Dusbons

08.02.11 19:22

Som diferente de Benson

Por: Janio Alcantara | Comentários: Comente

"Bad Benson", disco instrumental muito bem arranjado

Gosto do som que George Benson (1943- ) extrai de sua guitarra, bem como do jazz ao pop em que ele transita, seja em músicas instrumentais. Aos 31 anos, lançou o disco “Bad Benson” (1974), acompanhado do baixista Ron Carter (1937- ), do baterista Steve Gadd (1945- ), do guitarrista Phil Upchurch (1941- ) e do pianista Kevin Barron (1943- ), além de um naipe de músicos orquestrados por Don Sebesk (1937- ). Este trabalho é anterior à fase mais pop do guitarrista, iniciada em 1976, com Breezin’ e com, reconhecimento internacional a partir de “Give me the night” (1980), quando mostrou seu lado mais cantor, sem desprezar a qualidade de sua guitarra.

Em “Bad Benson”, há uma música diferente que gosto muito por fugir aos padrões de Benson. É “Full Compass“, de Upchurch. Ei-la:

Imagem de Amostra do You Tube

Compartilhar

31.01.11 09:14

O Rock nasceu do Blues

Por: Janio Alcantara | Comentários: Comente

Documentário alemão inédito em DVD no Brasil

O compositor, cantor e guitarrista JOHN LEE HOOKER (1917-2001) foi um dos grandes nomes do Blues, nascido no Mississipi/EUA. No mês da morte do bluesman, em 21/Jun/2001, a tevê alemã exibiu o documentário “John Lee Hooker – Esta É Minha História, que traz entrevistas com amigos do músico tais como Eric Clapton, Carlos Santana, Robert Cray, Buddy Guy, John Mayall entre outros.

Nesta Segunda-feira 31, às 22h30min, a TV Cultura exibirá esta raridade, numa boa oportunidade para se compreender a simplicidade  e o sentimento do Blues, que há 10 anos perdeu um de seus maiores representantes. 

Com duração de 89 minutos, o filme foi dirigido por Jörg Bundschuh que, em 2005, foi escolhido como diretor da filmagem da turnê de J. J. Cale, outro músico do Blues e do Rock, compositor de “After Midnight” e “Cocaine“, sucessos na voz de Eric Clapton.

Hooker gravou mais de 100 discos, de 1948 a 1997. Em 1962, gravou o disco “Burnin‘” que trouxe um de seus maiores sucessos “Boom Boom“.

Imagem de Amostra do You Tube

Compartilhar

28.01.11 19:39

Khrystal hoje e amanhã

Por: Janio Alcantara | Comentários: Comente

No país da pirataria, Khrystal já vendeu NOVE MIL CDs

Após uma apoteótica apresentação dentro do Festival do BNB Rock Cordel, a cantora Khrystal estará se apresentando nesta Sexta-feira 28, às 22h30min, no Acervo Imaginário Bar Cultural, situado na Rua José Avelino, 226 – próximo ao Dragão do Mar, Praia de Iracema.Telefones: 3221.4894 e 3212.1627

E neste Sábado 29, às 21h, Khrystal estará em Guaramiranga – a “Suíça cearense”, com 865m de altitude – se apresentando em show aberto ao público, na Praça do Teatro Rachel de Queiroz,  encerrando o XXIX ESCAMBO NACIONAL DE ARTISTAS LIVRES DE RUA.

São duas oportunidades de testemunhar pessoalmente esta artista potiguar, 29 anos, mais de 15 de carreira e com o 1º disco lançado em 2007, “Coisa de Preto” e que vendeu NOVE MIL exemplares, nas melhores lojas do Brasil e especialmente após os shows que deixam a platéia encantada, com tanto talento, energia, garra na pequenina que canta músicas autorais, interpreta sucessos da música nordestina, além de tocar com facilidade sucessões de acordes em sua guitarra e tocar o pandeiro, no momento do côco.

Todo cearense que gosta de Música (com “M” maiúsculo) tem o dever (e terá o prazer) de apaludir esta fantástica cantora que recebeu na última Quarta-feira 26 o elogioso reconhecimento de Rubinho Moreira, baterista mineiro que gravou com Edu Lobo, Nana Caymmi, Elba Ramalho, Leila Pinheiro, Nara Leão etc.  e que tocou no disco “Clube da Esquina” (1972) de Milton Nascimento e no disco “Essa Mulher” (1979) de Elis Regina. Ao final da canja que a nordestina deu no show, junto com Orlandivo, Rubinho – que Khrystal não sabia ainda quem era – parabenizando lhe disse:  ”Só vi uma cantora dividir a música que nem você. Foi uma com quem toquei”. Khrystal lhe perguntou: “Com quem o senhor tocou?”. Rubinho respondeu: “Elis”.

