10.02.11 23:16
Ser escravo ou livre do olhar do outro
Gosto de aprender com quem percebo tem algo a contribuir com meu aprendizado. A seguir, compartilho mais um inspirado texto, totalmente “baseado em fatos reais”, que a escritora e psicóloga paulista Patrícia Gebrim escreveu em sua coluna EU, sobre nossa paralisação ante o julgamento negativo do outro. Deleitemo-nos com “Não permita que o olhar do outro paralise você”:
“A vida em suas cenas cotidianas tem sido a minha inspiração para esta coluna e o que escrevo hoje não foge à regra.
Costumo almoçar em um pequeno restaurante que fica bem em frente ao meu consultório. Basta atravessar a rua e lá me aguardam as saladinhas de que tanto gosto. Assim, hoje, em meu intervalo para o almoço, cruzei a rua em direção a um prato saudável de salada acompanhado de um suculento grelhado. Sentei-me em uma pequena mesa na parte externa do restaurante, gosto de comer observando o movimento das pessoas na rua. Lá pelo meio do almoço, uma chuva espessa e assustadora despencou em meio a uma súbita ventania, fazendo os guardanapos voarem divertidamente para todos os lados. Terminei de almoçar sem pressa, esperando que a cortina de água se tornasse menos intensa, sem sucesso. Como chovia!
Percebi que o horário de meu próximo atendimento estava cada vez mais próximo e que eu inevitavelmente teria que atravessar toda aquela água para chegar ao consultório. Apesar de se tratar de apenas alguns metros, observei a rua cheia de água e olhei para os meus sapatos novinhos, bege claro, com dor no coração.
Após avaliar a situação, percebi que a água era limpa, não oferecendo risco à minha saúde. Apenas tirei os sapatos, para o assombro das pessoas que estavam no restaurante, e calmamente caminhei até o outro lado da rua, entrando no prédio com os sapatos nas mãos, sob o olhar divertido da recepcionista.
Foram apenas uns 30 metros, mas algo naquela travessia me fez um bem que mal consigo descrever. Cheguei do outro lado da rua com uma deliciosa sensação de leveza. Talvez por me lembrar de tempos de criança em que andar descalça sob a chuva era a coisa mais deliciosa do mundo. Talvez pela liberdade de salvar meus sapatos, sem me preocupar tanto com o que as pessoas pensariam de mim.
Dei-me conta de que eu não seria capaz de fazer algo assim há alguns anos atrás. Com certeza teria estragado meus sapatos, com medo do julgamento das pessoas:
- Como assim, a “psicóloga” atravessando a rua descalça???
Há alguns anos atrás eu teria medo de enfrentar o outro Continuar lendo
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11.01.11 11:35
Em 2005, a cantora Enya gravou o disco ”Amarantine“. Abaixo a tradução da belíssima faixa-título:
Você percebe quando distribuiu o seu amor
Ele abre o seu coração
Tudo é novo
E você sabe que o tempo sempre achará um meio
De permitir seu coração acreditar que isto é verdade
Você sabe que o amor está em tudo o que você diz
Um sussurro, uma palavra
Promessas que você concede
Você o sente nas batidas do coração durante o dia
Você sabe que o amor é assim
Amarantine
Amarantine
Amarantine
Amor é…amor é amor
Você sabe que às vezes o amor vai te fazer chorar
Então deixe as lágrimas saírem…elas vão derramar
Para que você saiba que o amor vai sempre te permitir voar
O quanto um coração pode voar longe
Amarantine
Amarantine
Amarantine
Amor é…amor é amor
Você sabe quando o amor está brilhando em seus olhos
Podem ser as estrelas vindo lá de cima
E você sabe que o amor está com você quando você se ergue
A noite e o dia pertencem ao amor
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11.01.11 11:01
Autoconhecimento é cuidar do Espírito
“Existe uma voz interior que lhe diz que a vida é muito mais, que você mesmo é muito mais do que é capaz de vivenciar nesse momento” – – Guia do Pathwork®, canalizado por Eva Pierrakos.
Há muito que se fala em “autoconhecimento”, do quanto é fundamental fazê-lo. Certamente, remonta à época de Sócrates ao ler no portal de Delfos “Ó homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo.”

