Discografia

30.04.12 11:53

Zélia Duncan prepara tributo a Itamar Assumpção

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

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A niteroiense Zélia Duncan é uma dasgrandes  responsáveis pela sobrevida da obra de Itamar Assumpção. Fiel defensor da independência artística, o compositor paulistano faleceu em 2003 deixando uma consistente e moderna pronta para ser descoberta, já que seus discos pouco foram ouvidos. E uma das pessoas que se manteve revirando essa obra e regravando canções de Itamar foi justamente Zélia. Vou tirar você do meu dicionário, Código de acesso, Por que que eu não pensei nisso antes, Vi não vivi, Tudo ou nada, Dor elegante, Milágrimas e Duas namoradas são as canções dele que já ganharam gravações dela. Pois, agora no mês de maio, a cantora e compositora entram estúdio para gravar um disco somente com canções de Itamar Assumpção. A direção musical ficou a cargo de Kassin. Até o lançamento deste que será o 13º disco, de Ms. Duncan segue com a turnê Pelo sabor do gesto.

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02.11.11 06:00

Música para olhos, corpo e ouvidos

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Uma nova lógica, às vezes bastante ilógica, vem há bastante tempo tomando conta do mercado musical. O disco deixou de ser uma forma rentável de negócio, os shows tornaram-se a principal fonte de renda e a internet um dos mais populares veículos de divulgação de um trabalho. Diante de um cenário ainda nebuloso, as opiniões ainda são discordantes quando o assunto é consolidar uma carreira.

Pensando nisso, a 6ª edição do Ponto.CE começa amanhã trazendo essa discussão a três espaços de Fortaleza – Centro Cultural Banco do Nordeste, SESC Iracema e Centro Dragão do Mar. O evento engloba apresentações e formação em linguagens artísticas, tendo a música como fio condutor. Há dois anos, o festival acrescentou na programação espetáculos de dança, que este ano ganham mais destaque com uma parceria com a Bienal Internacional de Dança do Ceará.

Entre os artistas convidados, a paulista Thelma Bonavita apresenta o espetáculo Eu sou uma fruta gogoia em 3 tendências. Tirada do folclore baiano, a canção Fruta gogoia foi gravada por Gal Costa no disco Fatal, um marco da estética tropicalista. Inspirada na canção, a bailarina reconstrói a antropofagia, o pop e a moda a partir das tendências ao fantástico, ao transbordamento e à transição. Já o projeto Estação Criança apresenta grupos de Fortaleza, Paracuru e Itapipoca com números para o público infantil. É o caso de Quintal de Mangue, da Companhia Vidança, sobre as dificuldades, brincadeiras e vivências dos moradores do bairro Vila Velha, na Barra do Ceará.

A parte audiovisual será representada por 14 filmes, entre videopoesia, videoperformance, experimental, ficção e documentários. Um dos destaques é Daquele instante em diante, de Rogério Velloso, longa sobre a vida e a obra de Itamar Assumpção, compositor paulista que levou toda sua carreira de forma independente e morreu em 2003 com reconhecimento abaixo do que merecia. Já o documentário Mr. Niterói – A lírica bereta, de Toni Gadioli, segue a trajetória de Gustavo Black Alien, ex-integrante do Planet Hemp e um dos nomes mais atuantes do underground brasileiro. O próprio rapper é um dos convidados para apresentar o filme sobre sua história.

E quando o assunto são as atrações musicais, o Ponto.Ce mira em 23 nomes da cena nacional independente que vem atraindo um público ainda limitado, embora cativo. As linguagens e misturas musicais são variadas, sempre misturando o regional com o universal. A seleção vai do manguebeat do Mundo Livre S/A (PE), ao rock plural dos Móveis Coloniais de Acaju (DF), passando pelo metal do Madame Saatan (PA) e pelo rock garageiro do Vespas Mandarinas (SP). Do Ceará, tem, entre outros, o blues de Felipe Cazaux e o peso do Lavage.

