11.05.09 18:31
Que me perdoem, mas a Ferrari é necessária

A Ferrari pode não correr a F-1 em 2010
O certo é que a Ferrari não deve abandonar a Fórmula 1… até porque, diversas vezes, as equipes já ameaçaram deixar a categoria e não o fizeram… mas os dirigentes da escuderia garantem que é pra valer!
Uma reunião amanhã pode marcar o fim da linha para a única equipe que está na Fórmula 1 desde a primeira corrida, em 1950.
O grande problema é o teto orçamentário estipulado pela FIA para a próxima temporada. Em 30 de abril, a FIA decretou que, a partir de 2010, as equipes de Fórmula 1 deverão gastar no máximo 40 milhões de libras (cerca de R$ 130 milhões).
E a Ferrari acha que não é justo…
Sobre a reunião, Max Mosley, chefe da FIA, foi direto e sem meios termos! Enquanto o presidente da montadora Ferrari, Luca di Montezemolo disse (que esse teto prejudicaria o futuro da F-1), ele se limitou a rebater: “A Fórmula 1 pode sobreviver sem a Ferrari.”
Que Mosley me perdoe… mas a Ferrari é mais do que necessária!
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11.05.09 10:23
A insanidade – infelizmente – é geral
Além de amigo, o Graziani é um grande profissional.
Está sempre na batalha para tentar fazer do blog um espaço de debates bacanas e que construam alguma coisa no futebol cearense.
Muitas vezes, assim como ele, outros jornalistas deste blog também sofrem um bocado.
O que me conforta – e isso é triste – é saber que a insanidade no futebol é geral. E, por mais que tente entender a questão da paixão lúdica, é complicado aceitar certas posturas.
Abaixo, reproduzo um texto do Emerson Gonçalves, autor do blog Olhar Crônico Esportivo, do Globoesporte.com, que mostra a que ponto pode chegar a cegueira por um time de futebol.
“Na apresentação dos novos uniformes do Corinthians, no Pacaembu, jornalistas foram agredidos com palavrões, cuspidas e alguns objetos arremessados por idiotas e bandidos travestidos de torcedores corintianos.
A razão – palavra estranha aplicada a indivíduos desse tipo – foi o fato desses jornalistas vestirem camisa ou outra peça de roupa de cor verde.
Esse comportamento poderia ser chamado de insano, mas prefiro rotulá-lo como imbecil e bandido.
Escrevi um texto sobre a abertura do Campeonato Brasileiro. Nele, listei os clubes que considero como favoritos à disputa do título. Dentre estes, selecionei três que considero mais fortes para essa disputa.
Foi o que bastou para ser atacado por comentários no mínimo muito mal educados, e alguns muito assustadores. Liberei mais de duzentos comentários, dos quais, reconheço hoje, quase a metade deveria ter ido para o lixo, e deletei cerca de 70 comentários.
Infelizmente, minha esposa leu alguns desses comentários antes que fossem deletados. Desacostumada com as palavras empregadas, o tom agressivo, as ameaças feitas a um sujeito cujo único crime foi manifestar sua opinião sobre times favoritos à disputa de um torneio de futebol, ela ficou extremamente assustada num primeiro momento. Passado o susto, mas não o temor e a incompreensão por comportamentos tão doentios, ela colocou, e devo dizer que com toda a razão, que ninguém deve sujeitar-se a esse tipo de coisa, ninguém deve sequer ler as besteiras e canalhices escritas por mentes criminosas ou doentes ou ambas. Porque a simples leitura disso é o bastante para nos causar mal.
Concordo com ela.
Hoje, entendo com total clareza porque pessoas como o Milton Leite e o Jota Junior, por exemplo, simplesmente optaram por parar com seus blogs. Não vale a pena.
Blog é um meio de comunicação, quase uma mídia à parte dentro da internet, que tem como característica, ou deveria ter, a interatividade, a troca de ideias entre o autor e os leitores. Um bom blog tem menos que um autor, um facilitador de debates. Algumas vezes escrevi que quem quisesse ter o melhor do Olhar Crônico Esportivo deveria ler todos os comentários. Claro que refiro-me aos comentários que somam, que acrescentam, que colocam visões diferentes e até completamente opostas, mas de forma civilizada.
Isso, entretanto, não é visto assim por pessoas que não têm a mínima capacidade de tolerar algum pensamento divergente do seu e acham que tudo que não é o que elas pensam deve ser atacado.
Como é perigoso esse pensamento!
Como é destrutivo esse comportamento!
