Discografia

10.05.12 18:12

Vocalista do Black Eyed Peas apresenta seu projeto solo em Fortaleza

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Por Thiago de Sousa (thiagosousa@opovo.com.br)

Imagem de Amostra do You Tube

A noite de sábado já começou especial com a super lua brilhando intensamente no céu de Fortaleza. E nada como uma festa no Mucuripe Club para completar o fenômeno astrológico. Falando em astros, quem brilhou já na madrugada do domingo foi o DJ do Black Eyed Peas, Taboo. Na companhia da dupla Felguk e outros DJs, Taboo apresentou pela primeira vez por aqui sua turnê Ultra Magnetix Tour.

Os DJs Pedro Garcia e Chriss Db abriram a noite e, logo na sequência, Taboo subiu ao palco sem charminhos ou suspense, às duas da manhã. Surpreendendo a todos, ele subiu o som com toda a empolgação e já tocou a primeira música como se fosse a última. Todos entenderam o recado e saíram do chão ao som de Pump It. Apesar da casa não estar lotada, o DJ do BEP a cada refrão conseguia fazer ecoar as letras pela multidão.

Em entrevista exclusiva no seu camarim, antes do show, Taboo revelou seu carinho e admiração pelo povo brasileiro. “Primeiramente, quero dizer que amo o Brasil, e agradecer todo o carinho que eu e meu grupo Black Eyed Peas temos recebido em todos os grandes shows que fizemos aqui. Fortaleza é uma cidade especial, temos um enorme carinho por esta cidade. O Brasil, como um todo, tem uma energia muito boa.”, revelou.

Taboo é dono de inúmeros talentos. Canta, toca, dança e atua. Quando perguntado qual desses mais gosta, ele é rápido. “Todos. Eu amo fazer tudo. Dedico-me ao máximo em tudo o que faço. Tento fazer o meu melhor para que todos fiquem felizes.”, disse. Em momentos no show, Taboo soltava a pickup e ia para frente do palco mostrar suas artimanhas no hip-hop. E ao som de Dont Stop The Party a galera foi a loucura!

Se no palco e no camarim Taboo é frenético, enérgico, não para quieto, uma pergunta o fez parar e refletir por alguns segundos. Como definir o Black Eyed Peas em uma só palavra? Ele pensa por alguns instantes, olha para o teto como se estivesse lembrando cada um dos integrantes no palco, e responde: “Eterno”. Há todo momento do show, Taboo lembrava os amigos Will.I.Am, Fergie e Apl.de.Ap., seus companheiros do BEP, que em 2010 estiveram em Fortaleza com a turnê The End Tour, e que hoje estão cuidando de alguns projetos pessoais.

Imagem de Amostra do You Tube

O show foi se estendendo pela madrugada e Taboo tocava cada música como se fosse a última. Intercalando suas músicas com os sucessos conhecidos do cenário eletrônico, e para delírio de todos, remixou o nosso funk e nosso novo hino Ai se eu te pego. Elas, foram ao delírio. O DJ com raízes mexicanas colocou todo mundo para dançar sem parar, do começo ao fim do show. Falando em final, a despedida de Taboo foi um momento emocionante.

Ele ensaiou encerrar o show quando tocou Where is the Love, grande sucesso do BEP, e emocionou a todos oferecendo a música aos amigos do grupo. Mas como não podia fazer desfeita com os cearenses, finalizou seu surpreendente show com o grande sucesso I Gotta Feeling. Fazendo reverência e beijando a bandeira brasileira, Taboo arrancou aplausos intermináveis do público. Subiu na mesa e disse: “Muito obrigado, Fortaleza”. A dupla de cariocas Felguk seguiu empolgando e levantando ainda mais a galera até o nascer do sol.

Compartilhar

03.05.12 13:35

Silvia Machete apresenta pela primeira vez em Fortaleza seu tropicalismo extravagante

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

No crescente mercado de cantoras brasileiras, conseguir um destaque entre tantas vozes graves e agudas é algo que exige muito esforço. Mais ainda quando a música é só um veículo para passar uma ideia maior sobre a arte, a criação e a vida. Mas esse foi o desafio que a carioca Silvia Machete impôs para o seu trabalho. Sem um sucesso no rádio ou na trilha da novela, ela chega pela primeira vez a Fortaleza nesta sexta-feira (4) para apresentar um resumo dos seus seis anos de carreira como cantora.

