Por que os aplausos para Wellington Carvalho?

O zagueiro, quinta opção para a posição do Ceará, fez uma boa partida contra o São Paulo, no Morumbi, na vitória por 2×1. No Castelão, nesta quarta-feira, atuando na frente da zaga no esquema 4-1-4-1, vinha também fazendo uma partida segura, diminuindo os espaços de Ganso e Michel Bastos, mas ao ser expulso depois de uma jogada extremamente violenta sobre Pato prejudicou bastante a equipe.

Ao sair do gramado, entretanto, Wellington foi aplaudido por muitos torcedores, certamente revoltados não com o jogador, mas com a arbitragem. Ocorre que a expulsão do atleta revelado pelo Fluminense e no Ceará desde o ano passado foi correta. A falta, além de muito violenta, foi completamente desnecessária, em um lance sem qualquer perigo para o Ceará que, até aquele momento, se apresentava bem e de forma organizada, controlando um São Paulo lento, sem mobilidade e criatividade.

Por mais que o torcedor seja movido pela emoção e é isso que sustenta a existência deste esporte maravilhoso que todos gostamos, a razão e o senso crítico precisam entrar em campo para que justificativas inócuas não sejam tidas como verdades. Os aplausos ao jogador são incompreensíveis. Marcelo Cabo precisa conversar com ele. As imagens abaixo não deixam dúvida.

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Fernando Graziani

Sobre Fernando Graziani

Fernando Graziani é jornalista. Já cobriu duas Copas do Mundo, Copa das Confederações, duas Olimpíadas e mais centenas de campeonatos. No Blog, privilegia análise do futebol cearense e nordestino.

18 thoughts on “Por que os aplausos para Wellington Carvalho?

  1. Eu acho que quem tava no estádio não teve a noção da gravidade da falta. Acharam talvez que o juiz foi muito severo. O lance foi muito rápido. De qualquer forma não vejo sentido aplaudir jogador expulso. Esses que aplaudiram devem ser os mesmos que vaiam o próprio time quando este toma um gol ou tá jogando mal. O W. Carvalho foi muito irresponsável, como um jogador faz uma falta desses na lateral do meio do campo, em um jogada que não daria em absolutamente nada. Pra mim a irresponsabilidade dele custou a vaga.

    Robson, pode ter sido isso, da falta de noção da gravidade mas, foi uma entrada completamente fora da normalidade. Abraço.
    FG

    1. Concordo plenamente, deve ser chamado para uma conversa com a comissão técnica, assim como o Bernardo, que até agora nada mostrou, nem disposição.

    2. Coloquem na análise deste questionamento de vocês um outro ingrediente para se entender os aplausos para o jogador do ceará e as vaias para o juiz: O juiz não demonstrou ao longo da partida a mesma retidão de comportamento que teve com o zagueiro do Ceará.

  2. Mais engraçado ainda é ver “profissionais” de imprensa alegando que o time do terreno emprestado foi “roubado”.

    Tese obviamente agarrada e defendida por uma multidão de malucos sem senso crítico.

    Parece que só é falta se quebrar a perna do adversário.

    Saudações Tricolores.

    1. Terreno emprestado pelo Ribamar ou pelo Oliva? Se for pelo Oliva, já deve ter sido pago (ou quase todo) com as vendas dos jogadores campeões do Nordeste de 2015.

  3. Graziani, eu estava atrás do gol defendido pelo Rogério Ceni no 1º tempo (na torcida do Ceará, claro!). O lance foi tão rápido que não deu pra ver direito a gravidade da falta. Pensei até que o cartão amarelo já estava de bom tamanho, pois o Pato poderia ter encenado.

    Porém, vendo a imagem hoje pela TV, meu amigo… se o Pato não pula antes tinha quebrado perna, pé, tornozelo, tíbia, perônio etc. Expulsão justíssima.

    Quanto aos aplausos, devem ser os mesmos que manifestam apoio às safadezas mil desse nosso Brasil.

    1. A partida não se resume a este fato quando pensamos na qualidade da arbitragem. Não se deve esquecer que o senhor juiz não foi tão duro assim com o São Paulo que, alguns momentos, também mereceu cartão, não dado
      Além disso, o torcedor que, verdadeiramente, vem acompanhando o campeonato da série B vem percebendo de como a arbitragem brasileira perssegue o time do Ceará, senão, vejamos os jogos CearáxBotafogo, Bahia XCeará, CriciumaXceará etc
      BragantinoXCeará

  4. Graziani, a imprensa Paulista falou do jogo como se tivesse sido uma vitória tranquila para o São Paulo, que dessa vez impôs sua superioridade técnica, bla bla, mas o que vc acha? O que eu vi foi uma classificação do ceará, mesmo com o time reserva, ir pelo ralo por causa dessa “cavalisse” do W Carvalho. Antes disso a principal chance do jogo foi do vozao, ou eu to doido? Logico que depois disso, com um a menos, destruiu o sistema do ceará que na soube jogar com um a menos, ainda assim, colocou bola na trave. Não estou falando isso para elogiar o ceara, ao contrário, o ponto é perceber como é frágil esse time do São Paulo.

