01.12.09 10:31
Seleções em 2010: Coreia do Norte
A Coreia do Norte é muito lembrada por muito conflito e pouco esporte. Porém, tem uma história bonita na única participação que teve em uma Copa do Mundo. Hoje, conseguiu a classificação após um empate da Arábia Saudita e, surpreendentemente, uma ajudazinha da Coreia do Sul.
Participações: Após 44 de sua primeira e única participação, os norte coreanos estão de volta a uma Copa do Mundo. Em 1966, na Inglaterra, surpreendeu o mundo ao eliminar a Itália e chegar às quartas de final. Nesta fase, esteve vencendo Portugal por 3×0, mas permitiu a virada para 5×3.
Elenco: Sem estrelas, sem craques e até sem bons jogadores. O treinador Kim Jong-Hun não tem em mãos algo que possa se orgulhar. A classificação para a África do Sul realmente foi uma surpresa.
Perspectiva em 2010: Talvez a mais frágil das seleções que estarão em 2010. Entra como zebra, mas com o mundo olhando sobre o que irá aprontar. Apesar da místisca, não passa da primeira fase. A seleção norte-coreana enfrentou, no início de novembro, o Clube Atlético Sorocaba, de São Paulo, em um amistoso. O jogo aconteceu na Coreia do Norte e terminou com um empate de 0×0. Alguém imagina o jogo? É o típico adversário que todos querem enfrentar.
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20.07.09 19:06
O Fluminense anunciou a volta de Renato Gaúcho, como se ninguém soubesse que isso ocorreria;
O Corinthians vendeu Cristian e André Santos para o Fenerbahçe, da Turquia e, caso não faça a reposição adequada, vai sentir demais a falta de ambos, a ponto de comprometer a briga pelo título nacional;
Alex Mineiro trocou o Grêmio pelo Atlético-PR. O jogador forçou muito a barra e volta ao time do Parará pela terceira vez. Acho que foi uma boa para todo mundo;
Léo Lima saiu do Vasco e foi para o Goiás. Na reserva do time de São Jauário, não vejo Léo Lima com lugar no bom time do Goiás, mas quem decide é Hélio dos Anjos;
Luxa se apresentou ao Santos e, pelo jeito, a missão é classificar o time para a Libertadores de América. Difícil, bem difícil.
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19.07.09 13:25
POR CIRO CÂMARA
DO JORNAL O POVO
O campo vazio do Terra e Mar, o esburacado do Tiradentes, a sala abafada do Messejana, a falta de sede de América e Calouros… O passeio pela delicada situação dos times pequenos de Fortaleza possui muitas imagens emblemáticas para ilustrar essa matéria, mas nenhuma conseguiria se impor sobre as outras. Todas representam um panorama marcado por dificuldades, incompetência, descaso e falta de perspectivas. Mas, também de devoção dos poucos que ainda teimam em dirigir as equipes.
A estabilidade dos tradicionais clubes pequenos da Capital ruiu há cerca de uma década. E por uma série de fatores. Primeiro, a subdivisão do Estadual pela Federação Cearense de Futebol (FCF), criando a Segunda e Terceira divisões. Depois, a interiorização do esporte, com a formação de equipes medianas apoiadas pelas prefeituras. Por último, a falta de saídas apontadas pela Federação. Com estrutura já precária, sem torcedores ou apoio, e com meros abnegados à frente dos clubes, a tendência não foi outra que não a derrocada dos pequenos.
Hoje, apenas duas equipes de menor expressão permanecem na Segunda Divisão – o Uniclinic e o Tiradentes. Já Calouros, Messejana, América e o renovado Maguary disputam a Terceira Divisão a muito custo. O Terra e Mar, fundado em 1938, nem isso. Fechou as portas para o futebol profissional ano passado por não conseguir arcar com as despesas.