E prá aumentar mais ainda a vontade, eis Khrystal cantando no “Som Brasil” em homenagem a Alceu Valença, que saiu em DVD neste mês e já está nas lojas:

Imagem de Amostra do You Tube

Compartilhar

20.01.11 10:24

Prejuízos do medo paralisante

Por: Janio Alcantara | Comentários: Comente

Penúltimo disco dos Titãs, antes da saída de Arnaldo Antunes

Estamos vivendo numa época onde o MEDO surge como uma emoção quase diária no cotidiano das pessoas. É medo de tudo, inclusive, medo de ter medo. Em oposição ao AMOR, o medo imaginário (que paralisa e angustia) é o pior inimigo do homem, pela passividade gerada, comumente, com raízes na infância. Este tipo de medo é disparado a partir do que nossa mente venha a produzir, criar, imaginar e assim bombardear nossas células com a energia adoecida. O pensamento acaba gerando o medo irreal, o qual a partir de então, passa ser “real”, apenas dentro da gente.

Já o medo real (que é o acionado para atravessar avenidas sem semáforos, na hora do rush, por exemplo),  é amigo do homem porque lhe ajuda a preservar a existência e seguir na missão terrena; lhe auxilia a tomar providências realistas para nos defender de riscos concretos e faz criar uma postura interior de confiança e otimismo, assumindo o adulto que somos. O problema é que alimentamos em nós mais o primeiro medo do que o segundo.

A professora de Metafísica Louise Hay diz “O medo, assim como todas as outras coisas em que acreditamos, são somente pensamentos e pensamentos podem ser mudados“.

Em 1989, Arnaldo Antunes e Tony Belotto compuseram o rock “Medo“, abordando onde esta emoção precisa ser superada e consta do álbum dos Titãs – “Õ Blesq Blom”. Neste mesmo disco consta “Miséria“, de Antunes, Sérgio Britto e Paulo Miklos, que nos relembra “Miséria é miséria em qualquer canto / Riquezas são diferentes…Riquezas são diferenças“.

Medo” continua atual e nos impulsiona a buscar a CORAGEM, a FORÇA e a FÉ em “Algo” de vibração superior pulsando onipresentemente em tudo e em todos, inclusive dentro de cada um de nós, capaz de nos permitir mudar o pensamento e sentir AMOR: Deus.

Medo (Tony Bellotto / Arnaldo Antunes)

Precisa perder o medo do sexo
Precisa perder o medo da morte
Precisa perder o medo da música
Precisa perder o medo da música
O que se vê não se via
O que se crê não se cria

Precisa perder o medo da musa
Precisa perder o medo da ciência
Precisa perder o medo da perda
Da consciência
O que se vê não se via
O que se crê não se cria

Precisa perder o medo de mim
Precisa perder o medo de mim
Precisa perder o medo da música
Precisa perder o medo da música
O que se vê não se via
O que se crê não se cria
Medo medo medo medo
O que se crê não se cria

Precisa perder o medo da musa
Precisa perder o medo da musa
Precisa perder o medo da música
Precisa perder o medo da música
Medo medo medo medo
O que se crê não se cria

Compartilhar

19.01.11 11:45

Aprender a jogar é preciso

Por: Janio Alcantara | Comentários: Comente

“Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
mas, aprendendo a jogar”  -
Guilherme Arantes

A existência na Terra é um jogo onde o jogador ora ganha, ora perde, mas o que mais importa é aprender com os resultados, sejam estes os desejados ou não.

Há exatos 29 anos, às 11h45min, (ver horário desta postagem), o Brasil ficou sem uma das melhores cantoras e intérpretes que este país já teve. A gaúcha ELIS REGINA partiu aos 36 anos para a dimensão espiritual, no dia 19/Jan/1982, deixando uma lacuna para aqueles que gostam de Música de qualidade. Muitos fãs ainda hoje sentem falta da sua qualidade musical, amenizada pelos discos e vídeos que ficaram para a posteridade como um exemplo de como usar a voz com Arte. Meus sinceros sentimentos aos cantores João Marcelo Bôscoli, Pedro Camargo Mariano e Maria Rita Camargo Mariano, filhos de Elis.

Abaixo, o canto suingado da Pimentinha, em “Aprendendo a Jogar” (1980), que faz parte seu último disco em estúdio “Elis” e único pela gravadora EMI.

