artistas do mundo todo. O mais legal é que é gratuito! Entre as mostras itinerantes estava do Caravaggio. Em seguida passamos em frente da Universidad de Buenos Aires Abogacia (foto 5), onde abriga a faculdade de direito em um prédio com arquitetura totalmente greco-romana. E, ao lado, a fofíssima Floralis Generica (foto 4) na Plaza de las Naciones Unidas. Essa flor de aço possui um sistema elétrico que abre as pétalas pela manhã as as fecha no por do sol e na presença de ventos fortes. É linda! Depois de uma pausa para curtir a grama verde e recuperar as energias, seguimos para o Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (foto 3). Lindo e moderno, o museu tem obras de Tarsila do Amaral e Frida Kahlo, além de exposições itinerantes também. Mortas, mas ainda com vontade de aproveitar o dia (tava escurecendo por volta de 20 horas!), andamos um pouco mais e paramos para jantar no Alto Palermo Shopping.
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Balanço do dia: o metrô de lá não é grande coisa, mas funciona. É muito bom caminhar em parques, ver pessoas aproveitando a vida ao ar livre. Vi pelo google maps o tanto que a gente andou (e eu não emagreço! ahhh!).
O quarto dia foi um dos meus favoritos, de total contato com a natureza, no arborizado bairro Palermo. Fomos de metrô até lá e começamos pelo jardim botânico (fotos 1 e 2). Quem vai com a expectativa de ser algo similar ao do Rio de Janeiro se decepciona. Dizem que é beeem menor, mas nada que não dê para aproveitar uma boa leitura em um dos bancos espalhados por ele. Ficamos na dúvida se iríamos ao zoológico, que é vizinho, mas o preço de cerca de 100 pesos nos desanimou, principalmente pelo fato de vermos bichinhos presos hehehe. Então seguimos para o El Rosedal (fotos 3, 4 e 5). Para quem gosta de flores e/ou está acompanhado de pessoas de mais idade, esse é um passeio imperdível, principalmente se você for na primavera como a gente. Bem tratado e sinalizado, o parque é quase uma terapia! Suas cores e cheiros impressionam e encantam. De lá, almoçamos nos “tradicionais” trailers um choripan, que se resume em pão, linguiça e chimichurri, um molho picante divino. E melhor ainda é a bagatela de 10 pesos!
Seguimos para o Jardin Japones. Aí você pergunta: como assim? Pois é, o jardim foi criado quando o presidente do Japão e sua esposa visitaram Buenos Aires! Ele é lindo (um pouco “forçado”, digamos assim) e parece uma maquete gigante, de tanto que as coisas são planejadas. Além do zoológico, é o único local pago (cerca de 16 pesos). Valeu o Melona, que eu só tinha achado na Liberdade, em São Paulo! Após o contato com a natureza, seguimos para teóricas compras. Os famosos outlets de Buenos Aires ficam na Córdoba (às vezes nas proximidades), em Palermo Soho. Lemos muito sobre as marcas, como Adidas, Puma, Levis e outras que brasileiro adora consumir. Porém, só fizemos nos cansar. Os preços não valem a pena, são parecidos com os da calle Florida e, consequentemente, com os daqui. Eu, por exemplo, fui atrás de um sneaker da Adidas e não encontrei. Para quem dispensar as compras, uma boa ideia é fazer um pic-nic em um dos parques e curtir a tarde e o belo por do sol!
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Balanço do dia: nota 10 para os parques, como são preservados (tanto os públicos quanto os privados) e a limpeza. Se um dia for me casar, escolho o Roseidal como cenário! Achei muito fofo um grupo de crianças que estavam em uma aula de campo (literalmente) pelos parques que percorremos. Nota zero para os outlets, que os preços não compensam.
13.09.12 13:29
Viagem: Montreal, no Canadá, e uma vida nova por um ano
Que saudade que tô do blog! Há semanas não escrevo, mas juro que é por um bom motivo: estava correndo muito com os preparativos pra minha mudança. Desta vez, não foi de bairro, foi de país! Desde segunda-feira, eu e o Igor estamos em Montreal, que fica na província do Quebec, no Canadá!
