16.02.12 17:50
Almanaques desbravam grandes nomes do rock
O rock sempre foi bom em lançar grandes ídolos. Mais que ouvidos, eles são seguidos por seus fãs. Daí não esgotar material apresentando detalhes sobre esses personagens. De olho nisso, a editora Aleph está botando nas lojas dois almanaques que dissecam a vida particular e a obra de dois ícones da música internacional, Bob Dylan e Led Zeppelin. Escritos pelo ex-editor da revista Times, Nigel Williamson, os livros trazem biografia completa, lista de canções fundamentais, discografia comentada e curiosidades. No do compositor Bob Dylan, por exemplo, tem a lista das famosas gravações piratas (bootlegs), covers famosos e as histórias das incursões do bardo pelo cinema. Tudo embalado numa edição esperta, de fácil leitura e com muitas fotos, infelizmente, sem cores. Feitos para iniciar novos fãs, os Guias funcionam como uma boa fonte de pesquisa. Um terceiro volume já está sendo preparado, agora abordando a vida do Pink Floyd.
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16.02.12 15:48
Duas faces de Alcione tem sofisticação, mas nem tanto
Alcione resolveu comemorar seus 40 anos de carreira fazendo o que mais sabe, cantando. Cantora de voz encorpada fortemente ligada à história do bom samba brasileiro, a maranhense se perdeu na pasteurização dos anos 80 gravando canções de tom mais popular. Se a voz continuou uma fortaleza, mas as letras e os arranjos se encaminharam para uma amor exagerado e uma tecladeira sem fim. De lá pra cá, fez trabalhos diversos sempre com um pé na qualidade e outro na popularidade. Nada mais sintomático, então, do que fazer aniversário lançando dois discos, para atender diferentes públicos. Por isso mesmo, o projeto foi batizado de Duas Faces. O primeiro volume foi lançado ainda em 2011 em CD e DVD (com os bastidores das gravações) e agregou em 16 faixas, músicas em português, francês e italiano. Apesar da ideia bilingue transparecer a vontade de começar pela face mais sofisticada, podemos concluir que a Marrom acabou ficando em cima do muro. Isso já fica claro nas duas primeiras faixas, Duas Faces (Altay Veloso) e Quem já esteve só (Ivor Lancellotti/ Paulo César Pinheiro). Ambas trazem a mesma imagem de outros tantos sucessos da cantora, a mulher traída que briga com seu amante, mas não o larga por nada nesse mundo. Mesmo no repertório internacional os resultados são abaixo do esperado. Comme ils disent, de Charles Aznavour, é um bom momento de voz e piano, mas dá lugar a Passione eterna (Enzo Di Domenico/ Aurélio Fierro/ Vittorio Annona), com um arranjo excessivamente feio. Estate (Bruno Martino/ Bruno Brighetti) é delas a melhor por manter uma elegância que condiz com a proposta desta primeira face de Alcione. De volta ao Brasil, Rua sem sol (Mário Lago/ Henrique Gaudelman) e O sono dos justos (Marcus Lima/ Marcio Proença/ Rodrigo Sestrem) falam sobre as injustiças do mundo, mas em tom poético. Mas Passional (Fátima Guedes) e Até as lágrimas (Raul santos/ Benil Santos) voltam ao velho amor bandido, mas com melhor resultado. Como não falta nesse tipo de trabalho comemorativo, Duas Faces também traz um time ilustre de convidados. Maria Bethânia joga sua voz sagrada sobre Sem mais adeus (Francis Hime/ Vinicius de Moraes), enquanto Áurea Martins coloca a verdadeira sofisticação em Pela rua (Dolores Duran/ J Ribamar). Djavan acerta o tom e dá mais balanço à sua Capim, batendo uma bola certeira com Alcione. Amigos de longa data, a Marrom e Emílio Santiago dividem 40 anos (Altay Veloso/ Paulo César Feital), o melhor momento do disco. Como uma boa sambista, a anfitriã termina tudo em clima de animação. Evolução é uma composição hilária de José Cavalcanti de Albuquerque que recebe um majestoso Lenine. Em seguida, encerrando os trabalhos, Martinho da Vila homenageia a aniversariante com Ilha de Maré (Walmir Lima/ Lupa). Se não exibiu sua face como deveria, Alcione pode fazer melhor no segundo volume, gravado ao vivo na Mangueira. Ali sim é um terreno onde ela manda e desmanda.
