Associação Médica se pronuncia em relação aos tratamentos de fisioterapia.

Enquanto muitos mostram suas próprias conclusões e apresentam suas críticas  mercadológicas em benefício próprio, ficamos felizes com pronunciamento da associação brasileira de reumatologia, prudência em relação às manipulações estão diretamente associada com os profissionais envolvidos nesses procedimentos, dessa forma leiam na íntegra o artigo, destacamos no texto alguma passagens esclarecedoras a sociedade brasileira.

Programa de Tratamento da Coluna Combina Pilates e Aparelhos.

Por: Maria Tereza Marques

Os cuidados para uma postura mais adequada foram tema de uma reportagem do jornal O Globo, nesta semana, que também incluiu tratamentos para eventuais dores na coluna, com destaque para o programa criado pelo presidente do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral (ITCV), o fisioterapeuta osteopata Helder Montenegro. Denominado Reconstrução Musculoarticular da Coluna Vertebral (RMA), o procedimento envolve sessões com três tipos de aparelhos – mesa de tração eletrônica, mesa de flexão/descompressão e um equipamento chamado Stabilizer –, prática de musculação e Pilates e manipulação vertebral.

Analisando o RMA, o coordenador da Comissão de Coluna da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), o reumatologista Marcos Renato Assis, comenta que estão reunidas no programa técnicas antigas, conhecidas, mas nem todas comprovadamente eficazes. “Temos observado o surgimento de evidências científicas de melhora com o uso do Pilates, além de outros tipos de exercícios físicos”, afirma. Já em relação à manipulação vertebral, Assis explica que as evidências são ainda contraditórias, “dependendo do rigor na avaliação da metodologia científica utilizada”, sublinha.

A manipulação vertebral, descreve o médico, é uma técnica manual, sem aparelhos, em que um terapeuta aplica forças sobre o corpo do paciente, visando ao movimento entre as vértebras, seja com a mobilização dos segmentos espinhais, seja com a manipulação propriamente dita, em que ocorre o “estalo”, para proporcionar alívio da dor.

Mesmo diante de comprovação da ciência de que esse método traz benefícios para dores lombares, é preciso muito cuidado na escolha do profissional que irá aplicá-lo: “Se a técnica não for feita com cuidado, pode causar fraturas, hérnia de disco ou até um acidente vascular encefálico em caso de manipulação cervical, pela ruptura de uma artéria calcificada, por exemplo, sobretudo em pacientes idosos ou que sofram de osteoporose”, alerta Assis.

Equipamentos

Quanto aos aparelhos, o coordenador da Comissão de Coluna da SBR considera que a mesa de flexão/descompressão pode oferecer alívio para problemas de ordem mecânica, chamados de lombalgia e de cervicalgia mecânico-postural – respectivamente, dor em região cervical e lombar de origem inespecífica. “Mas, em relação à tração, não há dados consistentes que suportem sua efetividade”, acentua.

O Stabilizer, por sua vez, é uma almofada cheia de ar conectada a um medidor de pressão, que, nesses casos, é colocada sob a região lombar, onde registra as variações de pressão decorrentes da contração de determinados músculos da coluna – os quais se visa a treinar.

Segundo Assis, esse aparelho pode ser classificado como um tipo de treino com biofeedback, ou seja, quando o paciente realiza a contração ou o movimento desejado, o Stabilizer mostra o aumento da pressão, o que lhe serve como um reforço para indicar o desempenho correto. “Assim, ele aprende como controlar a musculatura que colabora na estabilização da coluna e, depois, passa a realizar esse controle corporal sem a necessidade do retorno, ou feedback, do aparelho”, esclarece.

Para o reumatologista, a ideia é bastante interessante, considerando a dificuldade que muitos pacientes têm em relação à percepção corporal de posição e movimentação. “No entanto, a eficiência do aparelho deve ser alvo de estudos com metodologia adequada para confirmar se ele otimiza realmente o fortalecimento dos multifidos – os músculos mais profundos – e, especialmente, se melhora as respostas ao treinamento convencional com exercícios e orientação do terapeuta”, pondera o médico.

Assis observa ainda que o RMA parece ter uma visão restrita, uma vez que anuncia como alvos “a hérnia de disco e os problemas de coluna”. Contudo, as dores na região não têm somente origem mecânica, mas podem advir, por exemplo, de um tumor, de uma infecção, de uma inflamação crônica autoimune ou até de uma fratura. “Se for um desses casos, não apenas os resultados dos tratamentos presentes no programa podem ser comprometidos, como também existe a possibilidade de haver risco de agravamentos e complicações”, assinala. Por isso, antes de aderir a qualquer equipamento que prometa aliviar essas dores, sempre há necessidade de uma detalhada avaliação médica para se chegar a um diagnóstico.

