17.01.11 15:09
Quando a interpretação é um problema
Ontem houve um debate muito legal no É GOL sobre a construção dos ídolos no futebol cearense.
E eu defendi que há uma supervalorização de alguns jogadores por aqui, culpa de uma carência que o ESTADO tem de referências futebolísticas nos últimos anos.
O fato aqui é que alguns torcedores do Ceará interpretaram que o debate era sobre uma carência da torcida alvinegra.
E não é nada disso. A carência de ídolos é geral no futebol cearense. E as lacunas acabam sendo preenchidas de maneira equivocada.
Hoje, por exemplo, no Ceará, Adílson, Michel e Iarley merecem o rótulo.
O Fortaleza ainda busca um depois da saída de Rinaldo. Assim como o Ferroviário.
O debate é esse, sem interpretações malucas. O futebol cearense é carente de ídolos e por vezes promove qualquer um ao posto por falta de opção.
A imprensa também tem culpa nesse processo.
E você, caro blogueiro, o que acha?
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Comentários | 20 Comentários
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Adriano_nn 17.01.11 | 15:53
Parte da imprensa elege alguem para idolo porque ela precisa vender materia e o futebol cearense é muito mal organizado e por isso sentimos falta de alguem que se identifique com o clube e que joga por ele.
Talvez esse ano o Fabiano se torne idolo do Fortaleza.
No ceara tem o iarley e michel como atual idolo de la.
E o ferrim continua sem nada, ja nos clubes do interior so escapa o Marciano do Icasa.
ítalo Pinheiro 17.01.11 | 16:25
Bruno,
Qual a sua definição para o jogador ser considerado um ídolo? Eu acho que o futebol cearense não é tão carentes de ídolos como vc coloca, os dois prinicipais times do estado (Ceará e Fprtaleza), sempre cultivaram e criaram seus ídolos. Pois, ídolo não é necessariamente o craque espetacular, também o perna de pau jamais será ídolo, o ídolo se faz na demonstração de amor e na identificação com o clube e com a torcida, o ídolo é carismático, muitas vezes torce pelo time e abdica de melhores salários para jogar por ele. Acho que estes pontos são mais importantes na definição de um ídolo para o torcedor, do que ele ser o jogador que está sem?re nos surpreendendo com sua técnica, habilidade e jogadas espetaculares. Este ídolo, o grande craque, tá difícil de encontrar até no brasil, principalmente se considerarmos sua dimensão continental. Então, o problema não é só nosso. Mas, com certeza nós sempre tivemos e ainda temos os nossos ídolos locais. Seja, pelo seu carisma, força, velocidade, torcedor, goleador de clássicos, goleador de campeonatos locais, etc.
seca pacotinho 17.01.11 | 16:29
bruno, concordo em partes com vc, quando fala da super-valorização do clodoaldo, mas na verdade eu que acompanho de perto o futebol cearense desde de 2000 não vi nenhum jogador que chegasse perto dele… o problema é que esse clodoaldo que eu estou te falando só jogou até 2003, depois disso o que temos é uma sombra dele mesmo, assim como temos o ronaldinho hj, que vive do que fez, clodoaldo a partir de 2004 vive do que fez!
Mateus CEARA SC 17.01.11 | 16:39
o goleiro do guarani de sobral também é idolo lá. Se não me engano é Vantiuir o nome dele.
PR 17.01.11 | 16:48
Adilson, ídolo?
PR
Juliano 17.01.11 | 17:15
É bom dizer que essa “supervalorização” citada por vc, caro Bruno, tem origem nas torcidas e na imprensa, uma alimentando a outra. Sou torcedor do Fortaleza e acompanho o clube desde 1992, quando comecei a frequentar os jogos do Leão. Referência de ídolos no futebol cearense PARA MIM: Clodoaldo pelo Fortaleza e Sérgio Alves pelo Ceará. Ídolo tem que marcar época, ser protagonista e ganhar títulos. Clodoaldo foi o maior craque que eu já vi de perto jogar. E Sérgio Alves foi o maior goleador. Rinaldo também chegou a ser ídolo, pois marcou mais de 100 gols com a camisa tricolor, além de ter participado de acesso à Série A e títulos cearenses. Mas o Clodô, pelo menos dentre aqueles que eu vi jogar aqui na terrinha, foi o melhor de todos.
