Discografia

15.09.11 17:30

Amy Winehouse se despede com um clássico

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

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Amy Winehouse partiu em julho de 2011 deixando para trás uma carreira curta e errática. Mais falada pelos reincidentes exageros do que pelo imenso talento, a inglesa de penteado estranho trouxe para as novas gerações um pedaço da melhor parte da canção internacional. Fosse qual fosse a plateia, ela vestia sua canção com soul, jazz e blues, como antes faziam Ella, Billie e Sarah. Por isso mesmo, 27 anos foi muito pouco para o quanto ela ainda tinha pra dizer. Confirmando sua paixão pela verdadeira canção, sua última gravação foi Body and Soul, em dueto com o esplêndido Tony Bennett, no alto dos seus 85 anos. Body and Soul é uma balada composta em 1930 por Edward Heyman, Robert Sour, Frank Eyton e Johnny Green e teve sua primeira gravação feita pela orquestra de Jack Hylton. Em seguida, ganhou registros famosos de Frank Sinatra e Coleman Hawkins. A gravação de Tony e Amy foi feita no último 23 de março, nos estúdios Abbey Road, e vai fazer parte do disco Duets II, que o cantor lança no próximo dia 20.

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09.08.11 16:26

Acertado primeiro show de João Gilberto

Por: Marcos Sampaio | Comentários: 1 Comentário

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Hora de preparar os bolsos. O grã-mestre da Bossa Nova, João Gilberto, 80, anunciou o primeiro dos shows que pretende fazer no Brasil este ano. A apresentação acontece no Via Funchal, em São Paulo, no próximo 5 de novembro. Uma nova data também para São Paulo deve ser marcada em breve. Os preços não foram revelados. Em seguida, João deve passar por Rio de Janeiro, Salvador, Brasília e Porto Alegre. As apresentações serão gravadas e transformadas num pacote de três DVDs. Diga-se de passagem, estes serão os primeiros registros oficiais em vídeo da carreira de mais de 60 anos de João Gilberto. Recluso e com alardeada fama de dificultar a realização dos próprios shows (nada de ar condicionado!), estas serão as primeiras apresentações do baiano no Brasil desde 2008, quando cantou e tocou no Auditório Ibirapuera (SP) em comemoração aos 50 anos do gênero que tornou-se um símbolo máximo. Especialmente inspirado, nestes últimos shows João chegou a incluir no repertório canções de fora do seu set-list habitual, como 13 de Ouro, Dor de Cotovelo, Chove Lá ForaDobrado de Amor.

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06.07.11 17:39

Os Comparsas em Sobral

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

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17.06.11 13:19

Influência do jazz

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

O movimento é sempre o mesmo. O Brasil gera, depois esquece. Em seguida o estrangeiro descobre e resgata. Só então nós voltamos a dar valor. Com o fortalezense Eduardo Lincoln Barbosa Sabóia, nascido em 31 de maio de 1932, não seria diferente. Após trabalhar como jornalista em sua terra natal, mudou-se aos 19 anos para o Rio de Janeiro para tentar a vida como músico. Começou como baixista, até que assumiu o piano e o órgão eletrônico. E foi aí que ele se consagrou como o Rei dos Bailes.

Não é a toa que foi este o nome dado ao box lançado recentemente pelo selo Discobertas. Reunindo os seis discos lançados pelo músico entre 1960 e 1966, ela traz um apanhado de sucessos nacionais e internacionais da época, além de composições próprias, tudo com foco das melhores pistas de dança do Brasil. Lançados originalmente pela Musidisc, da qual foi diretor artístico, os discos de O Rei dos Bailes tiveram o som recuperado a partir das fitas originais. As capas originais e os textos escritos à época por Sebastião Fonseca também foram recuperados.

No repertório, jazz, samba e bossa nova, tudo com um forte acento dançante que conquistou as pistas inglesas no início deste século. Enquanto os DJs europeus iniciaram uma garimpagem eletrônica da obra do pianista, o selo inglês Whatamusic.com relançou em Cd o disco Ed Lincoln, de 1968. O Amor e a rosa, Mulher de trinta, Influência do jazz são algumas das músicas que encantaram os ingleses e que estão presentes na caixa, com destaque para arranjo soberbo da Aquarela do Brasil. Por ali, infelizmente não citados numa ficha técnica, também estão muitos dos grandes músicos brasileiros, como Emílio Santiago, Silvio César, Tony Tornado, Durval Ferreira e Wilson das Neves.