  5. Engraçado é os torcedores do terceiro time do estado, conhecimento como Real Madri do Acaracuzinho, Rei da Terceira divisão, com 8 mil socios que foram feitos fiado, pra pagar depois, quando subir para serie BBBBB

  6. Assim não dá, agora até o Ferrim tá tirando onda com o time do kanal ?

    E o Rinaldo não perde o hábito de marcar gols na vovozona, parece que vai chegar aos 100 anos fazendo gol contra o timeco do Leitão.

    Saudações Tricolores.

    1. O Robson é um torcedor enrustido do Ceará. Acompanha todas as notícias, sabe de tudo! Como já dizia o velho ditado: Quem desdenha quer comprar.

      Agora, se o Ferrim não ganhasse do time sub-20 do Ceará poderia fechar as portas, ainda mais com um monte de jogador experiente e em fim de carreira, que não tem mais lugar em clubes mais expressivos. Quando o Ferrim estiver numa competição de verdade, enfrentando um time titular, aí sim podemos avaliar.

  7. Caro Graziani,
    Porque que a imprensa não informa ou divulga o que está acontecendo com o ALAN, lateral direito do Ceará, que não jogou mais e não está no DM conforme notícia do próprio Departamento, veja:
    Após os trabalhos desta manhã, o Departamento Médico (DM) do Vozão liberou boletim médico com informações sobre os atletas que estão em recuperação. Veja abaixo todas as informações passadas pelo médico do clube, Dr. Joaquim Garcia Filho:
    Ricardinho: segue período de fortalecimento muscular, intercalado com tratamento de fisioterapia.
    Fernandinho: está na fase final de recuperação, devido estiramento na parte anterior da coxa esquerda.
    Gilvan: lesão muscular no músculo adutor da coxa esquerda. O atleta fará ressonância magnética na manhã desta sexta-feira, 28/08.
    Charles: entorse no tornozelo direito e será reavaliado na próxima segunda-feira, 31/08.
    Buiú: fase final de tratamento, recuperando-se de estiramento grau II na parte posterior da coxa direita.
    Ricardo Conceição: recuperado de lesão no músculo adutor da coxa direita, o atleta iniciou a fase de transição na última quarta-feira, 26/08.
    Tiago (lesão no menisco) e Assisinho (lesão no ligamento cruzado anterior): seguem protocolo de reabilitação pós-cirurgia no joelho.
    Você poderia tirar esta dúvida?

  8. CURIOSIDADE:
    PORQUE O ÚLTIMO COLOCADO É CHAMADO DE LANTERAN?

    Conheço três explicações para o uso de termo “lanterna’ ou “lanterninha” para o último colocado nos campeonatos.
    A primeira explicação, teria se originado no antigo (e extinto) jornal de esportes “Gazeta Esportiva”, de São Paulo. Naqueles velhos tempos, as matérias abordando o Campeonato Paulista costumavam ser ilustradas pela caricatura de um trem, onde o líder do campeonato era a locomotiva, o 2º colocado o tênder, o 3º colocado o primeiro vagão, e assim por diante. O desenho mostrava, pendurado atrás do último vagão da composição, uma lanterna. E, por essa razão, o último colocado no campeonato era descrito sempre assim: “e o lanterninha do campeonato, é o …”
    A segunda explicação diz que o termo já existia antes disso, pois havia já no século XVIII, por razões de segurança, a obrigatoriedade de todos os veículos – de barcos fluviais a carruagens – carregarem uma lanterna vermelha acesa na sua traseira, para trafegar à noite. A lanterna estava sempre atrás dos veículos, era a última coisa que vinha…
    Por último, diz-se que o termo ganhou esse significado na mais importante prova ciclística do mundo, a Volta da França, corrida de 3 300 quilômetros realizada todo mês de julho desde 1903. Nessa competição, o último colocado passou a ser chamado de lanterne rouge (“lanterna vermelha” em francês), em alusão às luzes vermelhas que os trens possuem em seu último vagão – e que os automóveis também adotaram em suas traseiras. Os trens eram muito populares na virada do século XIX para o XX e isso se reflete na criação dessa expressão”. Devido à fama internacional da competição, chamada oficialmente de Tour de France, a expressão acabou sendo absorvida por outras línguas, como o inglês e o português. Enquanto Portugal adotou ‘lanterna vermelha’, numa tradução direta, aqui no Brasil a forma consagrada ficou sendo ‘lanterna’ ou ‘lanterninha’.

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