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16.02.12 11:00
Enquanto muito ainda se incomodam com as opiniões de Caetano Veloso, ele segue sua vida como um nomes referenciais da música brasileira. Ao mesmo passo que é um polemista inspirado, é também uma das mentes mais brilhantes da América Latina. Uma prova disso está ainda no começo da carreira do baiano, quando ele costurou vários continentes musicais para dar início ao movimento Tropicalista, eminentemente nacionalista, mas inteligentemente aberto às influências. Se não, como trazer Vicente Celestino e Beatles para um mesmo LP?
Diante de tal contribuição, não tardou para que ele ganhasse reconhecimento entre figuras do cinema, do teatro e, claro, da música. Aliás, é nesse último onde seu nome é mais celebrado. Uma das homenagens mais sinceras que ele recebeu chegou pela organização internacional Red Hot, que produz discos para levantar fundos para a luta contra a AIDS. Em 1996, a série lançou Red Hot + Rio, onde se voltou para a Bossa Nova de Tom Jobim e contou com um sublime dueto de Caetano Veloso e Cesária Évora em É preciso perdoar. Agora, num segundo volume dedicado ao Brasil, é Caetano quem está no centro do assunto.
Mais que um tributo reunindo grandes nomes para dar novas versões à obra do baiano, a proposta do disco (duplo) é homenagear o pensamento caetânico. Ou seja, só há uma regra: é proibido proibir. A produção de Béco Dranoff, Paul Heck e John Carlin (assessorada por Mário Caldato Jr., Kassin e outros) procurou qualquer tipo de sotaque que tivesse um pé no Brasil e outro no mundo, e reuniu em 34 faixas que contam com uma infinidade de artistas. Se a proposta era ser tropicalista, não podia haver fronteiras.
Assim como são os mais de 40 discos de Caetano Veloso, Red Hot + Rio 2 caminha por uma imensidão de sons, desde uma inocente Bossa Nova até uma viagem psicodélica. Pra melhorar, quase tudo inédito. A única exceção fica para Dreamworld: Marco Canavezes, onde o homenageado faz dueto com o amigo David Byrne (dupla que acaba de lançar um disco no exterior). A faixa foi lançada em outro projeto Red Hot, só que em homenagem à música portuguesa.
Como não poderia deixar de ser num trabalho tão grande e ousado, existem pontos altos e alguns escorregões. No primeiro bloco, Vanessa da Mata recebe o projeto Almaz (aquele do Seu Jorge) para lançar uma composição própria, Boa Reza, que lembra os bons momentos de Milton Nascimento. Já a banda folk americana Beirut refaz O Leãozinho com percussão e ukulele (instrumento de cordas). De Caetano, It’a a long way cai como uma luva na voz lânguida de Céu. Até Freak Le boom boom, inesquecível sucesso da Gretchen, ganha ar Cult com Marina Gasolina e Secousse. Quanto aos momentos menos felizes, Samba de verão se perde no arranjo da dupla Quadron. Assim como Mistérios, composição de Joyce e Maurício Maestro, ganhou uma versão incompreensível com o rapper Om’Mas Keith. Mas não tem problema. Desafiar o compreensível já faz parte da vida de Caetano Veloso, o que faz de Red Hot + Rio 2 um retrato fiel do seu homenageado.
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15.02.12 11:12
“Você viu só que amor. Nunca vi coisa assim. E passou nem parou, mas olhou só pra mim”. Os versos de Samba de Verão foram lançados em 1964 e logo atingiram o topo das paradas internacionais. Com uma carioquice despretensiosa, a bossa falando de uma rápida troca de olhares colocou os compositores Marcos e Paulo Sérgio Valle no primeiro time da MPB. Pra se ter uma ideia, Samba de Verão e Garota de Ipanema são as músicas brasileiras mais regravadas no exterior. Segundo as contas do autor, a primeira já passa das 500 versões.
Ainda assim, já tinha um tempo boa parte do trabalho dos irmãos Valle estava fora de catálogo no Brasil. Esse jogo só começou a virar no ano passado, quando chegou as lojas o box Marcos Valle Tudo (EMI) com toda a produção do compositor carioca lançada desde a estreia com Samba demais (1963) até No rumo do sol (1974). Em 2012, uma nova caixa chegou às lojas com o nome Marcos Valle 80 (Discobertas), agregando os discos Vontade de rever você (1981), Marcos Valle (1983) e Tempo da gente (1986). Este último estava praticamente esquecido, desde que a gravadora Arca Som fechou as portas.
