31.01.11 09:14
O compositor, cantor e guitarrista JOHN LEE HOOKER (1917-2001) foi um dos grandes nomes do Blues, nascido no Mississipi/EUA. No mês da morte do bluesman, em 21/Jun/2001, a tevê alemã exibiu o documentário “John Lee Hooker – Esta É Minha História“, que traz entrevistas com amigos do músico tais como Eric Clapton, Carlos Santana, Robert Cray, Buddy Guy, John Mayall entre outros.
Nesta Segunda-feira 31, à s 22h30min, a TV Cultura exibirá esta raridade, numa boa oportunidade para se compreender a simplicidade e o sentimento do Blues, que há 10 anos perdeu um de seus maiores representantes.Â
Com duração de 89 minutos, o filme foi dirigido por Jörg Bundschuh que, em 2005, foi escolhido como diretor da filmagem da turnê de J. J. Cale, outro músico do Blues e do Rock, compositor de “After Midnight” e “Cocaine“, sucessos na voz de Eric Clapton.
Hooker gravou mais de 100 discos, de 1948 a 1997. Em 1962, gravou o disco “Burnin‘” que trouxe um de seus maiores sucessos “Boom Boom“.
Posts Relacionados
19.01.11 11:45
“Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
mas, aprendendo a jogar” - Guilherme Arantes
A existência na Terra é um jogo onde o jogador ora ganha, ora perde, mas o que mais importa é aprender com os resultados, sejam estes os desejados ou não.
Há exatos 29 anos, à s 11h45min, (ver horário desta postagem), o Brasil ficou sem uma das melhores cantoras e intérpretes que este paÃs já teve. A gaúcha ELIS REGINA partiu aos 36 anos para a dimensão espiritual, no dia 19/Jan/1982, deixando uma lacuna para aqueles que gostam de Música de qualidade. Muitos fãs ainda hoje sentem falta da sua qualidade musical, amenizada pelos discos e vÃdeos que ficaram para a posteridade como um exemplo de como usar a voz com Arte. Meus sinceros sentimentos aos cantores João Marcelo Bôscoli, Pedro Camargo Mariano e Maria Rita Camargo Mariano, filhos de Elis.
Abaixo, o canto suingado da Pimentinha, em “Aprendendo a Jogar” (1980), que faz parte seu último disco em estúdio “Elis” e único pela gravadora EMI.
Â
Â
Â
Â
Â
Â
Â
Â
Â
 Em seguida, a interpretação da cantora Khrystal ensaiando em estúdio com sua banda o samba leve “Querelas do Brasil“, composição de Aldir Blanc e MaurÃcio Tapajós que foi gravada por Elis, em 1978.  A mensagem desta música nos alerta: “O Brazil não conhece o Brasil”.
Khrystal vai cantar ao vivo e poderá ser aplaudida pelos fortalezenses na Quinta-feira 27/Jan, à s 21h15min, no Anfiteatro do Dragão do Mar, dentro da quinta edição do “Festival do BNB Rock Cordel”.
Posts Relacionados
25.12.10 23:04
Foi num Sábado de Natal, há quatro anos, que os fãs do funk original perderam seu maior representante - JAMES BROWN. Aos 76 anos, Brown sofreu uma insuficiência cardÃaca, após ter sido internado no dia anterior por uma pneumonia.
Abaixo, a música “My Thang“, do disco “Hell” (1974), um excelente exemplo do Funk produzido e arranjado por James Brown. Gosto muito deste estilo, por causa do naipe de metais (com participação do sax alto de David Sanborn), do groove do contrabaixo e do suingue das guitarras.Â
Posts Relacionados
13.12.10 21:08
06.12.10 09:37
Nesta semana, há 30 anos, perdemos a figura criativa de JOHN LENNON. Foi assassinado, à entrada do condomÃnio em que morava, ao lado do Central Park, em Nova York, no dia 08/Dez/1980. Estava com 40 anos de idade, no auge da sua vida pessoal e como músico, após o desfazimento dos Beatles, no inÃcio dos anos 1970.
Por isto, o canal GNT exibirá alguns documentários sobre Lennon, a partir desta Segunda-feira 06, horário local de Fortaleza.

