10.07.10 21:16
Tá na cara. E ninguém faz nada
Os ministros do Esporte, Orlando Silva, e do Turismo, Luiz Barretto, disseram que o Brasil terá estádios pequenos na Copa de 2014. A intenção do governo é adequar ou construir estádios com a capacidade mínima exigida pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) para o torneio, 40 mil lugares.
Tudo isso para, segundo eles, respeitar a média de público normal do país e as exigências da Fifa. Apenas os estádios que receberão jogos da fase final do torneio terão maior capacidade. A medida é para reduzir custos com obras e baratear a manutenção dos estádios usados na Copa depois do fim do torneio. “Não podemos construir um estádio em Brasília com capacidade para 70 mil pessoas e depois nunca mais conseguir lotá-lo”, explicou o ministro.
Agora, amigos, a pergunta é: por que isso aparece só agora? Esse ar “bonzinho” de nossos governantes quando todos (ou quase) os projetos já foram apresentados e as cidades escolhidas.
A ideia é extremamente válida, mas falar isso agora é ter que mudar projeto a pouco mais de dois anos do prazo final para conclusão. Brasília apresenta falta de público e força no futebol há muito tempo. E o projeto também já foi feito a muito tempo.
No Brasil é assim. Simples. Nada fiscaliza e nada se faz. As licitações não saem, estádios não andam, outros sequer projeto tem. E os que tem agora podem ser mudados.
E a Fifa, que aprovou os projetos, deixa mudar assim. E ainda dizem que não houve influência política na escolha das cidades. Foi só análise dos projetos… sei…
Fifa que mandará no País até a Copa.
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20.08.09 12:02

Lembram dele?

