01.02.10 20:36
Heitor é campeão, mas com polêmica

Iniciando sua campanha de retorno à elite, Heitor Alves se sagrou campeão neste domingo (Foto: CecÃlia Braz)
Tá certo. Heitor Alves quebrou em Paracuru. Surfou muito mesmo, pricipalmente no sábado, quando o evento atingiu seu ápice. Mas o resultado foi tudo menos unânime.
Já na semifinal, na bateria contra o potiguar Alan Jones, a polêmica começou. Alan surfou muito e aproveitou melhor, ao menos na opinião deste humilde blogueiro, as condições difÃceis do domingo. Num determinado momento, ele mandou três aéreos em três ondas seguidas e, surpreendentemente, conseguiu apenas notas na casa dos seis pontos, décimos aquém da nota necessária.
Mas o mais estranho ainda estava por vir. Na final, depois de começar com uma nota 7,67, Heitor sentou e assitiu por um bom tempo a um show de Alejo Muniz. O catarinense teve duas ondas sensacionais, à maneira das que ele surfou durante todo o campeonato, tirando leite da pedra do Ronco do Mar.
A primeira foi julgada como um 7,83. Não é por nada não, mas, comparando com a primeira de Heitor, ela deveria ter sido no mÃnimo meio ponto melhor. Na segunda, Alejo fez chover rasgou, voou e encerrou a onda sinalizando para os juÃzes, como que perguntando o que mais ele iria precisar fazer.
Mas eles nem deram bola. Deram foi um 8,17 para a onda que foi, para mim, a mais bem surfada do dia. Bem melhor, por exemplo, do que o 8,40 que Heitor tirou por volta da metade da bateria. Foi essa a nota que deixou Alejo, no final, sete centésimos de ponto atrás do rival.
De qualquer forma, parabéns para esse surfista que representa brilhantemente o Ceará pelo mundo a fora. Não é ele o responsável pelo julgamento e, com justiça, foram ele e seu companheiro de final os que mais levantaram a galera mesmo na praia. Agora, por outro lado, tem gente irada com o head judge do evento, Sérgio Gadelha. Vejam o que disse o atual vice-campeão brasileiro e ex-WCT Pedro henrique, no seu twitter:
 
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28.01.10 20:59
Nesta quinta-feira, o Maresia Surf International em Paracuru ainda não caiu na água. O motivo? O mesmo. Falta de ondas. O plano agora é começar o evento amanhã, à s 7h, simultaneamente no Ronco do Mar e na Boca do Poço. Caso o swell não chegue, a barca toda se muda para o Morro do Chapéu, na TaÃba.
Mas o dia marcou o começo, de fato, do circuito de acesso para a elite do surfe mundial. No PacÃfico, Pipeline acordou e possibilitou o inÃcio do Volcom Pipeline Pro, etapa 5 estrelas, em ondas que beiravam a perfeição. Em poucas palavras: show de surfe! Para checar as baterias, que continuam hoje até à s 22h, clique aqui.
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27.01.10 12:22

