01.02.10 18:35
Antes do Clássico-Rei, no domingo, 31, um assalto foi testemunhado pelas lentes do fotógrafo Francisco Fontenele, do O POVO, nas proximidades do portão que serviu de entrada aos torcedores do Fortaleza.
Se você é o torcedor da foto (de boné vermelho) que sofreu este assalto no Castelão ou se você o conhece, entre em contato com a Redação do O POVO pelos emails redacaoportal@opovo.com.br e demitri@opovo.com.br ou pelo telefone: 8802.8299.
O homem foi abordado por quatro homens, que o imobilizaram e vasculharam seus bolsos à procura de objetos. Os jovens, que não vestiam camisas de clube, aproveitaram a passagem em bloco de torcedores do Tricolor para agir.
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01.02.10 10:56

Flagrante de assalto. Foto: Fco Fontenele / Jornal O POVO
Como torcedor, muitos já tinha deixaram de frequentar clássicos, infelizmente. Já já, se nada SÉRIO for feito, muitos deixarão de frequentar qualquer jogo de futebol.
Mas a quantidade de pessoas nos estádios não diminui. Aos poucos, talvez as pessoas de bem estejam sendo substituídas pelos bandidos.
No nosso Clássico-Rei teve bomba na arquibancada, correria e cadeira quebrada. Consegui flagrar um torcedor com uma cadeira amarela na mão e arremessando-a no fosso. Assim mesmo, sem nenhum motivo. No mesmo momento que os animais das duas torcidas corriam querendo briga entre si e com a Polícia.
A Polícia viu, afinal, estava à frente deles e tentou parar com a confusão. Os dirigentes viram. A FCF viu.
A imprensa viu e noticiou.
E para refrescar a memória:
Estatuto do Torcedor
Capítulo IV
Art. 19. As entidades responsáveis pela organização da competição, bem como seus dirigentes respondem solidariamente com as entidades de que trata o art. 15 e seus dirigentes, independentemente da existência de culpa, pelos prejuízos causados a torcedor que decorram de falhas de segurança nos estádios ou da inobservância do disposto neste capítulo.
(…)
Capítulo XI
Art. 39. O torcedor que promover tumulto, praticar ou incitar a violência, ou invadir local restrito aos competidores ficará impedido de comparecer às proximidades, bem como a qualquer local em que se realize evento esportivo, pelo prazo de três meses a um ano, de acordo com a gravidade da conduta, sem prejuízo das demais sanções cabíveis.
§ 1o Incorrerá nas mesmas penas o torcedor que promover tumulto, praticar ou incitar a violência num raio de cinco mil metros ao redor do local de realização do evento esportivo.
§ 2o A verificação do mau torcedor deverá ser feita pela sua conduta no evento esportivo ou por Boletins de Ocorrências Policiais lavrados.
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11.01.10 09:28
O lastimável acontecimento com a seleção de Togo na região de Cabinda, território angolano, mostra, mais uma vez, que o futebol não tem essa força mística de levar paz aos povos.
Por sinal, que mania chata essa de querer dizer que o futebol é o motivo para levar essa paz. Não estou querendo desmerecer o futebol. Como apaixonado pelo esporte, adoraria muito que pudesse isso acontecer.
Só que infelizmente não é assim. O intuito de levar jogos da Copa Africana de Nações (CAN) à região conflituosa de Cabinda é a de mostrar que aquele território pertence à Angola. Mas, de longe, não é pelo lindo argumento de união de povos. “Estranhamente”, aquele pedacinho de terra tem petróleo. Fácil fazer relações.
Para o povo se unir, não é preciso ter futebol. Basta ver a Alemanha. O futebol, por sinal, em vários casos, traz mais guerra do que paz. E nós brasileiros sabemos muito bem disso.
O povo e governo haitiano se amaram após o amistoso do Brasil contra a seleção local?
O que acontece, infelizmente, é a ganância e a ignorância do ser humano. Ganância que faz gente morrer ao acontecer conflitos por posse de terra, dinheiro e poder. Ignorância dos organizadores de eventos e governantes ao marcar jogos em região assim, por puro interesse, e custando a vida de inocentes.
Ameaça de mais, existe. E os jogos da CAN, também.
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09.01.10 01:56
No domingo começa a Copa Africana de Nações. Seriam dezesseis seleções em busca do título continental. Será excelente oportunidade para conhecer melhor cinco equipes que estarão na Copa do Mundo em junho: Argélia, Camarões, Costa do Marfim, Gana e Nigéria.