Clóvis Acosta Fernandes, o Gaúcho da Copa, recebeu quase R$ 15 mil do Governo do Estado do Rio Grande do Sul para ir à Copa das Confederações na África do Sul.
Clóvis, que tem cargo comissionado como assessor da Secretaria de Relações Intitucionais do Rio Grando do Sul, recebeu 19 diárias de 350 dólares cada, conforme o Portal da Transparência do RS.
O valor cobriu despesas de alimentação e hospedagem do Gaúcho da Copa, que foi à África do Sul com a missão de divulgar a cultura gaúcha e chamar a atenção para Porto Alegre como uma das cidades-sede da Copa de 2014.
O trabalho do Gaúcho da Copa? Fazer chimarrão e aparecer na imprensa. Basicamente isso.
Com informações do Zero Hora.
Uma pessoa, camisetas e chimarrão. Qual é o sentido dessa “divulgação da cultura”?
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19.08.09 20:27
Passada a fase de apresentar projetos belos e revolucionários e depois dos festejos do anúncio da Fifa, chegou a hora da realidade para as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.
O Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 se reúne de hoje até sexta com os representantes das 12 capitais que sediarão jogos.
Os encontros, individuais, são para discutir os aspectos críticos do projeto de cada cidade, incluindo as questões financeiras.
Manaus, Fortaleza, Natal e Belo Horizonte se apresentaram nesta quarta.
O projeto do estádio amazonense sofreu revisão a fim de diminuir os custos. A previsão caiu de R$580 milhões para R$400 milhões, incluindo a desistência do teto retrátil e do acabamento em granito.
Para o Castelão permanece o planejamento da Parceria Público-Privada (PPP), com o Estado oferecendo 30 anos de concessão do estádio como contrapartida. O custo não teve revisão: R$400 milhões.
A construção da Arena das Dunas, em Natal, está orçada em R$270 milhões, com mais R$309 gastos em obras no entorno do novo estádio. O Machadão será demolido.
A reforma do Mineirão também foi repensada. Para diminuir custos, a instalação de hotéis e restaurantes foi excluída do projeto, de forma que as obras planejadas pelo governo de Minas Gerais vão se concentrar apenas no estádio. A nova previsão de gastos não foi divulgada.
O problema não é a realização da Copa do Mundo no Brasil. O problema é a megalomania de quase todas as iniciativas que envolvem a preparação das cidades para receber os jogos.
O problema é a falta de clareza no uso de valores tão altos.
O problema está em como será feita a manutenção dessas obras.
É possível realizar um ótimo evento esportivo apostando em modéstia e qualidade.
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05.07.09 07:38
Começou o festival “Pires na Mão” em Brasília.
O entra e sai de prefeitos e governadores na cidade cresce a cada semana.
O motivo?
A Copa 2014, é claro.
Cada um querendo garantir uma fatia de dinheiro federal para os seus investimentos para o Mundial.
Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, os pedidos para a União já somam R$ 20,38 bilhões para obras de infraestrutura.
“Somados aos investimentos de R$ 7,3 bilhões do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) nas 12 sedes, hoje, o custo somente para a União atinge R$ 27,7 bilhões”, informa o texto.
E adivinhem qual cidade está com o bolso mais vazio…
“Fortaleza é a recordista em pedidos: R$ 3,6 bilhões, distribuídos em 56 obras”, explica o jornal.
O dinheiro solicitado por Fortaleza é quase igual a TODO dinheiro público gasto na Alemanha, em 2006: R$ 4 bilhões – a Copa toda custou R$ 20 bilhões.
Mas é bom os administradores da nossa cidade prestarem atenção. Segundo o presidente Lula, o governo não vai usar seu orçamento em “demandas históricas, como projetos de construção de metrôs que se arrastam há anos, casos de Curitiba e Porto Alegre”.
E o de Fortaleza.
30.06.09 21:42
No último dia 3 de junho, o SINAENCO (Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva) realizou a primeira reunião do Time dos Arquitetos da Copa.
O encontro juntou mais de 15 profissionais envolvidos nos projetos para o Mundial do Brasil.
A ideia era abrir um espaço para a troca de experiências entre os arquitetos autores dos projetos das arenas esportivas para a Copa de 2014. Estiveram presentes tanto autores de projetos das cidades escolhidas, como aqueles das que foram preteridas na disputa.
Do encontro, além das discussões, nasceu uma carta aberta, assinada pelos arquitetos. No texto, os profissionais se comprometem a fazer projetos marcados pela sustentabilidade ambiental, econômica e social.
No link, a íntegra da carta.
O curioso da história toda é que o arquiteto responsável pelo projeto de Fortaleza não aparece na tal carta.
O documento é assinado pelos arquitetos Alcyr Meira e César Meira (Belém), Gustavo Penna (Belo Horizonte), Eduardo de Castro Mello e Vicente de Castro Mello (Brasília e Rio de Janeiro), Carlos Arcos (Curitiba), Thiago Fortkamp (Florianópolis), Ralf Amann (Manaus), Antonio Paulo Cordeiro (Natal), Mauricio Santos, Fernando Balvedi e Gabriel Garcia (Porto Alegre), Daniel Fernandes (Recife), Múcio Jucá (Olinda/Recife), Antônio Saraiva (Rio de Janeiro), Marc Duwe, Class Schulitz e Mário Luis Colares Fagundes (Salvador), além do vice-presidente de arquitetura do Sinaenco, Leon Myssior.
Lá em cima, quando escrevo “Mais um sinal…”, entendam como um desabafo de quem ouve as mesmas ladainhas diariamente.
Na hora da prática, nada.
As discussões por aqui, quando o assunto é Copa 2014, são absolutamente vagas, restritas à politicagem e falas sem nenhuma sustentação.
De concreto – e olhe lá – apenas os números para o investimento: R$ 9,4 bilhões.
63,3% – transporte público
18,7% – meio ambiente
9 % – turismo
4,8% – estádio
2,6% – saúde
1,2% – segurança
0,5% – energia e telecomunicação
O engraçado é que na base das prioridades está o que a cidade talvez mais suplique.
Porém, as comissões em grandes obras são bem maiores – se é que vocês me entendem.
23.06.09 20:44
Por Analice Gigliotti*
A realização da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, está cercada de desconfianças de ordem política e econômica. A origem da verba necessária para construção e reforma dos estádios é a principal polêmica ligada à realização do evento esportivo. Contudo, a Confederação Brasileira de Futebol adotou uma postura que pode trazer prejuízos também para as áreas de saúde e de segurança.
Seguindo uma orientação da Fifa, o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa-2014 (COL) avisou no dia 9 de junho que as cidades-sede deverão adequar sua legislação para permitir o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios do Mundial. A orientação é contrária a uma resolução da própria Confederação, emitida em abril de 2008, que proíbe o consumo de álcool nos torneios organizados pela CBF e em jogos da seleção.
Por conveniência econômica, o Brasil corre o risco de regredir em um tema de inegável relevância e interesse público. Cotidianamente, são apresentadas diversas soluções possíveis para o problema da violência nos estádios de futebol. Em meio à diversidade de opiniões, uma das ações essenciais a qualquer plano efetivo é a proibição da venda de álcool nos estádios e nos locais próximos a eles: as evidências científicas que relacionam consumo de bebidas alcoólicas e comportamento violento são conclusivas.
Por isso, sugerimos ao presidente da CBF e do COL que reconsidere a recomendação feita às cidades-sede. A realização da Copa do Mundo deve, além do espetáculo esportivo, culminar em melhorias para a população brasileira. Para que nosso País comece a jogar limpo também fora das quatro linhas.
* Presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas
22.06.09 10:25