A melhor versão de “Happy Xmas” continua sendo de Lennon.
30.11.10 09:45

Documentário "Cartola - Música Para os Olhos", em DVD Europa, retrata a vida do inesquecÃvel sambista

Em 1988, "Leny Andrade interpreta Cartola" -uma excelente introdução ao mundo deste grande nome da MPB
Angenor de Oliveira, mais conhecido como CARTOLA, nasceu e morreu no Rio de Janeiro (11/Out/1908 – 30/Nov/1980), aos 72 anos, quando perdeu a batalha contra o câncer. Nasceu no Catete, passou a infância nas Laranjeiras e as dificuldades financeiras da famÃlia numerosa levaram os pais do jovem Angenor a ir morar no Morro da Mangueira. Com 15 anos, após a morte da mãe, abandonou os estudos, tendo concluido apenas o primário. Passou a trabalhar como servente na construção civil e a usar um chapéu-coco para se proteger do cimento que caÃa. Por causa do chapéu, colegas lhe deram o apelido de “Cartola”. Ajudou a fundar a Escola de Samba da Mangueira, em 1928. Compôs diversos sambas, na década de 1930, tendo sido gravado por artistas de nÃvel como Carmem Miranda, Silvio Caldas, Araci de Almeida, Francisco Alves e outros. Sumiu nos anos 1940 e só foi localizado pelo jornalista Sérgio Porto, em 1956, como lavador de carros, em Ipanema. O jornalista o motivou a voltar ao mundo da música tanto compondo novos sambas, como em apresentações em rádios.
Em 1974, aos 66 anos de idade, gravou seu primeiro disco, que trouxe diversos clássicos da MPB, como “Acontece” e “O Sol nascerá”.
A sensibilidade Ãmpar de Cartola o fazia compor músicas com letras retiradas de seu cotidiano, embaladas por melodias e harmonias sofisticadas para o universo do samba tradicional. Quem quiser entender o que estou afirmando, é só clicar AQUI , apertar no “play” e ouvir a música “O Inverno do Meu Tempo” (Cartola – Roberto Nascimento), gravada por Cartola, em 1978, no disco intitulado “Cartola 70 Anos” . Nisto, vemos um bom exemplo para todos que produzem na terceira idade e acham que não podem iniciar um trabalho porque já estão “velhos prá isso”.
Cartola é um exemplo de que é possÃvel se compor uma música acessÃvel ao ouvido da massa, sem precisar baixar o nÃvel de letras e melodias. Cartola soma em sua obra musical a sofisticação com a popularidade, com muita categoria.
29.11.10 08:50
No dia 29/Nov/2001, após quase dez anos de luta contra o câncer, partia definitivamente da experiência fÃsica o guitarrista, compositor e cantor GEORGE HARRISON, ex-integrante de The Beatles. O britânico George escolheu ficar perto da famÃlia e longe do assédio da mÃdia, em Beverly Hills/California, na casa de um amigo. Assim como sua essência, suas músicas são imortais.
Abaixo, o video da música “Give me love (Give me Peace on Earth)”, de 1973, com letra e tradução. Nos seus 58 anos de existência, temas como amor, paz, vida, luz e liberdade costumavam constar em suas músicas, com melodias fáceis de se gostar, logo na primeira audição.
Encaro esta canção como uma prece dirigida à Fonte da Vida onde pedimos Amor e Paz na Terra. Sugiro ouvirmos e cantarmos mentalizando, especialmente, toda a população da cidade do Rio de Janeiro.
A Paz social será um mero reflexo da Paz interior que aprendamos a cultivar, dentro de nós mesmos. Esta é a tarefa contÃnua de nossa Vida.
Me dê amor, me dê amor
Me dê paz no coração
Me dê luz, me dê vida
Me mantenha livre desde o nascer
Me dê esperança
Me ajude a lutar, com esta carga pesada
Tentando te encontrar,
e tocar com coração e alma
Oh, meu Senhor . . .