PR 17.01.11 | 17:23
A cronica esportiva do Brasil, na sua maioria, hoje, é formada por neófitos em futebol.
Grandes redes de TV especializadas em futebol como ESPN e SPORTV têm nas suas equipes jornalistas(isso quando não são ex-boleiros que não conseguem formar uma frase correta) que não conhecem os “macetes” do futebol.
Hoje em dia, qualquer bonde é enaltecido como craque..lembremo-nos da nossa seleção brasileira de 2010.
Não tinha um craque sequer – todos jogadores meia-boca e alguns bondes – mas para a imprensa todos eram craques.
O nosso goleiro era, antes da copa, o melhor do mundo, mas o que se viu foi um fracasso do camisa 1 do Brasil.
Ontem vinha retornando de viagem ouvindo o jogo do CSC, quando o Clodoaldo fez o gol, um locutor quase morre de gritar que tinha sido um golaço…lendo o jornal O POVO de hoje um dos colunistas mais antigos da nossa imprensa disse que o Clodoaldo tinha feito um GOL ANTOLÓGICO.
Vendo o gol na TV, dei risada.
O gol do Clodoaldo – considerando o que o narrador disse e o colunista escreveu – foi uma piada. Um gol sem querer. Quando o jogador estar fora de forma, o cerébro manda fazer uma coisa mas o corpo não obedece. A intenção do ex-jogador Clodoaldo foi boa, mas ele escorregou, atrapalhou o zagueiro e a bola bateu no seu pé.
A propósito a coluna do Tostão – um dos poucos jornalistas que conhecem futebol no Brasil- publicada no O POVO de domingo (16) aborda um assunto muito interessante, o “171″ aplicado por empresários de jogadores famosos mas em fim de carreira, caso da contratação do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho.
PR
Rafael de Almeida Alves 17.01.11 | 18:07
Idolo e craque são conceitos diferentes, nem sempre o craque é o idolo do time. Se você perguntasse para algum torcedor espanhol no começo da temporada quem é mais importante para o time do Real Madrid: O cristiano Ronaldo ou o Raul, não tenho duvidas que o Raul seria a escolha dos torcedores, mesmo nunca tendo jogado um futebol no nivel do português.
Para ser um idolo basta o jogador se identificar com o clube e obter sucesso em competições. e como aqui o principal torneio ainda é o estadual os idolos se criam facilmente.
Murilo Musical 17.01.11 | 18:10
Concordo com vc BF
Felipe Aguiar 17.01.11 | 18:30
Não é só o cearense. O futebol brasileiro está com uma carência geral de novos ídolos. Reciclando sempre os velhos de sempre, como os Ronaldos, e há os que ainda tem que fazer MUITO para serem ídolos e a imprensa super valoriza, tipo o Neymar.
Z. 17.01.11 | 18:40
Cara , dessa vez eu concordo contigo, muitos jogadores medianos como o Geraldo são tidos como ídolos. O que eu analiso é a carência de um jogador que realmente faça a diferença.