Copa do Mundo garantida.
Festinha celebrada.
É hora de começar a encarar a realidade.
Nesta segunda, em entrevista a Folha de S. Paulo, o ministro dos esportes Orlando Silva Júnior desconstrói algumas ilusões.
Na verdade, fala - o que era para ser - óbvio.
Abaixo, alguns trechos.
“Já ouvi que há governo estadual que se interessa em construir ou reformar estádio. Esse é um tema que está fora da pauta do governo federal. Nos Jogos Pan-Americanos, houve dinheiro do Tesouro para instalações, mas não haverá R$ 1 para estádio de futebol”.
“Veja, desde que a Fifa escolheu as cidades-sedes, temos feito um trabalho para firmar uma matriz de responsabilidade, um pacto entre o governo federal, os Estados e as prefeituras. E, nessa matriz, vai estar explícito que o governo federal não tem nenhum compromisso com qualquer investimento para estádios. As cidades apresentaram projetos e vão ter que sustentá-los”.
“Foi um erro não ter um planejamento detalhado no Pan. A segurança estava prevista para custar R$ 13 milhões. Era um número absurdo. Acabou custando R$ 500 milhões. Aprendi no Pan que não se deve especular em torno de números. O importante é fixar a matriz de responsabilidades: quem faz o quê, quem paga o quê. Isso é bom para o governo saber o que vai lhe caber nesse latifúndio. É bom para evitar um desgaste com a opinião pública. Se você fala que custará x, e acaba custando cinco vezes x, a opinião pública fica incomodada, pois é dinheiro público”.
31.05.09 16:23
Copa 2014 no Brasil: sem surpresas
Como a informação “escapou” bem antes do anúncio oficial, não ocorreu nenhuma surpresa neste domingo, durante a divulgação das cidades que terão jogos da Copa do Mundo de 2014.
Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP) foram as escolhidas.
Agora, é bom que todas fiquem atentas, porque cinco anos não é um prazo longo para ficar tudo pronto. Aliás, cinco não, afinal, em 2009 nenhuma obra vai começar e tudo terá que estar pronto em meados do 2013, portanto, serão apenas três ano e meio.
30.05.09 22:44

Todo domingo, às 20h, na Tv O Povo (UHF48, TV Show 11, Net 23)
Neste domingo, às 20 h, o É Gol, além de futebol cearense e Campeonato Brasileiro, abre espaço para a escolha das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.
Sérgio Ponte, Fernando Graziani, Marcelo Mendonça, Bruno Formiga e convidados vão debater as perspectivas dessa Copa do Mundo no Brasil, sem esquecer a rodada das Séries A, B e C.
E antes do É Gol, entre 19h e 20h, Ruy Lima e Isabel Andrade vão receber os Secretários de Esporte e de Turismo do Estado, Ferrúcio Feitosa e Bismark Maia, além de outros convidados. O debate será sobre a infra-estrutura de Fortaleza daqui a cinco anos.
Participe com a gente através do e-mail egol@tvopovo.com.br ou através dos comentários deste post.
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28.05.09 20:39

São 17 candidatas, 12 vagas. Muitas especulações e poucas certezas. E o esclarecimento será na tarde do próximo domingo, quando a Fifa vai anunciar as cidades escolhidas para sediar a Copa do Mundo de 2014.
Concorrem Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).
Já se falou em grande cidade preterida. Já se falou da importância do lobby político na escolha. Já foram várias as cidades “confirmadas” por “furos jornalísticos”.
São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belém, Porto Alegre, Curitiba, Natal, Recife e Goiânia anunciam concentrações e festejos no aguardo do pronunciamento da Fifa. Enquanto isso, segundo a prefeita Luizianne Lins, Fortaleza vai esperar o anúncio sem festa e “com muita humildade”, também em respeito às vítimas das chuvas no Estado.
Como você vê Fortaleza nesse jogo para receber a Copa do Mundo de 2014?
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