Nunca tínhamos vindo por aqui, mas a beleza do lugar, a educação das pessoas e o invernão pesado nos atraíram. Nestes quatro dias de casa nova, as impressões não poderiam ser melhores. Estamos em uma cidade de primeiro mundo, com todas as lojas e produtos sensacionais a preços acessíveis, mas sem a correria e o tumulto que podem ser as grandes capitais como Nova York, por exemplo.
É incrível como até pra pegar ônibus a galera faz fila. Quando chega no terminal, o ônibus tem uma parada pra todo mundo descer e uma poucos metros à frente só pra galera subir. É lindo ver como tudo funciona educadamente!
Estamos em LaSalle, um subúrbio daqueles de filme, com gramados verdes, pessoas passeando com os cachorros e andando de bicicleta. Demora entre 40 minutos e uma hora pra chegar ao centro, mas vale a pena pelo clima completamente diferente.
Temos feito um pouquinho a cada dia por aqui, porque continuo trabalhando pro Brasil (olha eu aqui no blog e no jornal de hoje!), e o Igor já começou a estudar. Mas ontem resolvemos almoçar algo melhor do que pizza e fizemos um piquenique no Parc du Mont-Royal, projetado pelo mesmo arquiteto do Central Park. (Reparem no cardápio “melhor do que pizza”: macarrão congelado feito no micro-ondas, achocolatado e muffins de sobremesa)
O outono ainda não chegou, então estamos passando calor ainda! Não se iludam com o casaquinho, porque esse da Farm eu usava até em Fortaleza, no meio do sol, tudo em nome do estilo, hehehe.
Então, minha gente, é isso. Ainda estamos nos estabilizando, mas logo, logo eu começo a mostrar comprinhas, achados, produtos bizarros e novidades quentíssimas de moda e beleza. O que mais vocês querem saber sobre Montreal?
Beijos!
05.09.12 19:12
Compras: Penteadeira Amarela no Bazar La Boutique
Quem mora em Fortaleza sabe que duas vezes por ano existe uma parada para compras quase que obrigatória, no Bazar La Boutique. E nós, como fãs de roupas legais com preços ótimos (quem não é?), temos uma super novidade para vocês, leitoras e leitores: o Penteadeira Amarela será o blog oficial da 6ª edição do Bazar, marcado para os dias 18, 19 e 20 de outubro!
Estaremos na Blogosfera BlB, um espaço especial para receber vocês, juntamente com outros convidados, que irão dar dicas de beleza e estilo. Além, é claro, de muitos sorteios, que sabemos que vocês adoram. Nosso Blog, Facebook e Instagram (@blogpenteadeira) vão bombar antes e durante o evento, apresentando tudo que está rolando. No local, além do apoio da Big Door e do palco Atlântico Sul, a música fica por conta do Dj Gilvan Magno e seus convidados: DJ Marcos BDR, DJ Lohan e DJ Lid, .
Nessa edição os descontos continuam uma tentação: até 80%! São mais de 70 marcas, sendo muitas inéditas no Bazar. Entre as convidadas estão:
Agnelli, Água de Côco, Anamac, Andarella, Anjo Colours, Anne, AP Acessórios, Arezzo, Banca, Calvin Klein, Camarí, Cantão, Cat’s Club, Cipolla, Cronic, Dellírio, Dólmen, Dona Florinda, Doratto, Dorothy, Famel, Gioia, GK Fashion, Handara, IL-K, Impecable, Iódice, IT, Itamaraty, Joiola, Jolie, Kayland, Kenner, Laliló, Lasso, Linda Clara, Love Up, Mandi, Manotropo, Maria Maria, Martins Presentes, Meio Tom, Mr. Kitsch, Nafi, New York New York, Norma Hype, NorthWindPro, NSix, Outlet Lingerie, Patuá, Pimentá, Piorski, Rouge, Scarpiera, Siach, Simulassão, Stalker, Tibum, Toli, Turma Kids Teens, Vieux Gitan e muito mais.