Para o Estadual 2010 apenas os três maiores clubes da Capital – Ceará, Fortaleza e Ferroviário – farão frente aos nove interioranos. “As prefeituras inflacionaram o mercado”, analisa o presidente do Tiradentes José Fernandes. Segundo ele, os custos de cada partida são, em média, de R$ 1.500 – pagamento de arbitragem, aluguel do campo, quadro móvel e impostos. Com rendas que mal passam de R$ 100. O clube, vinculado à Polícia Militar, se mantém devido aos cerca de R$ 35 mil descontados da folha dos sete mil policiais associados.
Parcerias
A saída para os clubes se manterem em atividade é apelar para parcerias com empresários e apostar na revelação de atletas. O América chegou a ficar fora do Estadual do ano passado mas retoma agora após arrendar o futebol a um grupo de investidores. De resto, o clube mantém, também à custa de parcerias, equipes de base.
É a mesma realidade de outro time tradicional: o Calouros O campeão cearense de 1955 saiu da Base Aérea, por decisão da Aeronáutica, e hoje “arqueja”, como classifica o supervisor Wanbar Menescal. A administração funciona na casa de Wanbar e o time só entra em campo pela Terceira Divisão, em agosto, devido a parceria com grupo de empresários e com a Prefeitura de Horizonte, que cede o estádio Clenilsão. “Se não forem as parcerias não tem como pagar.
Sala abafada
No passeio pelas equipes, poucas visões são tão desoladoras como a do Messejana. Fundado em 2004, o clube funciona, basicamente, em uma sala improvisada abaixo do lance de arquibancadas do estádio Murilão, em Messejana, ocupada apenas por um birô antigo e uma estante vazia. O salário é pago por jogo, em média R$ 50.
No Terra e Mar, do Mucuripe, o presidente José Osmar chegou até a fazer torneio de baralho para custear as despesas. “Fiquei sozinho com o barco na mão”, lembra. Para este ano, pediu licença da Federação. Hoje, o campo do Mucuripe só vê futebol em rachas de amigos e jogos da liga local.
EMAIS
- Alguns dos clubes de menor expressão no futebol local possuem títulos cearenses. O Tiradentes venceu o contestado título da Primeira Divisão de 1992 (ao lado de Fortaleza, Ceará e Icasa); o América em 1935 e 1966 e o Calouros em 1955. O Uniclinic levou a Segunda Divisão em 1998 e o Tiradentes entre 1962 e 1964 e em 1968.
- Ceará, Fortaleza, Ferroviário e Icasa recebem ajuda pública para participar de campeonatos. A Prefeitura de Fortaleza patrocina os três primeiros e o Governo do Estado os quatro.
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19.07.09 01:08
Novo Estatuto do Torcedor deve virar lei até outubro, diz secretário
Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil
Os torcedores de futebol mais violentos deverão ser punidos em breve com penas alternativas. O governo espera que o novo Estatuto do Torcedor se torne lei até outubro próximo. A previsão é do secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay.
As novas regras preveem, por exemplo, uma pena alternativa para o torcedor violento, em que ele deverá prestar serviço comunitário, por até três anos, sempre nos dias e horários em que seu time estiver jogando. “Essa é uma maneira de tirar do estádio as pessoas que estão brigando ou atrapalhando”, afirmou.
Segundo ele, o Estatuto do Torcedor criado em 2003 sofreu alterações e já foi aprovado na Câmara dos Deputados e na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado. Falta ainda ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e no plenário pelos senadores, seguindo depois para sanção presidencial.
O secretário explicou que “o estatuto até falava em banimento de torcedores que causavam confusão, mas era muito difícil de efetivar isso”. O que está sendo criado, segundo ele, é um tipo penal contra tumulto e briga nos estádios.