Mas, infelizmente, antes que começassem os jogos e nós pudéssemos nos entreter com todas as peculiaridades do universo do futebol africano, a realidade se impôs. Uma realidade de disputas econômicas, políticas e étnicas que se aproveitou da viagem da seleção de Togo do Congo até Angola, país-sede da competição. O que se explica é que um movimento separatista da região de Cabinda (local rico em petróleo, onde será disputado o Grupo B) resolveu atacar a escolta militar da delegação togolesa, que era feita por angolanos (inimigos, pois, dos separatistas de Cabinda). E ao colocar Adebayor (atacante do Manchester City) e seus companheiros em situação dramática, o movimento separatista também ganha visibilidade, o que parece essencial para causas do tipo.
E aí, sobrou para a seleção de Togo, que teve três jogadores feridos no tiroteio. O motorista do ônibus morreu e outro integrante da delegação também foi atingido.
E quando escrevi lá no começo do texto que seriam dezesseis seleções na Copa Africana de Nações, é porque não há como Togo continuar. Mas a Confederação Africana de Futebol diz que a competição está mantida.
Assim segue o esporte, usado, dentre outras formas, como peça para manobras políticas – como um país sedia uma competição e coloca seus convidados para atuar numa área em disputa, sob alto risco?
Emanuel Adebayor falou à BBC sobre a mancha que isso traz para a imagem do continente: “Nós temos a chance de organizar um dos maiores torneios do mundo, que é a Copa do Mundo. E você pode imaginar o que está acontecendo agora? Para mim, isso é injusto”.
Enfim, vai começar a Copa Africana de Nações. Será interessante ver os times. Mas a gente não pode deixar de entender que há algo errado.
* Neste sábado o número de mortos no ataque subiu para três, segundo a BBC. Além do motorista, um assistente técnico e um assessor de imprensa da Seleção também morreram. O goleiro Kodjovi Obilale, atingido por dois tiros, foi transferido para a África do Sul em estado grave.
* Desiste, continua. Continua, desiste. As informações acerca da participação da Seleção de Togo na Copa Africana de Nações ainda são desencontradas. Mas mesmo que os jogadores entrem em campo, será possível esperar uma efetiva participação desse time? Em que esses atletas estarão pensando? Essa motivação heróica justifica a permanência na competição?
05.01.10 18:41

Johann Fichte é um filósofo alemão.
E ele sintetizou a visão do torcedor com a seguinte frase:
16.12.09 23:53
Começou a farra. Dez dos 18 torcedores presos pela confusão no Couto Pereira foram liberados.
Depois me perguntam o porquê de não acreditar na justiça desse País. Primeiro porque é neste País, onde quase tudo e todos não prestam. Segundo, porque muitos dizem que o problema não é com quem julga mas, sim, as leis. Então muda, ora bolas!!! Tá tudo errado, TUDO ERRADO.
Não é preciso ter conhecimento de lei alguma para saber que aqueles seres, que me recuso a chamar de humanos, merecem ir para a cadeia.
O que a justiça (minúsculo mesmo) precisa mais? Os atos e as imagens já os condenam. Não dá para aceitar, é revoltante. Nem se morre gente – o que não foi o caso em Curitiba – adiantará mais.
E o Coxa ainda vai ter a pena do Estádio reduzida, podem apostar!
12.12.09 08:42
Pronto. Vocês lembram dos agressores do Vágner Love? Pois é, foram liberados após pagar fiança e vão responder em liberdade.
A defesa deles conseguiu tirar o racismo do processo.
Se forem condenados, podem apenas prestar serviços comunitários.
É isso aí.
07.12.09 23:11
As ridículas cenas protagonizadas pelos mais ridículos ainda torcedores do Coritiba custarão caro ao clube. O que pode ser visto no dia seguinte ao confronto que rebaixou o time paranaense foi um local digno das mais sangrentas guerras. Cadeiras no gramado, catracas eletrônicas na arquibancada, sala do presidente completamente destruída, máquinas de refrigerante no chão. De vista, o cálculo do prejuízo é de aproximadamente 500 mil reais. E se somarmos com as multas que o time pode levar, o valor pode se aproximar de 800 mil.
Por pior que seja a campanha, os próprios “torcedores” destruíram a casa do time que torcem. Pelo amor de Deus, existe algum sentido nisso? Claro que destruir o que quer que seja de quem quer que seja já não tem sentido.
