Ceará faz contra o Inter o jogo mais importante da temporada e aposta no bom histórico para avançar

Em 2010, Ceará e Inter se enfrentaram no Castelão. O Vovô levou a melhor: 1 a 0. Lateral-esquerdo Vicente, que defendeu o Ceará na partida, estará em campo novamente contra os gaúchos. Foto: O POVO
Em 2010, Ceará e Inter se enfrentaram no Castelão. O Vovô levou a melhor: 1 a 0. Lateral-esquerdo Vicente, que defendeu o Ceará na partida, estará em campo novamente contra os gaúchos. Foto: O POVO

Para muitos, o Ceará tem o seu jogo mais importante do ano na noite desta quarta-feira (30), contra o Internacional, às 22h, no estádio Beira Rio, válido pela 3ª fase da Copa do Brasil. O confronto é o primeiro no duelo que definirá o classificado para a próxima fase da competição.

Mesmo considerado como ‘franco atirador’ no confronto contra o Colorado, o Vovô confia no bom histórico contra os gaúchos para surpreender e seguir adiante.

Em 1994, o Vovô enfrentou o próprio Inter pelas quartas de final da competição e levou a melhor. Venceu por 1 a 0 em Fortaleza e foi derrotado fora de casa por 2 a 1, conseguindo a classificação pelo gol marcado fora de casa. Naquele ano, o alvinegro cearense foi vice-campeão.

Além disso, o Ceará leva a melhor nos confrontos diretos. Em 12 jogos, foram quatro triunfos alvinegros, três colorados e outros cinco empates. O Vovô soma ainda três jogos sem perder para o Inter, com duas vitórias e um empate. Porém, o Ceará não terá vida fácil.

Em busca da quebra dessa sequência, o Inter aposta na força do Beira Rio. Desde que retornou ao estádio após a modernização para a Copa do Mundo, venceu as oito partidas como mandante.

O dia em que vi uma lenda viva jogar no Perpetão

Era uma tarde sem graça de um 26 de abril de 2003. No dia seguinte seria meu aniversário de 16 anos, e, como presente, me dei o direito de assistir na véspera, Atlético de Cajazeiras e Perilima. Era a primeira vez que via um jogo do Trovão no Campeonato Paraibano, depois de Atlético e Campinense, ocorrido um ano antes, vencido por W.O, pelo mais Querido do Sertão. Resultado que lhe deu o seu primeiro e único título estadual.

Foi só botar o pé na parte externa do estádio- restos de um terreno baldio afastado da zona urbana de Cajazeiras, onde o Gigantão das Capoeiras fora erguido- para perceber que algo grande ocorreria naquela tarde. Logo de cara, encontrei seu Chico Picolezeiro. Aquela corcunda, talhada durante muitos anos empurrando um carrinho de madeira da sorveteria Walmor, levando em seu interior uma caixa de isopor cheia de picolés, era inconfundível, e só ia ao estádio em ocasiões especiais. Bom presságio.

Naquela época, eu era seu colega de trabalho, e seu Chico, bondoso, me ensinou os meandros do ramo. “Não adianta eu me ‘danar’ até o Perpetão se não tiver muita gente. Todo picolezeiro se debanda pra lá e a concorrência não compensa. Melhor ficar na rua e trabalhar sem disputar freguesia com ninguém”, dissera, mais de uma vez, embaixo de uma castanholeira, na praça da Prefeitura. Era seu ponto de venda preferido no período matinal.

O tino comercial de seu Chico não falhava. Perpetão lotado! Que bom para seu Chico. Melhor ainda para mim, pois foi a primeira e única vez que vi em campo a maior lenda viva do futebol paraibano: Pedro Ribeiro Lima, à época com 54 anos, fundador, presidente, técnico, camisa 10 e capitão do Perilima.

Pedro Lima
Foto: Página da Perilima

Francisco Alves, o Tatico, meu narrador predileto nas jornadas esportivas, se debulhava em reverências ao já veterano jogador. No mar de ruindades que era aquele time do Perilima, seu Pedro não fazia feio, e até dava um toque de classe ao meio-campo. Para Tatico, ninguém do time de Campina Grande fazia a bola rolar dengosa pelo caroço do abacate como o padeiro especializado em fazer sordas.