“Precisamos do governo e do Judiciário, com leis mais efetivas e contundentes”, defendeu presidente do Conselho da Torcida Jovem do Flamengo e presidente da Federação das Torcidas Organizadas do Rio de Janeiro, José Maria de Sá Freire. “Não é justo um cara ser pego brigando, com pau e pedra, lesionar, machucar e ferir gravemente várias pessoas e chegar num Juizado Especial Criminal, pagar dez cestas básicas e ser liberado.”
O novo Estatuto também estabelece a punição aos cambistas ou para as pessoas que participarem de um esquema de desvio de ingressos. “Hoje o policial não consegue nem apreender os ingressos dos cambistas porque não é crime, nem nada”, reclamou o secretario.
Outra idéia prevista é a de se aprimorar e estabelecer os juizados especiais em todos os estádios brasileiros. Segundo Abromovay, essa medida tem um efeito muito grande porque permite que se resolva o conflito no estádio e garante a presença do Estado no local.
Mas muitas propostas para se combater a violência não estão previstas somente no Estatuto do Torcedor. Além do governo, há também idéias sendo discutidas em vários setores da sociedade.
“As organizadas têm trabalhos na área esportiva e social, com milhares de jovens. Temos sedes recreativas e administrativas que podem ser pólos do governo para manter atividades sociais, esportivas, culturais e até de informática”, diz Freire, representante das torcidas do Rio de Janeiro.
O promotor de São Paulo Paulo Castilho também defende a ideia dos trabalhos de inclusão social com as organizadas. “É preciso que essa torcida organizada seja realmente organizada e que o Estado fiscalize e contribua para isso. Mas como fazer isso? Cadastrando, monitorando essa torcida, acompanhando num serviço de inteligência”, afirmou.
Para Castilho, o combate à violência no futebol também passa por uma maior especialização das polícias, reestruturação dos estádios, urbanização das cidades e também punição a jogadores e dirigentes de clubes que incitam a violência.
“É preciso aumentar, com ingressos promocionais, a ida de mulheres, famílias e de pessoas da terceira idade e de crianças aos estádios porque esses grupos naturalmente neutralizam e isolam esses grupos violentos”, apontou Maurício Murad, sociólogo e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Além de ações reeducativas, Murad acredita até em soluções mais repressivas e de curto prazo, como a proibição da venda de bebidas alcoólicas no estádios, o controle da venda dos ingressos e o aumento do transporte coletivo, principalmente no final das partidas.
“Chegar nos estádios, cada um chega mais ou menos numa hora. Mas, na saída, sai todo mundo junto. Aí mora o perigo. E quanto mais rápido a multidão escoar, menor é a possibilidade de violência, de roubo e de brigas”, avalia.
Para o ex-preparador físico João Paulo Medina, criador do projeto Universidade do Futebol, as soluções para o combate à violência no futebol passam também por um debate com o meio acadêmico. “Há uma certa resistência das pessoas mais pragmáticas que acham que a violência é só um problema de polícia. É um problema que extrapola sua dimensão policial”, afirma.
A solução, segundo ele, virá somente quando se pensar a violência no seu aspecto cultural, vinculada também a problemas como a desigualdade social. “As saídas vão surgir desses debates”, defendeu Medina.
18.07.09 19:36
O técnico Giba explicou os motivos que o fizeram escalar o time contra o Atlético-GO no esquema 4-5-1. “Meus jogadores não estão bem fisicamente ainda. Eu optei por jogar com o Cristian porque ele foi bem assim contra o América-RN, quando fizemos uma ótima partida. E ele também não está bem para ajudar na marcação como eu desejo. Jogar com dois atacantes é um objetivo meu e eu fiquei feliz com a apresentação do Luiz Carlos, que também está voltando de contusão e fez gol. Precisamos ir com calma. Muita gente fala do Bismarck, mas é um menino de 18 anos e não está pronto para ser titular. Meus jogadores não estão tão preparados como os do Atlético-GO, por exemplo, que ganharam o jogo na força. Mas quero dizer que jogamos bem, tivemos bom domínio da partida”, avaliou o treinador.
