23.12.10 11:27
Pra ouvir antes daquele surf trip, uma boa dica é a banda Queens of the Stone Age:
Into the Hollow – 
Go with the Flow – 
In my Head – 
First it Giveth – 
In the Fade – 
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14.12.10 17:21
A Missão Surfista de Cristo exibirá, na próxima sexta, 17 de dezembro, às 19h30, no auditório da Faculdade Sete de Setembro (FA7), o filme Walking on Water (gratuito). O filme retrata uma viagem internacional de grandes surfistas renomados mundialmente ao lado de dois garotos que sonham ser surfistas profissionais. Eles desfrutam picos paradisíacos ao lado de seus ídolos do surf e aprendem com os “mestres” que existe algo ainda melhor do que as ondas mais alucinantes, que é o relacionamento do ser humano com Deus.
Na oportunidade, além de serem sorteados Kits E-Surf, Aquax e 1 prancha edR, também será lançada a Bíblia dos Surfistas de Cristo, onde há diversos depoimentos de vários surfistas mundiais.
O filme Walking on Water foi lançado, no último dia 17 de novembro, no Dragão do Mar. Assista o trailer:
Serviço:
Faculdade Sete de Setembro (FA7)
Endereço: Rua Almirante Maximiano da Fonseca, 1395
Bairro: Eng. Luciano Cavalcante
Fortaleza – CE
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26.10.10 17:29
Surfista evolucionário: Por que não eu?
Não é para mim coisa nova o fato de que o surfe recebe muito pouca atenção da mídia se se levar em conta o seu alcance na sociedade. Quem procura informações sobre essa modalidade provavelmente vai concordar comigo. Como sou jornalista por formação, tendo a me indispor com isso, tendo a me chatear profundamente quando abro um jornal ou assisto a um telejornal e vejo que… bem.. não se pratica surfe aqui!
É essa a impressão que se tem, ao menos. Um estado com tanta representatividade em termos de atletas de nível (teremos, salvo uma hecatombe ocorra, dois atletas na elite mundial, além de um bicampeão mundial júnior, inúmeros surfistas tops nacionais, etc.) transparece, ao leigo, como apenas um local onde venta muito e, por isso, playboy viaja em empinar pipa.
Sem querer desmerecer nenhum esporte, mas o surfe tem abrangência mundial, é já um negócio que movimenta milhões, principalmente com as marcas de surfwear que vendem para o público jovem surfista ou não surfista, dando vazão a uma “cultura surfe”. Em uma cidade de praia como a nossa, essa cultura nunca vai estar fora de moda.

Uma cobertura organizada não pode se limitar em resumos de eventos: tem que investir no potencial de cativar leitores interessados no estilo de vida, na plasticidade das manobras etc...
Mas tudo o que se vê disso é uma noticiazinha aqui e acolá. Uma cobertura, no mínimo, desorganizada, por parte dos dois grandes jornais e de todas as emissoras de tv (que, vez por outra, fazem um programinha especial, mas muito esporádico).
Como já estive no O POVO e continuo no portal O POVO Online, posso falar com certo conforto deste jornal. Sem dúvida, existe aqui alguma “vontade política” de se diversificar o conteúdo esportivo e, de certa forma, as matérias esporádicas abundam, mesmo sem deixar de ser esporádicas. No concorrente, por outro lado, existe um espaço – uma seção, se não me engano semanal- para os “esportes radicias”, com a curadoria do assessor da Federação Cearense de Surf George Noronha, que também mantém um blog no portal do DN, o Manobra Radical.

Surfe na capa? E pode??
A cobertura reativa significa que só se pôe no jornal aquilo que levam pra ele as Federações, por meio de suas assessorias. Essa dependência já foi denunciada em um estudo da jornalista Rafaele Esmeraldo, ela mesma pessoa envolvida em eventos de esportes radicais locais.