A sorda, biscoito feito à base de farinha de trigo e mel de rapadura, fez de Pedro Lima um padeiro bem sucedido nos negócios. Sua questão com o futebol é lúdica, um sonho, que ele se deu ao luxo de realizar a partir dos 43 anos de idade. Eu estava presenciando um homem vivendo seu sonho em pleno Perpetão, lugar onde eu era verdadeiramente feliz. Poucas vezes me senti um sujeito de sorte como naqueles 90 minutos.

Pedro Lima tratava a bola com o mesmo carinho com o qual amaciava a farinha de trigo, no momento em que ela encontra a garapa de rapadura. Era meio desengonçado, é verdade. Apesar de exibir bom preparo físico, o corpo atarracado e pequeno carecia de mais desenvoltura. Mas dificilmente errava um passe, pelo menos naquela tarde. Não importava se ele só tentava passes simples, sem se aventurar numa grande arrancada ou lançamento longo.

Vê-lo em campo era como ir à padaria comprar um pacote de sordas fresquinhas para a merenda da tarde. Cada passe de dois metros tinha o mesmo gosto do biscoito amarronzado desmanchando na boca. Cada arrancada de cinco metros que seu Pedro dava era como sentir o gosto da rapadura se prolongando, mesmo depois da massa de trigo ter ido ao encontro do estômago.

Nenhum outro jogador paraibano me cativou tanto quanto Pedro Lima, e ele ocupa lugar de honra na minha memória afetiva ligada ao futebol. Não contive a satisfação, quando ontem, no Redação Sportv, vi o craque da sorda, na envergadura moral de seus 65 anos de idade, anunciar que o Perilima está de volta ao futebol profissional da Paraíba, ainda que seja na segunda divisão.

Pedro Lima não é mais o técnico, nem usa mais a camisa 10. A sua ambição consiste em conseguir jogar o máximo que puder, e levar o Perilima ao sexto acesso à primeira divisão paraibana. De hoje em diante, mais um clube volta a figurar no meu coração apaixonado por futebol. Sou Trovão, Vasco e Perilima desde criancinha. Vai, sordados!!!

Apesar do tropeço, Fortaleza mantém liderança do grupo A da Série C com folga

Fortaleza bem que tentou, mas ficou no 0x0. Foto: Fábio Lima/O POVO
Fortaleza bem que tentou, mas ficou no 0×0. Foto: Fábio Lima/O POVO

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Ceará abre quatro pontos de vantagem na liderança da Série B

Ceará venceu o Santa no Arruda. Foto: Foto: Aldo Carneiro / PE Press (via site oficial do Ceará)
Ceará venceu o Santa no Arruda. Foto: Foto: Aldo Carneiro / PE Press (via site oficial do Ceará)

 

A exemplo do ocorreu na semana passada, o Ceará teve uma rodada praticamente impecável. Em primeiro lugar, o time fez sua parte ao vencer, fora de casa, o Santa Cruz por 3×2, no Arruda, em Recife, chegando aos 27 pontos em 13 jogos.

Um triunfo que, por si só, garantia a equipe na ponta da tabela. Para completar, os principais concorrentes diretos do Alvinegro, que estavam no G4, perderam na rodada.

O více-líder América Mineiro foi derrotado pelo América-RN por 1×0, em Natal. O Joinville, 3º colocado, também perdeu jogando em casa: 1×0 para o Avaí, no duelo de catarinenses. O Luverdense, outro que figurava entre os quatro primeiros, também foi batido na derrota (2×1 para o Oeste, em Itápolis).

Com os resultados, abriu uma vantagem de quatro pontos sobre o vice-líder. A distância para o 5º colocado (primeiro time fora do G4) é de cinco pontos.

CONFIRA A CLASSIFICAÇÃO DA SÉRIE B

Ceará x Chapecoense – Uma classificação que vale muito para o Alvinegro

Duelo entre Ceará e Sport, na final do Nordestão, registra o maior público da nova Arena Castelão: 60.068 pagantes. Foto: Fco Fontenele / O POVO
Duelo entre Ceará e Sport, na final do Nordestão, registra o maior público da nova Arena Castelão: 60.068 pagantes. Foto: Fco Fontenele / O POVO

O duelo contra a Chapecoense, pela Copa do Brasil, vale, para o Ceará, muito mais que uma vaga na terceira fase da competição. Isso porque, se conseguir a classificação, o Vovô enfrentará o Internacional/RS. Caso se concretize, o confronto contra o Colorado é certeza de casa cheia na Arena Castelão e, consequentemente, boa renda para o clube.

