Discografia

13.10.11 11:01

Coração a batucar

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Imaginem uma multidão formada por milhares de cariocas comemorando o dia de São Sebastião nas areias de Ipanema. O ano é 2004 e a atração principal é Maria Rita, que está apresentando o repertório do seu disco de estreia. O público está cantando junto todas as letras e dançando o tempo inteiro. Agora se transportem para o Parque do Cocó, aqui na terrinha, em julho de 2009. Pensem em outra multidão gigantesca aguentando um atraso considerável causado pela chuva torrencial de momentos antes. A espera é mais do que compensada quando Maria Rita sobe ao palco. Eis que agora são os cearenses que estão cantando e dançando o tempo inteiro.

A única coisa em comum entre esses dois momentos é a cantora que está empunhando o microfone. O repertório naquele início era mais jazzístico, íntimo, pessoal. Para enfrentar aquele mar de gente, ela contava apenas com um trio de músicos formado por piano, baixo e bateria. Para o Ceará, ela já veio cercada por um time de oito bambas com quem dividiu um repertório formado principalmente por sambas. O curioso é que nos dois momentos, quem viu adorou. O fato só confirma a vocação e a desenvoltura de Maria Rita no palco.

Não é à toa que foi no palco que nasceu o disco Elo, base do show que esta paulistana de 34 anos vem apresentar hoje em Fortaleza. Também não é à toa que o disco é dedicado aos fãs e ao palco. Em meados de 2010, após a muito bem-sucedida turnê de Samba Meu, onde Maria Rita soltou por quase três anos ininterruptos a cabrocha que havia dentro de si, a opção mais sensata foi dar uma parada de seis meses. No entanto um convite para uma mini temporada na Europa reduziu as férias para menos de seis semanas. Para se afastar do esquema grandioso que a envolvia para o repertório de sambas, ela voltou para o estilo inicial e se cercou mais uma vez apenas do trio que a acompanha desde o início da carreira. São eles Tiago Costa (piano e teclados), Sylvinho Mazzucca (baixo) e Cuca Teixeira (bateria).

Embora ela diga (em material enviado para a imprensa) que não era essa a intenção, o show chegou ao Brasil e acabou virando disco. Por conta da ligação com os seus primeiros trabalhos, o nome escolhido para o lançamento foi Elo. Para o repertório, ela promoveu um passeio por lembranças e impressões musicais que a acompanham nestes últimos oito anos, desde que se lançou como cantora. Conceição dos Coqueiros (Lula Queiroga/ Alexandre Bicudo/ Lulu Oliveira) foi a primeira a entrar. “Foi durante a turnê Samba meu, em algum voo pelo País, que bateu algo enquanto a escutava. Senti uma emoção indescritível, com direito a nó na garganta e tudo”, diz ela no encarte. Santana (Junior Barreto/ João Araújo) foi excluída de Segundo, mas agora entrou. O mesmo aconteceu com a inédita Perfeitamente (Fred Martins/ Francisco Bosco).

Além desta, Elo traz apenas mais duas inéditas, Pra matar meu coração (Daniel Jobim/ Pedro Baby) e Coração a batucar (Davi Moraes/ Alvinho Lancellotti). As demais são sucessos de Djavan (Nem um dia), Rita Lee (Só de você), Caetano Veloso (Menino do Rio) e outros. Como Maria Rita escreveu, são canções que ela “há muito não cantava, canções que vivia cantarolando pela casa, canções inéditas que entraram noutros discos, encomendas de amigos”. Agora essas canções ganham vida e já podem lotar mais shows pelo Brasil.

Serviço:

O que: novo show de Maria Rita com o lançamento do disco Elo

Quando: Hoje (13), às 22h

Onde: Siará Hall (Av. Washington Soares, 3199 – Água Fria)

Preço: R$70 (pista); Frontstage – R$150 (inteira) e R$75 (meia); Mesa Premium – R$230 (inteira) e R$115 (meia); Mesa VIP – R$190 (inteira) e R$95 (meia); Camarote 1º piso – R$230 (inteira) e R$115 (meia); Camarote 2º piso – R$190 (inteira) e R$95 (meia). À venda no local (somente à vista) e no Bilheteria Virtual (www.bilheteriavirtual.com.br – aceita cartão)

Outras info.: 3278.8400

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26.09.11 11:00

Maria Rita volta ao começo em Elo

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Na enciclopédia da Música Popular Brasileira, um verbete parece não querer por um ponto final em sua definição. Tá lá na letra “E”: Elis Regina Carvalho Costa. Gravando com personalidade dos cânones da MPB até jovens compositores, ela cruzou duas décadas de carreira como a voz maior deste País, conquistando admiradores ainda hoje. Tão intensa no palco quanto fora dele, seu jeito rocker conquistou fãs tão fiéis que, mesmo passados quase trinta anos desde sua morte, ainda é grande a saudade.