Organização espera o "Ronco" acordar
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Devido às ondas pequenas que quebravam ontem e que continuam chegando à praia na manhã de hoje, a etapa 6 estrelas do WQS de Paracuru ainda não começou. Com condições melhores previstas para os próximos dias, a expectativa é de que os surfistas poderão finalmente entrar na água amanhã.
Um pico alternativo está sendo considerado para que se possa correr baterias simultâneas, a “Boca do Poço”, de forma a utilizar da melhor maneira possÃvel o tempo, já exÃguo, que resta para a competição. Até domingo um campeão tem que ser coroado, então vamos torcer para que a mãe natureza mande boas ondas na nossa direção!
Quando começarem as baterias, o link para a transmissão ao vivo é este.
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25.01.10 22:09
Esquadra cearense mira no tÃtulo
Um estado que até pouco tempo tinha dois dos seis brasileiros na elite do surfe mundial (considerando-se as categorias masculina e feminina) e que, durante os dez anos de Supersurf, oscilou sempre entre a segunda e a terceira posição entre aqueles com mais representatividade no circuito nacional não pode nunca ser deixado de lado quando se diz respeito à s possibilidade de tÃtulo num campeonato WQS seis estrelas. Principalmente, se ele vai ser realizado aqui.
Em Paracuru, o Ceará tem boas chances de levar o caneco. Além do campeão brasileiro Messias Félix e do top 16 brasileiro Michel Roque, com os quais o Nas Ondas falou recentemente, vários outros nomes aparecem com força. Márcio Farney, Dunga Neto, Edvan Silva, André Silva, Thiago de Souza, Charlie Brown, Pablo Paulino, AdÃlton Mariano e, é claro, Heitor Alves são alguns desses candidatos.
Nessa semana, falamos com os três últimos sobre a expectativa para a primeira etapa do ano.
Heitor Alves:
-Como a saÃda do World Tour no ano passado afetou você?
 Fiquei um pouco triste, mais atá que foi bom, pois é com as derrotas que aprendemos a ser vencedores . Acho que vou esta mais forte e com mais garra pra voltar, se Deus quiser.Â
-Quem você considera os seus maiores adversários em Paracuru?
Nesse tipo de competição existem vários competidores fortes, mas acho que o local Michel Adriano e e os meus vizinhos Michel Roque e o nosso campeão Brasileiro Messias Felix vão dar muito trabalho.
-Qual o seu planejamento para voltar à elite?Â
Creio que vou competir todos os WQS 6 prime e os 6 estrelas Â
-O que você achou do novo formato adotado pela ASP que permitirá a subida dos melhores do WQS para o World Tour já no meio do ano, dependendo dos resultados dos surfistas da elite?
Eu acho que facilitou um pouco e deu mais oportunidade para os  surfistas entrarem na ASP.
Pablo Paulino:
-Qual a sua impressão da onda do Ronco do Mar e qual sua expectativa de resultado no campeonato e no ano?
A onda do Ronco do Mar é uma das melhores ondas do Ceará, mas em termos de competição, é muito difÃcil para mim porque é um pico só de direitas e demora muito pra entrar onda. Mas estou muito feliz de começar o ano aqui no Ceará. Minha expectativa é de ganhar minha primeira etapa do WQS.
Quanto à temporada, pretendo me classificar no meio do para o Word Tour, que é meu sonho e meu objetivo principal.   
-Quem você considera os seus maiores adversários nessa onda?Â
Não tenho adversários. Meu maior adversário é o mar.
-Qual o seu planejamento para a temporada?
Estou treinando bastante, fazendo os treinamentos fÃsico com o Pedro Robalinho e o Mauro.Vou-me concentrar nos WQS e meu planejamento é competir os 5 e 6 estrelas no Brasil e fora do paÃs.
-O que você achou do novo formato adotado pela ASP?
Bom, eu acho que não é muito justo porque tem muitos atletas que lutaram o ano de 2009 inteiro para conseguir a vaga para o WCT. Eu acho que essa regra favorece aos atletas internacionais que têm um nome forte e que vai ser muito difÃcil para os atletas se adaptarem a essa nova regra. Mas espero me beneficiar desse novo formato.
AdÃlton Mariano:
O que você acha do Ronco do Mar?
Dependendo do swell é uma ótima onda, mas se tiver pequeno fica difÃcil. Gosto tanto de lá que fui quarto na última etapa do cearense (realizada em dezembro do ano passado).
-E os adversários?
Um campeonato assim é imprevisÃvel. Todos estão muito nivelados. Depende muito da condição que vai estar e da escolha de ondas. Se tivesse que escolher um favorito, seria o Michel Adriano, que é local.
-O que acha da participação de Silvana Lima?
A Silvana surfa muito. Achei a ideia bem legal, só que o nÃvel do masculino é outro. Ele deve passar algumas baterias, mas ganhar é mais complicado…
-Qual seu objetivo para o ano?
Depois desse campeonato, estou indo para Noronha e, ainda em fevereiro, viajo para a Austrália. Minha intenção é mesmo a de brigar pela vaga na elite, que é o sonho de qualquer atleta.Â
- Você assistiu ao último WQS aqui, em 1999?
Assisti? Eu competi! Era moleque, tinha 12 ou 13 anos, mas estava lá.
21.01.10 17:10
Para começar com o pé direito
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O campeão brasileiro Messias Félix quer começar bem sua campanha rumo à elite
O cearense Messias Félix conquistou o melhor resultado de sua carreira na temporada passada, mas não se dá por satisfeito. Ele que ocupar a vaga perdida por Heitor Alves na elite em 2009 e, para isso, não vai economizar esforços. “Quero estar sempre crescendo. As minhas expectativas para o ano são as melhores. Estou trabalhando intensamente com o meu preparador fÃsico para começar logo o ano forte”, afirma Messias.
O campeão nacional revela estar treinando para Paracuru na direita que quebra na Praia do Náutico, segundo ele, uma onda parecida com a do Ronco do Mar, que será o palco para as disputas. Depois de lá, Messias segue acompanhando o Tour, já que a intenção é participar de todas as paradas principais do WQS.Â
O Pico
Apesar da qualidade da onda do Ronco ser incontestável quando há swell, a coisa pode ficar bem difÃcil quando não há. É o que diz Michel Roque, outro dos talentos cearenses para a etapa da semana que vem. Ele revela que preferiria se o WQS fosse realizado na capital.
 ”Lá vai haver muita disputa de onda porque é um espaço pequeno, não é como a Praia do Futuro, que é uma mar aberto”, explica o top 16 do Supersurf na temporada passada. “Mas, se der altas ondas, vai ser mais constante e menos perigoso”, complementa.
Assim como Messias, Michel também está treinando na Praia do Náutico. O planejamento dele para 2010, no entanto, é outro. “Vou competir essa etapa, a de Noronha e a perna europeia. Mas meu foco é mesmo o Supersurf, que agora se chama Brasil Surf Pro”, revela.
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