Sem querer ser chato, pois vejo a importância da iniciativa pioneira, mas mesmo o exemplo do Diário do Nordeste com George Noronha não pode ser visto por mim como algo positivo, a longo prazo. No DN, o destaque para o surfe era ainda menor do que no O POVO (e, excetuando essa seção de George, ainda é. Duvida? Compra aí os dois). Agora, ele traz matérias interessantíssimas, cheias de novidades, trips… mas é feita por uma pessoa de fora.
Ou seja, em vez de trazer para si o assunto, o DN institucionalizou a sua ignorância sobre ele. Tomara que a moda não pegue… tomara que os jornalistas tomem vergonha de estudar um pouco sobre o assunto, mesmo sem ter que se tornar especialistas, assim como o fazem, por exemplo com a Fórmula 1. De público, eles nunca vão poder reclamar. Só falta organização… e inteligência.
Mais um exemplo de enfoque interessante, que por aqui não passa na cabeça de ninguém.
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17.10.10 13:01
Surfista evolucionário: o nômade português

Cadilhe já escreveu 7 livros de suas viagens pelo mundo. O surfe fez parte de várias delas
Aliás, quem tem costume de comprar revistas de surfe, pode se lembrar do nome de Gonçalo pela seção O Mundo às Direitas, que saiu durante um ano na revista Fluir (de novembro de 2008 a outubro de 2009). Nela, o português relatava sua experiência em 12 picos onde quebram direitas de fama mundial (e algumas com menos fama, mas com tanta qualidade quanto). Entre as 12, destacam-se Jeffrey’s Bay (África do Sul), Rincon Califórnia, EUA), Kirra (Austrália) e Nias (Indonésia).
No ano passado, tive a oportunidade de me corresponder com ele, para a minha monografia que estava fazendo sobre a crônica de surfe. A quem interessar possa, segue a conversa:
Nas Ondas: O senhor tem formação em Gestão de Empresas. O que o fez mergulhar em profissão tão diversa (falo de sua atuação como escritor e jornalista)?
Gonçalo Cadilhe: Nós aqui em Portugal, ou pelo menos no tempo em que eu frequentei o liceu, tínhamos que escolher com 14 anos a área de estudo que íamos seguir. Eu não tinha a menor ideia do que gostaria de fazer na vida, e decidi seguir a área de Economia. Mais tarde, tornou-se óbvio que eu tinha talento para a escrita, e uma apetência para viver a vida de uma forma intensa e preenchida. Naturalmente não seria feliz numa carreira ligada à Economia, às reuniões de negócios, à vida fechada numa empresa. Mas quando descobri isso já não podia voltar atrás ao liceu para recomeçar os estudos dentro da área de Português, ou Humanísticas ou Jornalismo. Assim, terminei minha licenciatura em Gestão de Empressas, mas logo abandonei a área e o país, e comecei a viajar e a escrever sobre isso.
NO: Muito do que escreve são relatos de viagens. As próprias crõnicas que fez para a seção O Mundo às Direitas, da Fluir, encaixam-se nesse perfil. O que lhe dá mais prazer: viajar pelo mundo ou escrever sobre essas experiências?
GC: Certamente não posso distinguir uma coisa da outra. Creio que cada viagem é decidida em função da experiência literária que consigo retirar dessa viagem, e cada texto vive do facto de ser escrito a viajar. É um processo interactivo. Não sinto prazer a viajar se a viagem não tiver essa dimensão literária e criativa, mas da mesma forma não tenho gosto em escrever se não lidar com a temática da minha viagem.
NO: Em um jornal (ou mesmo em uma revista), comumente se escuta que o texto deve ser escrito de determinada forma, que deve ser direto, simples e informativo. Sua função seria a de apenas contar fatos friamente. O que o senhor acha desse tipo de exigência no jornalismo atual?