É isso que está na raiz das maiores tragédias e crimes da humanidade no decorrer de sua história. Porque o mesmo indivíduo que não aceita uma opinião diferente da sua no campo esportivo – no campo esportivo, pasmem! – menos ainda irá aceitar isso no campo político, no campo social, em qualquer outra área de coexistência. Por força de convenções, leis e normas, podem até aceitar externamente, mas no íntimo, no fundo, mas não distante da superfície, permanece o ovo da serpente do mal, pronto a expelir seu veneno quando as condições sociais, políticas e econômicas se combinam e criam um ambiente propício ao crescimento do mal.
Não foi a primeira vez que sofri ataques desse tipo. Infelizmente não foi a última vez, pois contrariando a opinião de minha esposa e o bom senso, não vou parar com o Olhar Crônico Esportivo. Porque tem muita gente boa demais que lê e comenta ou não o que escrevo, até mesmo as minhas inevitáveis abobrinhas e meus inevitáveis erros, posto que humano sou, e também porque ainda gosto de comentar coisas do futebol, principalmente.
As críticas nunca me incomodaram. Não poucas vezes, comentários críticos mostraram-me erros e apressei-me a corrigi-los. A humanidade só evoluiu porque sempre existiu divergência de pensamentos. Não há progresso sem debate de ideias, de concepções de mundo, de sociedade, de tudo. Um breve e mínimo estudo de dialética faria bem a muita gente, pois mostraria o valor da divergência. Digamos que estamos numa situação de discussão sobre os estaduais. Eu, por exemplo, defendo sua extinção pura e simples. Outro vem e defende sua continuidade tal como está hoje. Dos debates a respeito, o mais comum e o normal é surgir um consenso, com o melhor do que eu proponho e o melhor do que o outro propõe. Tese, antítese, síntese. E essa síntese nascida do debate não é, nunca será, obra pronta e acabada, pois ela própria carregará dentro de si elementos conflitantes que conviverão em equilíbrio enquanto assim for interessante.
Ou seja, precisamos da divergência para melhorarmos, para crescermos, como indivíduos, como espécie, como sociedade.
Doravante serei mais seletivo para liberar comentários. Não vou me dar ao trabalho de ler por inteiro o que vier com ataque de ordem pessoal, agressão, ofensa ou má-educação. Vai direto para o lixo.
Continuarei aberto às críticas, como sempre. Principalmente às construtivas e às bem-humoradas.
Ah, sim, duas coisas mais: abomino bairrismo e não vou perder tempo com isso, simplesmente. E quem agrediu os jornalistas vestidos de verde deve ir para a prisão. Nesses casos não há lugar para meias medidas ou medida alguma.
Intolerância e Civilização não coexistem, exceto no título de um desabafo. ”
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10.05.09 22:30
Dois recentes exemplos de como usar muito bem e muito mal o espaço do blog
Repararam a diferença no nível dos comentários que foram feitos no post “A polêmica da Vergonha do Nordeste: a intolerância é sempre um perigo” e no post sobre o desempenho dos times cearenses na primeira rodada da Série B, Fortaleza é goleado em casa pelo Guarani; Ceará empata com o Juventude em Caxias ? Uma discussão ampla, que está longe de se encerrar, sobre os cearenses que optam por torcer por times de fora ou por dois ou mais times, provocou comentários espetaculares, de um nível altíssimo, independente das discordâncias de opiniões.
Agora, um simples post sobre os jogos de Ceará e Fortaleza no sábado, o que se vê é uma rivalidade sem pé nem cabeça demonstrada em palavras cheias de rancor, mágoa, raiva, ódio e falta de respeito entre pessoas que apenas torcem para times diferentes. Com raras exceções, é uma bobeira atrás da outra, com discussões inócuas sobre quem é o melhor ou pior, quem perde menos, quem é mais ou menos isso ou aquilo, usando argumentos constrangedores e pueris. E mais grave: usando o covarde anonimato como arma.
Lendo esses comentários fico me perguntando por qual motivo algumas pessoas preferem usar o espaço – que na discussão da faixa foi usado de maneira espetacular – para ficar trocando ofensas e acusações risíveis. Eu sei que o blog é apenas um pequeno retrato da nossa estragada sociedade, mas acho que precisamos evoluir. Aliás, já passamos da hora.
Tudo bem, cada um tem o direito de escrever o que bem entender, dentro das regras, mas é demais, não? Para nós, que fazemos um jornalismo sério, honesto e profissional, é triste saber que muita gente opta pelo pior caminho, ou seja, o da esculhamação.
Umas dos mais ridículos xingamentos e que são recorrentes, de acordo com a moderação, que está atenta para deletar todos do nível, é sobre a sexualidade do torcer rival. É impressionante! Como é que pode? Alguém tem alguma explicação lógica? É um tal de gay pra lá, gay pra cá que não tem fim. E são as mais variadas formas de usar a palavra, aproveitando o nome dos times e das torcidas. Olha, é muita insensatez, muita vontade de perder tempo e muito trabalho para o moderação.
Será que é tão difícil melhorar?
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