Autoconhecer-se é o começo da caminhada para sermos autônomos e nos sentindo interdependentes - e assim sermos verdadeiros e felizes com a Vida
Um caminho que gosto e recomendo é o Pathwork® - um caminho para a autotransformação pessoal e auto-realização espiritual, direcionado às pessoas que buscam um relacionamento mais verdadeiro consigo próprias e com a vida. Inclui uma compreensão profunda da negatividade pessoal para dissolver velhas crenças, condicionamentos e imagens errôneas. A proposta incentiva a parar de tentar fingir que somos uma imagem idealizada de nós mesmos, a pessoa que pensamos que deveríamos ser. Trata-se de um modo prático, honesto e racional de passarmos de onde estamos para onde queremos estar. Está fundamentado no estudo e na vivência do conjunto de 258 textos canalizados pela austríaca Eva Pierrakos (1915-1979) durante mais de 20 anos de trabalho.
Nesta Terça-feira 18, às 19h, os psicólogos GUSTAVO MOURA e MARISTHER FERNANDES estarão fazendo uma palestra aberta ao público interessado em se autoconhecer para se autotransformar, sob a inspiração do conjunto de ensinamentos do método PATHWORK.
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04.01.11 23:06
Sou fã de carteirinha da psicóloga, escritora e colunista PATRÍCIA GEBRIM. Quando leio tudo o que ela escreve, é como se tivesse contactando com uma grande amiga que fala prá alma da gente. Compartilho o inspirado texto abaixo, publicado no site Vya Estelar, em sua coluna EU.
“VOCÊ É UMA ‘PESSOA-ELÁSTICO’?”
Algumas pessoas parecem possuir uma flexibilidade tão grande que parecem verdadeiros elásticos. É verdade que um pouco de flexibilidade nos cai bem e não faz mal a ninguém, mas quando uma pessoa começa a se esticar para ambos os lados até o infinito, em algum momento acabará por se partir em duas, o que não pode ser bom para ninguém.
Pessoas-elástico são aquelas que sempre perdoam.
Perdoar pode ser bom, mas até o perdão precisa seguir seu próprio ciclo.
Pense na seguinte situação: uma pessoa pisa fortemente no seu pé no meio da pista de dança. O saudável é que, antes de perdoar, você sinta a dor, ou corre o risco de deixar de cuidar do ferimento. Depois, você tem o direito de ficar bravo, afinal sofreu uma agressão e seu dedo está mais vermelho do que uma pimenta malagueta no meio da brasa! Depois, e somente depois, com o pé cuidado e o sentimento raivoso acolhido, talvez você possa então respirar, ouvir o pedido de desculpas da pessoa descuidada que quase arrancou fora seu dedo, e aí sim, de braços dados com a sua generosidade, perdoar. Mas se você é daquelas pessoas que, ao levar uma pisada no pé, logo se apressa em dizer:
- Não foi nada! – antes mesmo de avaliar o estrago, então precisa prestar mais atenção à forma como vem tratando a si mesmo. Provavelmente não está cuidando de si com o zelo com que deveria.
Outra coisa que as pessoas-elástico fazem mais do que seria saudável é: ceder à vontade alheia.
Vivem fazendo o que os outros querem e passam por cima de si mesmas repetidas vezes.
Em um relacionamento saudável os envolvidos deveriam se alternar no que se refere a ceder. Ou seja: às vezes eu cedo, outras vezes faço valer minha vontade. Existe um equilíbrio, um senso de justiça, que mantém o relacionamento vivo e respeitoso. Mas as pessoas-elástico, muito preocupadas em agradar, muitas vezes abrem ao outro mais espaço do que deveriam. Vão deixando de lutar por aquilo que acreditam. Muitas vezes nem dizem o que desejam. Um dia Continuar lendo
27.11.10 18:17
O psiquiatra tcheco STANISLAV GROF (1931 – ) é um pesquisador de estados alterados de consciência, a partir do uso do ácido lisérgico LSD. Com a proibição do uso clínico da droga, Grof desenvolveu a técnica da “Respiração Holotrópica“, alternativa através da qual é possível atingir estados alterados de consciência semelhantes, pela hiperventilação. Em seu livro “Além do Cérebro – Nascimento, Morte e Transcendência em Psicoterapia” (1985) – esgotado no Brasil – Grof aborda o que é “normal” e “anormal” nas culturas orientais e ocidentais;
“O comportamento ou as experiências dos xamãs, iogues e sadus indianos ou seguidores espirituais de outras culturas seriam dados mais do que suficientes para um diagnóstico de psicose, de acordo com os padrões da psiquiatria ocidental.