Cristian também disse que gostou do time, ao contrário do atacante Marcelo Nicácio e do lateral Maizena, que optaram por mostrar mais os defeitos da equipe do que as qualidades na partida deste sábado.
18.07.09 18:05
No Serra Dourada, Fortaleza perde para o Atlético-GO: 3 a 1
O Fortaleza voltou a não somar pontos fora de casa na Série B do Campeonato Brasileiro. Neste sábado, em Goiânia, a equipe perdeu por 3 a 1 para o Atlético-GO e estacionou nos 14 pontos, caindo para a 13a. colocação na tabela. Já os donos da casa agora estão na segunda colocação da competição, com 23 pontos.
Assim como ocorreu na derrota para o Figueirense por 3 a 1, o Fortaleza sofreu um gol logo no começo do jogo. Lançado entre os zagueiros, o atacante André Leonel, livre de qualquer marcação e aproveitando falha coletiva do sistema defensivo do time, tocou na saída de Alexandre Fávaro para fazer 1 a 0 para o Atlético-GO.
O Fortaleza poderia ter empatado aos seis minutos, mas Cristian perdeu grande chance chutando por cima do gol Márcio. Com mais posse de bola o Atlético-GO não era pressionado e quase marcou aos 11 e aos 28. Apenas no final do primeiro tempo o Fortaleza voltou a assustar. Aos 42, Cristian cruzou e a zaga do time da casa evitou gol de Marcelo Nicácio. Aos 45, o goleiro Márcio falhou feio após cruzamento de Jaílson e a bola sobrou para Nicácio. O atacante achou Saulo na entrada da área e quem salvou o Atlético foi o zagueiro Gil, que tirou a bola em cima da linha. Os jogadores do Fortaleza reclamaram pênalti, mas o árbitro entendeu que o zagueiro não teve objetivo de colocar a mão na bola, ou seja, interpretou o toque como involuntário.
No segundo tempo Giba mudou a equipe aos oito minutos, quando tirou Saulo e colocou Paulo Roberto. A substituição não deu resultado imediato e aos 14 minutos o Atlético-GO ampliou, em boa jogada individual de Marcão, que se livrou de Julio e Silvio para chutar por baixo de Alexandre Fávaro.
Perdendo por 2 a 0, Giba resolveu tirar Nicácio e Cristian para colocar Luiz Carlos e Bismarck. E na primeira boa joagada da nova dupla, Bismarck deixou Luiz Carlos na cara de gol. O atacante sofreu pênalti de Márcio e bateu bem para fazer seu sexto gol pelo Fortaleza na Série B,
Faltando 10 minutos para o jogo terminar o Atlético ficou com um jogador a menos, depois que o zagueiro Jairo fez falta feia em Paulo Roberto e foi expulso. O Fortaleza tentou o empate, mas de maneira pouco agressiva e ainda sofreu o terceiro gol, depois que o volante Róbston fez linda jogada individual, driblou três jogadores e tocou na saída do goleiro Fávaro.
08.07.09 18:55
Ainda sobre o teto salarial e as diferenças entre a NBA e o futebol

Gentis e inteligentes blogueiros - daqueles que me fazem sorrir de satisfação por serem audiência cativa do blog – se manifestaram no post sobre uma possível proposta da Fifa em determinar um teto salarial para os jogadores de futebol. Em especial, os blogueiros citaram o caso da NBA, mas é preciso esclarecer alguns pontos: a National Basketball Association é disputada apenas em um país e o teto salarial é geral, ou seja, a entidade limita apenas o quanto um time pode gastar com todos os atletas durante uma temporada.
Penso que no futebol é totalmente inviável tal atitude porque estariam envolvidos todos os países do mundo, com suas diferenças fundamentais. Além disso, a declaração de Pelé indica uma insatisfação dele com os salários individuais dos atletas, não um planejamento geral.