Imagem de Amostra do You Tube

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Em seguida, a interpretação da cantora Khrystal ensaiando em estúdio com sua banda o samba leve “Querelas do Brasil“, composição de Aldir Blanc e Maurício Tapajós que foi gravada por Elis, em 1978.  A mensagem desta música nos alerta: “O Brazil não conhece o Brasil”.

Khrystal vai cantar ao vivo e poderá ser aplaudida pelos fortalezenses na Quinta-feira 27/Jan, às 21h15min, no Anfiteatro do Dragão do Mar, dentro da quinta edição do “Festival do BNB Rock Cordel”.

Imagem de Amostra do You Tube

Compartilhar

08.01.11 19:32

A talentosa Grace Jones

Por: Janio Alcantara | Comentários: Comente

Grace Jones atuando no cinema como vilã, na série 007 (1985)

Gosto muito do timbre e da performance de GRACE JONES. Nascida na Jamaica, em 19/Maio/1948,  mudou-se para Nova York, em 1965, onde estudou teatro. Tornou-se supermodel, atriz, cantora, dançarina e compositora. Negra, olhos e cabelos pretos, bissexual, Grace Jones tem 1,79m de altura, um filho e um temperamento muito forte.

Estreou no cinema em 1973, no filme black “Gordon’s War“. Seu primeiro disco foi “Portfolio” (1977), cantou uma bela versão de “La Vie en Rose“, clássico de Edith Piaf, no auge da “disco music“, que a influenciou até os dois trabalhos seguintes – “Fame” e “Muse”. Por causa destes 3 primeiros trabalhos bem dançantes, Grace tornou-se a Rainha Gay da Disco.

A partir de 1980, chamou os conterrâneos Sly Dunbar e Robbie Shakespeare – baterista e baixista  de reggae – para produzirem seus 3 próximos discos: 1°) ”Warm Leathrette“, do qual se sobressaiu “Private Life“, do álbum de estréia do The Pretenders, em ritmo de reggae;  “Nightclubbing” (1981) que trouxe um corte de cabelo radical e fez moda, bem como a dançante música ”Pull Up to the Bumper” e o tango estilizado de Astor Piazzolla – “Libertango” – transformou-se em “I’ve Seen That Face Before“; e “Living MyLife” (1982), este sem maiores repercussões.

Após fazer os filmes “Conan, o Destruidor” (1984) e “007 – Na Mira dos Assassinos” (1985), Grace volta à música com “Slave to the Rhythm” (1985), cuja faixa-título a vez retornar às paradas de sucesso, com produção de Trevor Horn, responsável por trazer o grupo YES à evidência com “Owner of Lonely Heart“.

Em 1986, produzida pelo guitarrista Nile Rodgers (Chic), gravou “Inside Story“, cujo maior sucesso foi “I’m Not Perfect (But I’m Perfect for You”). Passou despercebida nos discos “Bullettproof Heart” (1989) e  “Twin Set” (1993).

Após 19 anos afastada dos estúdios, Grace Jones retorna em grande estilo com “Hurricane” (2008) trazendo pérolas do pop dançante mesclado ao reggae, como em “Well Well Well“. Abaixo, a pop “William’s Blood“, numa performance invejável, com toda sensualidade na voz e nos gestos de artista de 60 anos, no programa “Later with Jools“.

Imagem de Amostra do You Tube

Compartilhar

07.01.11 11:16

Luiz Melodia 60

Por: Janio Alcantara | Comentários: Comente

"Felino" (1983), um dos melhores discos de LM

LUIZ MELODIA nasceu Luis Carlos dos Santos, no Morro de São Carlos, bairro do Estácio, Rio de Janeiro/RJ, no dia 07/Jan/1951.

Gravou 13 discos, a partir de “Pérola Negra” (1973), onde além da bela faixa-título, trouxe “Estácio, eu e você”, “Estácio Holly Estácio” e “Magrelinha”. Seu mais recente disco é “Estação Melodia“, onde o cantor interpreta sambas de Cartola, Geraldo Pereira, Wilson Batista, Noel Rosa, Ismael de Oliveira, seu pai Oswaldo Melodia etc. Abaixo, o samba sincopado de Geraldo Pereira “Cabritada Mal Sucedida”:

 

Compartilhar

05.01.11 18:17

Paz para a Costa do Marfim

Por: Janio Alcantara | Comentários: Comente

Gosto de reggae, sobretudo o feito na Jamaica, entre os anos 1970 aos 1980. Ritmo criado numa ilha do “terceiro mundo”, o reggae nasceu com “The Wailers“, na voz e composições de Bob Marley (1945-1981), Peter Tosh (1944-1987) e Bunny Wailer (1947- ) , além da cozinha fundamental dos irmãos BarretAston no baixo e Carlton na bateria. Para mim, o segredo do reggae está nos grooves criados pelo baixista e nas levadas e viradas do baterista. Claro que a composição tem que ser melódica, uma vez que o ritmo jamaicano foi uma derivação do R&B norte-americano.