“Ta tudo voltando, o que é muito bom. Isso me dá incentivo, por que eu gosto muito de estar trabalhando”, comemora o compositor em entrevista por telefone. De sua casa no Rio de Janeiro, ele se orgulha, citando disco por disco, de ter uma obra que passeia por tantos estilos. Lançado numa segunda leva de compositores bossanivistas, Valle também se notabilizou como um dos nomes do soul, da música de protesto e do jazz. “Essa mistura de estilos sempre esteve na minha música. No começo a influência da Bossa foi muito forte, mas, a partir do segundo disco, a coisa começa a mudar”.
E, quando começou a mudar, não teve volta. Pianista virtuoso, a facilidade de Marcos Valle para agregar estilos se tornou uma marca registrada numa carreira que já dura quase 50 anos. Mais ainda depois que ele morou nos Estados Unidos, no intervalo entre 1975 e 1980. Cansado da “encheção de saco” dos militares que lhe cobravam explicações por canções como Viola enluarada (“a mão que toca o violão, se for preciso, faz a guerra”), achou melhor sair do País e, por lá, gravou com a diva Sarah Vaughan (num tributo aos Beatles), colaborou com a banda Chicago (para quem compôs Life is what it is) e conheceu Leon Ware (ícone do soul com sucessos gravados por Michael Jackson e Marvin Gaye).
De volta ao Brasil, atendendo um convite da Som Livre, Marcos Valle levou um ano para montar o ensolarado Vontade de rever você. Recheado de teclados e dos parceiros ilustres da América do Norte, o disco era um prenúncio do estilo mais dançante que dominaria os trabalhos do carioca naquela década. Tanto que, em 1984, ele garantiu um espaço nas rádios com os sucessos falando sobre o culto ao corpo, como Bicicleta e Estrelar. “Nessa época, tinha gente que me parava perguntando se eu tinha uma academia”, se diverte o compositor que chegou a posar junto a um monte de sucos naturais para a capa do seu disco de 1983.
Os anos 1990 chegaram para Marcos Valle trazendo mais novidades. Com a ajuda da cantora Joyce Moreno, ele começou a conquistar a Europa e a Ásia, que retribuíram colocando seus sons mais balançados nas pistas. “Meu público lá é muito jovem. Esse público elegeu sucessos como Os grilos e Freio aerodinâmico, músicas mais grooviadas que pegaram eles em cheio, tanto quanto o Samba de Verão”, comenta. Outra mudança veio com a entrada de novos parceiros na sua lista, embora o irmão três anos mais velho Paulo Sérgio continue fiel (“como ele me conhece bem, em várias letras ele fala de mim, da minha personalidade, o que eu penso, minha cabeça maluca de emoções”).
Outra mudança das últimas décadas veio com introdução de um sotaque mais jazzístico em suas canções. Se o jazz faz uma ponte com os primeiros anos de Bossa Nova, também fez de Marcos Valle um nome requisitado pelos novos nomes do estilo americano. Entre eles, está a cantora Stacey Kent, que conheceu no aniversário de 80 anos do Cristo Redentor, e com quem vai engatar uma turnê que começa por Fortaleza ainda neste primeiro semestre. “Estamos em fase de ensaios. O repertório vai ser só Marcos Valle, com sucessos e músicas novas”, adianta o compositor. Essa vai ser uma boa oportunidade de conhecer um pedaço redescoberto da obra de Marcos Valle, antes, inclusive, de que ele mude de som novamente.
14.02.12 14:30
Grammy 2012 consagra Adele e dá adeus a Whitney Houston
Com a morte inesperada anunciada na noite anterior, Whitney Houston foi um dos nomes mais citados na 54ª cerimônia do Grammy, que aconteceu neste domingo (12), no Staples Center em Los Angeles. Em vídeos e discursos emocionados, a cantora foi a grande homenageada na festa que ainda contou com o retorno de Adele aos palcos, depois de uma cirurgia na garganta, e a reunião dos membros da banda americana Beach Boys.
