Nas Ondas

18.08.11 13:14

101 maneiras de quebrar o seu crânio

Por: Thiago Barros | Comentários: Comente

O cabra que tenha ao menos um pouco de juízo não dá murro em ponta de faca, não come manga com leite nem faz amor sem camisinha. O que me leva a pensar que não deve ser muito são o nobre companheiro que se dispõe a surfar uma onda que pode facilmente ralar o coco, se não rachar mesmo, do nego surfante.

A praia dos crânios quebrados, ou Teahupoo, destaca-se no cenário de paz que é o Taiti. É a onda mais pesada do Circuito Mundial e só rivaliza, em termos de loucura necessária que demanda para quem a quer surfar, com Pipeline. Com a diferença que, se você se lascar lá, vai ficar dependendo da rústica medicina local para se tratar.

Agora, que é mágica essa onda é… Quando tá com um tamanhozinho, dá impressão que o mar é que tá se dobrando, recuando todinho pra depois voltar pro lugar, de uma vez, com a onda. Ah, a onda quebra sobre um metrinho de água e, debaixo, é só reef, ok? Ideal para quem é fã de escarificação.

Esse fim-de-semana o tour mundial chega lá. Para assitir tudo, clique no link no site do ASP World Tour e seja feliz. Abaixo, videozinho de aperitivo:
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07.06.11 12:43

Na Micronésia com o líder do ranking mundial

Por: Thiago Barros | Comentários: Comente

Segue aí um microdocumentário, em duas partes, com imagens alucinantes de um paraíso chamado Micronésia, situado entre a Nova Zelândia e o Havaí. Estrelando, o grande Mineirinho, que conta com a companhia do colega de patrocinador, o não menos talentoso, Jadson André.

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17.05.11 10:15

Crowd cearense em Pacasmayo no Peru

Por: Rafaele Esmeraldo | Comentários: Comente

Todos reunidos

Pacasmayo parece ser o destino ideal para a galera do Ceará, já que um crowd enorme do estado está instalado na pequena cidade, localizada no Norte Peruano.

No dia 9 de maio, chegaram no Peru os estreantes Marcelo Bibita, Lucio Picolé, além de Zé Rubens Maguin e Eulério Pato, ambos com inúmeras viagens“en las olas norteñas”. Eles desembarcaram em Chiclayo, depois de dois dias entre escalas e esperas em aeroportos. De lá pegaram um “coche”, que os trouxeram à tão cobiçada Pacasmayo.

Logo se encontraram com o fotógrafo Francisco Chagas e os surfistas Kadinho, André Nunes, da agência de viagens Bioboard, e Pedro, o caçula da viagem. Desfizeram as malas e caíram no sono, exaustos.

Pela manhã, foram a El Faro, onde surfaram ondas de até 2 metros. O destaque da queda foi Kadinho, que esculachou aquelas esquerdas com seu backside matador.

Uma curiosidade é que no line up o que mais escutáram era o sotaque cearense, pois tinham “apenas” 14 surfistas dentro da água, isso sem contar o Chagas lá fora.

Outros estreantes que estavam à vontade no pico eram Rodrigo Miranda, atleta da loja Free Board, e o André. Depois de umas quatro horas de surf voltamos ao hotel e fomos provar da culinária peruana, que por sinal é deliciosa.

No final de tarde o crowd estava animal com peruanos, argentinos, americanos, japoneses e brasileiros na captura daquelas maravilhas ondas em movimento e sem nenhum stress maior.

Como imagens valem mais do que mil palavras, vejam um pouco de tudo isso pelas lentes do mestre Francisco Chagas.

A viagem tem o apoio da revista Feeling, Bio Board Viagens e Qualigraf.

Fonte: Francisco Chagas

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10.12.10 15:56

Ours (Nossa)

Por: Thiago Barros | Comentários: Comente

Localizada em Maroubra, periferia de Sidney, na Austrália, essa onda quebra bem perto das pedras, mas beeem perto. E o pior: quando o mar sobe, ela é uma Big Wave tubular que não perde em nada para outras mais famosas do mesmo país. Para completar o rol de particularidades de Ours, basta dizer que ela é “propriedade” dos Bra Boys, uma das gangs de surf mais violentas e mais localistas do mundo. Daí o nome pouco hospitaleiro aos “haoles”. Não é como se você fosse querer cair aí mesmo. Né?
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17.01.10 12:44

O insurfável

Por: Thiago Barros | Comentários: Comente

Uma esquerda pequena, que quebra meio que de lado e encontra, no caminho, uma ondulação maior, de 3 metros ou mais. Resultado: um quebra-coco grande e muitas vezes tubular, mesmo que praticamente incompletável. Isso é The Wedge, uma ondinha peculiar, localizada em Newport Beach, na Califórnia.

Quebrando em um raso fundo de areia, ela é conhecida por proporcionar caldos pesadíssimos e não menos hilários devido ao backwash (alguns chamam esse fenômeno de “onda camaleão”) que se forma quando a ondulção lateral e a do fundo se encontram (vide o segundo vídeo desse post). Como mostrar é mais claro que descrever, julguem por si próprios:

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Como deu pra ver, o esquema aí é realmente bizarro. Completar o tubo beira o impossível. De qualquer forma, é um pico, no mínimo, engraçado de conferir. Cair aí já é outra coisa, a não ser que seja no esquema jacaré, nos diazinhos menores. Ainda assim, prevejo que o cara fique encontrando areia dentro do ouvido por semanas… hehe

 Tem doido pra tudo!

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17.01.10 11:51

Direita, volver!

Por: Thiago Barros | Comentários: Comente

“O terremoto foi no dia 28 de março de 2005. O tsunami três meses antes, em 26 de dezembro. Os deuses não foram benévolos com a aldeia de Sorake, na sul da ilha de Nias. O terremoto levantou o fundo de coral cerca de 1 metro. Na altura, ninguém sabia se a onda de Lagundri iria ser afetada, se iria mudar. Foi. Mudou. Para melhor”

Com essas palavras, o cronista português Gonçalo Cadilhe apresenta a direita perfeita que quebra na mundialmente famosa Nias, na edição de setembro do ano passado da revista Fluir. Matéria para os sonhos.

Nias é uma pequena ilha localizada a oeste de Sumatra, local mais atingido pela tsunami de 2004

Nias é uma pequena ilha localizada a oeste de Sumatra (maior faixa de terra à direita), local mais atingido pela tsunami de 2004

Por fruto de algum dos desígnios misteriosos do Divino, a onda ficou ainda melhor depois da tragédia natural que se deu naquela região e matou centanas de milhares de pessoas.

“Hoje Nias é mais consistente, quebra mais vezes, está mais tubular e corre mais”, continua. Esse paraíso para quem pisa com o pé esquerdo na frente da prancha, no entanto, já até tem crowd, como cada vez mais acontece mesmo na longínqua Indonésia. Também pudera.

Tente não pirar com isso:

nias2

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nias3

nias4

Por todos os ângulos, esse moça suculenta invade a cabeça de qualquer um. Seria uma ilusão para quem está tão longe ou um incentivo para um ser humano que, como muitos de seus companheiros de esporte, alimenta-se, primordialmente, de sonhos? Possivelmente os dois.

(A primeira e a terceira fotos dessa galeria foram retiradas se matéria da revista virtual Blackwater. Clique aqui para acessá-la)

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Thiago Barros

Thiago Barros

Jornalista e surfista

Rafaele Esmeraldo

Rafaele Esmeraldo

Jornalista, apaixonada por esportes radicais

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