“Os músicos eram catados a dedo”, confirma o músico Orlandivo, também presente naquelas sessões. Ele, que inclusive co-assina algumas canções como D’Orlan (por questões contratuais), conta que a competição era grande, mas não havia páreo para a banda de Ed Lincoln, que sempre procurava meios para cada músico se desenvolver sozinho. “Por isso as pessoas eram boas. Não tinha ensaio, era só dar o tom”.

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Orlandivo lembra que outros grupos de baile esperavam os lançamentos de Ed pra saber o que ele estava fazendo. “Por que era garantia de sucesso”, lembra, apesar de confessar que não era tanto dinheiro que entrava. “Não era tanto dinheiro assim, mas deu pra fazer um pé de meia. Mas olhe, além de eu gostar de fazer, ainda tinha um dinheirinho na mão. Ta bom, Né?”, brinca.

Os bailes só diminuíram de frequência em 1963, quando Ed sofreu um acidente automobilístico que deixou sentindo dores fortes na coluna e o obrigaram a se apresentar eventualmente usando colete. Com o lançamento no ano seguinte do disco A volta, ele deu continuidade à carreira de shows e gravações. Com um estilo admirado por outros músicos, ele ainda participaria de gravações ao lado de Ed Motta (Conversa mole) e do DJ Marcelinho da Lua (Sem compromisso).

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Orlandivo lembra que Ed Lincoln não parava de trabalhar nem quando estava na cama do hospital. “Ele até pedia whisky, mas só pra mim”, lembra rindo. Nessa época ele chegou a ser substituído por outros pianistas famosos como Tenório Jr e Eumir Deodato. Recentemente, um acidente doméstico voltou a lhe causar dores e o afastou novamente dos palcos, e hoje, aos 79 anos, ele não pode mais fazer o que lhe dava mais prazer que é fazer as pessoas dançarem.

Por isso, quanto ao relançamento, Orlandivo comemora saber que novas gerações vão poder entrar em contato com estes trabalhos. “De tempos em tempos, as gravadoras remexem seus arquivos por que tem uma juventude que não conhece isso. Agora os mais novos vão poder dançar com os discos do pai e do avô”.

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16.06.11 16:59

Nenhum de Nós lança o primeiro clipe de Contos de Água e Fogo

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Para apresentar o novo e bom disco do Nenhum de Nós, Contos de água e fogo, Theddy Corrêa e companhia estão lançando o clipe de Último beijo. Creditada ao quinteto, esta balada rock teve seu vídeo produzido pela Estação Elétrica, com direção de Cláudio Veríssimo. A técnica que projetou a banda em vários pontos da cidade é conhecida como beamvertising e tem sido muito usada por artistas plásticos e publicitários. Contos de água e fogo é o 10º album de estúdio da banda gaúcha e marca seus 25 anos de estrada. Para assistir clique aqui.

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15.06.11 16:02

EMI relança Walk into light de Ian Anderson

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Antes creditado como mais um disco do Jethro Tull, Walk into light é de fato o primeiro disco solo do vocalista e flautista Ian Anderson. Algo dentro da filosofia do exército de um homem só já que era mesmo ele a figura central da banda. O disco, que agora volta às lojas pela EMI em versão remasterizada, foi lançado originalmente em 1983 com a contribuição do tecladista do Tull, Peter-John Vettese. As faixas de Walk into light são:

1. Fly By Night
2. Made In England
3. Walk Into Light
4. Trains
5. End Game
6. Black And White Television
7. Toad In The Hole
8. Looking For Eden
9. User Friendly
10. Different Germany

