31.10.11 14:23
Lulu chega hoje às lojas reunindo Metallica e Lou Reed
Uma das parcerias mais inusitadas do rock internacional, chega hoje às lojas o álbum Lulu que mescla a poesia marginal nova-iorquina de Lou Reed com a sujeira e o peso do Metallica. O encontro destes dois grandes nomes da música começou em 2009 quando eles dividiram uma apresentação nos 25 anos do Rock and Roll Hall Of Fame. Depois do show, já saíram com a vontade de fazer algo juntos. O disco vem agora reunindo um punhado de canções que Reed havia composto para o que viria a ser uma peça de teatro com histórias do dramaturgo alemão Frank Wedekind. O resultado foram 10 faixas que soariam estranhas para os fãs do Metallica e curiosas para os fãs do ex-Velvet Undergound, estes mais acostumados às experimentações do compositor. De lambuja, quem quiser ouvir com exclusividade o disco Lulu, ele já está disponível para os clientes cadastrados do canal Sonora até o próximo dia 9.
As faixas de Lulu (todas de Lou Reed, James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Robert Trujillo) são:
1.Brandenburg Gate – 4:19
2.The View – 5:17
3.Pumping Blood – 7:24
4.Mistress Dread – 6:52
5.Iced Honey – 4:36
6.Cheat on Me – 11:26
7.Frustration – 8:33
8.Little Dog – 8:01
9.Dragon – 11:08
10.Junior Dad – 19:28
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28.10.11 15:55
Representando o metal aparaense, Madame Saatan lança segundo disco
Formada em 2003 em Belém do Pará, o Madame Saatan é uma banda de metal que vem ganhando espaço em festivais importantes como o MADA e o Porão do Rock. Apresentados com o EP O Tao do Caos, de 2004, eles lançaram o primeiro disco de verdade três anos depois, batizado apenas com o nome da banda. Logo na largada, foram apontados como o melhor disco de heavy metal no prêmio da revista Dynamite. Quatro anos depois, recheado de letras pesadas falando sobre morte, sangue, foice e ódio, o quarteto senta o dedo na guitarra e o pé na bateria para lançar seu segundo trabalho, Peixe homem. A avalanche sonora do quarteto é resultante de um mistura curiosa os sotaques do metal com algo do xaxado, da embolada. Mas não pense em Raimundos como uma referência. O assunto aqui é bem sério. O que pode parecer absurdo, de fato, fica acima da média de um estilo que teima em se repetir. A voz de Sammliz exala personalidade, força e testosterona em versos como “enterre os ossos, costure a força teu nome a ele. E o sacrifício de hoje é aguardente certo”. Peixe Homem tem produção de Paulo Anhaia (Charlie Brown Jr e Velhas Virgens) e masterização de Alan Douches (Aerosmith e Misfits). Um ganho para o trabalho, e bem incomum no universo heavy/trash metal, são as letras todas em português. E eles se saem bem assim. Mesmo que tanta raiva mais pareça mais uma exigência estilística do que uma mensagem para o ouvinte, a vocalista escreve bem coisas como “Esqueça o fundo que te aguarda ao deixar a tua velha margem”. O som vigoroso de Ícaro Suzuki (baixo), Ivan Vanzar (bateria) e Ed Guerreiro (guitarra) termina de pintar o quadro caótico da banda que demonstra claramente vocação para o palco. É certo que, para quem não é um iniciado no metal, chega um momento em que tudo parace ser a mesma coisa. Mas vale a pena ouvir mais uma vez e descobrir camadas de ideis ao longo do trabalho.
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