Por outro lado, a ambição insaciável, impulsos racionais de compensação, a obsessão pela tecnologia, a corrida armamentista moderna, as guerras arrasadoras ou as revoluções e tumultos – considerados coisas normais no Ocidente – seriam vistos como sintomas de absoluta insanidade mental por qualquer sábio oriental.”
Em “Vaca Profana“, (aos 3min30seg) Caetano Veloso canta que “De perto, ninguém é normal“. Portanto, o que pode ser “normal” em uma cultura, poder ser “anormal” em outra. Particularmente, prefiro estudar os “estranhos” e “insólitos” fenômenos psíquicos e espirituais a conviver com a ambição, o consumismo, o tecnologismo, o armamentismo, as guerras e tumultos, tão banalizados hoje em nossa sociedade – tudo isto tido como “normal”, embora nos leve a muitos sofrimentos, doenças e mortes.
Quem quiser saber da obra de Grof, ainda há quatro livros dele em catálogo no Brasil: “Psicologia do Futuro – Lições das pesquisas modernas de consciência” (Ed. Heresis); “A Aventura da Autodescoberta” (Ed. Summus); “Quando o Impossível Acontece” (Ed. Heresis); e “A Mente Holotrópica” (Ed. Rocco).
13.10.10 17:04
Muito se especula sobre 2012 e um propalado “fim do mundo” (da Terra com seus habitantes) que coincidiria com o término do Calendário Maia, no dia 21/12/2012.
No meio do caldeirão de idéias, eis que recebo um e-mail contendo uma mensagem muito interessante cuja autoria é atribuída ao mestre indiano Baghawan Sri Sathya Sai Baba.
Em contato com membros da Equipe de Difusão do Conselho Central do Brasil da Organização Sri Sathya Sai, obtive a informação de que a mensagem abaixo transcrita NÃO É DE AUTORIA DE SAI BABA, mas mesmo assim continua sendo uma mensagem contendo muita lógica, simplicidade e profundidade, além de fugir ao lugar comum da interpretação apocalíptica, como a mente fértil de Hollywood já “profetizou” no filme “2012 – O Ano da Profecia”, dirigido pelo catastrófico diretor Roland Emmerich.
Por isto, continuo compartilhando esta mensagem sobre 2012, com grifos meus, lembrando do Apóstolo Paulo que nos dizia “Examinai tudo; ficai com o que for bom”. Mais importante do que o mensageiro, de quem assina uma mensagem, é o conteúdo da mesma. Apreciei-a muito.
2012
“Bom, por um lado existem várias profecias que indicam esta data como um momento importante da história da humanidade, mas a mais significativa é o término do calendário Maya, cuja profecia foi interpretada de várias formas. Os mais negativos pensam que nesse ano o mundo termina, mas isto não é real, pois sabemos que neste ano começa a Era de Aquário.
Na verdade este planeta está sempre mudando a sua vibração, e estas mudanças intensificaram-se desde 1898, levando a um período de 20 anos de alterações dos pólos magnéticos que não ocorriam há milhares de anos. Quando ocorre uma mudança do magnetismo da Terra, surge também uma mudança consciencial, assim como uma adaptação física à nova vibração. Estas alterações não acontecem apenas no nosso planeta, mas em todo o universo, como a ciência atual tem comprovado.
Informe-se sobre as mudanças das tempestades solares (que são tempestades magnéticas) e perceberá que os cientistas estão a par destes assuntos. Ou pergunte a um piloto aviador sobre o deslocamento dos pólos magnéticos, já que todos os aeroportos foram obrigados a modificar os seus instrumentos nos últimos anos.