Fonte: Sociedade Brasileira de reumatologia 

      “Temos sido bombardeados por alguns profissionais que insistem em macular a nossa atuação como fisioterapeutas, respostas como essa de uma associação séria nos respaldam nesse caminho ético e coerente  com a ciência, temos cada vez mais trabalhado para evitar complicações e utilização de procedimentos invasivos na recuperação e estabilização das disfunções decorrentes da coluna vertebral. Os bons profissionais jamais vão manipular pacientes com fraqueza óssea, nem muito mais fazer tração em patologias com  tumores ósseos ou processo inflatórios. Os novos conceitos de fisioterapia estão muito mais envolvidos no processo de estabilização através de treinamentos musculares e exercícios proprioceptivos. Temos a consciência de que cada dia mais a fisioterapia têm oferecido o melhor à população.”

                                                                                                                                                                  “Jorge Brandão”

67 thoughts on “Associação Médica se pronuncia em relação aos tratamentos de fisioterapia.

  1. E. G.Gostaria de compartilhar com vocês algo muito importante que aconteceu em minha vida: No dia 31 de agosto de 2011, meu filho Victor, nessa ocasião com 13 anos de idade, começou a sentir dor na articulação coxo-femural direita. Ele havia caído em pé de aproximadamente 2m de altura, no início do mês de julho. Nessa queda machucou o joelho esquerdo, mas recuperou-se e estava levando uma vida normal, inclusive praticando educação física na escola. No dia seguinte levei-o ao primeiro dos quinze médicos que vieram a examiná-lo no Rio de Janeiro, cidade onde moramos. Em busca do diagnóstico foram realizados os seguintes exames: ressonância magnética da coluna lombo-sacra, ressonância magnética das articulações coxo-femurais, ressonância magnética da bacia e quadril, cintilografia óssea, ultrassonografia abdominal, três coletas de sangue e inúmeros raio-X. Transcrevo aqui parte do laudo da RM da coluna lombo-sacra: “Observamos pequena protusão discal focal com base ampla, foraminal direita na L3 e L4, contactando discretamente a emergência da raiz nervosa em correspondência”. Exame realizado em 30 de setembro de 2011 no BRONSTEIN Medicina Diagnóstica na unidade de Copacabana, Rua Xavier da Silveira, 59. Mostrei o resultado desse exame a vários médicos, inclusive um neurocirurgião que realiza cirurgia de coluna e, após examinar Victor, ele disse que as protusões não justificavam a dor e que provavelmente o problema do meu filho era emocional. Gostaria de ressaltar que além desse, mais dois médicos acharam que o problema do Victor era emocional, um deles falou de uma forma bem arrogante: “Tenho x anos de medicina e este garoto não tem nada; o problema dele é emocional.” Em fevereiro deste ano (2012) recebi uma ligação telefônica do meu irmão, que se encontrava em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Ele me falou sobre o Prof. Ueda, sua competência e do quanto era procurado na região, em função dos resultados obtidos através do tratamento oferecido em seu Instituto. Eu e V. viajamos para Campo Grande-MS, nesse mesmo dia à noite. No dia seguinte o Prof. o examinou, viu os resultados de seus exames e constatou uma pequena protusão, segundo ele de fácil recuperação. Iniciamos o tratamento no mesmo dia. A cada dia do tratamento o Victor apresentava uma melhora significativa. Passados quinze dias de tratamento ele andou pela primeira vez sem as muletas, após seis meses precisando delas. Foi uma emoção muito grande ver meu filho andando, curado! Ainda sentia um pouco de dor, que veio a desaparecer completamente uma semana depois. Quero expressar aqui minha gratidão a Deus, que nos conduziu até o Prof. Ueda, um terapeuta de competência indiscutível, que devolveu ao meu filho a alegria de viver! A Deus e a você, Ueda, o nosso MUITO OBRIGADO! E. e V. G. (RJ)

  2. Caro Dr. Henrique,
    Se a quiropraxia e a osteopatia não fossem eficazes, não seriam especialidades médicas no EUA, ou seja, nos EUA para ser quiro ou osteo precisa ser medico!
    O senhor esta chamando seus colegas médicos, de um
    pais altamente desenvolvido em pesquisas de mentirosos, não conheço um paciente até hoje que esteja sem dor após operado! Logico que entendo q seus procedimentos custam muitas vezes 30, 50 mil reais, e muitas vezes não funcionam, e com apenas fisioterapia osteopática apresentam melhoras absurdas!
    PS. o Senhor pode fazer ostopatia ou quiro também, lá no EUA, mas aqui infelizmente o senhor vai ter que continuar a fazer cirurgias! Abraço!

