03.08.11 11:31
O MEC e a Política de Formação Humana na Área de Pesca Marinha e Continental e Aqüicultura Familiar…
O Blog O PEIXE traz para nossos leitores uma reflexão importante do Coordenador Nacional de Pesca, Aquicultura, Portos e Navegação da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (SETEC/MEC), Prof. Edmar Almeida de Moraes, sobre a importância da educação através da Política de Formação Humana na Área de Pesca Marinha e Continental e Aqüicultura Familiar executada pela própria SETEC/MEC.
Veja o texto:
As políticas econômicas estabilizadoras de qualquer nação não podem desprezar , sob argumento algum , em nosso tempo, de considerar a nova ética que está nascendo para incluir em seus direitos todos os seres humanos do planeta terra.
A subordinação da economia à política e da política à ética é fundamental para que o mundo adquira sentido nesses tempos em que os limites e os valores foram rompidos.
O nosso país está vivendo com problemas de definições como por exemplo : uma nova ética para incluir direitos básicos de alimentação, trabalho, habitação, saúde, segurança e liberdade de se manifestar e de se organizar, entre outros.
O que a miséria produz nos países ?… Um país onde não é ético viver; onde não se pode olhar com tranquilidade o rosto das outras pessoas; onde não se pode desfrutar plenamente a condição humana; onde ao se destruir as pessoas também se destroem a natureza, o presente e o futuro para as próximas gerações ; onde os adultos não respeitam as crianças; onde se matam as crianças e os idosos e idosas: E então, vão-se os sonhos.
O que temos com o fim da miséria e que o nosso país pode pagar , têm recursos financeiros e tecnológicos para fazê-lo ?… Teremos um país mais humano, mais tranquilo, mais produtivo, muito mais desenvolvido, onde as energias estarão destinadas a criar e a superar os limites e desafios que ainda temos para vencer.
A Política de Formação Humana na Área de Pesca Marinha e Continental e Aqüicultura Familiar, surgida do acordo nº 002/2006, celebrado entre o MEC/SETEC e SEAP – hoje , Ministério da Pesca e Aqüicultura, publicado no D.O.U. de 28 de dezembro de 2006, vinha fazendo esse trabalho, por meio da Coordenação Nacional de Pesca , Aqüicultura, Portos e Navegação que passou do discurso para a ação, para a prática, resgatando uma dívida histórica com os pescadores e afins desse país por meio do processo educacional, desde a alfabetização através do projeto: Pescando a Cidadania até os outros níveis e modalidades de ensino, como os cursos técnicos em pesca e aqüicultura e a formação inicial e continuada e cursos superiores ou seja praticando a elevação da escolarização com qualificação profissional, cujo grande ator desse processo são os institutos federais de educação, ciência e tecnologia, braço direito do MEC/SETEC nos estados da federação.
Essa gente , relegada ao esquecimento, foi ao longo da história desse país, pessoas invisíveis nas políticas públicas, por isso o seu sofrimento, abandono, exploração política, carregando sob suas costas o peso de uma cultura exploratória e a carga psicológica de um povo sem cidadania, pois, não participam, ainda, plenamente dos direitos constitucionais inscritos na carta magna de 1988.
Sempre acreditamos no processo educacional, conscientizador e libertador, como uma das tecnologias para se erradicar a miséria e desenvolver o país sustentavelmente. Aliás nenhum país desse planeta terra se desenvolveu sem o processo educacional.
Então, tivemos sempre em mente, a célebre frase de São Francisco de Assis: “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível e de repente, você estará fazendo o impossível”.
Fontes utilizadas:
Créditos Texto: Prof.Dr. Edmar Almeida de Moraes – SETEC/MEC
Foto Logo do Post: http://www.pesca.iff.edu.br/ - Portal da Pesca – SETEC/MEC
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Carolina 04.08.11 | 14:53
A afirmação é clichê, mas verdadeira e de peso: Educação é a base de tudo. Mais do que preocupar-se com a economia e desenvolvimento de um país, deve-se valorizar, investir e formar a população, as pessoas que são as peças responsáveis pelas mudanças que ocorrem no mundo,e também as peças afetadas quando a situação não vai bem. Na aquicultura familiar aplica-se a idéia…os tempos são outros, as técnicas e pesquisas avançaram, além de tudo há que se atentar para o cuidado com os recursos naturais, antes tão negligenciado pela pesca exploratória e aquicultura não sustentável…Com educação cria-se consciência, respeito pelo bem comum. Repito, a educação é a base… a partir daí o resto é consequência.