Discografia

01.05.12 17:08

Cida Moreira, uma divina dama

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

“O bacana de ser artista é ser teimoso, no mais das vezes corajoso, muitas vezes completamente insano e com muita frequência se deveria ser absolutamente honesto e ético”. A definição está na última frase do making off do DVD A Dama Indigna, primeiro registro em áudio e vídeo da cantora e atriz paulistana Cida Moreira. Intérprete segura, pianista econômica, ela resume bem nessa frase como construiu uma carreira sólida e criativa ao longo dos últimos 30 anos, sempre à margem da indústria.

Começando pela teimosia, essa característica ficou bem impressa na conversa por telefone que ela teve com o Blog DISCOGRAFIA. Logo de cara, ao contrário do que explica no DVD, ela nega que A Dama Indigna seja um retorno ao estilo do seu primeiro disco, Summertime (1981). “A única coisa igual é que sou eu mesma. É uma cantora nova, um repertório novo. Essas coisas antigas não são parâmetros para mim. O Summertime é lindo, mas o nome é indigno”, explica ela em tom enfático. Ainda assim, perdão Cida, as semelhanças são muitas.

Assim como aconteceu na estreia, o novo disco segue o modelo “voz e piano”. Costurando canções com seu estilo teatral de interpretar cada palavra, ela montou o espetáculo A Dama Indigna em 2009 com 22 músicas. No ano seguinte, registrou 15 delas no disco lançado no primeiro pacote da gravadora Joia Moderna. Mais um ano e o mesmo show vira um DVD que “calhou” de ser nos 30 anos de carreira de Cida Moreira. “Eu não faço um disco pra comemorar. Meu jeito de trabalhar é o contrário, a música vem antes do comércio”.

Mais que uma simples apresentação de músicas, A Dama Indigna capta a artista no seu habitat natural, o palco. Usando detalhes da iluminação e dos econômicos elementos cênicos, ela dá a cada som de voz e piano uma importância maior. “Eu tenho muito bom acabamento no que eu faço. Não sou uma cantora de disco. O DVD da Dama ta sendo muito importante por que mostra minha música no palco”, confirma ela, que não tem pudores na hora de escolher repertório.

Foto: Agnaldo Rocha

Sem se preocupar em explicar ou confundir, ela mistura épocas, estilos e intensões, adaptando tudo ao próprio universo. Dessa quase insanidade, ela vai da recente Back to black, de Amy Winehouse, à Maior que o meu amor, gravada por Roberto Carlos em 1970. Indo fundo no baú de memórias, Sou assim, composição de Toquinho e Gianfrancesco Guarnieri gravada por Marlene na trilha sonora da peça Botequim (1973), caiu como uma luva nas notas rasgadas da paulistana. De Chico Buarque, compositor a quem dedicou um espetacular songbook em 1993, ela aumenta a densidade de Uma canção desnaturada, pinçada da Ópera do Malandro (1979).

Se parece estranho que uma cantora com 30 anos de carreira tenha menos de 10 discos, para Cida Moreira esse número está suficiente. Talvez tivesse gravado mais uns quatro, nas próprias contas. “Acredito que eu tenha conseguido uma carreira muito sólida. Se eu não fiz mais, é por que não quis”, afirma. Agora, seu plano é se voltar para a obra dos novos compositores – Hélio Flanders (Vanguart) e Thiago Pethit entre eles. Sem querer se apegar a modismos ou renovar o próprio repertório, ela apenas vê nesse próximo projeto uma forma de contar as próprias verdades, ser honesta com a própria história e dar início aos seus próximos 30 anos de carreira.

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27.03.12 15:00

Venha que será um barato

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Já está quase pronto o tributo que vai trazer 21 cantoras relendo a obra do compositor paulista Guilherme Arantes. A voz da mulher na obra de Guilherme Arantes é a segunda homenagem promovida pela gravadora Joia Moderna, dedicada exclusivamente às vozes femininas. A primeira foi com a obra do uruguaio Taiguara. Para este novo volume, foram convidadas artistas consagradas como Zizi Possi (Meu mundo e nada mais) e Ângela Ro Ro (Amanhã), novatas como Tiê (Pedacinhos) e Silvia Machete (Lindo balão azul). Mariana Aydar também resolveu aderir à homenagem, já nos 45 do segundo tempo. Ficará sob sua responsabilidade a releitura de Águas Passadas, tiradas do disco solo de estreia do compositor. Aproveitando a ocasião, o homenageado já está negociando também um disco novo de canções inéditas. A previsão é que A voz da mulher na obra de Guilherme Arantes chegue às lojas em abril.