Não sei qual identificação tem Geraldo com o Ceará, já que já deixou o Ceará na mão ano passado porque queria umas luvas e uma valorização absurda, foi para um time que nem na 4ª divisão tava, esse ano queria uma valorização de 100% e só não saiu porque nem um clube o quis como o Itumbiara, enquanto que o Michel teve propostas bem maiores para jogar no Inter e outros clubes sendo que o Inter disputaria o Mundial e a Libertadores desse ano , e não foi , porque ele podia forçar a saída como fez o Anderson. Iarley também, teve uma proposta maior do Coritiba e decidiu vir, Mota do Santos em 2009, etc.. Só o Geraldo que torcida considera ídolo, que contribui para esse meio de campo infértil já que não dá assistências, e só faz gol de penâlti é que sairia para outro clube se aparecesse outra prospota maior nem que fosse 5% maior e para um clube que nem na 4ª divisão está. ¬¬’
Chuck Tricolor (2010 quase com cara de 2000) 18.01.11 | 07:46
Concordo com muita gente aí. Ídolos pra mim aqui no estado, nos últimos anos só Clodoaldo, Rinaldo e Sérgio Alves. Os três sempre fizeram gols no principal clássico. Os três tem títulos na bagagem. E se identificaram com seus clubes (Clodoaldo mesmo estando no Ceará desde 2006 só foi ídolo no Fortaleza). A carência é grande. Discordo de quem diz que Iarley é ídolo. Tanto ele quanto Mota ganharam essa condição apenas por gritar pro mundo todo que torcem Ceará. O Iarley jogou lá menos de um ano (é ídolo pelo que fez nos outros clubes). O Mota esse mesmo período mais a série B de 2009. Tirando o estadual de 2002, nunca fizeram nada demais pelo alvinegro. Tirando esses três acima o resto é ídolo de barro.
Amaury 18.01.11 | 09:17
Não há um único ídolo no futebol cearense de hoje e tudo indica que este ano não o teremos. Eis porque cronistas chamam de “antológico” o gol do Clodoaldo, que na verdade errou o voleio mas teve sorte, matador é assim mesmo. Já o cruzamento aí sim, foi um primor. Acho que o Ceará arranjou um lateral, este Vicente pode finalmente resolver um problema crônico. Neste futebolzim de ídolos de barro, até o GF rodou, sobrou apenas o Luiz Torquato, rs. É ruim hein ???
Alexandre Militão 18.01.11 | 11:22
Aqui os ídolos são criados muito facilmente, o cara faz um campeonato cearense bom e no outro ano ele é o “ídolo” da torcida. De uns tempos pra cá vejo no Ceará como ídolo o Sérgio Alves e apesar de muitos não concordarem vejo também o Adilson e só. Jogadores como Geraldo, Mota e Yarley nunca mostraram futebol e atitude o suficiente para serem ídolos mas a imprensa assim os chama( não é porque sai por aí dizendo que torce e faz carteirinha que é ídolo).Já no Fortaleza vejo Clodoaldo como o ídolo disparado nesses últimos tempos, Rinaldo vem depois mas vem muito atrás, pois seu comportamento no que diz respeito a renovação sempre foi
um problema, gostava de ficar fazendo leilão. Ronaldo Angelim foi um cara que se identificou mais com o Fortaleza que com o Ceará, ganhou títulos e teve papel fundamental em um dos acessos do Tricolor, mas poderia ser ídolo disparado se tivesse jogado mais uns dois anos por aqui, enfim se formos analisar com bastante critério, nos últimos anos são três ou quatro no máximo.
Bosco 18.01.11 | 11:22
Bruno;
Parece que você tem uma vocação para bater de frente com os alvinegros né? Ser ídolo não significa ser craque um grande craque. Olhem o Rondineli ex Fla!
Lembro-me do CROINHA, um caneludo que jogou no Fortaleza e foi um dos maiores ídolos de lá. E mesmo caneludo acho que ele tinha merecimento para esse status. Você nem era nascido ainda.
No Ceará: Lembro-me que no Ceará, tinhamos o Marcos Francisco (Marcos do Boi), uma versão mais light do Clodoaldo, também com alguns hábitos impróprios a um atleta. Ele foi também um ídolo em seu tempo. Um pouco ofuscado pela presença do Gildo, nosso eterno e querido ídolo, insubstituivel, só superado pelo Mitotonho maior jogador cearense de todos os tempos.
No Ferroviário: Havia o Coca cola, ídolo carismático. Um razoavel volante, jogador mediano, que brilhou no coração dos “tubarões”.
Cuidado! Essa birra com os alvinegros já está virando uma intriga sem fim! Nunca acaba. Também!!! Você não para de provocar! Não está na hora de dá um refresco aos alvinegros e provocar a FCF ou o Ferrão que não decola? Acho que eles precisam mais. (brincadeirinha Bruno).