Adele, por sinal, foi o grande destaque da premiação. Indicada em seis categorias – canção do ano (Rolling In The Deep), melhor performance solo pop (Someone Like You), melhor álbum pop com vocal (21), melhor clipe (Rolling In The Deep), melhor gravação (Rolling in the Deep) e álbum do ano (21) – ela levou para casa nada menos que todas as seis estatuetas. Em seguida, marcou seu retorno após quase cinco meses de repouso, cantando seu grande sucesso Rolling in the deep. “Quero agradecer aos médicos que trouxeram minha voz de volta”, disse ela.
Depois de Adele, a banda Foo Fighters ficou em segundo lugar ao abocanhar cinco prêmios da noite (melhor performance de rock e melhor canção de rock para Walk; melhor performance de hard rock/metal para White Limo; melhor álbum de rock para Wasting Light; e melhor filme musical para Foo Fighters: Back And Forth). Já o rapper Kanye West, que liderava os indicados concorrendo em sete categorias, ficou apenas com quatro delas. Quanto a Lady Gaga, ficou sem premiação, mas ganhou um beijo roubado do ex-Beatle Paul McCartney e um abraço do cantor Tony Bennett, vencedor da categoria melhor dueto por Body and Soul, gravada ao lado de Amy Winehouse.
Shows e homenagens
Convidada de última hora, ficou para Jennifer Hudson a homenagem póstuma a Whitney Houston. Acompanhada apenas pelo piano, ela relembrou I will allways love you, sucesso da trilha do filme O Guarda Costas. Bruno Mars também prestou seu tributo enquanto cantava Runaway baby. Quanto à diva do blues Etta James, morta em janeiro deste ano, foi relembrada por Bonnie Raitt e Alicia Keys, que dividiram A Sunday kind of Love. “Quando um verdadeiro grande artista nos deixa, seu legado permanece. Nós amamos Whitney Houston”, iniciou Alicia, dando a deixa para Raitt, “E nós também amamos outra grande dama da música que nos deixou esse ano, Etta James”.
Já Amy Winehouse, falecida em julho de 2011, foi representada pelos pais Mitch e Janis ao receber o prêmio pela gravação com Bennett. Eles aproveitaram a deixa para relembrar de quando a filha levou cinco prêmios Grammy por Back to Black.
Outro momento aguardado do Grammy 2012 foi o encontro dos membros remanescentes da banda americana Beach Boys. Há 20 anos sem tocar juntos, os californianos liderados por Brian Wilson tocaram Good Vibrations para comemorar seus 50 anos de carreira, o que ainda deve render um novo disco até o final de 2012. além de Wilson, subiram ao aplco Mike Love, Al Jardine, Bruce Johnston e David Marks, músicos que estiveram presentes em diferentes formações da banda. Antes do show, os Beach Boys foram homenageados pelos grupos Maroon 5 e Foster The People, que cantaram Surfer Girl e Wouldn’t it be Nice, respectivamente.
Depois foi a vez de Paul McCartney apresentar ao vivo seu novo disco, Kisses on the botton. O ex-beatle cantou My Valentine, contando com as participações de Diana Krall ao piano e Joe Wals. Antes da performance, quem convidou McCartney para entrar foi Stevie Wonder, um dos convidados do disco.
13.02.12 15:16
Cala-se a voz de Whitney Houston
Um dos grandes ícones da indústria fonográfica desde a década de 1980, a cantora Whitney Houston morreu neste sábado (11), em Los Angeles, por volta das 22h (horário de Brasília). Ela estava hospedada no quarto andar do hotel Beverly Hilton e foi encontrada pela cabeleireira e por um segurança com o corpo submerso em uma banheira.
Ainda sem confirmação sobre a causa da morte, as investigações iniciais apontam para afogamento. Os policiais que estiveram no local chegaram a encontrar cápsulas e frascos de remédios, mas nada de drogas ou álcool. As suspeitas são de que a cantora dormiu enquanto estava no banho por conta do uso do tranquilizante Xanax, usado para casos de depressão e ansiedade.
Whitney, então com 48 anos, estava hospedada no mesmo hotel em que se apresentaria na noite do sábado (11) na festa que antecede a 54ª premiação do Grammy. No evento, ela iria prestar uma homenagem a Clive Davis, empresário da música que a descobriu quando tinha apenas 11 anos e tornou-se seu o principal mentor. “Simplesmente, Whitney teria desejado que a música continuasse adiante e sua família pediu que continuássemos”, comentou Davis na ocasião para uma plateia ainda surpresa com o fato. A cantora Jennifer Hudson foi convocada às pressas para homenagear Whitney na cerimônia oficial do Grammy, que aconteceu ontem (12).