Detentor do maior público e renda da nova Arena (60.068 foi o público pagante no duelo contra o Sport, pela final da Copa do Nordeste, gerando uma renda de R$ 1.476.187,00), o alvinegro de Porangabuçu projeta nova renda milionária em caso de confronto contra os gaúchos.

Além do mais, caso passe pela Chape, o Ceará vai embolsar R$ 430 mil, recompensa por ter conseguido chegar entre os 20 melhores clubes da competição mais democrática do país.

Em período que o clube vive indefinições no que diz respeito ao acerto de exclusividade com a Arena Castelão (que pode resultar na quebra de contrato e fim do patrocínio de R$ 130 mil por mês que o alvinegro recebia para mandar todas as partidas  no estádio), esse é um dinheiro que vem em boa hora para o Vovô.

100 anos de seleção brasileira: um história de amor, beleza e tragédia

No dia 21 de julho de 1914, para enfrentar o Exeter/ING, desembarcaram no Rio de Janeiro, quatro homens vindos de São Paulo, com a missão de junto a jogadores locais, representar o Brasil pela primeira vez numa partida de futebol. Os atletas daquele combinado de cariocas e paulistas certamente não imaginavam o quanto seria grandiosa a história que estavam começando. Grandiosa e trágica.

A trajetória da única seleção cinco vezes campeã do mundo começou com êxito. Vitória por 2 a 0 sobre o modesto time britânico que nunca disputou a elite dos inventores do futebol. A segunda partida da história da seleção foi logo contra aquele que viria a ser o seu maior rival. Derrota pesada por 3 a 0 para a Argentina.

Daí em diante, a trajetória do Brasil no esporte mais popular do mundo é de domínio público. Única seleção a disputar todas as copas do mundo, com direito a sediar dois desses eventos.

Foi justamente nessas duas ocasiões que o torcedor do Brasil viveu suas maiores tristezas. Em 1950, num Maracanâ- que ainda não era o maior templo do esporte- lotado, derrota por 2 a 1 para os uruguaios. Era o sonho de ser campeão do mundo em casa escorrendo pelas mãos do goleiro Barbosa. Apesar de não ter falhado grosseiramente, o arqueiro do Vasco ficou estigmatizado com a marca do vexame. Mas, que vexame?

As testemunhas daquilo que chamariam de vexame ou vergonha, o fizeram porque não sabiam  o que ocorreria 64 anos depois. Em 2014, no mesmo Maracanã, já consagrado na história do futebol, e com uma roupagem que o tornou quase irreconhecível após as reformas para o mundial deste ano, o Brasil foi humilhado. 7 a 1 para a Alemanha. Isso sim, mais que um vexame. Uma agonia.

No meio desses dois infortúnios é que a seleção ganhou tudo o que mais orgulha seu torcedor. O primeiro título mundial foi conquistado em 1958, sob a perseverança de Zagallo, a classe de Didi e a fome de bola endiabrada de Pelé, então um menino de 17 anos. A segunda taça veio em 1962. Sem Pelé, contundido, coube ao poeta de canetas envergadas, Garrincha, comandar a canarinho até a final, contra a Tchecolosváquia, no Chile. Em 1970, a terceira Jules Rimet viria graças ao futebol que mais parecia um avião-caça de guerra: tão lindo quanto letal.

Era a vitória do time que sempre tinha um improviso, um gracejo para atalhar o caminho da vitória, mas sem nunca deixar de lado o virtuosismo. Essa máquina potente e implacável tinha Pelé, Rivelino e Tostão, entre suas principais engrenagens. O México foi o chão de fábrica aonde a história do tricampeonato foi construída.

Mesmo quando o título não veio, a seleção encantou com sua legião de craques, cujo compromisso era com o futebol-arte. Falcão, Zico, Socrátes e dezenas de jogadores que ficaram no meio do caminho na luta pela taça de campeão do mundo, deixaram sua marca em 1982 e 1986. Apesar da ausência da taça de melhor mundo, ficou o legado que enche de orgulho não apenas o torcedor brasileiro, mas todo o mundo do futebol.

Os dois últimos títulos foram na base do pragmatismo. Em 1994 e 2002 foi assim. Na primeira sob o comando arroz com feijão de Parreira à beira do gramado, onde Romário fez milagres quando o impossível se fazia presente. Em 2002, foi a vez da “família Scolari”, salva nos momentos mais difíceis pelo seu filho pródigo, Ronaldo.