Apesar de praticamente desconhecida do grande público e do pouco tempo que conta desde sua estreia com o disco Bomb of love – música safada para corações apaixonados (2006), Silvia Machete já tem uma longa estrada no campo das artes. Depois de anos acalentando o sonho de ser malabarista, ela seguiu para a França onde estudou artes circenses, teatro burlesco e o erótico cômico. De fato a viagem que duraria seis meses era para estudar o francês. Apostando no próprio talento, ela preferiu se dedicar ao que de fato queria e esticou a estada para três anos.

Imagem de Amostra do You Tube

Certa de que a arte era o melhor caminho para sua vida, Silvia Machete dedicou mais 12 anos ao teatro de rua, na Europa e na América do Norte, onde acumulou prêmios e elogios. De volta ao Brasil, ela, que tem dois irmãos músicos profissionais, decidiu juntar o canto e a performance teatral em espetáculos cheios de humor, sensualidade e maluquices, como cantar rodando um bambolê. “Tem uns que têm uma certa resistência ao que eu faço. Mas, olha, meu show é muito legal. Eu amo”, empolga-se a artista em entrevista por telefone.

Grande parte dessa resistência deve-se ao fato de Silvia Machete fazer no palco algo à beira do indefinível. Não à toa, ela batizou seu último disco, lançado em 2010, de Extravaganza (Coqueiro Verde). Ao mesmo tempo em que cede seus belos agudos à tocante Feminino frágil – parceria com o tremendão Erasmo Carlos –, ela surge vestida de samambaia no mambo Tropical extravaganza, de Fabiano Krieger. Pra completar, em O baixo, composição de próprio punho, ela faz do instrumento de notas graves o parceiro ideal para uma dança do acasalamento. “Esse disco começou com a palavra ‘extravagante’, que diz muito sobre o que eu sou no palco. Acho que o Brasil é muito extravagante. Então, comecei com essa palavra, fui pesquisando”, lembra ela que recebeu o prêmio de melhor show de 2010, cedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

Imagem de Amostra do You Tube 

No entanto, Silvia Machete não é de fazer qualquer coisa somente pensando em chamar a atenção e nem fica posando de engraçada. Com certo ar de seriedade, ela não nega que um leque tão aberto na vida profissional acaba tornando sua estrada mais longa e difícil. “Sinto falta de uma pessoa que faça o que eu faço, um teatro musical. Não caio nessas coisas tradicionais”, dispara. Com três discos e um DVD lançado em esquema independente, ela afirma que sua música até poderia tocar no rádio, mas isso exigiria uma estrutura que ela não tem. “Acho que vou, ainda por muito tempo, ser uma artista que faz uma coisa até artesanal”, adianta sem esconder uma pontinha de decepção.

Mas o grande trunfo guardado na manga desta artista tão multifacetada, ela sabe, é mesmo no palco. “Hoje, falar que é cantora não é grande coisa. Meu trabalho é único por que consigo fazer no palco tudo que sei fazer. Faço parte dessa coisa que não dá pra rotular”, admite. No CD e DVD ao vivo Não sou nenhuma santa (2008), por exemplo, ela vai do samba canção passional Foi ela a uma versão mais mansa de Sweet child o’mine, da banda Guns N’Roses. Hábil pescadora de pérolas, ela sabe bem juntar composições próprias e canções perdidas em discos alheios (a delicada Gente aberta, de 1971, foi que deu origem à amizade com Erasmo Carlos), antes de jogar seu molho particular e apresentar para o público. “Como é a primeira vez que vou a Fortaleza, vou fazer os números do show antigo e misturar com coisas novas. É um show bem divertido. Nem precisa conhecer as músicas para gostar”.