♥ Entrada e estacionamento gratuitos;
♥ Decoração temática, assinada por Gil Santos Conceito;
♥ Brinquedoteca Parque Infantil Reino de Dusty para a criançada;
♥ Espaço Beleza e Estética, da Cosbel, com serviços gratuitos e produtos de beleza;
♥ Gastronomia: Espaço Boteco, da Drache Bier, Espaço Café, com a Spress Café, e Restaurante, com o Buffet La Maison;
♥ Participação da Faculdade Católica do Ceará, com Exposição de Moda desenvolvida pelos alunos do curso de design de moda;
♥ Presença da Concessionária Paris Car – Citroën.
Por último, e não menos importante, o Bazar vem com uma super-hiper-mega-ultra ação de responsabilidade social. Você terá a chance de ajudar o Instituto do Câncer do Ceará e concorrer a um cruzeiro, com direito a acompanhante! A cada R$ 1 (isso, UM real) doado, você ganha um cupom da promoção “TODOS A BORDO”. Toda renda será doada ao ICC (confira o regulamento aqui). Legal né?
Então aguardem, em breve teremos mais novidades!!
18.08.12 08:06
Moda: um giro pelo Shopping JK Iguatemi
No último fim de semana fui rapidinho em São Paulo a trabalho e corri logo pra conhecer o Shopping Iguatemi JK. Tamanha empolgação tinha nome: Topshop. A chegada da marca inglesa ao Brasil e os rumores de preços relativamente amigos fizeram meus olhinhos brilhar. Dei uma circulada pelo shopping e, apesar de mal ter chegado perto de vitrines como Prada, Lanvin ou Gucci, algumas lojas valem a visita.
TopShop
Zara
Sephora
MAC
Ladurée
Apesar das muitas lojas de luxo (a maioria concentrada no primeiro piso), o shopping é um passeio interessante. Outras lojas acessíveis no Shopping JK: Adidas, Água de Coco, All Bags, Arezzo, Farm, Havaianas, Le Lis Blanc, Pop Up Store e mais.
Espero ir com mais calma na próxima vez pra ver um filminho no cinema 4D. O shopping todo é lindo, mas a parte mais charmosa é, sem dúvidas o terraço. Lá você pode conversar, fazer um lanche, descansar ou apreciar a vista. Lindo!

O Shopping JK Iguatemi fica na Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 21041 – Vila Olímpia – SP.
Fotos: Penteadeira Amarela e Reprodução
19.06.12 18:39
Wish list: nossos desejos da semana
Mais uma semana está começando. E, claro, mais desejos para a nossa listinha! Confira agora o que mais queremos no momento:
1. Mistura para brownie “NC in a jar” – Incrível como, quando você não pode, deseja exatamente aquilo que está proibido, não é? Estou longe do chocolate e desejando esse potinho genial. Dentro dele, todos os ingredientes para você preparar um brownie. Para as nada prendadas como eu, é uma alternativa deliciosa! Desejo da Belle
2. Melissa + Pedro Lourenço - Fã confessa de ambos, fiquei doidinha com a nova parceria, principalmente com esse modelo, bastante diferente dos já lançados pela Melissa. Já estou na fila de espera! Desejo da Larissa
3. Coturno – Pensando no meu futuro próximo frio, tô pirando atrás de um coturno pra fazer a linha Ramona Flowers. Desejo da Alinne
4. Cronologia da Moda – de Maria Antonieta a Alexander McQueen – Folheei o livro na Saraiva e fiquei apaixonada! Cheio de referências e muuuuitas imagens icônicas. Desejo da Larissa
5. Outono em Montreal – Cidade linda do Canadá, é pra lá que eu quero ir. E, a cada semana, a vontade só aumenta! Desejo da Alinne
6. Scarpin verão 2013 da Animale – Com a loucura da formatura, vi pouco do SPFW. Mas já posso adiantar que fiquei louca no scarpin com decote quadrado da Animale. As amarrações foram o toque final pra ganhar meu coração. Pensando em comprar um cofrinho pra já me preparar pra essa compra futura! Desejo da Belle
Quais são os desejos de vocês?
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