Nesta segunda-feira, a seleção brasileira chega aos 100 anos de existência como a personificação dos personagens de seu mais nobre cronista, Nelson Rodrigues: com uma vocação infinita para o amor, a beleza e a tragédia.

Com empate, Fortaleza mantém vantagem na Série C, amplia série invicta no ano e conta com bom retrospecto para seguir líder

Fortaleza terá a volta de titulares no próximo jogo. Foto: Jornal da Paraíba (via O POVO)
Fortaleza terá a volta de titulares no próximo jogo. Foto: Jornal da Paraíba (via O POVO)

O empate contra o Treze-PB, fora de casa, no último sábado (19), serviu para o Fortaleza seguir com vantagem na liderança da Série C. Com 15 pontos em sete partidas, o Tricolor agora já foca no principal objetivo a curto prazo: manter a liderança da competição até o final da 1ª fase.

E o bom retrospecto no ano serve como motivação para torcedores e jogadores tricolores buscarem a primeira colocação.

Além de único time invicto na Série C, o Tricolor do Pici possui excelentes números na temporada. Em 37 jogos disputados no ano, foram 23 vitórias, 12 empates e apenas duas derrotas. A última delas para o Icasa, na primeira partida da semifinal do Campeonato Cearense, no dia 06 de abril. Ou seja, já são mais de 3 meses sem perder.

Com isso, o clube busca um resultado positivo diante do Botafogo-PB, no próximo sábado (26), às 19h, no PV, que pode já garantir ao Fortaleza o “título” do primeiro turno da Terceirona.

NÚMEROS DO FORTALEZA EM 2014

Jogos: 37 partidas
Vitórias: 23 vitórias
Empates: 12 empates
Derrotas: 2 derrotas
Aproveitamento: 72,9%
Gols Pró: 80 gols
Gols Contra: 33 gols
Artilheiro: Robert – 24 gols

Opinião – Ceará 1 x 3 Joinville – Derrota não é o fim do mundo, mas serve para ligar o sinal de alerta

Assim como fez no ano passado, quando venceu por 3x0, Joinville colocou água no chopp do Ceará. Foto: Fco Fontenele / O POVO
Assim como fez no ano passado, quando venceu por 3×0, Joinville colocou água no chopp do Ceará. Foto: Fco Fontenele / O POVO

Cerca de 40 dias após a paralisação da Série B para a Copa do Mundo, o Ceará voltou a campo nesta terça-feira (15) para enfrentar o Joinville com a chance de disparar na liderança isolada da competição. Mas a partida foi um verdadeiro desastre para o alvinegro. Perdido em campo e visivelmente sem ritmo de jogo, o time comandado por Sérgio Soares fez uma péssima partida, perdeu por 3 a 1 e decepcionou cerca de 18 mil torcedores que compareceram ao PV.

O gol de Marcelo Costa logo aos 40 segundos parecia mostrar ao torcedor alvinegro que a noite seria dificil. E foi. Durante todo o primeiro tempo, o Ceará não conseguiu se encaixar em campo. Sofria para criar oportunidades de gol. Nas poucas que teve, parou no goleiro Oliveira e na trave.

Mesmo tendo perdido o primeiro tempo por 3 a 0 (Jael marcou o segundo e Marcelo Costa o terceiro) foram nos 45 minutos iniciais que o Vovô criou as melhores chances de gol, com Nikão, Diego Ivo e Magno Alves.

No segundo tempo, quando se esperava que o Ceará ia pra cima para pelo menos diminuir o placar, o que se viu em campo foi uma equipe apática, desorganizada e cansada. O lateral-direito Marcos (pior homem em campo) simbolizou o que era o time do Ceará nesta noite. Um time sem criatividade.

O alvinegro simplesmente esbarrou na marcação catarinense e não conseguiu sair. Em casa, perdendo por 3 a 0, não oferecia perigo algum à meta defendida pelo goleiro Oliveira.

No final o Vovô ainda diminuiu com um gol de Lulinha, e chegou a fazer o segundo com o próprio Lulinha, mas este foi anulado – de forma errada – pelo árbitro.

Não se pode culpar a falta de tempo para preparar a equipe. Se esperava que o time, que vinha muito bem antes da parada para a Copa, voltasse ainda mais forte após o período que serviu para ajustar as falhas.

A falta de ritmo de jogo também não é justificativa, pois o próprio Joinville ficou inativo pelo mesmo tempo e apresentou desempenho – físico, técnico e taticamente – bem superior.

