JBS foi generosa doadora das campanhas de Camilo Santana e Eunício Oliveira na disputa para o Governo do Ceará

Fábrica de couros para calçados da JBS em Cascavel, Ceará. Foi inaugurada em 2013, com investimento de R$ 40 milhões.

A JBS tem seus políticos preferidos no Ceará. O frigorífico que cresceu e se tornou o maior do planeta na sinergia do carinhoso abraço do BNDES e do poder da era Lula, soube ser generoso com os dois principais candidatos concorrentes na última eleição para o Governo do Ceará, em 2014.

Por dentro, no caixa 1, com doação declarada à Justiça Eleitoral, o então candidato Camilo Santana (PT) recebeu R$ 3 milhões da JBS. A doação foi dividida em duas parcelas. A primeira de R$ 2 milhões em 28 de agosto de 2014. A segunda doação, de R$ 1 milhão, ocorreu no dia 01 de outubro, véspera do primeiro turno.

Da mesma forma, a chapa encabeçada pelo senador Eunício Oliveira (PMDB) foi aquinhoada com pouco mais de R$ 3 milhões. A maior das doações para o candidato do PMDB ocorreu no dia 15 de setembro de 2014 no valor de R$ 1.852.407,52.

One thought on “JBS foi generosa doadora das campanhas de Camilo Santana e Eunício Oliveira na disputa para o Governo do Ceará

  1. Senhores, cabe mencionar que a defesa feita por Cid Gomes, alegando que tinha obrigatoriamente de pagar à JBS naquele ano de 2014, em função de exigência da LRF, não prospera. Embora fosse seu último ano de governo, aludidos créditos tributários não se enquadrariam posteriormente como restos a pagar da gestão, ou seja, comumente estes créditos são pagos pelo instituto da “compensação tributária”, ou seja, a empresa recebe o crédito compensando-o com outros débitos, tendo ainda cinco anos para efetuar tais compensações, o que é o usual e correto. Desta forma, a SEFAZ, ao antecipar o pagamento à JBS sem um pedido administrativo ou justificativa plausível (como seria o caso da empresa encerrar suas atividades no Estado), incorreu certamente no mínimo em um precedente perigoso, quiçá irregular, visto que todos os demais credores do Estado poderão exigir aludido procedimento, ou seja, pagamento antecipado dos créditos em dinheiro vivo, e sem ter que esperar por até cinco anos! Estas explicações deveriam ser dadas pelo gestor da SEFAZ á época…

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