Por favor, agarre minha mão, que
Eu teria o poder para te compreender
Por favor não se vá. Oh, não se vá…
24.11.10 09:08
A falta que faz Freddie Mercury
Há dezenove anos, partia da Terra, o cantor e compositor FREDDIE MERCURY, aos 45 anos de idade, principal compositor do grupo de rock britânico QUEEN, onde também se acompanhava ao piano, em estúdio e nos shows. Mercury nasceu na ilha de Zanzibar, então colônia britânica, hoje pertencente à Tanzânia, na Ãfrica Oriental.
Nem tinha chegado aos 15 anos de idade e o primeiro disco de rock que comprei foi o álbum duplo “LIVE KILLERS“, que reuniu 22 dos maiores sucessos do grupo, após sete discos, entre 1973 e 1979. Entre as músicas, estava “Love of My Life“, balada romântica de Mercury, acompanhado pelo violão de 12 cordas do preciso Brian May.
Mas a música mais elaborada do Queen é de autoria de Mercury. É dasboas em todos os sentidos: melodia, dinâmica, arranjo vocal onde onde os quatro integrantes cantam bem demais, presença do piano de Mercury e da guitarra personalÃstica de May e a cozinha rÃtmica do baixista John Deacon e do baterista Roger Taylor. Trata-se de “Bohemian Raphsody“.
Ambas as músicas foram gravadas originalmente no disco “A Night At The Opera“, de 1975, considerado o melhor trabalho do Queen, que lançou dezessete discos com Freddie Mercury nos vocais, entre 1973 a 1995, incluindo “Made In Heaven”, lançado postumamente.
Com certeza, o talento para compor e interpretar de Freddie Mercury faz muita falta no mundo da Música, do lado de cá.
21.11.10 13:17
A negritude do expoente Itamar
Ontem, Sãbado 20/Nov, foi comemorado o dia da Consciência Negra. Abaixo, letra e música composta por Itamar Assumpção (1949-2003) e gravada no disco ao vivo – “Às Próprias Custas S/A”, em 1981. Paulista do Tietê, Itamar era descendente de escravos angolanos. O video musical é do grupo fortalezense “A Engrenagem“, que fez uma bela interpretação. Clique AQUI para assistir ao video.
BATUQUE (Itamar Assumpção)
Houve um tempo em que a terra gemia
E um povo tremia de tanto apanhar
Tanta chibata no lombo que muitos morriam
No mesmo lugar.
Deu bandeira, dançou na primeira, dançou
Capoeira, dançou de bobeira, dançou na maior
Deu canseira, sambou na poeira, tossiu na fileira,
Dançou pra danar
O meu pai, minha mãe, minha avó tanta gente
Tristonha que veio de lá. Minha avó já morreu,
O meu pai lá se foi, só ficou minha mãe pra rezar.
Deu bandeira…
Vez em quando me lembro dos fatos que meu
Avô cantava nas noites de frio.
Não chorava, porém não sorria, mentir não mentia
Fingir não fingiu.
Deu bandeira…
Liberdade além do horizonte, morreu tanta
Gente de tanto sonhar. Foi Zumbi!
A Princesa Isabel assinou um papel
Dia 13!
18.11.10 08:24
No dia 24/Nov/2006, o movimento humorÃstico cearense sofreu uma perda gigantesca com a morte do comediante DAVID CUNHA, que imortalizou diversos personagens como “Espanta” e “Pudim de Cana“. David veio morar em Fortaleza, em 1997, fazendo parte do circuito de humor nos bares, pizzarias e teatros da cidade.
No auge do reconhecimento público de sua carreira, com contrato assinado com a Rede Record, David estava indo fazer um show em Mossoró – sua cidade natal – quando sofreu um acidente automobilÃstico fatal, no municÃpio de Assu/RN, aos 49 anos.
Gostava de ver o “Espanta” em ação, devido a sua perfomance com o corpo e a voz – o que me fazia relevar fácil o palavreado pesado, à s vezes. Mesmo calado, David conseguia arrancar risos da platéia, só em subir no palco, com seu corpo magro e o crânio grande.
A partir de seu desenlace, em vez de espantar Jesus, é mais fácil imaginar David tirando boas risadas do Cara, pessoalmente.
Abaixo, uma bela homenagem a David Cunha, um talento humorÃstico inesquecÃvel, que faria hoje 53 anos de idade.
Posts Recentes
Categorias
Arquivos
Blogs O POVO