Veja o set list:

1. Adyel – Êxtase (1979)
2. Ângela Ro Ro – Amanhã (1977)
3. Aretha – Mania de Possuir (1986)
4. Célia – O Amor Nascer (1982)
5. Cida Moreira - Brincar de Viver (1983)
6. Daniela Procópio – Canção de Amor (1988)
7. Fabiana Cozza – Um Dia, Um Adeus (1987)
8. Fafá de Belém – Planeta Água (1981)
9. Fhernanda Fernandes – Toda Vã Filosofia (1988)
10. Leila Pinheiro – Despertar do Amor (1985)
11. Luciana Alves – Só Deus É Quem Sabe (1980)
12. Marcia Castro - O Melhor Vai Começar (1982)
13. Maria Alcina – Aprendendo a Jogar (1980)
14. Mariana Aydar – Águas passadas (1976)
15. Marya Bravo – Vivendo com Medo (1980)
16. Silvia Machete – Lindo Balão Azul (1982)
17. Tiê – Pedacinhos (Bye Bye So Long) (1983)
18. Vanessa da Mata - Cuide-se Bem (1976)
19. Vânia Bastos – Primaveras e Verões (1989)
20. Verônica Ferriani - Muito Diferente (1989)
21. Verônica Sabino - Loucas Horas (1986)
22. Zizi Possi - Meu Mundo e Nada Mais (1976)

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10.02.12 13:36

Roberto Carlos em tom elegante com Célia

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Por Camila Holanda (@camilasholanda)

Encontrar homenagens a Roberto Carlos não é uma tarefa difícil. Shows de tributos e covers, discos e projetos variados sempre entram no mercado ou na programação de casas noturnas. Ainda mais comum é a turma de voz e violão dos bares arriscar um Detalhes e emocionar. A cantora Célia seguiu o lado contrário. O seu mais recente disco  é uma homenagem ao, digamos, lado B de Roberto. Ou seja, nada de Quando eu estou aqui, eu vivo esse momento lindo.

Outros românticos (Joia Moderna) é um trabalho bem específico, com foco nas canções gravadas pelo Rei na década de 1970, mas que não foram compostas por ele, apenas interpretadas. Essa muito opção, já seguida pelo cantor e violonista Renato Vargas (um dos representantes da onda Som de barzinho), é uma saída pra quem quer cantar o Rei, mas sabe que sua majestade coloca dificuldades pra quem quer mexer no seu repertório. Ainda assim, o novo trabalho da cantora capta o romantismo de Roberto Carlos. E o desafio está nesto ponto.

Com 40 anos de carreira, o repertório de Célia sempre teve uma forte influência do samba, como Nei Lopes, Benito di Paula, Chico Buarque, Elton Medeiros, e quem acompanha o trabalho dela sabe que é algo atípico, um projeto especial. No entanto, remexendo no passado, gravar Roberto não é algo, assim, tão inédito na carreira dela. Antes de  seu primeiro Long Play, um compacto simples foi gravado com a composição Nasci numa manhã de Carnaval, composição do homenageado com seu grande parceiro Erasmo Carlos. Outro registro foi em 1972, no segundo LP da carreira de Célia, com a A hora é essa, da mesma dupla.

A primeira faixa do disco é bem conhecida na voz de Roberto. Abandono, composição do grande Ivor Lancelotti, já faz suspirar. A quinta faixa, com Quero ver você de perto, é uma bela contribuição de Benito di Paula, mas não é samba. O grande destaque do disco vem em seguida. Jogo de damas, composição de Milton Carlos e Isolda, foi rearranjada em um tango e bem encaixado na rouca voz de Célia. O disco tem arranjos simples e abre espaço pra voz forte e carregada de emoção da cantora.

Imagem de Amostra do You Tube

Outros românticos é para ser apreciado, degustado e  sentido aos poucos. Com  a paixão presente em todas as faixas,  é daqueles discos para remoer elegantemente as pequenas e grandes dores de amor e, na falta,  até inventá-las, para não perder a oportunidade de fazer cena.

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05.12.11 15:00

A bossa negra de Izzy Gordon

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Milton Nascimento, Luiz Melodia, Sandra de Sá, Itamar Assumpção, Cassiano, Gilberto Gil, Moacir Santos. A lista de compositores, cantores e músicos negros que marcaram a música brasileira é infindável.  No País marcado pela miscigenação, a paleta de cores raciais se mistura de tal forma que depois fica difícil separar. Ainda assim, o DJ e produtor musical Zé Pedro lançou o desafio para a cantora Izzy Gordon de fazer um tributo exclusivo à música negra brasileira e ela topou.

