06.02.10 01:22
Além de Simon, Howard Webb e Martin Hansson

A lista dos 30 árbitros da Copa do Mundo deste ano traz mais do que o brasileiro Simon. Este nós conhecemos bem. O que preocupa, além dos monstruosos erros em jogos recentes, é a não renovação da arbitragem brasileira.
Mas vamos aos outros nomes. Howard Webb estará na Copa. Aí você pergunta: Quem é esse?
Webb é um Simon da Inglaterra. Nascido na Holanda, o árbitro atua pela Premiere League e é considerado um dos melhores juízes do Reino Unido. Porém, assim como nosso brasileiro, já se envolveu em diversas polêmicas e erros grotescos. O mais marcante deles em um jogo entre Manchester United e Tottenham, onde Webb marcou um penalti inexistente do goleiro Gomes. Além disso, ele foi bastante massacrado por torcedores e pela imprensa britânica por parecer favorecer Cristiano Ronaldo, até então no Manchester United. O técnico do Tottenham, Harry Redknapp teria dito após o jogo: “Foi uma terrível decisão. O Gomes pegou claramente na bola. Esse juiz é que dizem ser o melhor do País. Pela atuação de hoje, eu diria que é o pior”.
Howard Webb também foi o juiz daquele Brasil x Egito, na Copa das Confederações, onde marcou escanteio no último lance do jogo quando o jogador egípcio tirou a bola com a mão após cabeçada de Lúcio. Avisado pelo quarto árbitro – que viu pela televisão – voltou a atrás e marcou o pênalti.
Já Martin Hansson… bem… a fama do sueco é pelo jogo entre França x Irlanda…. Henry… mão… é ele mesmo.
A Irlanda está fora da Copa. França e Hansson viajarão à África do Sul.
E a Fifa que chegou a “analisar” alguma punição ao árbitro, anulação de jogo, etc… Teatrinho barato.
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Do Blog do Futebol Mineiro
Por Rodrigo Fuscaldi
Já não é novidade para ninguém que o presidente do Atlético, Alexandre Kalil, contratou o ex-árbitro Wagner Tardelli, que vai integrar a comissão técnica de Vanderlei Luxemburgo. Ele vai desempenhar o trabalho de instrutor de arbitragem do time alvinegro.
Wagner Tardelli revelou que a proposta é levar aos atletas o conhecimento das regras do futebol para que eles possam, depois dessas informações, melhorar seu rendimento durante as competições. Até aí, tudo bem!
O problema é que o ex-apitador disse, em entrevista ao Redação Sportv, que esse projeto já faz parte dos planos dele e de Vanderlei Luxemburgo há três anos. É, no mínimo, antiético, para não dizer outras coisas.
Um árbitro que, durante os três referidos anos, apitou constantemente jogos pelo Brasil, não pode ter relação próxima com técnicos, jogadores ou dirigentes. O árbitro tem, obrigatoriamente, que se resguardar. Os comentários podem ser maldosos, e as conclusões, precipitadas.
É isso que acontece nesse momento. Wagner Tardelli se expôs e, agora, tem que aguentar esse tipo de desconfiança.
Para tentar descaracterizar qualquer dúvida que pudesse pairar sobre a atividade de Wagner Tardelli, o BLOG DO FUTEBOL MINEIRO foi atrás das súmulas, dos vídeos e das fichas técnicas de todos os jogos que o ex-árbitro apitou nesses últimos três anos de carreira (2007, 2008 e 2009). Mais especificamente, das partidas em que Vanderlei Luxemburgo estava presente, como técnico do Santos ou do Palmeiras.
De 2007 a 2009, Wagner Tardelli apitou oito jogos do técnico Luxemburgo, a quem ele chama, carinhosamente, de professor. E, para a surpresa geral, foram sete vitórias e um empate. Nenhuma derrota sequer.
Luxemburgo é um grande técnico, não há dúvidas. Já ganhou, apenas para falar de campeonatos brasileiros, cinco competições. Então, é de se imaginar que o treinador vença a maioria de suas partidas. É verdade. Mas, o fato de Luxemburgo não perder em jogos apitados por Tardelli é, no mínimo, uma coincidência preocupante. E mais, nesses oito jogos, o árbitro marcou três pênaltis favoráveis ao time de Vanderlei. Todos eles duvidosos.
Wagner Tardelli vem para o Atlético sob o pretexto de auxiliar os jogadores da base e também os profissionais. Porém, é inegável que vai dar dicas de como enganar os árbitros, que ele tanto conhece bem. A contratação de Tardelli é, em minha opinião, desnecessária.
Uma temporada inteira é tempo demais para que um ex-árbitro passe orientações gerais. Uma palestra seria suficiente. É mais uma invenção de Vanderlei Luxemburgo.