Imagem de Amostra do You Tube

Serviço:
Quando:
nesta sexta-feira (4), às 20h
Onde: Sesc Senac Iracema (Rua Boris, 90 – Praia de Iracema)
Quanto: R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia)
Outras informações: 3230 1917

Compartilhar

14.04.12 11:30

Timbral e David Duarte tocam amanhã no Retratos do Vento

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Aproveitando a beleza da nossa orla, o projeto Retratos do Vento leva amanhã ao anfiteatro Flávio Ponte (na Volta da Jurema) o projeto Timbral e o cantor David Duarte. Antes esporadicamente aos domingos, agora o Retratos do Vento acontece todos os sábados, à partir das 16h30 (levem almofadas por que os bancos são bem quetinhos). Mas, falando das atrações, o projeto Timbral é formado por  Lu de Souza (guitarra), Miqueias dos Santos (contrabaixo) e Neo dos Santos (bateria), um power trio instrumental que funde jazz, rock e preogressivo com boas doses de virtuose. Já David Duarte dispensa apresentações. Cantor, compositor e músico requisitado da noite fortalezense, ele vem apresentar sucessos como Bússola, Noite e Valeu a pena esperar.

Veja abaixo as próximas atrações do Retratos do Vento (com textos enviados pela Secultfor):

Dia 21
Marcio Resende Trio e Paulo Façanha
> Márcio Resende, carioca há muito radicado em Fortaleza, é um saxofonista e flautista de reconhecimento nacional. Márcio chamou atenção como compositor ao lançar o disco New Bossa, reunindo temas de sua autoria e de parceiros como Adelson Viana e Tarcísio Sardinha.

> Paulo Façanha é um dos cantores e compositores mais aplaudidos na noite de Fortaleza, arregimentando um público fiel à suas apresentações, marcadas tanto pelas releituras de grandes nomes da música brasileira, quanto pelas interpretações de compositores cearenses. E pela apresentação de suas próprias músicas – entre elas, o sucesso nacional Quando a noite chegar, escrito em parceria com Beto Paiva e executado em rádios de todo o País, na voz do carioca Jorge Vercilo.

Dia 28
Ayrton Pessoa e Andrea Piol
> Ayrton Pessoa, o Bob, é violonista, compositor, arranjador e produtor musical e traz em sua apresentação no Retratos do Vento uma prévia do seu mais recente disco, Manual Prático da Saudade, selecionado pelo Edital das Artes – Música, da Secultfor, em 2010.

> Dona de uma voz forte, Andréa Piol é intérprete de samba, bossa, jazz, dentre outros gêneros. A cantora tem sua interpretação respaldada em sua formação como atriz. Seu trabalho é levado ao grande público nas mais variadas apresentações artístico-musicais em centros culturais, teatros, casas de show, bares e eventos particulares desde 2000, consolidando sua carreira.

Compartilhar

11.04.12 10:00

Bossajazz em dobro

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Não é de hoje que as grandes estrelas internacionais se encantam pela música do Brasil. Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, Dionne Warwick e Frank Sinatra são só alguns dos nomes que se encantaram pelas canções do País do Carnaval. No entanto, com a americana Stacey Kent a coisa é diferente. Além de cantar, ela quer sentir o que é ser brasileira. “Quando estou lendo a poesia do Brasil em português, Vinicius ou João Cabral de Melo Neto, me sinto tão perto do coração brasileiro que de repente estou descobrindo que compartilho essa sensibilidade. Sinto-me como se essa vida pudesse ser a minha vida. Sinto-me bem dentro dessas coisas da poesia brasileira”, confirma a jazzista de New Jersey, sem esconder a emoção de estar dando entrevista em português. Aliás, em bom português.

Curiosa por aprender mais detalhes da nossa cultura e história, Stacey não espera a hora de voltar ao Brasil para a nova turnê que começa hoje (11) por Fortaleza e segue para São Paulo (12) e Rio de Janeiro (13 e 14). Apesar de ser sua terceira ou quarta temporada na terra da Bossa Nova, dessa vez as apresentações vão ter um sabor especial, pois ela vai dividir o palco com o carioca Marcos Valle, um dos seus “heróis”. Convidada pelo cantor e compositor do mítico Samba de Verão, ela parece uma criança sempre que fala em estar ao lado do seu ídolo. “Para mim é um sonho ficar com o Marcos, que é uma pessoa incrível. É um homem extremamente criativo, que não para nunca”, elogia a cantora via skype.