Negro azul da noite foi lançado recentemente pela Joia Moderna, gravadora de Zé Pedro dedicada exclusivamente às vozes femininas que ficaram fora do mainstream. A homenagem já fazia parte dos projetos do DJ, só faltava uma voz para realizá-lo. Foi então que ele conheceu Izzy através de um vídeo do youtube. Nele, a cantora fazia uma versão sussurrada de Pescador de ilusões, raro momento de delicadeza na obra dO Rappa. Como o repertório já estava selecionado, o passo seguinte foi convidá-la e ouvir prontamente um “sim”.

Imagem de Amostra do You Tube

Do samba à soul music, Negro azul da noite parece curto para tantos negros talentosos que já tocaram e tocam pelo Brasil. Para dar unidade a tantos afluentes, o disco ganha um tom de leveza jazzística feito somente com piano e baixo. A abertura é com a canção-título, composta por uma esquecida Geovana, sambista apresentada em 1969 no 1º Festival de Músicas de Favela. Ainda na linha “pandeiro e tamborim”, Questão de gosto, samba raro de Leci Brandão lançado em 1976, brilha num dueto com o trombone de Bocatto. Clássico da autêntica Black music verde e amarela, A lua e eu é o momento mais pop do tributo. Mas o destaque fica para a sutileza das versões de Coisas da vida, sucesso noventista de Milton Nascimento, e New Love, composição inaugural de Tim Maia, aqui reforçada pelo trompete de Walmir Gil.

Embora desconhecida do grande público, a cantora Izzy Gordon traz boas referências no currículo. Sobrinha de Dolores Duran e filha do cantor de jazz Dave Gordon, ela já passa dos 20 anos de carreira e já teve outros dois discos lançados. “Eu não me imaginava cantora. Gostava de cantar no banheiro e, quando desafinava, meu pai chamava minha atenção”, lembra ela em entrevista por telefone. Apesar de levar uma carreira à margem das grandes gravadoras, não deixou de colecionar admiradores famosos. Quincy Jones, produtor do megassucesso Thriller, foi convidado por Bono Vox para conferir o show da cantora em um hotel paulista e fez questão de elogiá-la ao final. Em seguida foi a vez de Paul McCartney. “Eu estava cantando É com esse que eu vou e ele subiu no palco. Cantou e ainda tocou tamborim”, conta Izzy lamentando a produção do beatle ter proibido fotos e filmagens.

Imagem de Amostra do You Tube

Empolgada com o resultado do recente Negro azul da noite, Izzy Gordon não descarta a possibilidade de lançar um segundo volume do tributo. “Mandei o recado pro Zé Pedro e a proposta ficou no ar. Tem muito artista no Brasil que nem sabe que é negro”. Nascida e criada num ambiente de jazzistas, desde o pai até o irmão Tony, ela já esteve no Ceará para shows no Dragão do Mar e no festival de Guaramiranga, agora espera voltar para apresentar o novo trabalho. “Muita gente não concorda, mas acho que o Brasil é muito bom no jazz. Jazz é improviso e me sinto muito bem fazendo isso aqui”.

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29.11.11 16:08

Jussara Silveira impõe sua elegância em novo disco

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Dona de uma voz segura com timbre bem particular, Jussara Silveira é dessas cantoras que nasceram com as marcas da elegância e do charme impressas em tudo que faz. Com movimentos econômicos e longe de querer exibir virtuosismo no cantar, ela sabe dar a medida exata às suas interpretações. Foi com essas características que ela guiou a carreira e montou um repertório para um show que acaba de virar disco. Ame ou se mande (Joia Moderna) transpõe para a bolachinha a parceria ao vivo da cantora mineira (criada na Bahia) com o pianista Sacha Amback e o percussionista Marcelo Costa. A turnê de mesmo nome estreou este ano em um projeto do Centro Cultural Banco do Brasil batizado No tabuleiro da baiana. Assim como no disco, a proposta das apresentações era alinhar canções de amor que evidenciassem a limpidez e a versatilidade da voz de Jussara. Assim, em estúdio, ela vai da baianidade delicada de Ifá (Cezar Mendes/ Capinam) à bossa pop A voz do coração (Celso Fonseca/ Ronaldo Bastos). Se não tem a preocupação de lançar novos compositores, o trio se volta para colocar velhas canções em novas propostas. Dê um rolê, um dos hits da tribo dos Novos Baianos, já ganhou dezenas de reinterpretações. Ainda assim não soa óbvia com Jussara e companhia. Até o Tribalistas comparecem com a melosa Contato imediato, tirada do disco Qualquer, de Arnaldo Antunes. Focada no piano de Sacha, a canção ganha um balanço que pode embalar muitos casais apaixonados de várias idades. Mas por falar em balanço, a melhor faixa do disco é Marcianita (José Imperatore Marcone/ Galvarino). O rock jovem guarda Sérgio Murilo, é momento de Jussara mostrar mais à vontade para brincar com as notas, a teatralidade e uma pitada de sensualidade. Mesmo confirmando ser uma das melhores vozes brasileiras da atualidade, Jussara Silveira ainda é uma cantora para poucos. Frequentando um circuito pequeno, feito para os mais entendidos, ela está pronta para ser descoberta por todo e qualquer fã da essência da música popular.