Alexandre Militão 18.01.11 | 11:37
Pra não ser injustos, podemos incluir o Dema e o Eufrázio do Itapipoca???? O primeiro tem muitos serviços prestados pelo Ceará e faz tempo que joga no time do interior, já o segundo só lembro dele ter saído de lá um ano pra jogar no Fortaleza.Abraço a todos.
Carlos Costa 18.01.11 | 12:06
Concordo com o Bruno. E acrescento: essa escassez de ídolos não é só no futebol local, mas sim a nível nacional. Parte disso se deve ao nível de profissionalismo atingido pelo futebol atual, onde jogadores não se prendem mais aos clubes e trocam de camisa facilmente. Vi o programa e sei que o comentário começou em torno do Clodoaldo, jogador que nunca produziu algo (com a camisa do Ceará) que o elevasse ao posto de ídolo. Só acho que esquecemos de citar o último grande ídolo alvinegro: Sérgio Alves, que é idolatrado (esse sim com toda justiça) pelos torcedores do vozão. Acho que ídolo deve ser produto da produção em campo, somado à identificação com a torcida mais comprometimento com o clube (caso de Sérgio Alves).
BOCA 18.01.11 | 12:17
Concordo que temos carência de ídolos, fruto da pouca qualidade dos jogadores que passam por aqui. Diante disso, jogadores medianos são considerados craques. Maior prova disso atualmente chama-se Geraldo. Jogador mediano e esforçardo, mas jamais craque. O que dizer ídolo. Adílson teve seu esplendor quando o time do Ceará era normalmente fraco e como era bastante exigido levava louros das vitórias ou por evitá-las. Não o considero craque, nem muito menos ídolo. Yarlei acho um bom jogador, no nível do estado, quase um craque, mas jogou pouco aqui e não pode ser chamado verdadeiramente de um ídolo. Mota é um caso parecido, mas acho o primeiro mais jogador. Michel é um excelente marcador, e pode virar um ídolo pela identidade que vem fincando no clube, mas mesmo não sendo um craque, na sua função de desarme é um verdadeiro monstro. Concordo, com alguns blogueiros que Sérgio Alves tenha sido o ídolo mais recente do alvinegro, pela identificação com o clube e pelo número de gols que fez. Não era craque, mas era goleador. Já Clodoaldo, que fez surgir toda essa discussão, no Ceará é e continua sendo uma caricatura de jogador, mas tenho que reconhecer que no seu auge no Fortaleza era um craque e um ídolo dos tricolores. No Ceará nunca assumiu essa condição. É como falou um blogueiro, vive da sua fase esplendorosa do passado, assim como Ronaldinho Gaúcho e até o Fenômeno atualmente. Outra prova dessa supervalorização é que vários jogadores medianos são considerados excelentes, caso de: Fabrício, Nicácio e Osvaldo (nos seus auges) e tantos outros. E até promessas viram craques como Sérgio Mota, Oscar (ex-São Paulo, hoje Inter) e tantos outros.
Marcos Vovô 18.01.11 | 13:09
Meu povo… pelo amor de Deus… vamos ter mais paciência…
Bruno Formiga, depois do evento “babaca” na TV, por um bom tempo você vai precisar ponderar, ponderar, ponderar e ponderar seus comentários e textos. Não que você esteja “supostamente” sempre errado, longe disso (na minha opinião), mas é que tem uma turma propensa à condená-lo. Tudo por conta do evento “babaca” ao vivo para todo o estado. Você deve esperar e fugir de polêmicas.
Davi Castelar 18.01.11 | 13:19
Bom futebol + amor ao clube + títuloS = Ídolo
Pra mim, a formula é essa.
Clodoaldo e Ronaldo Angelim pelo Fortaleza
Sérgio Alves pelo Ceará
Esses talvez sejam os únicos que preencheram esses quesitos nas ultimas duas decadas.
Michel é um monstro e tem profunda identificação com o Ceará, mas carece de títuloS, no plural. É um pré-ídolo.
Geraldo idem. Apesar de não ser tão espetacular como o volante, a importancia dele para o alvinegro é muito considerável.