Na quinta-feira (9), Whitney entrou no ensaio da pré-festa do Grammy com os cabelos ensopados, não se sabe se de água ou suor, muito agitada e saltitante. Segundo o jornal Los Angeles Times, a artista cheirava a álcool e cigarros. Depois ela partiu para o clube Tru com o ex-namorado Ray-J, de onde saiu em estado “deplorável”, segundo testemunhas. No dia seguinte, ela deu uma festa em sua suíte que entrou pela madrugada incomodando os vizinhos de quarto.
Carreira
Dona de um vocal extenso e forte, Whitney Houston se notabilizou por dar força e energia às canções gospel e soul. No seu rastro, vieram outras estrelas como Mariah Carey e Christina Aguilera. Com mais de 500 milhões de cópias vendidas ao longo de uma carreira errática, ela foi responsável por uma explosão do soul com uma forte pegada pop. Chegou a atuar como modelo antes do sucesso. Como atriz, chamou mais atenção pela sua participação nas trilhas sonoras do que pela atuação.
Whitney Elizabeth Houston nasceu dia 9 de agosto de 1963, em Newark, New Jersey. Filha da cantora de soul e gospel Cissy Houston, começou a cantar em igrejas aos 11 anos e logo em seguida passou a se apresentar em alguns clubes noturnos. Outras inspirações para seus primeiros anos de carreira foram as cantoras de black music Dionne Warwick, sua prima, e Aretha Franklin, sua madrinha. Antes de engatar a própria carreira, Whitney gravou ao lado da mãe – no disco Think it over (1978) – e fez vocais de apoio para outras artistas.
A estreia fonográfica de Whtiney Houston aconteceu com um disco homônimo em 1985. Sucesso logo na estreia, o disco chegou a 13 milhões de cópias vendidas, puxadas pelas baladas românticas Saving all my love for you e Greatest Love Of All. Outros seis discos seriam lançados, sempre com intervalos de, no mínimo, dois anos. Nos anos 1990, ela mesclou novos lançamentos com participações em trilhas sonoras.
Dessas, o maior sucesso da carreira de Whitney foi a trilha do filme O Guarda Costas (The bodyguard, 1992), onde estreou como atriz ao lado de Kevin Costner. O filme trouxe junto o mega hit I will always love you que permaneceu 14 semanas em primeiro lugar na parada da Billboard e atingiu a marca de 44 milhões de cópias vendidas. Ancorada no estouro da trilha, a cantora fez duas apresentações no Brasil em 1994, sendo uma delas como atração do Hollywood Rock.
Além do sucesso, Whitney Houston também começou a aparecer nos noticiários por conta do abuso de drogas e das confusões com o marido Bobby Brown. Nas últimas décadas, ela deu várias entradas em clínicas de reabilitação e chegou a interromper uma turnê em 2009 por conta de problemas de saúde. No mesmo ano, ela chegou ao número um das vendas americanas com o disco I look to you. O disco já vinha com a proposta de recuperar a imagem negativa que vinha sendo divulgada em tablóides internacionais. Para 2012, a artista tinha como planos o lançamento do disco On my own (que foi deixado incompleto), a participação no remake de Sparkle, filme de 1976 sobre a carreira das Supremes (grupo vocal que lançou Diana Ross), e fazer parte do júri do programa X-Factor. Whitney deixa Bobbi Kristina, filha do seu relacionamento com o músico Bobby Brown.
13.02.12 10:30
Boss In Drama lança clip e remix de Disco Karma
Esqueça qualquer conceito mais apurado sobre ritmo ou música. Teorias, conceitos e críticas, deixe de lado. Agora pense numa música para dançar. E pronto. Isso é Boss In Drama, projeto de um homem só feito pelo músico Péricles Martins. Rebobinando o som das pistas de dance music, o disco é um delicioso apanhado de sons eletrônicos arranjados em clima oitentista. Quanto ao “pra dançar” não é reducionismo, é conceito. Apresentado no disco Pure Gold, o trabalho do BID veio puxado por Disco Karma, que ganhou clip protagonizado por Péricles ao lado da bela cantora australiana Christel Escosa, que também participa da faixa. Pra completar, ele ainda preparou um remix ainda mais dançante feito para as pistas mais modernas, que está disponível no Itunes.