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09.11.11 13:18

Marília Pera, uma atriz que canta

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Reconhecida como uma das maiores atrizes brasileiras, Marília Pêra nunca deixou de lado seu trabalho como cantora. Com alguns discos gravados, muito da sua carreira paralela se deve exatamente a desdobramentos da sua atuação no teatro. Foi assim com o espetáculo Elas por Ela e com seu tributo a Carmen Miranda. O mesmo aconteceu com a peça Feiticeira, idealizada em parceria com Nelson Motta. No palco, a proposta era juntar a atriz e a cantora Marília Pêra num roteiro de Fauzi Arap com direção de Aderbal Junior. Com ares de grande produção, Feiticeira contava com a participação ao vivo da banda Vímana, que tinha com integrantes Lulu Santos, Ritchie e Lobão, futuros ícones do rock brasileiro. A estreia no Rio de Janeiro em 1975 foi um fracasso tremendo que se repetiu nas demais exibições.

Imagem de Amostra do You Tube

Sem desistir da proposta, Nelson Motta decidiu gravar o repertório de Feiticeira e num disco intrigante que acabou ganhando o carimbo de Cult e um relançamento recente em CD pela gravadora Joia Moderna. Sem perder a veia cênica, Marília alinha presente, passado e futuro ao longo de 13 faixas. Lamartine Babo ganha tom Broadway em Canção pra inglês ver. Além do Vínama, que participa no rock O avô do Jabor, Marília aproveita o disco para apresentar Geraldo Azevedo (A natureza), Eduardo Dussek (Alô Alô Brasil) e Alceu Valença (O medo). Da geração que incendiava aqueles anos 1970, estão os malditos Walter Franco (participando em Dança da feiticeira), Jards Macalé (Sem essa) e João Ricardo (Não digas nada, sucesso dos Secos & Molhados). Embora tenha tido pouca aceitação na época, principalmente pela estranheza do repertório, trata-se de um retrato no mínimo curioso de uma inquieta atriz cantora.

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31.08.11 15:30

Relançamentos programados pela Joia Moderna

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

> Feiticeira (1975)

Fracasso de público e crítica, Marília Pêra lança o show Feiticeira em 1975, que deu origem ao seu primeiro LP. Tempos depois, o disco foi revisto por conta do repertório criativo, que inclui o estreante Eduardo Dussek e a banda Vínama, que lançaria três grande nomes do rock brasileiro: Lobão, Ritchie e Lulu Santos.

> Vanusa 30 anos (1977)

Comemorando seus 30 anos de carreira, Vanusa lançou disco produzido pelo marido Augusto Cesar Vanucci em parceria com Lincoln Olivetti. No repertório, canções inéditas de Caetano Veloso (Duas manhãs), Belchior (Brincando com a vida) Zé Ramalho (Avohai). Curiosamente, a gravação de Zé Ramalho saiu meses depois.

> Wanderléa Maravilhosa (1972)

Ponta de lança da Jovem Guarda, Wanderléa queria se distanciar do estilo que a consagrou apresentando repertório mais moderno. O resultado foi Maravilhosa, que traz um rock de Gilberto Gil (Back in Bahia) e duas então inéditas do novato Hyldon (Vida Maneira e Deixa). A reedição de luxo vai contar com livro e fotos.

> …Sweet Edy... (1974)

Uma licença poética da Joia Moderna é o relançamento do único disco solo do baiano Edivaldo Souza. Cantor, dançarino e transformista, Edy Star fez parte da Sociedade da Grã Ordem Kavernista, ao lado de Raul Seixas. Considerado o primeiro disco assumidamente gay do Brasil, Sweet Edy é um marco desconhecido dos anos 70, com canções inéditas de Roberto e Erasmo (Claustrofobia) e Gilberto Gil (Edith Cooper), e uma interpretação sincera de Esses moços (Lupicínio Rodrigues).

Leia amanhã sobre os novos discos lançados pela Joia Moderna.

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Emmanuel Macêdo

Emmanuel Macêdo

Jornalista do Grupo de Comunicação O POVO. Repórter e colunista do […]

Marcos Sampaio

Marcos Sampaio

Jornalista formado pela Universidade de Fortaleza e observador curioso da produção […]

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