Imagem de Amostra do You Tube 

A história do encontro de Marcos e Stacey começou há pouco menos de um ano. Convidado para cantar na festa dos 80 anos do Cristo Redentor, o cantor carioca recebeu o aval da gravadora para convidar alguém para dividir com ele seu Samba de Verão. Foi então que ele lembrou de uma cantora que ouvira pouco tempo antes pelo rádio, interpretando canções francesas. Mal sabia ele que a tal cantora é uma apaixonada pelo Brasil e ela que atenderia prontamente sua convocação. “Aquele momento no Brasil foi um dos mais lindos da minha vida. Quando encontrei o (Roberto) Menescal no camarim, eu não sabia que ele me conhecia. Sou uma grande fã dele. Eu disse, ‘Roberto?’. E ele, ‘Stacey’. Eu não podia imaginar que já era um nome na vida dele”, conta surpreendida.

Esse flerte de Stacey Kent com o País Tropical aconteceu bem antes dela pensar em ser cantora. Por volta dos 14 anos, ela ouviu por acaso o disco de João Gilberto e Stan Getz e se encantou. “Foi a primeira vez que ouvi aquela voz. Isso mudou as coisas para mim”, confirma. Hoje, aluna da Middlebury Schools, EUA, ela chega a interromper a turnê nos verões para se dedicar ao aprendizado da nossa língua. Assim, ela vem conhecendo a poesia de João Cabral de Melo Neto, a música de Chico Buarque e Edu Lobo (com destaque para O Grande Circo Místico), o humor de Luís Fernando Veríssimo e os contos de Lima Barreto. “Eu queria ouvir muitas coisas do Brasil desde que comecei a estudar a língua, do norte do Brasil, até Luiz Gonzaga”, acrescenta a artista que divide o amor pelo Brasil com o marido Jim Tonlimson, saxofonista que também participa da turnê.

Bodas de ouro

Para Marcos Valle, dividir o palco com Jim e Stacey também tem uma dose maior de emoção. Principalmente quando ele lembra da agenda concorrida que a cantora mantém pelo mundo. “Quando entramos em contato, eles adoraram e acharam uma brecha para fazer o projeto”, conta ele por telefone de sua casa no Rio de Janeiro. A distância, no entanto, acabou proporcionando uma experiência nova para todos, já que todos os ensaios aconteceram via skype. “Ela mora em Aspen (EUA), perto da montanha, e eu perto do mar. Ficávamos cantando e passando os tons com o computador do lado. A única coisa que nós não conseguimos foi tomar um vinho durante os ensaios”, brinca o compositor que só vai resolver esta questão em Fortaleza, quando todo o grupo se encontra pela primeira vez.

Mesmo que já esteja acostumado ao reconhecimento internacional, Marcos Valle guarda um carinho especial pelo encontro com Stacey Kent. Principalmente por que o projeto, que logo ele quer transformar em CD e DVD, marca seus 50 anos de carreira. “Eu me sinto extremamente empolgado. Adoro essas parcerias novas. Stacey é uma nova diva que tem uma linguagem de jazz, é uma nova renovação do meu trabalho”, confessa. Para a cantora, a emoção não é menor. “Vai ser como um sonho para mim, ficar lá ao lado de Jim, Marcos e seus músicos incríveis. Imagino que vai ser bastante emocional, uma delícia”, encerra Stacey.

Serviço:
O quê:
projeto Amil Jazz Duets, com Stacey Kent, Marcos Valle e Jim Tomlinson
Quando: nesta quarta-feira (11), às 21h30
Onde: Teatro Via Sul (Av. Washington Soares, 4335 – Sapiranga. 3º piso). À venda na Casa dos Relojoeiros (Shopping Via Sul) e no local
Quanto: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia)
Outras informações: 30528027 e 32612061

Compartilhar

09.03.12 11:15

Grito Rock volta neste fim de semana

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Por Domitila Andrade (domitilaandrade@opovo.com.br)

Uma construção primordialmente colaborativa e que é realizada para que se estabeleça um cenário de música autoral, o Festival Grito Rock Fortaleza 2012, que acontece desde 2007 no Ceará, encerra a programação com shows de bandas locais e outras nordestinas, hoje, 9, e amanhã, 10, no Brom’s Partyhouse. A quinta edição do festival, que acontece em Fortaleza desde o fim de semana passado e em fevereiro foi até Quixadá e Canindé, traz as bandas Rise of Fallen Souls (CE), Estado Anestesia (CE), Emanuel Américo e a Primeira Dimensão (PB), Monster Coyote (RN) e Swan Vestas (CE) para a noite de hoje, a partir das 20 horas. Amanhã, a partir de 16 horas, no Ateliê Marcelo do Sol, o debate sobre a atual situação da Praia de Iracema, será transmitido pela Internet no Pós TV. Encerrando a programação, às 21 horas começam os shows das bandas Boró (CE), Rafael Vasconcelos (CE), Magazines (MA), Sátiros (CE) e Batuque Elétrico (PI).

