Distorção de idade no ensino médio é de 31%

Quase um terço dos alunos do ensino médio tinha idade acima da adequada no ano passado, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). A chamada distorção idade-série atingia 31,1% dos jovens nessa etapa, refletindo problemas como a reprovação e o abandono escolar.

A série histórica, no entanto, revela que a situação já foi pior: em 2000, quase 55% dos estudantes estavam acima da idade esperada. O ministro Aloizio Mercadante reconhece que o ensino médio vive uma crise. Ele disse que prepara um plano de melhoria em conjunto com as secretarias estaduais de Educação. A ideia é fazer algo semelhante ao Pacto pela Alfabetização na Idade.

 

Mercadante anunciou também uma melhora nos indicadores de aprovação de alunos. Em 2012, 78,7% deles passaram de ano no ensino médio, ante 77,4% em 2011. Já no ensino fundamental, a taxa subiu de 87,6%, em 2011, para 88,2%, em 2012. O investimento público direto em educação era de 5,3% do Produto Interno Bruto(PIB) em 2011. Enem– O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano teve número recorde de inscritos, com 7,17 milhões de candidatos.

Em relação ao exame do ano passado, o crescimento foi de 23,8%. Mercadante disse que o número superou a previsão da pasta, que esperava cerca de um milhão de candidatos a menos, e que será preciso reforçar a logística de aplicação e correção das provas. O perfil do estudante que fará o Enem é mulher, 17 anos, de cor parda. Os pardos superaram os brancos. Eram 2,4 milhões em 2012 e foram a 3,1 milhões este ano. Já os brancos foram de 2,4 milhões para 2,8 milhões em 2013.

Fonte: O Globo

Valeska Andrade

Sobre Valeska Andrade

Formada em História pela Universidade Federal do Ceará e em Pedagogia pela Universidade Estadual do Ceará. Especialista em Cultura Brasileira e Arte Educação. Coordenou o Programa O POVO na Educação até agosto de 2010. Pesquisadora e orientadora do POVO na Educação de 2003 a 2010, desenvolveu, entre outras atividades, a leitura crítica e a educomunicação nas salas de aula, utilizando o jornal como principal ferramenta pedagógica. Atualmente, é professora de história da rede estadual de ensino. Pesquisadora do Maracatu Cearense e das práticas educacionais inovadoras. Sempre curiosa!!!

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