E vejam só. Até a casa que o Cuca tem em Curitiba e o estádio Arena da Baixada foram alvos dos vândalos.
De tudo isso, um lado bom. Um torcedor já foi identificado e preso. Gilson dos Santos foi encontrado na manhã desta segunda quando ia a uma academia de artes marciais. Por mais que eu ainda duvide que ele ficará preso por muito tempo, já é algum começo.
Não dá para tolerar mais. As imagens estão aí com rosto de muita gente que participou dos atos. É só agir para punir esse tipo de gente.
Quanto ao Coritiba, vou mais além do que o Graziani postou em seu comentário sobre a punição ao Coxa. Para mim, o mínimo era para ser a perda de uns 30 pontos na Série B de 2010.
Em tempo: O Couto Pereira já foi interditado por tempo indeterminado através de liminar.
11.09.09 16:11
Publicado também em www.artilheiro.com.br
A violência fora do Castelão nunca foi novidade.
Os relatos de brigas entre torcidas é quase tão antigo quanto o estádio.
Mas agora a situação – por incrível que pareça – piorou.
E muito.
Não são poucos os emails que recebo de torcedores desesperados com a falta de segurança no estacionamento e nos arredores do Castelão.
Os assaltos crescem jogo após jogo.
A polícia, omissa, só olha de longe. Está mais preocupada em intimidar as torcidas organizadas e dizer que está presente.
A Secretaria de Esporte justifica, por exemplo, a falta de iluminação em parte do estacionamento. A assessoria de imprensa disse que é responsabilidade da AMC e da empresa que presta serviço para ela.
E até agora nada mudou.
O jogo de futebol virou aventura. Dentro e fora do estádio.
Ir e voltar em segurança é uma Odisséia.
Boa sorte para os que ainda se arriscam.
26.08.09 09:33
O clima já não era dos melhores pelos lados do Canindé. E ontem, após a derrota em casa para o Vila Nova, por 2 a 1, a situação ficou insustentável na Portuguesa.
Depois da partida, cinco “torcedores” entraram armados no vestiário da Lusa e ameaçaram os jogadores. Fiz questão de colocar torcedores entre aspas porque quem faz esse tipo de coisa não é torcedor. É B-A-N-D-I-D-O! Com todas as letras.
“Nunca vi uma coisa dessa na vida”, disse o atacante Edno, um dos mais “visados” pelo grupo. O jogador já admitiu que não veste mais a camisa da Portuguesa. “Nós recebemos ameaças não é de hoje. Até minha família já recebeu. Não tenho mais clima para jogar na Portuguesa”, disse ele ao site globoesporte.com.
Enfim, a que ponto chegamos…
10.08.09 10:17
DA CARTA CAPITAL
Marginais. É assim que muita gente enxerga quem participa de torcidas organizadas de futebol, especialmente se no jogo houve alguma briga, tumulto ou morte. É mais fácil imaginar que sejam vândalos, bárbaros, do que se confrontar com uma realidade que pode surpreender: talvez sejam gente comum. É o que constata em trabalho inédito a pesquisadora da Faculdade de Educação Física da Unicamp Heloisa Reis. “Os resultados põem por terra a generalização de que torcedores organizados são vadios.”
Para chegar a essa conclusão, a coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas de Futebol fez um perfil minucioso do torcedor organizado. O trabalho, a que CartaCapital teve acesso, será concluído em setembro e pesquisou 813 filiados da maior torcida organizada de cada um dos três principais times da capital paulista (Corinthians, São Paulo e Palmeiras). Além de informar as características sociais, eles opinaram sobre as causas da violência dentro e fora dos estádios. Interessada nesse tema, Heloisa pesquisou apenas o gênero e a faixa etária dos principais algozes e vítimas de atos violentos – homens entre 15 e 25 anos.

Em vez de pobres marginalizados, encontrou rapazes instruídos, de famílias estruturadas. “Os torcedores organizados têm bom nível educacional, moram com os pais e, além disso, têm noção da própria responsabilidade nos acontecimentos violentos”, expõe Heloisa. O próximo passo será pesquisar todo o País. Conhecer a fundo o torcedor é, segundo a pesquisadora, indispensável para enfrentar a violência de forma eficaz. “Na Europa, as mudanças partiram desse diagnóstico.”