10.02.12 13:36
Roberto Carlos em tom elegante com Célia
Por Camila Holanda (@camilasholanda)
Encontrar homenagens a Roberto Carlos não é uma tarefa difícil. Shows de tributos e covers, discos e projetos variados sempre entram no mercado ou na programação de casas noturnas. Ainda mais comum é a turma de voz e violão dos bares arriscar um Detalhes e emocionar. A cantora Célia seguiu o lado contrário. O seu mais recente disco é uma homenagem ao, digamos, lado B de Roberto. Ou seja, nada de Quando eu estou aqui, eu vivo esse momento lindo.
Outros românticos (Joia Moderna) é um trabalho bem específico, com foco nas canções gravadas pelo Rei na década de 1970, mas que não foram compostas por ele, apenas interpretadas. Essa muito opção, já seguida pelo cantor e violonista Renato Vargas (um dos representantes da onda Som de barzinho), é uma saída pra quem quer cantar o Rei, mas sabe que sua majestade coloca dificuldades pra quem quer mexer no seu repertório. Ainda assim, o novo trabalho da cantora capta o romantismo de Roberto Carlos. E o desafio está nesto ponto.
Com 40 anos de carreira, o repertório de Célia sempre teve uma forte influência do samba, como Nei Lopes, Benito di Paula, Chico Buarque, Elton Medeiros, e quem acompanha o trabalho dela sabe que é algo atípico, um projeto especial. No entanto, remexendo no passado, gravar Roberto não é algo, assim, tão inédito na carreira dela. Antes de seu primeiro Long Play, um compacto simples foi gravado com a composição Nasci numa manhã de Carnaval, composição do homenageado com seu grande parceiro Erasmo Carlos. Outro registro foi em 1972, no segundo LP da carreira de Célia, com a A hora é essa, da mesma dupla.
A primeira faixa do disco é bem conhecida na voz de Roberto. Abandono, composição do grande Ivor Lancelotti, já faz suspirar. A quinta faixa, com Quero ver você de perto, é uma bela contribuição de Benito di Paula, mas não é samba. O grande destaque do disco vem em seguida. Jogo de damas, composição de Milton Carlos e Isolda, foi rearranjada em um tango e bem encaixado na rouca voz de Célia. O disco tem arranjos simples e abre espaço pra voz forte e carregada de emoção da cantora.
Outros românticos é para ser apreciado, degustado e sentido aos poucos. Com a paixão presente em todas as faixas, é daqueles discos para remoer elegantemente as pequenas e grandes dores de amor e, na falta, até inventá-las, para não perder a oportunidade de fazer cena.
09.02.12 15:00
Por Magela Lima (magela@opovo.com.br) e Marcos Sampaio (marcossampaio@opovo.com.br)
Ela sonha alto. E tem, na ponta da língua, motivos concretos para acreditar que vale à pena sonhar. “A primeira vez que falei em trazer o Roberto Carlos para comemorar o aniversário da Cidade foi motivo de risada. As pessoas diziam que era difícil, que ele não toparia, que tem agenda lotada. Mas deu certo”, comentou a prefeita Luizianne Lins, na última segunda-feira, durante a inauguração do Espaço O POVO de Cultura & Arte, acerca da possibilidade de o cantor e compositor carioca Chico Buarque ser a grande atração da festa pública do aniversário da Capital no próximo dia 13 de abril.
“Trazer o Chico para uma apresentação pública e gratuita em Fortaleza seria maravilhoso. Aliás, esse é o único sonho que eu ainda não realizei como prefeita”, argumentou. “É delicado, é uma negociação muito complexa, mas eu ainda não desisti. O fato de ele ter a possibilidade, de estar disponível na época, já é um caminho. Pretendo, num esforço de formiguinha, tentar chegar perto da produção e negociar. Seria um presente e tanto para Fortaleza. Tanto quanto foi o show do Rei”, completou Luizianne, lembrando a apresentação de 2008. Para a prefeita, ações como essas, são fundamentais para reposicionar a imagem da Cidade Brasil afora. “Uma coisa é receber a turnê de um artista, outra coisa é promover um show aberto. Fortaleza seria assunto em todo o País”, sustentou.