Ocorre que há muitos artistas que repercutem bem o reggae fora da Jamaica. Um deles é ALPHA BLONDY, cujo nome verdadeiro é Seudou Koné e nasceu em 1°/Jan/1953, na Costa do Marfim ou Côte d’Ivoire (nome que o governo marfinense, desde 1985, pediu que a comunidade internacional chamasse o país africano). Tendo se tornado independente da França, em 1960, o idioma oficial do país é o francês.

Alpha Blondy estreou em disco, em 1982, aos 29 anos, cantando em Dioula, Inglês e Francês. Em 1984, gravou a música “Cocody Rock“, com a banda The Wailers. Em 1986, gravou o disco todo “Jerusalem“, como Alpha Blondy and The Wailers.

 Atualmente, a Costa do Marfim passa por dificuldades políticas e precisa que façamos vibrações para que a paz se restabeleça.

Abaixo, aponto três das muitas músicas deste músico africano que faz bonito na praia do reggae. A primeira é “Sahel“, do disco “Apartheid is Nazism” (1985); a segunda “Mystic Night Move” do disco “Masada” (1992), cuja letra faz uma homenagem a Bob Marley; e a terceira é uma bela versão regueira para o sucesso do grupo Pink Floyd – “Wish You Were Here” – que Alpha Blondy fez no seu último CD “Jah Victory” (2007), ainda inédito no Brasil. No total, AB gravou 16 álbuns, em 28 anos de carreira, gravando músicas, cujas mensagens tem um forte teor ético-político-social.

Imagem de Amostra do You Tube

Imagem de Amostra do You Tube

Imagem de Amostra do You Tube

 

Compartilhar

25.12.10 23:04

Quatro anos sem Brown

Por: Janio Alcantara | Comentários: Comente

Foi num Sábado de Natal, há quatro anos, que os fãs do funk original perderam seu maior representante - JAMES BROWN. Aos 76 anos, Brown sofreu uma insuficiência cardíaca, após ter sido internado no dia anterior por uma pneumonia.

Abaixo, a música “My Thang“, do disco “Hell” (1974), um excelente exemplo do Funk produzido e arranjado por James Brown. Gosto muito deste estilo, por causa do naipe de metais (com participação do sax alto de David Sanborn), do groove do contrabaixo e do suingue das guitarras. 

Imagem de Amostra do You Tube

Compartilhar

24.12.10 09:31

Ave-Maria ao som de sanfonas

Por: Janio Alcantara | Comentários: 4 Comentários

Foi lançado no último dia 11/Dez/2010, o mais recente trabalho musical da dupla Ãtalo e Renno, que além de tocar com perfeição a sanfona, compõem, cantam e já ganharam a admiração do público cearense e vem conquistando reconhecimento nacional. ”Diante de Ti” é o trabalho que objetiva levar mensagens de Amor, Paz e Bem para o público cristão, em ritmo de forró, xote e baladas sertanejas . São catorze músicas, das quais sete são de autoria da dupla, sendo uma delas em homenagem ao Padre Reginaldo Manzotti.

Desede 2007, já são quatro CDs e um DVD de forró dusbons – com participação de Dominguinhos e Fágner, com quem tocaram como músicos . Com “Diante de Ti”, Ãtalo e Renno  provam que é possível fazer música religiosa, com qualidade. A produção executiva é do dinâmico produtor Alfredo Netto.

Detalhe: Este disco é lançado com o apoio da Rádio FM Dom Bosco – 96,1 – uma das maiores audiências de Fortaleza, por ter uma programação católica diversificada e bem produzida.

É comovente ouvir “Ave-Maria” de J. S. Bach, executada apenas pelos dois acordeonistas.

Que neste Natal, acendamos a Luz do Cristo que dormita dentro de cada um de nós!!! Feliz Natal em todos os dias de 2011!!!

Imagem de Amostra do You Tube

Compartilhar
Page 1 of 9123456789
Janio Alcantara

Janio Alcantara

Apreciador eclético de Música, Cinema, Livros e da Espiritualidade (em especial […]

Receba as postagens
do blog Dusbons

Powered by Feedburner/Google

WP-Cumulus by Roy Tanck requires Flash Player 9 or better.