Boa parte deste vácuo deixado pela Pimentinha se reflete na carreira de sua única filha, Maria Rita. Lançada como cantora em 2003, cercada de muito alarde e investimentos altíssimos, ela nunca conseguiu se livrar das comparações com a mãe. Tanto que foi difícil começar sem falar de Elis. E este ano, quando muitos aguardam pelas celebrações dos 30 anos sem Elis (completados no próximo 19 de janeiro), Maria Rita deixa de lado a efeméride e lança seu quarto disco de carreira. O primeiro produzido somente por ela própria.

Elo (Warner) nasceu de uma série de shows intimistas que a cantora vinha fazendo pelo exterior e Brasil, incluindo Fortaleza. Na sequência da muito bem-sucedida turnê do disco Samba Meu, Maria Rita voltou ao estilo econômico do início de carreira. Dos oito sambistas que a acompanharam pelo mundo por quase três anos, ela passou para um trio de piano (Tiago Costa), baixo acústico (Sylvio Mazzuca) e bateria (Cuca Teixeira), músicos com quem ela vem trabalhando desde o início da carreira. Formada a banda, agora é partir para o repertório.

A escolha do que seria apresentado nesta turnê de entressafra (e que acabou posteriormente gravado) partiu de velhas lembranças, sugestões de amigos e do que ela já vinha cantarolando na sala de casa. Talvez por isso, apenas três das 11 canções de Elo são inéditas. Entre elas, Pra matar meu coração (Daniel Jobim/ Pedro Baby), que nasceu com bênçãos cearenses. Convidada pelo namorado Davi Moraes para participar do programa Som & Areia, gravado em Jericoacoara, foi aqui que ela conheceu esta que foi escolhida como a primeira música de trabalho. Por aqui também, Maria Rita ouviu o samba Coração a batucar (Davi Moraes/ Alvinho Lancellotti), o ponto alto do disco. A última inédita é Perfeitamente (Fred Martins/ Francisco Bosco), balada contundente que sobrou das gravações de Segundo (2005).

No assunto regravações, Maria Rita pareceu menos ousada que em outras oportunidades. Menino do Rio, de Caetano Veloso, já ganhou registro definitivo em 1979 com Baby do Brasil. Em Elo, a canção ganha introdução intimista destacando a bela voz da cantora, e só. Já Só de você (Rita Lee/ Roberto de Carvalho) é irmã gêmea de Feliz, também do disco Segundo. Em alguns momentos, a cantora parece querer melhorar o que não precisava ser melhorado, como é o caso de Nem um dia (Djavan) e A História de Lily Broun (Edu Lobo/ Chico Buarque). Melhor mesmo ela faz na leitura meio psicodélica de Conceição dos Coqueiros (Lula Queiroga/ Alexandre Bicudo/ Lulu Oliveira). Outro nome recorrente de início de carreira, Marcelo Camelo comparece com A Outra. E, claro, como não poderia faltar, Coração em Desalinho (Monarco/ Ratinho), tocada á exaustão em novela recente, encerra o disco em clima de samba.

Com cara de trabalho de fim de contrato, Elo empolga pouco se comparado a outros momentos luminosos da intérprete. Bem cantado e bem tocado, é fato. Mas, a ausência do elemento surpresa deixa tudo meio morno. Mas, por enquanto, a expectativa mesmo é por saber se Maria Rita vai aceitar ou não visitar o repertório de Elis Regina no próximo ano, como espera o meio-irmão João Marcelo Bôscoli. É ele quem está à frente do projeto milionário Redescobrindo Elis, que deve incluir, além dos cinco shows de filha pra mãe (todos abertos ao público), biografia, exposição, discos e documentário. A torcida pelo “sim” de Maria Rita é grande. Caso ela aceite, este Elo vai ser só um aperitivo diante das emoções que estão por vir.

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06.09.11 15:00

Em Elo, Maria Rita regrava Caetano e Rita Lee

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Paralelo à turnê Samba Meu, a cantora Maria Rita iniciou um novo show, de formato acústico, onde testava o repertório para um futuro novo trabalho. Ela chegou a passar por Fortaleza com esta apresentação, num show aberto na Praça do Ferreira. Após a espera, Elo, o quarto trabalho da paulistana, está programado de chegar às lojas no próximo dia 23, mais uma vez pela Warner. Pela primeira vez na curta carreira, a cantora decidiu apostar num repertório já mais batido. Gravadas ao longo de 10 dias no estúdio Toca do Bandido, das 11 canções ecolhidas, apenas três são novas para o público. São elas, Coração a batucar (que parece ser uma reafirmação de Samba meu), Perfeitamente e Pra matar meu coração (primeiro single, já nas rádios). As demais são clássicos ou não-clássicos já gravados e/ou regravados outras vezes. Entre eles, Só de você (Rita Lee), Menino do rio (Caetano Veloso), Nem um dia (Djavan), Santana (Junior Barreto, lançada por Gal Costa em Hoje) e A outra (Los Hermanos). Veja o set list:

1. Conceiçao Dos Coqueiros – canção de Lula Queiroga gravada por Elba Ramalho no ótimo Qual o assunto que mais lhe interessa?

