Sarau do Brechó Literário Rimbaud com Tetê Macambira, Diego Benício e Talles Azigon

Tetê Macambira, poetisa

O XXVII Sarau no Espaço Cultural do Brechó Literário Rimbaud será realizado no próximo sábado, 27 de maio, às 16 horas. É um espaço aberto para que leitores, escritores e poetas possam compartilhar seus escritos como o público. Haverá microfone livre garantido por ordem de chegada e inscrição. Continue lendo

Fisheye: o romance apaixonante de Kamile Girão

Por Mariana Amorim (do blog Memórias de Gaveta)*

Com uma trama que aborda uma doença real e degenerativa, a protagonista Ravena Sombra nos apresenta uma história sobre amizade e autoconfiança

Aos dezesseis anos, a maior prova na vida de qualquer adolescente é sobreviver ao Ensino Médio. Encontrar uma turma, ser aceita, ter amigos, ter uma vida social ativa e – acima de tudo – descobrir quem você é. Uma missão tão árdua e difícil quanto manter as boas notas, escolher uma profissão e passar no vestibular. E essa é a vida de Ravena Sombra, protagonista de Fisheye, terceiro romance da autora cearense Kamile Girão. Porém, Ravena terá que enfrentar todos os dramas juvenis com um diagnóstico inesperado: retinose pigmentar, uma doença degenerativa e sem cura que aos poucos irá deixá-la cega.
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O lindo ofício de restaurar livros ou uma tarde na Unifor

Restauração de livros (Foto: Mariana Parente/ Especial para O POVO)

O processo de restauração de livros é artesanal. Cada peça é examinada cuidadosamente por mãos leves e olhos atentos. Tudo começa na higienização das páginas, buscando qualquer sinal de praga. É uma espécie de triagem que identifica qual serviço será empregado em cada livro: remendos, remontagem, costura, reforços, velaturas, encadernação. Na última semana, estive no Setor de Conservação e Restauro da Universidade de Fortaleza (Unifor). É por lá que chegam os volumes que integram o setor de Acervos Especiais da biblioteca da instituição. Continue lendo

Querida Ava Dellaira,

Kurt Cobain é um dos receptores de Laurel

Por Mariana Amorim (do blog Memórias de Gaveta)*

Bom, eu não sei exatamente como começar a escrever esta carta. Não sei se tenho intimidade o suficiente para chamar você de amiga. Apesar de achar que, após me fazer chorar, sorrir e entender muita coisa que aconteceu comigo, acredito que sim, gostaria de você como amiga. E nem sei se vou conseguir deixar claro como foi a leitura do seu livro para mim. Carta de Amor aos Mortos é um misto de inquietação, alegria, tristeza e uma dorzinha de dúvida. Ele chegou até mim como presente de natal de uma amiga muito querida em uma época na qual  eu não enxergava um futuro possível. Pessoalmente, foi uma leitura muito difícil para mim. Continue lendo

Gylmar Chaves investiga o amor

Poeta Gylmar Chaves (Foto: Sheila Rodrigues/Divulgação)

Por Talles Azigon (da página Poesia Brasileira)

De certo modo, romanticamente falando, todos os poemas falam de amor – na perspectiva de amor ser aquilo que move. Logo, das literaturas todas, a poesia – nossa amiga, amante, irmão, mãe, prima – é a mais cinética. Move corpos, indignações, mexe no formigueiro dos desejos. Um poema “bole” a existência.

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Cearense Jarid Arraes lança livro sobre heroínas negras

Ilustrações integrantes do projeto. (Arte: Gabriela Pires)

Através do cordel, a cearense Jarid Arraes conta os percursos de 15 mulheres negras que transformaram estados ou regiões brasileiras. O livro – que oferece um compilado de afetos, histórias e lutas – será lançado em junho

A cordelista cearense Jarid Arraes começou a escrever sobre Dandara dos Palmares há quatro anos. Em formato de cordel, ela contou as desventuras, os percalços e as vitórias da líder quilombola. O interesse do público foi imediato e, a cada mês, Jarid narrava a vida de novas heroínas negras. Muitas eram desconhecidas e surgiram a partir de sugestões dos leitores. O projeto ganhou fôlego e, em junho, ela publicará o livro Heroínas Negras Brasileiras em 15 cordéis – compilado de afetos e histórias. Continue lendo