O festival, que promove a circulação de bandas, artistas, fotografias, filmes e artes visuais, em Fortaleza fomentará o debate de questões locais. “A escolha da Praia Iracema para a discussão pareceu natural, primeiro porque é onde o festival está acontecendo, e depois porque é uma temática recorrente, isso da revitalização de alguns pontos que estão abandonados. A discussão vai além do que já está sendo feito, vai para levar a reflexão do que se quer que a Praia de Iracema seja, e volte a representar para a Cidade”, explica Alejandro Vargas, coordenador do Casa Fora do Eixo Nordeste, um dos organizadores do evento.

O festival começou há 10 anos em Cuiabá, capital mato-grossense, organizado pelo coletivo Fora do Eixo, como alternativa ao Carnaval, e integrou posteriormente outras cidades. Este ano vem acontecendo desde 17 de fevereiro, e segue até o dia 17 deste mês, reunindo produtores de 200 cidades e 15 países, por toda a América Latina. No Ceará, o evento é realizado pela Casa Fora do Eixo Nordeste e pela Rede Ceará de Música, em parceria com a Panela Rock.

Este é o primeiro ano que cidades do interior do Ceará recebem o evento. “Desde que começou a integralização, a ideia era ir para cidades que não eram os centros. No Nordeste, começou pelas capitais, mas nós queremos ir levando cada vez mais para o interior. Como acontece num curto espaço de tempo em várias cidades, potencializa a circulação das bandas, que fica com um custo menor, e os músicos ganham uma maior visibilidade. Fazem show para públicos de 200 a 2 mil, 3 mil pessoas, o que pra uma banda iniciante é muito bom”, pontua o coordenador.
 
Cena local
O Grito Rock faz parte de um calendário de eventos de música independente no Ceará, do qual fazem parte eventos como o Rock Cordel e a Feira da Música, que servem de fomento para o cenário da música autoral. “Aqui é muito difícil conseguir casas que recebem música autoral, muitas casas acabam recebendo bandas covers e o espaço para o autoral é bem menor. A gente precisa ir atrás, tentar ocupar espaço público, que de certa forma é nosso direito. Mas está melhorando e os festivais, que ajudam com a formação de público, são um passo pra isso, coloca a banda para tocar, leva para fora daqui, serve inclusive de catalisador”, acredita Álvaro Abreu, músico e produtor do Panela Rock.

Mesmo sem espaços cativos para música autoral, Alejandro vê em Fortaleza um diferencial: a construção coletiva. O coordenador acredita que a Capital cearense, nesse quesito, está alguns passos a frente do Nordeste e cita o exemplo do Mova-Ce, coletivo de seis bandas que viajou até são Paulo e fez uma turnê itinerante. “Contraditoriamente, ainda assim, falta em Fortaleza a ideia de construir uma cena musical própria daqui. Acho até porque quando se pensa numa banda, procura-se fazer crescer a banda, e deixa de lado o todo”, pontua. Álvaro concorda: “Ainda existe muita competição, de ter dois eventos no mesmo dia para rachar o público. Acho que se esquece que se houvesse mais debate, e as coisas acontecessem mais colaborativamente, a cena ficaria cada vez mais forte”.