A NBA, coincidentemente nesta quarta-feira, divulgou que diminuiu o teto salarial para suas equipes. A partir de agora, uma equipe poderá gastar com seus atletas no máximo 57,7 milhões de dólares, mas as negociações individuais continuam normalmente.
O teto tem como objetivo nivelar as equipes e foi adotado em 1983. Há também um valor mínimo que o time é obrigado a gastar e, convenhamos, no futebol isso seria absolutamente inviável. Já pensou uma equipe, por exemplo, da segunda divisão do campeonato cearense sendo obrigada a gastar um dinheiro que não tem? Ou até mesmo uma equipe da Série A? Como achar uma média entre essas supostas equipes e o Real Madrid, por exemplo?
Para achar o valor do teto, a NBA calcula a arrecadação da liga com a renda do público, publicidade, venda de produtos e direitos de transmissão de tv e internet e isso tudo, como já salientado, dentro de um país, o que é infinitamente mais fácil.
E tem outra: há a chance de equipes ultrapassarem o teto e, dependendo do valor, elas pagam multas por isso.
07.07.09 20:16
Fortaleza: Cleisson e Luiz Carlos não sabem se jogam contra o Figueirense
O técnico Giba já avisou que vai mudar o time depois do ruim desempenho da equipe contra o Ceará, no sábado passado. No treino desta terça-feira, entretanto, o técnico não deu qualquer pista das mudanças.
Cleisson, que se machucou na coxa contra o Ceará, fará um teste decisivo nesta quarta-feira. Luiz Carlos, ainda sentindo o tornozelo, também é dúvida. Como o zagueiro Amarildo tem entrado bem no time quando Giba muda o esquema durante as partidas para o 3-5-2, não será surpresa se o técnico resolver começar o jogo contra o Figueirense com esse esquema.
Existe também a chance de Eusébio assumir o lado esquerdo defensivo do time, já que Jaílson não vem atuando bem desde sua estreia.
Um coletivo nesta quarta-feira, no PV, deve mostrar as novas opções do técnico para a partida contra o Figueirense, na sexta-feira, em Florianópolis.
06.07.09 18:47
O desrespeito ao torcedor não tem limite
Como convidado da TV O POVO, o advogado Hércules Amaral, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor da OAB/CE, esteve no Castelão no jogo Fortaleza 0 x 0 Ceará e, como esperado, constatou mais de 20 irregularidades. A matéria foi ao ar nesta segunda-feira.
Acompanhe no vídeo abaixo e lembre-se: reclamar e exigir providências do Ministério Público, dos dirigentes de clubes e da Federação é também papel do torcedor que, como se percebe recentemente, tem se afastado dos estádios TAMBÉM por causa do desrespeito que sofre.
02.07.09 18:44

Escobar lamenta gol contra na partida com os Estados Unidos, em 1994
A série “Futebol é História” volta depois de um tempo sem estar na ativa. E logo na primeira edição deste retorno, relembra os 15 anos da morte do zagueiro colombiano Andréas Escobar.
Foi há 15 anos. Talvez ninguém lembre do fato. Mas para quem acompanhava futebol naqueles idos de 1994, foi marcante.
Um lance que marcou o futebol da Colômbia, dentro e fora de campo. Um gol contra que custou a vida de Andrés Escobar. O jovem atleta foi assassinado em frente a uma discoteca, na cidade de Medellín, por Humberto Muñoz Castro.
O zagueiro foi o protagonista de um lance infeliz. Mas que está no cotidiano do futebol espalhado pelo mundo. Na derrota para os Estados Unidos, por 2 a 1, ele marcou um gol contra. Obviamente sem querer. Mas que custou a sua vida.
Na época, o resultado contribuiu para a queda ainda na primeira fase da seleção sul-americana, considerada por muitos como uma das mais fortes candidatas ao título do torneio.