Conheça 13 lugares especiais para ler em Fortaleza

Confeitaria Sublime. (Foto: divulgação)

Ler deitado na varanda de casa é o local mais óbvio, mas não é a única opção. A familiaridade das paredes pode ser substituída por outros lugares. Praças, parques, ônibus, cafeterias, bibliotecas. Há dezenas de pontos bons para leitura em Fortaleza. Às vezes, ler na própria casa é difícil por conta dos barulhos vizinhos ou da interrupção dos parentes. Mas não é só isso! Pegar um livro e sair de casa para ler é uma movimentação bonita e necessária. Além de criar relações com as palavras, nós criamos relações com a Cidade e seus espaços. Levar o livro para um lugar estranho, sentar, esticar as pernas, pedir um café e sentir o movimento de colisão com o cotidiano. Existem opções de locais para vários gostos e preferências.

Com um post maroto no Facebook e a ajuda de amigos, o Leituras da Bel listou lugares incríveis para ler em Fortaleza. Pegue o seu livro e escolha:

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Filme Como era gostoso o meu francês, de Nelson Pereira dos Santos, será exibido no Literacine

Cena de Como era gostoso o meu francês (1971)

LiteraCine: literatura em cinema fará a exibição do filme Como era gostoso o meu francês (1971), de Nelson Pereira dos Santos,  no Departamento de Literatura da Universidade Federal do Ceará (UFC). O projeto faz exibição de filmes que dialogam com a produção literária brasileira — seguidos de debates com professores de literatura, pesquisadores de cinema ou estudiosos de outras linguagens relacionadas. O evento tem entrada gratuita. Continue lendo

Leituras da Bel entrevista: Jarid Arraes

Livro Heroínas Brasileiras Negras em 15 Cordéis

A cordelista cearense Jarid Arraes lança, em junho, o livro Heroínas Negras Brasileiras em 15 cordéis. Ela contou as desventuras, as vitórias e os percalços de mulheres que modificaram seus espaços. São narradas as histórias de Antonieta de Barros, Aqualtune, Carolina Maria de Jesus, Dandara dos Palmares, Esperança Garcia, Eva Maria do Bonsucesso, Laudelina de Campos, Luísa Mahin, Maria Felipa, Maria Firmina dos Reis,  Mariana Crioula, Na Agontimé, Tereza de Benguela, Tia Ciata e Zacimba Gaba. A obra está em pré-venda virtual e após o lançamento será distribuída em livrarias.

Jarid começou a escrever sobre Dandara dos Palmares há quatro anos. Em formato de cordel, ela contou as desventuras, os percalços e as vitórias da líder quilombola. O interesse do público foi imediato e, a cada mês, Jarid narrava a vida de novas heroínas negras. Muitas eram desconhecidas e surgiram a partir de sugestões dos leitores. Heroínas Negras Brasileiras em 15 cordéis é um compilado desse processo. Ao Leituras da Bel, ela falou sobre a concepção do novo livro, mercado editorial brasileiro, legado deixado pelas mulheres negras na história e os direitos alcançados ao longo do tempo.

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Há um boom literário em Fortaleza?

XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, no Centro de Eventos (Foto: Tatiana Fortes/O POVO)

Saraus, clubes de leitura, bienais, lançamentos, encontros. O Leituras da Bel discute a ebulição de eventos literários que Fortaleza vive nos últimos meses

Desde a Bienal do Livro, em abril, Fortaleza abriu os olhos para a ebulição de eventos literários que ocupam grandes centros culturais ou pequenos espaços da Cidade. São saraus de poesia, clubes de leitura, lançamentos de obras e encontros com os escritores. Guarani Oliveira, proprietário da Livraria Lamarca, no Benfica, acredita em duas vertentes dessa efervescência: o fomento ao mercado editorial e o incentivo aos novos leitores. Com mais eventos no circuito, há mais pessoas vendendo e comprando, mais pessoas descobrindo o prazer da leitura, mais contato do público com a arte. Continue lendo