Serviço
Grito Rock Fortaleza – Brom’s
Onde:
Brom’s Partyhouse (rua Dos Tabajaras, 402, em frente ao Estoril – Praia de Iracema) e Ateliê Marcelo do Sol (rua José Avelino, 650, ao lado do Teatro da Praia – Praia de Iracema)
Quando: hoje (9), a partir das 20h, e amanhã (10) às 21h
Quanto: R$ 10 (vendas no local)
Dica: Nos dois dias os 50 primeiros ingresso levam o DVD “5 anos de Panela Discos”.
Outras info: 85 3262 5011

Compartilhar

08.03.12 19:09

Três grandes shows por Fortaleza e Brasil

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Nosso Discografia andou bem parado nos últimos dias. Que fazer quando os compromissos atropelam tudo? Somente esperar bom tempo e ir resolvendo uma coisa de cada vez. Mas o retorno hoje é em grande estilo. Vamos anunciar dois grandes shows internacionais em Fortaleza e a tão esperada turnê de Maria Rita em homenagem a Elis Regina. Vamos lá:

Imagem de Amostra do You Tube

1. Marcos Valle e Stacey Kent - Há décadas o brasileiro Marcos Valle é um sucesso no circuito internacional, principalmente entre os intérpretes do jazz. Entre eles está Stacey Kent, intérprete quem vem chamando a a tenção do público e da crítica como a nova queridinha do estilo americano. Fãs um do outro, a dupla vai iniciar uma turnê conjunta por Fortaleza. O primeiro show está maracado para o Teatro do Shopping Via Sul no próximo dia 11 de abril. No show, o protagonista é o repertório elaborado de Valle, incluindo o obrigatório Samba de Verão.

Imagem de Amostra do You Tube

2. Maroon 5 - O que começou como um boato agora está confirmado. A banda americana de soul pop Maroon 5 aporta em Fortaleza no próximo dia 1º de setembro. Depois de uma apresentação empolgante no último Rock In Rio, eles voltam ao Brasil para apresentar a turnê Hands All Over Tour que começa pelo Ceará. Em seguida, parte para outras cidades ainda não anunciadas.

Imagem de Amostra do You Tube

3. Maria Rita - A tão esperada turnê de Maria Rita cantando canções imortalizadas na voz de sua mãe, Elis Regina, já tem as datas definidas. Por enquanto as datas e locais são Porto Alegre (24/03), Parque Dona Lindu em Recife (01/04), Belo Horizonte (08/04), Parque do Ibirapuera em São Paulo (22/04) e Rio de Janeiro (29/04). Com apoio da marca Nívea, todos os shows vão ser gratuitos. Até o momento, não há previsão de que este trabalho seja lançado em CD ou DVD. Mas só até o momento…

Compartilhar

02.03.12 10:00

Rock and Roll puro e sem frescura

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Poucos meses depois de lotar o pequeno Acervo Imaginário, a banda paulista Forgotten Boys está de volta a Fortaleza para apresentar seu novo disco, Taste It. O show acontece dentro da programação do Grito Rock, hoje no Brom’s Party House. Evento itinerante que passa por mais de 200 cidades de 15 países, o Grito Rock é montado em esquema independente e colaborativo, e vai contar ainda com as bandas Plastique Noir (CE), Inerve (CE) e Red Boots (RN).

Apontado como um dos melhores trabalhos da banda, Taste It é o quinto disco dos Forgotten Boys, excetuando as colaborações com outros artistas. Com 11 faixas escritas em inglês, o disco foi produzido pela banda e traz cinco músicas mixadas por Roy Cicala, americano radicado em São Paulo que tem no seu currículo parcerias estelares com, entre outros, John Lennon, Alice Cooper, Patti Smith e Lobão.

Imagem de Amostra do You Tube

Desde o elogiado Louva-A-Deus (2008), que o grupo não lançava inéditas. Nesse retorno permeado de riffs poderosos, guitarras estridentes e por uma pegada vigorosa – que passa por Rolling Stones, Beatles, Jimi Hendrix e Stooges –, Taste It apresenta a nova formação da banda que agora conta o tecladista Paulo Kishimoto e o guitarrista cearense Dionísio Dazul. Completando o quinteto, Gustavo Riviera (guitarra e vocal), Flavio Cavichioli (bateria) e Zé Mazzei (baixo).

Eleito o melhor grupo de música popular de 2011 pela Associação Paulista de Críticos de Arte, o Forgotten Boys foi formado em 1997, em meio a um cenário musical dominado por pagodes e axés. Buscando um som de rock garageiro,entre o básico e o virtuoso, eles acumulam trabalhos lançados por selos internacionais e já subiram ao palco do Palestra Itália para abrir o show do Guns’n’Roses (2010).