Confira a lista de partidas:
Dia 27/05/2007 – Atlético-PR 0 x 1 Santos (Arena da Baixada, em Curitiba)
Dia 07/07/2007 – Santos 4 x 1 Cruzeiro (Vila Belmiro, em Santos)
Dia 03/10/2007 – Cruzeiro 0 x 1 Santos (Mineirão, em Belo Horizonte)
Dia 27/07/2008 – Grêmio 1 x 1 Palmeiras (Olímpico, em Porto Alegre)
Dia 29/10/2008 – Palmeiras 1 x 0 Goiás (Palestra Itália, em São Paulo)
Dia 22/07/2009 – Santos 1 x 0 Atlético-PR (Vila Belmiro, em Santos)
Dia 07/10/2009 – Sport 0 x 1 Santos (Ilha do Retiro, no Recife)
Dia 07/11/2009 – Santos 3 x 1 Náutico (Vila Belmiro, em Santos)
Nota 1: O levantamento feito por Rodrigo Fuscaldi é interessante para nos fazer pensar. Claro que não podemos afirmar uma relação direta da amizade entre Tardelli e Luxemburgo com os resultados. Mas, por todo o acordo entre eles, cabe uma certa desconfiança por parte de qualquer um.
Nota 2: Os vídeos de alguns jogos podem ser visto no Blog do Futebol Mineiro
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23.11.09 11:39
Sobre a manipulação de resultados
Ontem, no programa É Gol, um telespectador perguntou sobre manipulação de resultados na Série A em benefício ao Flamengo.
Eu, sinceramente, não creio que algumas pessoas tenham se reunido para discutir e planejar algo em favorecimento a qualquer time que seja.
Porém, qualquer pensamento a respeito é compreensível. Compreensível porque o que acontece no futebol desse país, fora das quatro linhas, realmente é para se pensar que exista. Afinal, “se você usasse trancinhas reubronegras não seria punido”.
Qualquer torcedor pode pensar que existe algo irregular seja por decisões de STJD, ajuda de arbitragem (que pra mim prejudica todo mundo), compra descarada de campeonato ou até mala preta e branca. O Brasil permite que pensemos isso. Seja na Série A, B, C ou D.
Aí dirão que acontece na Europa, como as suspeitas recentes na Alemanha, Croácia, Turquia, Hungria, Bósnia, Bélgica, Eslovênia e Suiça, além de jogos da Champions League e Europe League. Mau caráter existe em todo lugar. Mas lá eles punem. Uma consulta a Milan, Juventus e Edilson Pereira de Carvalho e ao Campeonato Brasileiro de 2005 pode esclarecer melhor.
Não. Não creio em tais reuniões. Mas também não descarto possibildiades.
21.09.09 10:15
Tenho visto, lido e ouvido muitas opiniões sobre o gol de mão do atacante Wellington Silva, do Paraná, marcado no sábado contra o Ceará.
Ninguém duvida que o lance foi irregular e desonesto. Além, é claro, de ter sido decisivo no resultado da partida.
O problema é olhar para o gol como indício de que há um complô contra o Ceará.
Na cabeça de alguns, está mais que óbvio o favorecimento a clubes paulistas na Série B e que o árbitro Charles Hebert veio para cá com a idéia fixa de prejudicar o time cearense.
Não tiro o direito de ninguém de pensar o que quiser.
O que não dá para aceitar é a cobrança para que a imprensa pense igual.
Jornalismo de verdade não se faz com “achismos” e muito menos um bairrismo descabido.
Se alguns setores da mídia embarcaram nessa foi por populismo e covardia.
O fato é que não há provas contra o alagoano. Até que se vasculhe, trata-se de um erro grave e de uma total incompetência de todos os envolvidos – auxiliar e quarto árbitro também.
É claro que o torcedor tem todo o direito de se revoltar, assim como os dirigentes. Afinal, é um trabalho que vem sendo bem feito e pode acabar prejudicado por conta de uma falha humana.
Porém, não dá para aceitar a postura reacionária. Aqueles que não acham que exista um complô são vistos como completos idiotas e até cúmplices de um “crime”.
Não há fundamento em achar que Ponte Preta, São Caetano e Portuguesa sejam os “meninos dos olhos” da CBF. O Ceará é financeiramente mais interessante para e entidade que os três juntos.
A média de público do Ceará e a venda da pacotes pay-per-view, em um eventual acesso, tendem a ser bem mais vantajosas para a Série A e a televisão – que manda no campeonato – que qualquer um dos concorrentes paulistas.
Além do mais, mesmo que exista o tal complô, que árbitro iria “ajudar” alguém em um lance tão escandaloso? É muito mais fácil, como foi feito na Máfia do Apito, em 2005, dar faltas perto da área, segurar o jogo e expulsar jogadores. Resultado: ninguém desconfiou de nada até que alguém deu com a língua nos dentes.
Com a televisão onipresente em todas as partes do campo, chega a ser insano achar que o ábitro viu e não deu por opção, mesmo sabendo que sua carreira estaria arruinada e todas as câmeras o condenariam no minuto seguinte.
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