GC: Pessoalmente acho que há um excesso de informação na sociedade hoje (, blogues, twitter, tv cabo, canais só especializados em notícias) e ter muita informação equivale a não ter nenhuma. A mente humana precisa de saber discernir, compreender, criticar com fundamento. Então eu acho que hoje o que falta não são factos frios, mas análises inteligentes, fundamentadas, documentadas, que filtrem esse excesso de informação e se ocupem do que é verdadeiramente essencial e importante. Por isso, acho que essa exigência de apenas contar fatos friamente é absurda no jornalismo actual, que corre o risco de estar a ser ultrapassado por todas essas formas cybernautas de noticiar que são mais rápidas, mas muito menos fidedignas.

Rincon, na costa oeste dos EUA, foi uma das direitas selecionadas para protagonizar as crônicas publicadas na Fluir
GC: Acho que meus textos são processos criativos com muita liberdade e fantasia, sem a preocupação de transmitirem uma perspectiva objectiva de uma realidade. São assumidamente leituras pessoais de experiências pessoais. O mundo está cheio de catálogos de viagem, de guias de viagem, de páginas da Google com tudo o que necessita saber sobre um destino. Assim, eu preocupo-me apenas em transmitir as emoções que esse destino me trouxe, esperando que sejam transmissíveis, partilháveis, que um leitor possa identificar-se com esta minha maneira de ver o mundo, mesmo que não tenha feito a mesma viagem ou contactado o mesmo destino. Por outro lado, chamo a atenção que me envolvo com projectos de viagem muito diferentes entre si, que naturalmente me pedem formas diferentes de os registar: uma viagem de fortuna, ou seja, decidida ao acaso, à carona em camiões, tomando trens em linhas ferroviárias que já nem deviam existir, por exemplo, como no caso do meu projecto por África Acima (titulo do meu livro onde se encontra descrita essa viagem); tem que ter uma escrita muito diferente de uma viagem em que me proponho explicar a vida, a viagem, as crenças geográficas e cosmogónicas, a mentalidade e os tempos de Fernão de Magalhães, outro dos meus livros (Nos Passos de Magalhães).
NO: Por que escreve justamente sobre viagens? E por que se jogou na experiência de identificar e descrever as melhores direitas no mundo? É esse tipo de atividade (surfar e viajar) que desperta sua inspiração, que o apaixona? Como essa paixão influencia as palavras que escreve?
GC: Eu creio que devemos apostar numa vida que nos faça feliz. Para muita gente, a felicidade passa por ter uma boa casa, uma família saudável, uma mulher cúmplice dos desafios da existência, ou sucesso profissional. No meu caso, acredito que ver o mundo e contactar outras culturas e satisfazer a minha curiosidade e a minha sede de experiências intensas é a receita que me faz feliz. Viajar faz-me feliz, assim como escrever. Quanto ao projecto das melhores direitas do mundo… bom, é uma lista subjectiva, para outro surfista podia ser outra lista. Eu sonhei essa viagem de passar 12 meses surfando as minhas 12 direitas preferidas porque queria celebrar o ano do meu aniversário dos 40 anos fazendo o que mais gosto na vida, e que é a actividade mais intensa e mais regular que eu tenho, que é o surf. Mas para financiar esses 12 meses eu mantive uma coluna num semanário muito conhecido em Portugal, o Expresso, sobre crónicas de viagens, e a temática não tinha nada que ver com as ondas, eu falava de coisas completamente diferentes. Nunca mencionava que estava viajando para surfar. E com a reunião dessa série de crónicas saiu um livro, em Novembro 2009, que está vendendo muito bem em Portugal, chama-se “1 Km de Cada Vez”. Isso para explicar que toda minha actividade é bastante complexa, ramificada, e que o surf é apenas um desses ramos. E que a paixão e a inspiração se derramam sobre vários assuntos.
NO: Nas maiores revistas de surfe internacionais e também nas do Brasil, a maioria das reportagens de destaque são relatos de surf trips de atletas profissionais, repletos de fotografias. Mesmo com alguma similaridade, não acho que sejam tão expressivas como as que o senhor escreve. Elas, no entanto, já diferem das notas sobre resultados de campeonatos, que são feitas mais objetivamente. Até que ponto o autor, por ser testemunha ocular e se expressar de acordo com seu estilo próprio, pode passar para o leitor a sensação de surfar uma onda desconhecida ou de visitar um lugar a que ele nunca foi? Por que ele o faz melhor que qualquer guia impessoal?