As ausências de Samuel Xavier, Ricardinho e Bill, estas sim foram muito sentidas. Principalmente pelo desnível daqueles que os substituíram. Marcos(visivelmente fora de forma) foi muito mal pelo lado direito; Marcus Vinícius nada acrescentou ao meio de campo e Lulinha, embora tenha se esforçado, nada fez no ataque.

A derrota não é algo que o Ceará deva remoer tanto. Não é o fim do mundo. O clube segue firme no G4. Mas serve para que o alvinegro possa reconhecer a péssima partida que fez e ligar o sinal de alerta para corrigir as falhas enquanto é cedo.

A Copa da Alegria: imagens de alguns personagens e sósias mais divertidos que passaram em Fortaleza

Se o Mundial no Brasil foi taxado por muitos de ‘Copa das Copas’, muito desse rótulo se deve à alegria dos torcedores dentro e fora dos estádios de futebol. Eles foram os grandes responsáveis pelo espetáculo visto nas últimas semanas, esbanjando irreverência nas fantasias e levando uma mensagem de festa. Em Fortaleza, sobraram figurões e personagens carismáticos alegrando respirando o clima de Copa. Separei imagens que alguns dos melhores personagens que passaram pela capital cearense no Mundial:

Os sósias merecem um capítulo à parte. Quatro deles roubaram a cena:

Roberto Carlos

S

Mini David Luiz

S

Luís Suárez costarriquenho

SÓSIA

Arjen Robben

SAMSUNG CAMERA PICTURES

 

Contratação de Lima pelo Ceará reúne no futebol cearense os três maiores artilheiros do Brasil em 2014

Robert, Lima e Magno Alves, juntos, somam  62 gols em 2014. Fotos: O Povo / CearáSC.com - Divulgação / O Povo
Robert, Lima e Magno Alves, juntos, somam 62 gols em 2014. Fotos: O Povo / CearáSC.com – Divulgação / O Povo

A contratação do atacante Lima, ex-Paysandu, pelo Ceará, foi bastante celebrada pelos torcedores alvinegros. E não é para menos. O novo ‘camisa 9′ é conhecido por marcar gols por onde passa. Mas, no estado do Ceará, ele terá companhia. Lima se junta a Robert e Magno Alves, que brigam pela artilharia nacional. Ou seja, com a chegada do novo centroavante alvinegro, o futebol cearense reúne os três maiores artilheiros do Brasil na temporada 2014.

O atacante Robert, do Fortaleza, está na frente dos concorrentes alvinegros e é o maior goleador do país no ano. Já foram 23 gols até o momento.

Logo atrás, com 20 gols, aparece Lima. Agora no Ceará, o atacante marcou todos os seus gols no ano com a camisa do Paysandu, onde foi artilheiro e vice-campeão da Copa Verde (competição semelhante à Copa do Nordeste, realizada com times do Norte e Centro-Oeste).

E Lima terá como companheiro de ataque o então artilheiro do Ceará no ano: Magno Alves. O Magnata já balançou as redes adversárias 19 vezes, foi o artilheiro do Vovô na Copa do Nordeste, Campeonato Cearense e é o goleador do Alvinegro na Série B.

E os dois alvinegros terão uma grande vantagem em relação ao concorrente tricolor. Enquanto Robert disputará no máximo mais 18 partidas oficiais no ano (isso se o Fortaleza chegar até a final da Série C), os atletas do Vovô terão pela frente, no mínimo, mais 28 jogos (todos pela Série B, sem contar a Copa do Brasil, caso o Vovô siga adiante).

Independente de quem consiga manter o bom ritmo de gols até o final do ano e brigar pela artilharia nacional, a certeza é de que o futebol cearense está bem representado nessa disputa. E que os atacantes possam continuar ajudando seus clubes e fazendo o que os torcedores de Ceará e Fortaleza mais esperam deles: balançar as redes adversárias.

Confira a lista com os 11 artilheiros do Brasil em 2014

1° -  Robert (Fortaleza) – 23 gols
2° -  Lima (Paysandu / Ceará) – 20 gols
3° -  Magno Alves (Ceará) – 19 gols
4° -  Barcos (Grêmio) – 17 gols
Carlinhos (Santa Cruz/PB)
Giancarlo (Paraná)
Ricardo Urubu (Interporto / Globo FC)
8° - Jean (Canindé/SE) – 16 gols
Júnior Viçosa (Atlético/GO)
Leandro Kivel (Confiança)
Neto Baiano (Sport)