Discografia

13.04.11 14:44

Comentário de Nando Reis gera polêmica com torcedores do Cruzeiro

Por: Marcos Sampaio | Comentários: 16 Comentários

O cantor e compositor paulista Nando Reis arranjou uma briga hoje com a torcida do Cruzeiro. Após anunciar que estava há algum tempo sem sono e elogiar o amor do brasileiro pelo feijão, ele mandou pelo Twitter (com correções): “Tostão foi um jogador genial. Mas acho os seus textos sobre futebol muito chatos. Quando escrevia no Estadão era muito criticado por falar do São Paulo”. E em seguida: “Alguém poderia dizer ao Tostão que o interesse dos leitores paulistas da Folha sobre o Cruzeiro, é muito pequeno, pra não dizer ZERO”. E complementou: “Sim, ele entende de bola. Mas escreve de uma forma chata. Futebol deve ser visto entendido e descrito como ele é ou deveria ser: eletrizante”.

Com tantas alfinetadas, não tardou para ele receber uma série de críticas, algumas bem contundentes, de fãs e leitores do ex-jogador mineiro e atual cronista esportivo. Um dos seguidores de Nando, rodrigozidane79, respondeu, “Um artista perde um fã por conta de um comentário idiota…”. Menos polido, lucaoramon completou, “tá com inveja porque o timinho do São Paulo não consegue jogar mais bola. Faz um favor, num aparece aqui em Minas Gerais pra fazer show”. 

Entre outros comentários, concordando ou não com o cantor, e muitos palavrões, Nando, um são paulino confesso, pediu trégua: “Peço desculpa aos mineiros: me expressei mal. Não (sou) bairrista e sou fã do futebol de Minas Gerais. Mas acho que o Tostão cita o Cruzeiro de forma excessiva”. Vendo que os comentários não paravam, encerrou: “Moçada, não pirem! Não falei do Cruzeiro apenas falei o que acho dos artigos do Tostão. Quem discordar, ótimo. Mas não distorçam o que falei”.

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20.12.10 14:38

Bailão duvidoso

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Quando esteve em Fortaleza em maio deste ano, Nando Reis anunciou em primeira mão ao O POVO que gravaria um show com canções que estiveram presentes em sua formação como músico. O nome dos homenageados era de assustar os fãs de Bichos Escrotos e Hereditário. Entre os eleitos, Roupa Nova, Wando e Guilherme Arantes. Pra quem já estava de cabelo em pé, deve ter caído para trás quando leu o nome temporário do projeto: O Bailão do Ruivão. O fim do ano chegou e o que era um projeto de nome temporário, virou realidade. O Bailão do Ruivão saiu em CD (19 faixas) e DVD (23 faixas) pela Universal Music com o próprio Ruivão, ladeado pelos seus Infernais, interpretando os tais nomes citados mais outros até então nunca imaginados na boca do nosso Neil Young brasileiro. Fazendo uma avaliação teórica detida aos conceitos artísticos, mercadológicos e auditivos, posso dizer que o resultado é “super médio”. No início, ele até empolga com a guitarra azeitada de Carlos Pontual incendiando Venus, clássico discoteque da esquecida banda Shocking Blues. Em seguida eles fazem um cover de Agora só falta você, clássico de Rita Lee que virou o hino de quem quer se libertar de qualquer ordem (e de quem quer fazer de conta que quer se libertar de qualquer ordem). A questão é que o trabalho parece bem populista quando ele chama ao palco Chimbinha e Joelma da Banda Calypso para um dueto na lambada Chorando se foi e Zezé di Camargo e Luciano em bem melhor situação (verdade seja dita) com Você pediu e eu já vou daqui (nos extras eles também cantam Do seu lado). Algumas canções ficaram boas, mas mudam bem pouco dos seus originais. Tudo bem que Nando não tem o vozeirão de Tim Maia na hora de cantar Gostava tanto de você, mas também não faz feio. Apesar das críticas dos fãs titãnicos mais xiitas, o Bailão do Nando merece ser visto mais como umas férias no compositor e como um trabalho que não compromete sua história ou como uma brincadeira. Também não deve ser visto como um momento onde ele resolveu mudar e fazer tudo que queria fazer. Parece que nem o próprio ruivo estava a fim de levar algo a sério, quando ele convidou uma oncinha pintada, uma zebrinha listrada e um coelhinho peludo para dançarem Bichos escrotos no palco. Aliás, acho muito legal que, em tempos de crise no mercado fonográfico, alguém ainda bata no peito e faça um trabalho como esse. Não sei se foi ideia dele de fato, mas acho que manteve a dignidade (apesar dos convidados). Tudo bem, Você não vale nada era perfeitamente dispensável, e, ao mesmo tempo, Fogo e Paixão junto com My pledge of love ficou muito boa. No fim das contas, se você acha o Nando Reis ruim, vai passar a achá-lo pior. Se o acha bom, vai torcer o nariz mas vai encontrar coisas boas. Se é fã ardoroso, vai dizer que ele é corajoso, que o disco é bom, mas vai continuar ouvindo mais o compositor. É isso.

Imagem de Amostra do You Tube

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Emmanuel Macêdo

Emmanuel Macêdo

Jornalista do Grupo de Comunicação O POVO. Repórter e colunista do […]

Marcos Sampaio

Marcos Sampaio

Jornalista formado pela Universidade de Fortaleza e observador curioso da produção […]

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