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15.06.11 11:29

Seu Jorge protagoniza websérie As crônicas de um PC

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

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Enquanto não lança seu novo disco, Músicas para churrasco Vol 1, Seu Jorge já lançou por aí o novo single, A doida. A música é uma continuação da Burguesinha, que definitivamente é bem fraca diante dos primeiros trabalhos do cantor. Outra novidade sobre o rapaz é sobre sua porção ator. Ele será o protagonista da websérie, lançada pela gigante Microsoft, As crônicas de um PC. A historinha mostra cenas reais da vida de Cilene Pereira, uma moradora da comunidade de Rio das Pedras que vive conectada durante o dia, mas nunca teve contato com um computador enquanto viveu na Paraíba. (Entenderam? Rio de Janeiro com computador. Paraíba sem computador. É simples) Na séria que poderá ser acompanhada por este link, Seu Jorge vai dar voz ao computador. São quatro capítulos semanais. A propósito, o disco Músicas para Churrasco Vol 1 é o primeiro de uma trilogia baseada em canções populares inspiradas em tipos do cotidiano carioca. O disco será produzido por Mário Caldatto Jr e tem previsão de lançamento para julho, pela Universal.

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14.06.11 17:02

Mundo Livre Rock’n Roll

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Por Mariana Toniatti

O astral de Jericoacoara é sempre lá em cima, mas no último fim de semana estava ainda mais especial. A quarta edição do Festival Jeri Eco Cultural, que mistura música e moda, fez uma galera enfrentar as quatro horas de viagem para chegar na sexta-feira e ir embora no domingo satisfeitíssima de ter encarado o estirão. O fim de semana foi bom demais.

Na sexta-feira, abrindo os trabalhos, a banda Tow In, que costuma tocar no Órbita, em Fortaleza, embalou o pessoal que ia chegando. O palco, que começou a ser montado na segunda-feira, ficava na praia, bem em frente à rua principal. Iluminação e som perfeitos, sem falar no visual do lugar. Enquanto a banda tocava, um desfile mostrava peças produzidas pelas artesãs locais.
As crocheteiras de Jeri e de praias da região participaram de duas oficinas promovidas pelo festival durante a semana passada. Uma delas foi com a consultora de moda Chiara Gadaleta, que apresentava o programa Tamanho Único, no GNT, e mantém o blog S.S.E – Ser Sustentável com Estilo. Chiara deu uma oficina sobre biojoias, utilizando materiais recicláveis, pedras e técnicas artesanais e ainda estava por lá no fim de semana para curtir os shows de sábado.
A cantora Céu, que ia abrir a noite, nem chegou em Jeri. Foi a notícia ruim do fim de semana. Ainda no fim da tarde, a organização do evento anunciou que ela estava doente, afônica, com febre alta e não poderia se apresentar. A noite então começou com a banda Eddie, de Pernambuco. O show foi bom, mas o público parece que estava esperando mesmo por Mundo Livre S.A, também de Recife. 

Fred 04, tímido durante o dia, caminhando na praia com sua blusa vintage do Flamengo, chapeuzinho de palha, óculos enormes e rosto pro chão, era só atitude à noite no palco, já depois de meia noite. Solos nervosos de cavaquinho, uma música na outra, pouca falação, 04 estava rock and roll. Abriu do jeito de sempre com Free World, tocou clássicos do primeiro CD como A Bola do Jogo e O rapaz do Bonezinho Preto e instigou a galera, “Agora é a hora da cotovelada”, antes de Concorra a um carro.

Para os namorados e casais – e eles eram muitos em Jeri -, tocou Meu Esquema. No bis, ao lado da banda Eddie, Fred 04 lembrou Chico Science. “Ele nos viu ensaiando essa música e gravou. A gente esqueceu de botar no primeiro CD e gravou depois”. Era Computadores fazem Arte. Foi mais ou menos uma hora e meia de show, mas o povo foi embora achando que tinha sido pouco. É porque foi muito bom!

* Mesmo sem poder vir a Fortaleza, Céu conversou com o jornalista Por Pedro Rocha (pedrorocha@opovo.com.br e @pedroearocha) sobre o cenáro musical e sue futuros projetos. Acompanhe:

DISCOGRAFIA – Você já cantou com Otto e lançou o Sonantes, com Pupillo e Dengue do Nação Zumbi. No próximo sábado, dividirá a noite com outras duas bandas pernambucanas, Eddie e Mundo Livre S.A. Vai combinar algo com Fábio Trummer e Fred 04?
Céu -
Adoro Eddie e Mundo Livre, sou fã e já fui a varios shows deles. Porém, nesse show de agora, não preparamos nada específico. É difícil a galera se juntar, todo mundo viajando, correndo. Mas, de minha parte, nada impede de algum dia fazermos algo juntos! Seria muito bom.