Apesar da vontade da Prefeita, as chances para uma apresentação gratuita de Chico em Fortaleza estão temporariamente fora de cogitação. Segundo Vinícius França, empresário do cantor, não existe possibilidade da turnê ser exibida num palco aberto ao público. “Esse show foi todo pensado para teatro. Não tem como apresentar de outra forma”, diz ele em tom taxativo. Quanto à possibilidade de Chico abrir uma exceção por se tratar de uma data comemorativa na capital cearense e mudar o formato da apresentação, ele mais uma vez confirma que não há chance. “Show aberto de forma nenhuma”.
A turnê do disco Chico, lançado em 2011, cinco anos após o mal falado Carioca, começou por Belo Horizonte (MG) no último 5 de novembro cercada de elogios. Alinhando mais de 30 canções, o compositor passeia por sucessos, músicas feitas para outros intérpretes e dedica um bloco especial para seu eu feminino. Com direção musical do fiel escudeiro Luis Cláudio Ramos, Chico, na estreia, até repaginou Cálice, misturando a letra apresentada em 1978 com versos censurados pela ditadura e versos escritos pelo rapper paulista Criolo. Antes de ser lançada em CD e DVD, a turnê ainda deve ser exibida nos cinemas das cidades que não puderem receber a apresentação ao vivo.
Segundo a assessoria de comunicação do cantor, os shows de Fortaleza estão programados para o segundo semestre. Ainda sem data e local confirmado, a Canivello Comunicação também é firma quanto à impossibilidade de Chico se apresentar em Fortaleza dia 13 de abril. Segundo eles seria impossível o show acontecer antes de maio, por isso foram para o segundo semestre. No entanto, os esforços para que o compositor mude de ideia continuam em andamento e muita coisa ainda pode acontecer.
09.02.12 13:06
Por Julia Lopes (@julialopesss)
Muitos filhos pródigos do Ceará se espalham mundo afora, e a volta é sempre festiva. Como acontece agora: o músico Cistiano Pinho (guitarrista, violonista, rabequeiro, compositor e arranjador) volta aos palcos da cidade. Apesar de não se ausentar por muito tempo, dessa vez Cristiano (Fotos de Larissa Freitas) marca a passagem de forma incisiva, apresentando dois shows na Cidade. Uma das apresentações acontece no Salão das Ilusões e outra no Teatro Sesc Emiliano Queiroz.
Assim como os espaços, os shows também têm suas particularidades. Hoje, por exemplo, Cristiano parte de uma pegada mais autoral – que pode ser vista nos discos Pessoa, direto dos anos 90, e Cortejo, esse mais recente, de 2010. “Para o show de hoje, eu preparei um formato diferente, uma estrutura menor. Lá não é grande, é um salão, então preparei um repertório adequado”, contou ele na manhã de ontem, por telefone.
“E são músicas que a gente não tem muita oportunidade de tocar”, especifica Cristiano. Isso quer dizer canções principalmente do segundo disco, mas vai além: podem surgir desde John Lennon (com a promessa da canção Yer blues) a Bob Marley, representado por Is this love e I shot the sheriff. “Vai ser mais livre, que transita por outras referências”. O lugar, por sua estrutura, permite mais proximidade, mais calor e troca com o público.
Nessa noite o encontro começa às 20 horas e 30 minutos. O de amanhã se inicia um pouco mais cedo, às 20 horas. Aqui muda o cenário, muda o repertório também, mais concentrado no último disco. “Eu apresentei esse show aqui em 2010 mesmo, no Dragão do Mar (por duas vezes), em Natal e em Brasília. E tenho tido uma resposta muito positiva das pessoas”, conta. Hoje e amanhã, acompanham os músicos Marcos Vinnie (teclados), Miqueias dos Santos (contrabaixo) e Denilson Lopes (bateria).
Quase todo instrumental, Cortejo quebra a própria regra na última faixa, com A Lenda do Capineiro. É a surpresa do disco, na voz de Fagner. “É uma representante do cancioneiro popular, música de domínio público”, fala o músico. Fagner é companheiro de palco de longa data, assim como Fausto Nilo e Kátia Freitas. A cantora, aliás, prepara o terceiro disco, com participação também de Cristiano.
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