GC: Bom, no meu caso, já tenho muitos anos de “carreira”, sou conhecido em Portugal, tenho um público que sabe o que esperar de mim, e por isso eu tenho uma grande liberdade em exprimir as minhas emoções. Nem todos os jornalistas se podem permitir esta liberdade. Por isso eu posso me exprimir com meu estilo próprio, as minhas emoções. Creio que eu tenho também uma outra vantagem ou, digamos, outra característica diferencial em relação às reportagens de viagens com profissionais do surfe. É que um comum mortal não vai acreditar que algum dia viajará pelas Mentawai numa surf trip milionária navegando num cruzeiro de luxo na companhia do Slater ou do Irons; mas pode sonhar que fará como o Gonçalo Cadilhe que, com a mochila às costas perguntando direcções com um sorriso, chegará às mesmas Mentawai sem gastar quase nenhum dinheiro. Isso acontece porque as emoções que eu transmito na minha escrita são universais, são as mesmas que o comum mortal irá sentir quando fizer o que eu estou fazendo.
NO: No caso das reportagens de que fala a pergunta anterior, como o texto fica, em termos de expressividade, junto à foto? É possível que ele diga mais, mesmo com as imagens ali tão próximo? Como deve se estruturar para que o faça?
GC: Creio que cada jornalista deve identificar suas linhas de força e apostar nelas. No meu caso, a escrita é meu maior trunfo, então eu aposto na escrita e deixo que as fotos fiquem em segundo plano das minhas preocupações. Elas ilustram meu texto, mas o ideal mesmo seria eu nem me preocupar com a fotografia. Ideal mesmo, mesmo, era uma mocinha jovem, bonita, perfeita, inteligente e muito, muito, rica estar viajando comigo para me tirar fotografias (risos).
*Surfista evolucionário, a partir de hoje, será uma seção que identificará temas nos quais o surfe se encontra com cultura, arte, filosofia e tudo que expressa o sentimento “soul surf”.
27.02.10 09:38
Filme do Mineirinho disponível para download
Day by Day, o esperado filme que traz Adriano de Souza, o Mineirinho, como estrela principal está finalmente disponível para download no site da Oakley. Acesse o link aqui.
23.02.10 19:13





Todoas as imagens acima são do fotógrafo Rob Gilley e foram originalmente publicadas no site da revista Surfer. Para ver as outras 20 fotos que fazem parte do portfólio dele, clique aqui.
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09.02.10 13:28
Quem é surfista sabe que nós temos uma sensibilidade artística sui generis. Neste blog, várias mostras já foram dadas disso. Hoje, mas uma delas estará aqui. Trata-se das pinturas do havaiano Clark Takashima. Para vê-las, acesse este site.
27.01.10 12:02
Este post é para quem gosta de fotografia. Eis aqui o portfólio de JP Van Swae, editor-assistente da parte fotográfica da revista Surfer, uma das mais conceituadas do mercado internacional. Aproveitem.
19.01.10 12:12
Três coisas que combinam, não?
Dentro dessa visão, Franklin Almeida trabalha. “A ideia surgiu a partir de um amigo que já fazia esculturas de material reciclado. Ele me influenciou a fazê-las a meu estilo. Meu trabalho é movido pelo conceito de preservação e ecologia e, para isso, utilizo materiais como mouses sem uso, cartões telefônicos, papel jornal, tubos de pvc, madeiras”, explica.
Segundo ele, a inspiração para o tema das peças veio de viagens que fez. “Senti falta de souvenirs direcionados ao surf, imagens do cotidiano e atrativos turísticos de minha cidade, Fortaleza”, revela.
Confira a arte dele:




Para fazer encomendas e conhecer mais sobre o artista, acesse o site dele: www.mareverdeartes.blogspot.com
30.12.09 10:45
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