Cadê os gols?

Os goleiros colaboram em parte com a escassez de gols fazendo grandes defesas, como a do hondurenho Valladares, que defendeu a queima roupa a cabeçada de Ponce, do Chile. Foto: Divulgação

A pergunta é pertinente a qualquer amante do bom futebol. A escassez de gols nesse início de Copa do Mundo preocupa.

Com o término da primeira rodada, em que todas as seleções já entraram em campo, a média de gols é pífia. Detalhe: é também a menor da história dos Mundiais: um gol e meio por jogo.

As redes foram balançadas apenas 25 vezes em 16 partidas.

Pior que isso. Nenhum golaço ou qualquer lance de encher os olhos. Gol de falta então? Nada até aqui!

Os goleadores ainda não mostraram a que vieram. Ninguém conseguiu marcar mais de uma vez.

Pudera. Duas partidas terminaram 0 a 0 e outros seis jogos foram decididos com apenas um gol.

A cautela excessiva em não tomar gol, contra-ataques mal organizados, a adaptação à nova bola (a Jabulani), a ansiedade pela estreia, o desgaste de jogadores em fim de temporada e a falta de ousadia e precisão nos chutes podem ser apontadas como as principais causas para o baixíssimo número de gols (a magia e momento maior do futebol) marcados até aqui.

Em contraponto, outros gols nem deveriam acontecer, como o que ocorreu após um "frango" do goleiro inglês Robert Grren na partida contra os Estados Unidos. Foto: Fifa.com

Das favoritas, apenas a Alemanha e, em menor proporção, a Holanda conseguiram alavancar a primeira marcha. Argentina, Brasil conseguiram vencer com o placar mínimo, mas levaram muitos sustos.

Portugal e França ainda nem se sequer encontraram o caminho do gol. Os ingleses e italianos – os atuais campeões – começaram o torneio de uma forma que é melhor apagar da memória, com empates frustrantes.

O que dizer então da favoritíssima Espanha? Protagonizou a grande zebra da primeira rodada ao perder para a Suiça.

O grupo dos Bafana Bafana, o único em que quatro seleções (África do Sul, Uruguai, França e México) têm chances reais de avançar para as oitavas de final, foi um dos dois que menos as redes foram balançados: apenas duas vezes e, ainda assim, na mesma partida.

Retrospecto semelhante ao do grupo H (o da Espanha), só que com um gol em cada em jogo.
P.S: Continuamos na esperança de ver grandes jogos, craques brilhando e, principalmente, bolas nas redes.

Bruno Balacó

Sobre Bruno Balacó

Jornalista esportivo do Grupo de Comunicação O POVO. Editor do site de esportes do jornal O POVO (Portal Esportes O POVO). Comentarista esportivo da Rádio O POVO/CBN, da TV O POVO e titular blog Gol e do blog Clube da Luta do O POVO Online

3 comentários sobre “Cadê os gols?

  1. A média foi de 2,87 gols em 2002 e 2,43 em 2006. Alguém realmente acha que o nível técnico caiu tanto assim de lá pra cá? Ou que a filosofia de jogo ficou tão mais defensiva? Na minha opinião, a culpa é dessa JABULANI horrorosa, assassina de jogadas. Só quem é craque aprende a jogar com uma bola tão diferente em 2 semanas. Detalhe q a liga alemã usou ela na última temporada, o q justifica em parte o desempenho da Alemanha.

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