Discografia

04.05.11 17:51

Paralamas do Sucesso disco a disco

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Os Paralamas do Sucesso acabam de colocar nas lojas o disco Multishow ao Vivo Brasil a Fora, com o registro da turnê Brasil a Fora. Sem perder tempo, eles também já anunciaram material inédito para 2012, quando a banda completa seus 30 anos de estrada. Ao mesmo tempo, o vocalista e guitarrista Herbert Vianna anuncia que vai lançar seu quarto disco solo, reunindo composições que foram entregues a outros intérpretes. Enquanto os discos novos não chegam, vamos lembrar algumas pérolas guardadas na discografia da banda:

- Cinema Mudo (1983) – Apesar de cultuada hoje em dia, Vovó Ondina é gente fina nunca chegou a ser propriamente um sucesso. Trata-se de uma homenagem à avó de Bi Ribeiro, que abrigou os ensaios na banda nos primeiros momentos.

- O Passo do Lui (1984) – Quase um greatest hits, o disco trazia o sucesso arrasa-quarteirão Óculos. Mas, lá pelo finzinho, Menino e Menina é uma balada animadinha que fala sobre um casal a la Eduardo e Mônica.

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- Selvagem? (1986) – Um dos discos mais importantes da história da música pop brasileira. Selvagem? é o retrato do encontro da banda com o reggae jamaicano, ritmo que pouca gente valorizava até então. Escondido no repertório, a bela A dama e o vagabundo fala sobre um casal… Bom, melhor ouvir.

- D (1987) – Gravado ao vivo no festival de Montreux, o disco traz como destaque um medley com Selvagem e Polícia, dos Titãs.

- Bora Bora (1988) – Ainda marcado pela batida do reggae, o disco se completa com a balada chorada Quase um segundo e o rock garajeiro Uns dias. Herbert Vianna já andou dizendo que essa última seria sua composição preferida.

- Big Bang (1989) – Para além da clássica e excepcional Lanterna dos afogados, esse é o disco que traz a banda de volta para uma postura mais rock (se é que algum dia eles deixaram de ser). Uma boa dica aqui é Esqueçam o que te disseram sobre o amor. Tocou no rádio, mas ficou esquecida.

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- Os Grãos (1991) - Tido como difícil pela crítica, o disco traz uma série de experiências sonoras com percussão baiana, rock latino e orquestra. Muitos destaques podem tirados, mas um bom lado B é A outra rota.

- Severino (1994) – Mais experimental ainda, Severino é um encontro da banda com um Nordeste nada caricato. Impossível apontar uma num disco tão forte. Mas, pelo exercício, escolho a pesada Rio Severino.

- Vamo batê lata (1995) – Quem diria que um disco tão impopular, geraria uma turnê e um dos discos mais vendidos da carreira do trio. Gravado ao vivo e incluindo um bônus com quatro músicas de estúdio, Vamo batê lata foi puxado pelo mega hit Uma brasileira.

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- 9 Luas (1996) – Gozando de um prestígio gigantesco, eles mantém o pique com 9 Luas. Entre rocks e latinidades, três baladas merecem destaque. Sempre te quis ganha registro próprio após interpretação de Daniela Mercury. Na nossa casa bota mais delicadeza na despedida. E Um pequeno imprevisto se despede com mais delicadeza.

- Hey Na Na (1996) – Um disco pra cima cheio de rocks e baladinhas. Mas, já quase chegando ao fim Viernes 3 am embaralha tudo. Nunca os Paralamas soaram tão angustiados.

- Acústico MTV (1999) – Entre covers e participações, o disco recria sucessos de 15 anos de carreira. Impossível não se emocionar com o arranjo de Tendo a lua, pescada de Os Grãos.

- Longo caminho (2002) – Lançado sob a emoção da recuperação de Herbert Vianna após o acidente de ultraleve, o disco traz três características: as músicas foram compostas antes do acidente; a maior parte das músicas é feita só pelo trio; e o peso do rock é quem manda. Running on the spot é um rocka quadrado de Paul Weller, do The Jam.

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- Uns Dias Ao Vivo (2004) – projeto ao vivo, longo e cheio de participações, mostra a banda em formação enxuta e também cercada pelos músicos contratados. Feito pra tocar no churrasco do domingo, é curioso ouvir Djavan errar a letra de Lanterna dos Afogados.

- Hoje (2005) – Disco de composições inéditas, pós-acidente, acabou sendo menos ouvido do que merecia. Destaque para Soledad Cidadão, parceria bilíngue de Herbert e Mano Chao.

- Brasil Afora (2009) – De volta ao vleho estilo paralamico dos anos 90, o disco marca um reencontro da banda com o nordeste. Ponto para Mormaço, cantada ao lado de Zé Ramalho.