Para o ministro do Esporte, Orlando Silva, os resultados reforçam a convicção de que não faz sentido marginalizar o torcedor organizado. “São grupos legítimos com quem o Estado precisa dialogar cada vez mais”, disse à CartaCapital. O ministério financiou o estudo.
Apesar de cores e hinos diferentes, a condição social e as opiniões de palmeirenses, são-paulinos e corintianos são muito parecidas. “As informações se repetem independentemente do time”, diz Heloisa. E morre outro clichê: o de que existem torcidas da elite e outras mais carentes.
Aos dados.O torcedor organizado é solteiro (94%) e católico (62%). Vai ao estádio sempre (40%) ou muito frequentemente (45%) – mesmo que a partida seja televisionada. Neste caso, o faz pela emoção do estádio (52%), por amor ao time (30%) e para torcer em grupo (12%). A maioria trabalha (61%) ou estuda (27%), onde 9% não informou a ocupação e 3% está desempregada, menor que a taxa brasileira, de 8,1%.
No entender desse torcedor, há dois principais motivos para a violência. Em primeiro, fatores ligados ao adversário (rivalidade, fanatismo e provocações), com 31,5% das respostas. Em seguida, com 30%, fatores ligados à própria torcida (falta de educação, vir para brigar, estupidez).
Outros 19,5% dos entrevistados creditam a violência a fatores externos (polícia violenta, mídia, desempenho do time, diretoria dos clubes, falta de estrutura e impunidade). Apenas 6% consideram que o consumo de drogas e álcool leva à violência, enquanto 5% a consideram um reflexo da sociedade, dissociado do futebol.
Heloisa vasculhou em detalhes a contribuição dos jornais, rádios e televisão para o problema. Para 47% dos entrevistados, a mídia estimula a violência ao explorá-la (incentivam a rivalidade, provocam torcedores,- buscam ibope). Para 17%, a mídia contribui ao estigmatizar as torcidas (mostra só o lado ruim, chama de vândalos). Uma proporção parecida, 18%, discorda: considera que a mídia incentiva a paz e mostra a realidade. E 14% criticam a manipulação da informação pela imprensa.
Recentemente, o Brasil foi apontado como líder do ranking de mortes ligadas ao futebol pelo sociólogo Mauricio Murad, da Uerj e da Universidade Salgado Oliveira. Ele contabilizou 42 óbitos de torcedores em conflitos dentro ou próximo a estádios de futebol nos últimos dez anos. Em pesquisa semelhante, Heloisa Reis (em parceria com a Universidade de Amsterdã) contabilizou 35 vítimas de homicídio no mesmo período.
Os números não batem por diferenças na metodologia e na data exata da contagem. Mas, ao contrário do colega, Heloisa discorda que o Brasil lidere um ranking. “Afirmar isso é temerário e perigoso. Não há levantamentos mundiais confiáveis e, além disso, uma divulgação desse porte pode maximizar um problema já grave e atrair jovens violentos para o futebol”, alerta. Ela diz que a mídia inglesa, ao difundir o vandalismo nos estádios nos anos 1980, só fez aumentar a violência. A tese faz sentido. Tanto que, hoje, na Europa, nem mesmo invasões de campo são mostradas na tevê. Sem repercussão, tendem a diminuir.
Para Murad, mais importante do que constatar a violência é como a sociedade reagirá a ela. E considera exemplar o caso da Argentina. “Basicamente, nos últimos três anos, eles apertaram a legislação, punindo não apenas torcedores como dirigentes (de clube e de torcidas) que incitassem a violência, fizeram campanhas educativas na mídia e controlaram o consumo de álcool.”
Essas medidas são inspiradas no que funcionou na Europa (Itália e Inglaterra) para diminuir o problema. A elas deveriam se somar, segundo Heloisa, a melhora na venda de ingressos, ampla divulgação do Estatuto do Torcedor, a atuação do Procon e do MP, um código de ética para a mídia divulgar violência, a mudança do horário das partidas para no máximo 19h30, a criação de comissões estaduais e a retomada da Comissão Nacional de Prevenção da Violência (criada em 2004 e estagnada), além de uma polícia especializada em eventos esportivos. “Isso deveria ser feito antes de 2014, mas não acho que ocorrerá”, hesita a professora.