  3. Afinal…. A “Mesa de Tração” funciona ou não? Vi o exame de resonancia magnetica de pacientes, do antes e depois! E ai… como fica? Sinto dores na cervical!

  4. Caros senhores! Vejo aqui uma discussão interessante que reacende não somente a validação e evidência de certos procedimentos terapêuticos como também a falta de controle institucional em relação a tais procedimentos em todos os conselhos de profissionais de saúde. Toda essa discussão remete a forma mais especializada e estudada da realização do diagnóstico mecânico. Estamos todos falando aqui da validação, eficácia e comprovação científica justificáveis de determinadas técnicas, mais especificamente as “AS TRAÇÕES MECANIZADAS SÃO INEFICAZES NOS TRATAMENTOS DA COLUNA (CERVICAIS, LOMBARES, AGUDAS OU CRÔNICAS) E DESSA FORMA SUAS PROPAGANDAS SENSACIONALISTAS NÃO TRAZEM A VERDADE”.
    Talvez não cheguemos alguma solução prática dessa discussão. O crescimento de cursos nas áreas de saúde tanto na Medicina como na Fisioterapia cada vez mais cresce, a grande maioria dos cursos tem procedimentos sem evidência científica, nem mesmo registros em conselhos de classes. Estamos falando cursos que estabelecem formação de pós sem comprovação da eficácia, segurança e benefício efetivo para o problema da coluna.
    Como tratar um quadro crônico de dor de coluna se não em mãos uma forma validada de realizar um diagnóstico mecânico? A maioria dos problemas musculoesquelética é de origem mecânica, ou seja, relacionado a posição e movimento. Sendo assim, aonde iremos se a falha maior talvez esteja na determinação do diagnóstico? Quanto de nós fisioterapeutas ou médicos, não se depararam no tratamento com diagnósticos errados? Muitos pacientes com quadros crônicos de dor de coluna persistem justamente por não terem apresentado um diagnóstico correto do seu problema.
    Se a maioria dos problemas musculoesquelética é de origem mecânica, porque muitos médicos não indicam a fisioterapia? Porque muitos médicos e fisioterapeutas não mantêm uma relação mais próxima profissional? Quem é o principal beneficiado com essa história toda?

  5. A formação multiprofissional da saúde no Brasil só está existindo como formação nas universidades. Quando saímos da universidade percebi que é cada um no seu canto. Tentei mas não consegui. Essa aproximação ocorre tantos dos médicos como dos fisioterapeutas. Mas como a ciência da Medicina é mais antiga, o responsabilizo por isso. No mundo lá fora e digo do Brasil cada profissional no seu canto, o médico que realiza o tratamento de coluna de forma clínica num canto, o médico que faz cirurgia de coluna em outro e o fisioterapeuta idem. Quanto ao paciente, está por ai tentando encontrar algo ou alguém que o ajude. E quanto ao diagnóstico compartilhado entre todos, está por ai cheio de erros e transformando cada vez mais a população com problema mecânico da coluna e cidadão com problemas crônicos de coluna cada vez mais submetendo a cirurgias não indicadas.
    “Muitas cirurgias estão sendo feitas em situações em que não há evidência de que vão funcionar”, afirmou à Folha Rosemary Gibson, autora do livro “The Treatment Trap”.
    TAMBÉM NO BRASIL. No Brasil, a situação é parecida, segundo o cardiologista Bráulio Luna Filho, conselheiro do Cremesp (Conselho Regional de Medicina). “O problema é que ninguém denuncia. Mas o que anda acontecendo é criminoso.” “Sabemos dos exageros, mas fazemos de conta que não sabemos”, diz Guilherme Barcellos, pesquisador especializado em conflitos de interesse. Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1090514-peso-da-industria-pode-estimular-mais-cirurgias-de-coluna.shtml.

    Abnel Alecrim
    Fisioterapeuta, Campinas, SP
    Pós Graduando de Reabilitação Musculoesquelética e Desportiva

  6. LECIUS

    Estou há 1 ano no Brasil, me formei no exterior, tenho tido sucesso no controle da dor advinda de patologias da coluna, até agora todos pacientes foram beneficiados. Estendo o convite a se beneficiar também.

