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13.09.12 08:15

Peixe na Merenda Escolar em Fortaleza e no Brasil

Por: Márcio Bezerra | Comentários: Comente

Peixe na Merenda Escolar: Proteína de Qualidade para Alunos da Rede Pública de Ensino

Por: Eng. de Pesca Antônio Diogo Lustosa

 

Fortaleza é pioneira no Brasil no uso de carne mecanicamente separada (CMS) de pescado, certificada pelo Ministério da Agricultura, na merenda escolar. Ano passado, foram consumidas 220 toneladas de CMS de pescado nas escolas públicas da Capital – mais 23 toneladas foram adquiridas por prefeituras de outras cidades do Estado. Os números ainda são tímidos, mas este pode ser o bom começo de um caminho sem volta.

 

O mercado potencial da merenda escolar é gigantesco, com seus 52 milhões de estudantes no ensino fundamental demandando refeições durante oito meses do ano escolar. O desafio é como assegurar a produção e o fornecimento para este “país” de alunos.

 

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a criança nessa fase escolar deve consumir 250 gramas de CMS de pescado por semana, ou um quilo de CMS de pescado por mês, oito quilos por ano.

 

Numa simulação, foi utilizada a amostra de um milhão de alunos do Fundamental, cerca de 2% apenas do total de matriculados no Brasil. Foi utilizada somente a metade da recomendação da OMS, isto é, 500g/mês ou 4kg/ano/criança.

 

A demanda foi de quatro milhões de toneladas de pescado por ano, sendo esse número quase quatro vezes maior que a produção brasileira do ano passado, de 1.264.000 de toneladas.

 

Se aplicada a simulação em Fortaleza, onde os alunos consomem menos de 1kg/ano, seriam necessárias 920 toneladas. Ou 1.840 toneladas, para atender o indicado pela OMS.

 

A esperança de reversão do quadro é que o Ministério da Pesca e Aquicultura e a Secretaria de Pesca e Aquicultura do Estado incentivem a produção de pescado, fomentem o desenvolvimento das cadeias produtivas e invistam no estabelecimento de uma nova cultura.

 

Uma das saídas para aumentar a produção de pescado no Brasil, atualmente e no futuro próximo, está na aquicultura marinha. O Brasil com uma costa de 9.200 km de extensão e as 200 milhas de zona econômica exclusiva oceânica, possui um potencial de produzir alimentos de origem marinha para alimentar as crianças das escolas de todo o mundo.

 

Fontes utilizadas:

 

Créditos Artigo: Eng. de Pesca Antônio Diogo Lustosa – adiogolustosa@gmail.com

 

Foto do post: www.jangadeiroonline.com.br

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Engenheiro de Pesca CREA-CE RNP 060088346-9 Conselheiro do Secretário de Pesca e […]

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