A tese mais defendida para a morte de Escobar foi a de que o assassinato houvera sido premeditado, a mando daqueles que perderam dinheiro de apostas com o resultado da Copa. Ela não foi comprovada de fato, mas Muñoz Castro foi condenado a 43 anos de prisão.
A segunda explicação sustentada é a de que o assassinato teria sido resultado de um bate-boca sobre futebol na porta da discoteca. Uma terceira levantava a teoria de que Escobar foi morto por pessoas ligadas ao narcotráfico, visto que o homem que o matou com 12 tiros era guarda-costas e motorista de dois condenados por tráfico de drogas na Colômbia.
Freddy Rincón (jogou em Corinthians e Palmeiras e esteve na seleção colombiana de 94) já chegou a admitir que era perigoso ficar em Medellín após o fracasso na Copa. “A cidade passava por uma situação difícil. Era complicado se sentir à vontade lá naquela época.”
De acordo com o filme “Escobar’s Own Goal” (O gol contra de Escobar), que conta a história trágica do zagueiro, outras 39 pessoas foram assassinadas em Medellín na noite em que zagueiro morreu. Apesar da repercussão que o caso teve no País e no mundo, Muñoz Castro foi solto por “boa conduta” após 11 anos na cadeia.
Que se guarde de lembrança essa história e se aprenda com as coisas boas do futebol. E não com as ruins.
A série “Futebol é História”, nesta nova temporada, será publicada todas as quintas-feiras, no blog Gol!
25.06.09 00:41
Vamos falar e refletir mais um pouco sobre EUA 2 x 0 Espanha?

O futebol é o maior e melhor esporte do mundo. Os EUA estavam quase eliminados e, de uma hora para outra, estão na final da Copa das Confederações. Quanto a Espanha, são completamente absurdas as manifestações que tentam desconstruir o que o time tem feito recentemente. A Espanha não tem a história da Alemanha, da Itália ou a do Brasil, longe disso, mas negar que o time atual tem talento e ótimos jogadores é, no mínimo, prepotência. Foram 35 jogos de invencibilidade e a conquista de uma Euro.
Alguns podem alegar que a Fúria construiu sua fama jogando contra Monte Carlo, Moldávia, Liliput, Sodoma e Gomorra, Paquistão, Montenegro, Triângulo das Bermudas, Vaticano, Smallville, Liechtenstein, South Park, Machu Picchu, Guantánamo, Springfield...mas não foi nada disso. Na Euro, a Espanha passou por Itália, Russia e ganhou na final da sempre poderosa Alemanha. Ainda nesta série invicta, há vitórias contra Turquia, Inglaterra, França, Bélgica, Suécia…
Aí, alguns podem alegar que até a Grêcia ganhou a Euro. É verdade, mas isso não desmerece a conquista da Espanha. Nós, brasileiros, não queremos sempre que o time ganhe e jogue bem? Então, a Espanha ganhou a Euro dando show, enquanto a Grécia ganhou com um jogo horrível. A Espanha está, sim, entre as grandes seleções do mundo. É difícil apontar duas seleções por aí melhores do que ela. Mas o grande teste será a Copa do Mundo, porque a pressão em uma Copa é o infinito x 10 a 23 maior do que em uma Euro.
Agora, se o Brasil ganhar a Copa das Confederações, todo mundo vai falar que não fez mais do que a obrigação e que passou pelos EUA. E se perder para a África do Sul e suas vuvuleza malucas ou para os EUA? Bom, aí será um Deus nos acuda. A vitória contra a Itália terminaria completamente esquecida e veríamos um festival de críticas e xingamentos contra os jogadores, contra o Dunga, contra os jornalistas, com ou sem diploma…
Claro que as críticas serão veementes, não é? Se o Brasil é o supra-sumo do futebol, o máximo dos máximos, e são os torcedores chauvinistas que dizem isso, o tempo todo, o que fazer quando se perde um jogo para uma seleção inferior? Tacar o pau no técnico, ter chilique, a não ser que se resolva adotar uma politica baseada nas idéias de Paul Joseph Goebbels, o famoso ministro da propaganda de Hitler.