O ministro Orlando Silva se diz ciente da “gravíssima” situação da violência no futebol. Menciona a padronização das normas técnicas dos estádios como um avanço (deve vigorar no Campeonato Brasileiro de 2010) e diz que o Ministério da Justiça começou a treinar policiais militares especialmente para lidar com torcedores. É pouco, tardio, mas um começo.
23.06.09 20:44
Por Analice Gigliotti*
A realização da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, está cercada de desconfianças de ordem política e econômica. A origem da verba necessária para construção e reforma dos estádios é a principal polêmica ligada à realização do evento esportivo. Contudo, a Confederação Brasileira de Futebol adotou uma postura que pode trazer prejuízos também para as áreas de saúde e de segurança.
Seguindo uma orientação da Fifa, o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa-2014 (COL) avisou no dia 9 de junho que as cidades-sede deverão adequar sua legislação para permitir o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios do Mundial. A orientação é contrária a uma resolução da própria Confederação, emitida em abril de 2008, que proíbe o consumo de álcool nos torneios organizados pela CBF e em jogos da seleção.
Por conveniência econômica, o Brasil corre o risco de regredir em um tema de inegável relevância e interesse público. Cotidianamente, são apresentadas diversas soluções possíveis para o problema da violência nos estádios de futebol. Em meio à diversidade de opiniões, uma das ações essenciais a qualquer plano efetivo é a proibição da venda de álcool nos estádios e nos locais próximos a eles: as evidências científicas que relacionam consumo de bebidas alcoólicas e comportamento violento são conclusivas.
Por isso, sugerimos ao presidente da CBF e do COL que reconsidere a recomendação feita às cidades-sede. A realização da Copa do Mundo deve, além do espetáculo esportivo, culminar em melhorias para a população brasileira. Para que nosso País comece a jogar limpo também fora das quatro linhas.
* Presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas
28.05.09 21:43
Do UOL
As cenas de vandalismo na sede do Fluminense durante o treinamento da equipe profissional na última terça-feira já gerou a primeira consequência. O presidente do clube, Roberto Horcades, comunicou em nota oficial que está suspensa a prática de distribuição de ingressos dos jogos do Tricolor para as torcidas organizadas.
Somado a isso, comunicou que as salas das facções de torcida, localizadas debaixo das arquibancadas do estádio Manoel Schwartz, serão desativadas o mais breve possível. O local é utilizado como depósito para faixas, bandeiras e demais adereços.

Horcades também acrescentou que os integrantes das torcidas presentes na terça-feira serão identificados e punidos. “Os sócios terão suas carteiras cassadas e os demais serão proibidos de entrar e/ou frequentar a sede das Laranjeiras”, comunicou.
O presidente tricolor ressaltou também que reconhece a importância do estádio Manoel Schawartz, porém, o clube precisa profissionalizar a estrutura do futebol profissional. Desta forma, lembrou que está acelerando o processo de retirada de todo o departamento das Laranjeiras para um novo Centro de Treinamento.
Mesmo sendo o campeão em falar o que não deve, Horcades tomou uma atitude. O presidente do Flu está longe de ser exemplo como dirigente, mas dessa vez ele acertou em cheio.
Vamos ver até quando ele mantém a palavra firme.
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25.05.09 21:07
Quanto vale o show de violência?

Algumas faltas não deveriam ser consideradas apenas faltas. A entrada de Eduardo Ratinho em Neymar, na derrota do Fluminense para o Santos por 4 a 1, neste domingo, deveria representar ao jogador tricolor, no mínimo, 15 partidas de suspensão. Claro, sabemos que a Justiça Desportiva aqui é lenta e que as leis são péssimas, mas é impossível controlar a indignação.

O procurador do STJD, Paulo Schmitt, disse que vai indiciar o jogador por agressão, como se ele tivesse dado um soco em algum adversário. A pena varia de 120 a 540 dias, em caso de condenação.
Na hora que vi a falta, me lembrei imediatamente do lance em que o jogar Márcio Nunes, do Bangu, arrebentou os joelhos de Zico, em uma partida também no Maracanã, 1985.

Triste lembrança
Caso Neymar não tivesse a “habilidade” para pular e tirar o pé e a perna do chão, nesse momento estaríamos todos lamentando mais uma perna quebrada por causa de uma atitude de violência explícita e inexplicável.
Jamais os lances de violência vão diminuir se a impunidade permanecer. É preciso que a Justiça Desportiva se modernize e que o casos sejam julgados nos dias seguintes aos jogos disputados. O problema é que as perspectivas são muito ruins.
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