Esta alteração magnética se manifesta como um Continuar lendo
22.09.10 00:06
Libertar-se do medo e ser quem é
Compartilho, um texto profundamente dusbons e possivelmente transformador do advogado e ex-presidente sul-africano NELSON MANDELA:
“Nosso medo mais profundo não é que sejamos inadequados. Nosso medo mais profundo é que sejamos poderosos demais. É nossa sabedoria, não nossa ignorância, o que mais nos apavora.
Perguntamo-nos: ‘Quem sou eu para ser brilhante, belo, talentoso, fabuloso?’ Na verdade, por que você não seria? Você é um filho de Deus. Seu medo não serve ao mundo. Não há nada de iluminado em se diminuir para que outras pessoas não se sintam inseguras perto de você. Nascemos para expressar a glória de Deus que há em nós. Ela não está em apenas alguns de nós; está em todas as pessoas. E quando deixamos que essa nossa luz brilhe, inconscientemente permitimos que outras pessoas façam o mesmo. Quando nos libertamos de nosso medo, nossa presença automaticamente liberta as outras pessoas.”
20.09.10 00:54
Qual a programação que recebemos?
Para quem quiser refletir sobre o que determina seu modo de ver a Vida e saber a que manual está respondendo na Vida. Assistam e confiram a profundidade desta animação .
Fala por si só. São apenas 8 minutos. O diretor da animação se cognomina de Theramin Trees – designer, ilustrador e editor inglês. A trilha sonora é de autoria de Doug, conhecido como QualiaSoup, também londrino.
IMPORTANTE: Para visualizar com legendas em português, é preciso:
16.09.10 00:38
Tristeza forte não é depressão
A Folha Online – Equiíbrio trouxe revelações atualizadas sobre a dificuldade dos médicos em diagnosticar pacientes em depressão. CLIQUE AQUI para ler matéria completa.
Somente um psiquiatria competente está preparado para diagnosticar a depressão. O psicólogo experimentado também é capaz de reconhecer quando o paciente está em processo depressivo.
Estes são lembretes dusbons para aqueles que se autodiagnosticam depressivos, ante a primeira tristeza, fruto de uma frustração vivida – e para aqueloutros que costumam se aconselhar com vizinhos, parentes, amigos ou religiosos despreparados.
12.09.10 01:10
Quando lembramos da palavra “atrito”, parece-nos com algo que deveríamos e queremos sempre evitar. Ocorre que o atrito é decorrente do relacionar-se com o outro e o que mais precisamos é estar em contato, nos encontrando com outrem. Abaixo, posto, com grifos meus, um texto dusbons de Roberto Crema, que nos leva a compreender o que podemos aprender quando nos atritarmos com alguém.
Atritos – Roberto Crema
Ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros.
Simples, mas profundo, preciso. É nos relacionamentos que nos transformamos. Somos transformados a partir dos encontros, desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro.
Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz?
As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas. À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas.
Assim também agem nossos contatos humanos. Sem eles, a vida seria monótona, árida. A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contato. Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar.
É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa. Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes.
Pessoas que, no contato com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado. Outras, sem dúvidas, com suas ações e palavras me criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas.
Faz parte…Reveses momentâneos servem para o crescimento. A isso chamamos experiência. Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise. Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheia de excessos.
Os seres de grande valor, percebem que ao final da vida, foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência, e ficando cada vez menores, menores, menores…
Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada a compreensão da existência e importância do outro, e principalmente da grandeza de Deus, é que finalmente nos tornamos grandes em valor.
Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado? Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago.
É lá que está o verdadeiro valor…Pois, Deus fez a cada um de nós com um âmago bem forte e muito parecido com o diamante bruto, constituído de muitos elementos, mas essencialmente de amor. Deus deu a cada um de nós essa capacidade, a de amar… Mas temos que aprender como.
Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir, através dos relacionamentos, ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar.
Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins. Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva, ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor.
Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e…os superando. Ora, esses sentimentos simplesmente não ocorrem se não houver envolvimento…
E envolvimento gera atrito. Minha palavra final: ATRITE-SE!
Não existe outra forma de descobrir o amor. E sem ele a vida não tem significado.
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