2. Santana – Composição de Junior Barreto lançada por Gal Costa no disco Hoje. Lenine regravou em 2009, no projeto Acústico MTV

3. Perfeitamente – Inédita de Fred Martins e Francisco Bosco

4. Coração A Batucar - Inédita de Davi Moraes

5. Menino Do Rio – Lançada por Caetano Veloso, em 1979, no clássico Cinema Trascendental, esta música ganhou registro antológico feito por Baby Consuelo

6. Pra Matar Meu Coração – Primeiro single. Inédita de Pedro Baby e Daniel Jobim.

7. A Historia De Lilly Braun - Mais uma do repertório de Gal Costa, composta por Chico Buarque e Edu Lobo para a trilha do espetáculo O Grande Circo Místico

8. Nem Um Dia – Hit lançado em 1996 por Djavan, no disco Malásia 

9. A Outra – De volta aos repertório de Marcelo Camelo, Maria Rita regrava esta canção do disco Ventura. A canção já faz parte do repertório dos shows da cantora há muito anos

10. Só de você – Irmã gêmea de Feliz, música do disco segundo, Só de você é um fox da dupla Rita Lee e Roberto de Carvalho, lançada em 1982

11. Coração Em Desalinho – Sucesso de Zeca Pagodinho regravado por Maria Rita para a trilha da novela Insensato Coração. Tocou à exaustão

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01.09.11 10:24

Maria Rita lança em setembro seu quarto disco

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Após a exaustiva turnê Samba Meu, Maria Rita anuncia um novo trabalho para este mês. Com o nome Elo, o disco vai ser lançado pela Warner e  já está sendo apresentado pelo primeiro single Pra matar meu coração, composição de Pedro Baby e Daniel Jobim. Seguindo a linha do disco anterior, a canção é um sambinha meio bossa nova e está em rotação nas rádios desde ontem. O disco vem na esteria de uma turnê que a cantora vinha fazendo paralela aos sambas, que incluia canções como Conceição dos Coqueiros e Santana e devem ser incluídas no novo trabalho.

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24.02.11 12:55

Maria Rita prepara shows em homenagem a Elis

Por: Marcos Sampaio | Comentários: 5 Comentários

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Como já seria de se esperar, Maria Rita está preparando uma homenagem à mãe, para 2012. Serão cinco shows gratuitos, passando por Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife, para celebrar os 30 anos de morte de Elis Regina. O repertório será todo selecionado pela própria Maria Rita. As apresentações são parte de um grande projeto de resgate da história da maior estrela do Brasil, batizado de Redescobrindo Elis, que vai incluir livro, site, documentário, exposição e discos. A grande homenagem está sendo encabeçada por João Marcello Bôscoli, irmão de Maria Rita por parte de mãe, com patrocínio da Lei de Incentivo à Cultura (o valor total será de R$5,8 milhões). Por enquanto, não há perspectiva dos shows serem lançados em CD ou DVD. “Quem viu viu, Quem não viu perdeu”, diz impiedosamente João Marcello. Segundo Maria Rita, seus planos agora são de selecionar as canções para seu próximo disco. Algo me diz que os planos vão mudar…

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05.01.11 16:19

Maria Rita volta ao samba

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

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Três anos após lançar Samba Meu, Maria Rita volta ao samba na novela Insensato Coração, de Gilberto Braga, que vai estar no ar a partir de 17 de janeiro. A música escolhida foi Coração em desalinho, de Mauro Diniz e Ratinho, gravada no disco de estreia de Zeca Pagodinho (1986). Além desta, a trilha de Insensato Coração conta ainda com uma nova versão de Trocando em miúdos, na voz da grande Maria Bethânia, e Verdade da vida, de Concessa Lacerda e Raul Mascarenhas, sucesso na voz de Helena de Lima, regravada por Ney Matogrosso. Só louco, de Dorival Caymmi, também vai ganhar nova versão e disputa com Coração em desalinho o posto de música de abertura. O nome da novela, inclusive, é um trecho de Só louco.

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Emmanuel Macêdo

Emmanuel Macêdo

Jornalista do Grupo de Comunicação O POVO. Repórter e colunista do […]

Marcos Sampaio

Marcos Sampaio

Jornalista formado pela Universidade de Fortaleza e observador curioso da produção […]

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