25.01.10 22:09
Esquadra cearense mira no tÃtulo
Um estado que até pouco tempo tinha dois dos seis brasileiros na elite do surfe mundial (considerando-se as categorias masculina e feminina) e que, durante os dez anos de Supersurf, oscilou sempre entre a segunda e a terceira posição entre aqueles com mais representatividade no circuito nacional não pode nunca ser deixado de lado quando se diz respeito à s possibilidade de tÃtulo num campeonato WQS seis estrelas. Principalmente, se ele vai ser realizado aqui.
Em Paracuru, o Ceará tem boas chances de levar o caneco. Além do campeão brasileiro Messias Félix e do top 16 brasileiro Michel Roque, com os quais o Nas Ondas falou recentemente, vários outros nomes aparecem com força. Márcio Farney, Dunga Neto, Edvan Silva, André Silva, Thiago de Souza, Charlie Brown, Pablo Paulino, AdÃlton Mariano e, é claro, Heitor Alves são alguns desses candidatos.
Nessa semana, falamos com os três últimos sobre a expectativa para a primeira etapa do ano.
Heitor Alves:
-Como a saÃda do World Tour no ano passado afetou você?
 Fiquei um pouco triste, mais atá que foi bom, pois é com as derrotas que aprendemos a ser vencedores . Acho que vou esta mais forte e com mais garra pra voltar, se Deus quiser.Â
-Quem você considera os seus maiores adversários em Paracuru?
Nesse tipo de competição existem vários competidores fortes, mas acho que o local Michel Adriano e e os meus vizinhos Michel Roque e o nosso campeão Brasileiro Messias Felix vão dar muito trabalho.
-Qual o seu planejamento para voltar à elite?Â
Creio que vou competir todos os WQS 6 prime e os 6 estrelas Â
-O que você achou do novo formato adotado pela ASP que permitirá a subida dos melhores do WQS para o World Tour já no meio do ano, dependendo dos resultados dos surfistas da elite?
Eu acho que facilitou um pouco e deu mais oportunidade para os  surfistas entrarem na ASP.
Pablo Paulino:
-Qual a sua impressão da onda do Ronco do Mar e qual sua expectativa de resultado no campeonato e no ano?
A onda do Ronco do Mar é uma das melhores ondas do Ceará, mas em termos de competição, é muito difÃcil para mim porque é um pico só de direitas e demora muito pra entrar onda. Mas estou muito feliz de começar o ano aqui no Ceará. Minha expectativa é de ganhar minha primeira etapa do WQS.
Quanto à temporada, pretendo me classificar no meio do para o Word Tour, que é meu sonho e meu objetivo principal.   
-Quem você considera os seus maiores adversários nessa onda?Â
Não tenho adversários. Meu maior adversário é o mar.
-Qual o seu planejamento para a temporada?
Estou treinando bastante, fazendo os treinamentos fÃsico com o Pedro Robalinho e o Mauro.Vou-me concentrar nos WQS e meu planejamento é competir os 5 e 6 estrelas no Brasil e fora do paÃs.
-O que você achou do novo formato adotado pela ASP?
Bom, eu acho que não é muito justo porque tem muitos atletas que lutaram o ano de 2009 inteiro para conseguir a vaga para o WCT. Eu acho que essa regra favorece aos atletas internacionais que têm um nome forte e que vai ser muito difÃcil para os atletas se adaptarem a essa nova regra. Mas espero me beneficiar desse novo formato.
AdÃlton Mariano:
O que você acha do Ronco do Mar?
Dependendo do swell é uma ótima onda, mas se tiver pequeno fica difÃcil. Gosto tanto de lá que fui quarto na última etapa do cearense (realizada em dezembro do ano passado).
-E os adversários?
Um campeonato assim é imprevisÃvel. Todos estão muito nivelados. Depende muito da condição que vai estar e da escolha de ondas. Se tivesse que escolher um favorito, seria o Michel Adriano, que é local.
-O que acha da participação de Silvana Lima?
A Silvana surfa muito. Achei a ideia bem legal, só que o nÃvel do masculino é outro. Ele deve passar algumas baterias, mas ganhar é mais complicado…
-Qual seu objetivo para o ano?
Depois desse campeonato, estou indo para Noronha e, ainda em fevereiro, viajo para a Austrália. Minha intenção é mesmo a de brigar pela vaga na elite, que é o sonho de qualquer atleta.Â
- Você assistiu ao último WQS aqui, em 1999?
Assisti? Eu competi! Era moleque, tinha 12 ou 13 anos, mas estava lá.
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