O futebol, ainda bem, permite o tempo todo que o mais fraco leve vantagem. Nenhuma seleção é imbatível, mas ninguém vai deixar de elogiar pensando na teoria do caos. As análises – há boas e ruins, claro, exageradas também, disso não há dúvida - mas elas são feitas na medida da observação do que ocorreu em partidas anteriores, em competições anteriores.
A vitória dos EUA foi heróica, realmente. Nem os jogadores americanos conseguiam explicar. Eles se atiravam na bola de qualquer jeito, com uma raça impressionante e a Espanha não teve calma para fazer valer sua evidente superioridade. Aliás, é bom deixar claro que a Espanha é muito melhor do que os EUA, assim como Brasil é muito melhor do a África do Sul e os EUA. Sabe o motivo? Há gente que tem a coragem de dizer ou escrever que sabia que a Espanha perderia dos norte-americanos, que era uma coisa completamente esperada. Só que depois do resultado, depois.
Mas estamos falando de futebol. E as surpresas, ainda bem, ocorrem. Afinal, é o maior e melhor esporte do mundo.
24.06.09 17:20
EUA 2 x 0 Espanha: a lógica da bola
Os EUA se defenderam monstruosamente bem, atacaram duas vezes no jogo todo e fizeram dois gols.
E estão na final da Copa das Confederações.
A Espanha tentou, mas não estava em um dia inspirado, pelo contrário, aliás.
E não há mais nada a escrever, a não ser que no futebol, a lógica da bola surpreende.
Só falta a África do Sul ganhar do Brasil e o jogo que todo mundo quer ver ser a disputa do terceiro lugar.
Agora, duas zebras assim, seguidamente…será?
Ah, a Espanha não perdia faz tempo. Eram 35 jogos de invencibilidade.
Eram.
21.06.09 14:22
Série B: balanço da 7a. rodada
Apenas 21 gols marcados, na pior rodada nesse aspecto em 2009. Os mandantes ganharam quatro jogos, os visitantes outros quatro, além de dois empates.
O Guarani segue líder, invicto e fortalecido, após a vitória diante da Ponte Preta. Brasiliense, Atlético-GO e América-RN completam o G4. A novidade, portanto, é a presença de um nordestino entre os melhores times da Série B, com quase 20% da competição já disputada.
Na zona de rebaixamento, o Nordeste é maioria, com ABC, Ceará e Campinense. O São Caetano também continua entre os piores times da competição.
Entre os ataques, o Fortaleza é o melhor, com 14 gols, seguido de Atlético-GO e Ipatinga, com 13. O pior ataque é o do São Caetano, seguido do ABC. Entre as defesas, o Vasco segue como a menos vencida, apenas três vezes. O Guarani é a segunda melhor, porque tomou apenas cinco gols. A pior defesa é a do Campinense, com 19 gols sofridos. O Fortaleza tem a segunda pior defesa – 16 gols.
O Guarani é o melhor visitante, com 100% de aproveitamento. O melhor mandante é o Bahia, com 83% de aproveitamento.

Rodrigo Santoro em Bicho de Sete Cabeças
Resultados da sétima rodada:
Portuguesa-SP 0 x 1 Brasiliense-DF
Ceará-CE 2 x 1 São Caetano-SP
Vasco da Gama-RJ 0 x 0 Duque de Caxias-RJ
Juventude-RS 1 x 0 Bragantino-SP
Figueirense-SC 1 x 0 Paraná-PR
ampinense-PB 2 x 4 Fortaleza-CE
Ponte Preta-SP 0 x 1 Guarani-SP
Vila Nova-GO 2 x 3 Atlético-GO
Bahia-BA 1 x 1 Ipatinga-MG
América-RN 1 x 0 ABC-RN
A imagem aí do lado é do filme Bicho de Sete Cabeças. A história é baseada em fatos reais da dramática vida de Austregésilo Carrano Bueno, autor do livro Canto dos Malditos, um documento sobre os abusos cometidos em hospitais psiquiátricos brasileiros.