    Abraço,

    Algiterapia Marlene Coelho

  7. Como paciente já passei por dois ortopedistas e os mesmos não conseguiram aliviar em no mínimo 5% da dor existente em minha lombar, e ainda o pior que sempre acontece, houve discordância em relação ao tratamento sendo um altamente tendencioso indicando a cirurgia como solução. Pois bem, diante a ineficácia desses dois médicos fui procurar um osteopata o qual utiliza a maca de flexo distração onde o mesmo informou que não utiliza a mesma para qualquer dor na coluna ou para tratar todo caso de hérnia de disco, mas o fato é que após a segunda sessão utiliazando essa maca em combinação com alguns outros métodos manuais minha dor já diminuiu em cerca de 60% e após o fim do tratamento (informo que não é o RMA discutido acima) estou 100% satisfeito com a escolha. Bem, não sou médico, fisioterapeuta nem defensor destes métodos os quais são discutitos aqui, mas sim um paciente que hoje se sente 100% normal depois de passar por esse tratamento e com essa maca. Não sei se são bruxos, mágicos ou como queiram chamar mas o fato é que depois de 12 sessões minhas dores sumiram, essas que me seguiam por mais de 4 meses. Esse é meu depoimento, abraço a todos.

  8. eu tenho hernia discal l4-l5-l5 s1 passei por varios medicos e fisioterapias convencionais ,nao obtendo resultado satisfatorio.So melhorei qdo utilizei terapia manual, mobilizaçao neural e traçao (triton dts).este tratamento durou 8 sessoes ,sem um unico remedio .gostaria de saber do dr . henrique ,qual remedio ele prescreve ,miosam, mionevrix ,dexalgem pois tomei ate nao aguentar mais e nadaaaaaaaaaaaaaaaa.vc ta muito velho

  9. Estou sofrendo com hérnia de disco lombar L4-S1 e precisando com urgencia de tratamento de fisioterapia, pilates e mesa de tração e descompressão de discos.
    Alguem sabe onde posso conseguir esse tipo de atendimento na região de Niterói ou São Gonçalo-RJ???

  10. Amigos,
    todos tem sua aplicação.
    Sem os estudos que promovem o alivio ao paciente sem açao cirurgica e sem os mesmos em cirurgias menos invasivas,contunuariamos na idade da pedra.
    existem ortopedistas e reumatologistas que entopem pcts de remedios com efeitos terriveis e terapeutas fisicos que destroem o pct.
    Vamos fazer trabalhos cientificos e discutir com quem tem nivel cientifico para isso.
    comportem-se!!!
    abs
    Lucia

  11. Continuo sentindo dor! Sofro há 11 meses.Tenho duas protusões discal lombar. Ortopedista e fisio disseram nao é pra cirurgia. Já caí nos remédios e nada. Faço quiro e melhorei. Vou inserir a osteopatia e fisioterapia. Só quem sofre desse mal sabe como é ruim a discussão acima, só deixa a gente mais confuso.

  12. É triste ver uma discussão de categorias que deveriam andar de mãos dadas. É certo que cada vez mais estão formando médicos, Fisioterapeutas e outros sem o mínimo de comprometimento. O que está em jogo ? Uma máquina criada que diz curar a Hérnia de disco?
    Talvez . Eu não sou fisioterapeuta mas tenho vários amigos da área e olha que classe desunida! Os crefitos criados visitam cidades em busca de recursos financeiros e multam seus colegas sem o minimo de compaixão; Vejo visitas de outros conselhos e vejo o trato diferente , clareza nas suas aplicações , base institucional e muito conhecimento. Tenho amigos mulatos com coisas que parece brincadeira.Mas, esse não é o ponto desse bate papo. Eu li o que disse o doutor Henrique da Mota. Será que um Ortopedista está com dores de cotovelo por que a criação do método não foi dele ? ou será que os anos de estudos lhe dão base para passar essa informação? Concordo com ele no que se refere a micro fisioterapia. Uma bobagem que apenas tira o dinheiro dos pacientes.
    O que eu sei é que dores são tratadas no consultório. Apenas um Ortopedista pode diagnosticar e este encaminha ao Fisioterapeuta que deve manipular de forma correta e minuciosa o paciente afim de não lhe trazer mais danos. Uma categoria é a extensão da outra e deveriam trabalhar em conjunto. A velha frase cada macaco no seu galho deveria ser aplicada nas universidades. Acredito que a maca de tração possa trazer alívio e devolver ao paciente uma qualidade superior de vida. Uma boa fisioterapia feita com manipulações manuais aonde o fisioterapeuta estimula a pratica de exercício seja mais eficaz . Estamos precisando que os CONSELHOS se reúnam e cobre mais comprometimento dos seus profissionais. o meu carinho e respeito a todos envolvidos na qualidade do paciente/cliente

  13. Estou em crise lombar e vou fazer uma sessão de osteopatia p ajudar e vou me informar sobre a mesa de tração. sei a dor que eu sinto e vou ver se alivia mesmo…..

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