Imagem de Amostra do You Tube

Próxima edição
Na próxima semana, o Grito Rock volta a tocar em Fortaleza. Na sexta-feira (9), ainda no Brom’s Party house, a noite vai contar com as presenças das bandas Rise Of Fallen Souls (CE), Estado Anestesia (CE), Emanuel Anonimato (PB), Monster Coyote (RN) e Swan Vestas (CE). No sábado (10), a programação começa com um debate sobre a situação da Praia de Iracema que será transmitido ao vivo pela web (gritorock.com.br/postv). Em seguida, a partir das 21h, os shows ficam com as bandas Boró (CE), Rafael Vasconcelos (CE), Magazines (MA), Radium (AL) e Batuque Elétrico (PI).

Compartilhar

22.02.12 14:17

Esticando o Carnaval

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Passados os dias de Carnaval, a vida não pode se resumir a ressaca e preocupação com o que fez. No Ceará, há mais de uma década essa é a época de curtir grandes shows de música. Depois dos dias de Momo, quando a pequena e charmosa Guaramiranga recebeu seu tradicional Festival de Jazz & Blues, o evento desce a serra e segue com a programação por mais um fim de semana em Fortaleza. No sábado (25), uma apresentação extra também acontece no Teatro São João, em Sobral.

Em sua 13ª edição, o Festival chega nesta sexta-feira (24) ao Teatro Via Sul com a participação de um dos grandes do jazz. Ravi Coltrane (foto), filho do inesquecível saxofonista John Coltrane (1926 – 1967) com a pianista Alice Coltrane (1937 – 2007), vem se juntar com o jovem israelense Gadi Lehavi. Pianista  virtuoso, Lehavi tem apenas 16 anos de idade e quase o mesmo tempo de carreira. Despertando para a música logo cedo, não tardou para que ele chamasse a atenção de músicos e produtores.

Em uma apresentação em Nova York, Ravi Coltrane se impressionou com a técnica do garoto e logo iniciaram uma parceria, que chega pela primeira vez ao Brasil. Veterano dos palcos e estúdios, Ravi herdou do pai o talento para a música. Companheiro na música de gigantes como Carlos Santana, McCoy Tyner, Herbie Hancock, Stanley Clarke e Brandford Marsalis, ele divide sua carreira entre o sax, o clarinete e a produção de artistas como o ex-Pink Floyd David Gilmor. Sempre em busca de novos elementos, Ravi tem um pé na tradição do pai – considerado um dos reinventores do estilo na década de 1960 – e outro na invenção.

 

O mesmo acontece com o cubano Omar Puente, que toca sábado (25) no Teatro Via Sul. Nascido em Santigo, o violinista e pianista desenvolveu um som bem particular que mistura jazz, erudito e música latina. Como ele mesmo diz, é um músico “clássico, cujo coração bate com ritmo cubano, a alma é africana e a casa está em Yorkshire, no norte da Inglaterra”. Omar é formado no Instituto Superior de Arte em Havana e já integrou a Orquestra Sinfônica Nacional de Cuba. O resultado das suas experimentações sonoras é um som balançado, com foco num violino bem caliente.

E quem encerra essa segunda etapa do Festival de Jazz & Blues é cantor, compositor e músico Danilo Caymmi. O carioca de coração baiano, filho do Dorival, vem para duas apresentações diferentes onde apresenta o disco Alvear (Biscoito Fino). Na sexta-feira (24), ele faz um duo com o violonista Flávio Mendes numa apresentação intimista no Cuca Che Guevara. Já no domingo (26), ele encontra sua banda no Anfiteatro Flávio Ponte (Volta da Jurema). Costurando a baianidade do pai com a bossa do mestre Tom Jobim, a quem acompanhou durante anos na Banda Nova, ele lembra sucessos, toca canções novas e se despede do festival de jazz já deixando uma expectativa para o próximo ano.

Compartilhar
Emmanuel Macêdo

Emmanuel Macêdo

Jornalista do Grupo de Comunicação O POVO. Repórter e colunista do […]

Marcos Sampaio

Marcos Sampaio

Jornalista formado pela Universidade de Fortaleza e observador curioso da produção […]

Receba as postagens
do blog Discografia

Powered by Feedburner/Google

Categorias