Austregésilo morreu no ano passado, aos 51 anos. O conheci em meados da década de 90, quando ele vendia seu livro toda semana, numa feirinha no Shopping Paulista, aos domingos. Fiquei impressionado com sua história e comprei o livro. Anos depois, vi a história no cinema, retratada, brilhantamente, pela diretora Laís Bodanzsky e com Rodrigo Santoro no papel principal, em uma marcante atuação.
20.06.09 18:22
Não é pela segunda vitória seguida.
Mas o resultado do Fortaleza exibe algumas evoluções no time.
Neste sábado, com um time bem compactado e sabendo sair no contra-ataque, o Tricolor bateu o Campinense.
Marcelo Nicácio prova, a cada rodada, que é um jogador bem acima da média e que ter ficado fora do time prejudicou o rendimento do grupo – por outro lado, tirou os holofotes dele, o que pode ter evitado uma transferência precoce para longe do Pici.
O Fortaleza do técnico Giba parece uma equipe mais consolidada, com um certo estilo próprio para sair jogando e um pouco melhor no sistema defensivo – a cobertura melhorou, individualmente, os zagueiros ainda precisam melhorar.
Ah! E Gilmak não pode ser reserva nem de Sílvio e muito menos de Edson.
O time ainda é lento e com laterais que estão devendo. Jaílson, que estreou no lado esquerdo, tem um bom passe. Porém, ainda parece tímido para apoiar e muito devagar para dar continuidade as jogadas.
No mais, o meio campo evoluiu na marcação e tem chegado mais ao ataque, dando opções para os atacantes e para os laterais – quando avançam.
Detalhe: Com a vitória, o Fortaleza quebrou um jejum para o futebol cearense. Os representantes locais na Série B não conseguiam ganhar na mesma rodada desde o ano passado.
A última vez havia sido na rodada 37 da Segundona 2008, como bem lembrou o internauta Bruno.
17.06.09 23:47
Palmas para o Corinthians, quase campeão
A vitória por 2 a 0, conquistada nesta quarta-feira, no Pacaembu com mais de 37 mil torcedores – gols de Jo
rge Henrique e Ronaldo – deixa o time comandando por Mano Menezes perto do titulo da Copa do Brasil. Perto não, muito perto.
É possível que o Inter ainda seja campeão? Claro, mas será uma conquista heróica, como foi a do Sport no ano passado, também sobre o Corinthians.
Foi um belo jogo, com domínio do Corinthians até fazer o placar no segundo tempo e, depois, pressão do Inter para tentar descontar, com o time paulistano encurralado, sem conseguir ficar com a bola.
As chances foram tantas que o Corinthians poderia ter vencido por 4 a 0, ou o Inter poderia ter empatado em 2 a 2.
Em relação aos desfalques, Kléber não fez falta ao Inter, mas Nilmar e D’Alessandro deixaram Taison órfão. Alecssandro foi completamente dominado pela sempre ótima defesa do Corinthians, com William e Chicão. Aliás, a dupla está cada vez melhor mas, quando ambos não conseguiam evitar as jogadas de Taison e Andrezinho, Felipe, novamente em fase soberba, garantiu o resultado.
Marcelo Oliveira, que substituiu André Santos, foi tão bem que a ausência do lateral esquerdo corintiano nem incomodou o Corinthians
Leandrão, do Inter, que entrou no segundo tempo, estava completamente transtornado e, com correção, foi expulso no segundo tempo.
E o drible que Ronaldo, reservando seus gols sempre para momentos importantíssimos, deu no zagueiro Índio para fazer o segundo gol do time foi constrangedor. Parecia que estava driblando uma criança e empinando uma pipa.
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