DISCOGRAFIA – Sua repercussão no exterior sempre foi de muito destaque, seja na Europa ou nos Estados Unidos. Entre as parcerias, gravou inclusive com Herbie Hancock. Algum novo projeto em vista lá fora?
Céu -
A princípio nada de parceria em vista que já esteja confirmada. A única coisa certa é que estou voltando pra Europa agora no início de Julho pra mais uma tour de divulgação do meu último disco, Vagarosa.

DISCOGRAFIA – Existe uma geração riquíssima de jovens cantoras brasileiras. Você já citou no blog, por exemplo, sua admiração pela música de Bárbara Eugênia e já cantou ao lado de Anelis Assumpção. Quem mais você está ouvindo hoje?
Céu -
Dessa geração que ta tocando hoje eu ouço e curto muito a Karina Buhr, a Tulipa, Cibelle, Vanessa, fora as acima citadas, Barbara, Anelis… Nossa, tem muita gente boa!

DISCOGRAFIA – Hoje em dia é de praxe perguntar sobre a gestão da ministra Ana de Holanda e as políticas culturais no país. Você tem acompanhado as discussões sobre o assunto? Essas questões políticas de alguma forma afetam suas produções?
Céu -
Pois é… Me surpreendi com a postura conservadora da ministra em relação a reformulação da lei de direitos autorais. Não sou tipo que acredita em tudo que sai impresso na mídia, mas se assim for é realmente chocante. Uma medida tão necessária nos dias de hoje. E tambem teve aquela história de se opor a fiscalização do Ecad. Pra ser profissional em música tem que amar muito a coisa mesmo, viu?

DISCOGRAFIA – Já se vão dois anos do lançamento de Vagarosa. O que planeja para o segundo semestre deste ano?
Céu -
Planejo o ínicio das gravações do meu terceiro disco, que saíra provavelmente ano que vem. To animada com isso.

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14.06.11 11:56

Arnaldo Antunes e Edgard Scandurra gravam disco na África

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

O DISCOGRAFIA já havia anunciado. A dupla Arnaldo Antunes e Edgard Scandurra está se preparando pra lançar um projeto em conjunto. “Há, mas isso é notícia repetida. Eles vivem tocando juntos desde que o Arnaldo deixou os Titãs em 1992″, diria você leitor. A questão é que eles sempre tocaram juntos na carreira solo do Arnaldo. Esse é um projeto pensado pelos dois juntos e deve preceder um outro projeto que já anda rodando na cabeça do tribalista que é um disco só de voz e guitarra. Adivinha com quem? É com o Edgard sim. Mas, falando deste projeto já em andamento, trata-se de um disco com influências africanas, com adesão do recém premiado com o Grammy 2011 de melhor álbum de world music tradicional Toumani Diabaté. A produção será de Gustavo Lenza (Céu e Curumin). Edgard e Arnaldo até passaram 10 dias do mês de maio na África trabalhando nas faixas inéditas que os dois compuseram juntos e levaram daqui. Lá eles contaram também com outros músicos locais, como Sediki, filho de Toumani. O trabalho está sendo registrado em vídeo por Dora Jobim e será finalizado durante este mês aqui no Brasil. A previsão de lançamento é para setembro de 2011. Esperemos.

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08.06.11 15:36

Legião Urbana, Eduardo e Mônica ganham homenagem da Vivo

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

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Uma bela e emocionante homenagem. Assim se pode descrever a nova propaganda da rede de telefonia Vivo, que aproveitou os 25 anos do lançamento do disco Dois, da Legião Urbana, e criou um curta metragem para Eduardo e Mônica. Parceria com a produtora O2, do diretor Fernando Meirelles, o filminho mostra toda a trajetória do casal que, sem ter nada a ver, provou que tinha tudo a ver. E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração…

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Emmanuel Macêdo

Emmanuel Macêdo

Jornalista do Grupo de Comunicação O POVO. Repórter e colunista do […]

Marcos Sampaio

Marcos Sampaio

Jornalista formado pela Universidade de Fortaleza e observador curioso da produção […]

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