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04.05.11 15:07

Herbert cinquentão

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

O líder, guitarrista, vocalista e principal compositor dos Paralamas do Sucesso chega hoje aos seus 50 anos. Paraibano de João Pessoa, Herbert Vianna segue sua carreira, que já já chega aos 30 anos, carregando o status de ser um dos grandes nomes da música popular brasileira. Um dos motivos para isso é que de fato sua música é popular e brasileira. Mesmo que tenha se projetado dentro do mais americano dos estilos, o rock, ele sempre soube dar ao seu repertório o molho latino ideal pra fazer muita gente rebolar. Filho de militares, ele era pequeno quando mudou-se para a Brasília e viu nascer um movimento que iria trazer à tona o punk de Brasília. Foi lá também que Herbert conheceu o amigo Felipe Ribeiro, o Bi, e o convenceu a aprender um instrumento. Herbert já arranhava uma guitarra. Bi tentou o baixo. Nascia aí embrião dos Paralamas do Sucesso. Num primeiro momento, ter uma banda de rock ainda se limitava às festinhas de amigos. Como já comum na vida do garoto, houve uma mudança, dessa vez para o Rio. Chegando na Cidade Maravilhosa, ele teve feliz coincidência de reencontrar o amigo Bi e voltar a conversar sobre aquele sonho adolescente de cantar pelo Brasil. No começo, as baquetas foram entregues ao amigo Vital Dias, que certa vez faltou a um show e foi substituído pelo mestre de mãos gigantes João Barone. Era o que faltava para fechar o triângulo. Daí eles seguiram juntos acumulando sucessos. Hipnotizaram a plateia do Festival de Montreux, apresentaram a até então desconhecida Legião Urbana para a EMI, enfrentaram o primeiro Rock in Rio, solidificaram o reggae no Brasil e redescobriram a America Latina. Conhecido pelo som ensolarado, o trio que foi estourar no Rio de Janeiro soube ser crítico e triste também, em alguns momentos. Herbert mesmo já declarou que compunha melhor na tristeza. Em 2001, o músico perdeu a mulher Lucy e ficou paraplégico por conta de um acidente enquanto sobrevoava a praia de Mangaratiba, no Rio de Janeiro. O que era uma tristeza profunda para fãs, amigos e parentes, transformou-se em muita alegria ao ver que ele iria voltar ao posto que o consagrou. O retorno começou em uma apresentação do reggae Bi, projeto paralelo de Bi Ribeiro. Depois foi no disco Programa, do amigo Lulu Santos. Passaram 10 anos e a banda está de volta, completa e viajando. Um alívio pra quem concorda que a vida não é filme.

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25.04.11 11:47

Paralamas em registro morno

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Já está no ar, no canal pago Multishow o novo trabalho dos Paralamas do Sucesso. Aliás, por que que esse tipo de show só passa em canal fechado?! Bom, deixa pra lá… Voltando ao trio, o programa é o registro da turnê Brasil Afora e será lançado em CD e DVD (EMI) gravados ao vivo no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro. A turnê parte do ensolarado disco homônimo lançado pela banda em 2009 e que trouxe boas canções como A lhe esperar e Quanto ao tempo. Apesar disso, a sensação que fica é que os Paralamas hoje são reféns de sucessos dos lançados na década de 80. Músicos de altíssima qualidade e com uma veia autoral correndo sangue sempre quente, eles parecem apostar pouco numa ousadia na hora de montar seu novo registro ao vivo. Começa que, para fazer jus ao nome da turnê, o show poderia ser gravado em qualquer lugar, menos no já tão usado Rio de Janeiro. “Mas é que lá é mais fácil porque todo mundo já está lá”, diriam muitos, mas eis a falta de ousadia aí. Ver só o trio desfilando suas dezenas de pérolas no Marco Zero de Recife ou no Mercado dos Pinhões em Fortaleza já seria uma graça divina. No entanto, eles preferiram começar a apresentação carioca com a nova Sem mais adeus e partir para o conforto de Dos margaritas, O beco, Ela disse adeus e Cuide bem do seu amor, todas já registradas no DVD anterior, (o excelente) Uns Dias Ao Vivo. Pitty entra em cena pra dividir Tendo a lua (também presente no trabalho anterior), como fez aqui em Fortaleza no último Ceará Music. A música foi escolha da própria baiana que exibe seu lado mais doce. Outro convidado é o paraibano Zé Ramalho chamado ao palco pelo conterrâneo Herbert Vianna para cantar a boa parceria Mormaço. Zé entra durante um set acústico que inclui ainda O rio severino, Caleidoscópio e Uns dias. A banda (que bom) se mantém a mesma, reforçada pelos teclados de João Fera (que assume o violão no set acústico) e os sopros de Monteiro Jr (sax tenor) e Bidu Cordeiro (trombone). Mas ainda faz falta o terceiro elemento fechando o trio de metais, ora formado com Demétrio Bezerra, que saiu da banda após o acidente de Herbert em 2001. Nos últimos momentos do show, o trio resolve pisar no acelerador e engatar de forma bem empolgante Sonífera ilha, Ska, Óculos e e, pra encerrar, Vital e sua moto. Curiosamente, esta última música foi uma das primeiras que apresentou a banda ao grande público num já distante 1982. No ano que vem, então, os Paralamas do Sucesso completam seus 30 anos de carreira e a expectativa é que eles resolvam tirar do baú aquela velha vontade de surpreender os fãs.

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01.01.11 14:15

Há 15 anos

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

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Há 15 anos, Os Paralamas do Sucesso colocaram 300 Picaretas como uma das faixas de Vamo Batê Lata. O ótimo disco gravado ao vivo com a banda em uma fase impecável registrava a turnê do desvalorizado e pouco lembrado disco Severino. 300 picaretas foi incluída num disco bônus que acompanhava o ao vivo. Composta por Herbert Vianna em homenagem a Lula (o tal Luís Inácio citado na letra), a música sofreu uma curiosa censura. O procurador da câmara, José Bonifácio de Andrada, conseguiu que ela fosse proibida de ser apresentada durante um show em Brasília. Pois bem, a música não estava no set list. Mas, já que tocaram no assunto, a banda incluiu Proteção, da Plebe Rude, no repertório em sinal de protesto à proibição que tentaram impor.

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Emmanuel Macêdo

Emmanuel Macêdo

Jornalista do Grupo de Comunicação O POVO. Repórter e colunista do […]

Marcos Sampaio

Marcos Sampaio

Jornalista formado pela Universidade de Fortaleza e observador curioso da produção […]

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