Para Rafael Bandeira, um dos organizadores do Ponto.CE, a música cearense vive um momento difícil por conta principalmente da falta de espaços, o que tem gerado uma articulação muito boa nos artistas. “Essa articulação vem acontecendo com pessoas de outros estados. Ainda é grande a dificuldade de expor esse trabalho nas casas de show, em jornal, TV. Mas é uma dificuldade comum de outras cidades”. Quanto ao Ponto.CE, Rafael acrescenta que os festivais são uma boa ferramenta de exposição dos artistas, que ganham com a mistura de linguagens. “No Ponto.CE, queremos mostrar que o festival é todo esse conglomerado de atividades. A Bienal é uma prova de que os atores se entendem. Espero que a gente consiga ter um público bacana e que ele entenda essa nova proposta”.

Serviço:

De 03 à 05/11 – Centro Cultural Banco do Nordeste (Rua Floriano Peixoto, 941 – 2º andar) – Shows, Palestras e Audiovisual. Entrada Gratuita.

De 03 à 06/11 – Sesc Iracema (Rua Boris, 90 – Praia de Iracema) – Dança. Entrada Gratuita.

04 e 05/11 – Praça Verde do Dragão do Mar (Rua Dragão do Mar 81 – Praia de Iracema) – Shows. Ingressos: R$20 (inteira)/ R$10 (meia). À venda nas lojas Chilli Beans (Benfica e Iguatemi) e Bronx (Centro)

Outras informações: 3219.3931

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07.10.11 14:24

Conversações com o negro gato

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Nos anos 1970, uma geração de novos compositores ficou conhecida como “artistas malditos”. O motivo para o carimbo que igualava trabalhos tão díspares, era que, cada um dentro do seu universo, construiu um trabalho original, às vezes hermético e sem a menor preocupação em parecer vendável ou de fácil assimilação. Tornaram-se ídolos para intelectuais e universitários, mas um terror para as gravadoras. Nesse balaio, estavam compositores como Itamar Assumpção, Jards Macalé e o jovem Luiz Melodia.

Se o termo “maldito” soa pesado e agressivo, com o tempo acabou virando sinônimo de independência aos ditames míopes da indústria fonográfica. Por outro lado, o título nunca foi esquecido e acabou se tornando um dos assuntos mais perguntados ao longo dos 40 anos de carreira de Luiz Melodia. “Enchia o saco pela repetição. Eu não tinha nada pra falar a mais. Tem que perguntar outras coisas”, comenta o carioca sem perder a simpatia. Convidado pelo Dragão do Mar para cantar e conversar com a plateia esta noite no projeto Depoimentos, ele até já deve estar preparado para falar mais uma vez no assunto.

Com seus 60 anos (completados em 7 de janeiro deste ano) Luiz Melodia parece ter encontrado o limite exato para ser um artista comercial, sem perder de vista o caminho que escolheu pra si ainda nos anos 1970. Caminho este também seguido pelas maiores vozes brasileiras. Afinal, não é todo novato que já é apresentado para o grande público por Gal Costa e Maria Bethânia. “Tive o privilégio de ter essas duas cantando coisas minhas. Não dá pra dizer qual eu gosto mais. Se eu falar que foi a Gal, a Bethania vai ficar com raiva. E vice e versa”, admite. Elis Regina até chegou a pedir e receber canções do compositor, mas nunca gravou nem deu satisfação. “Nem lembro mais que música era essa”.

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Com a carreira influenciada tanto pelos ídolos da Jovem Guarda quanto pelas rodas de samba e choro que o pai Oswaldo Melodia proporcionava no morro de São Carlos, Rio de Janeiro, ele não nega a si próprio elogios como “genial”, “duradouro” ou “autêntico”. Não à toa, ele continua tendo uma relação carnal, inseparável com a própria arte e se orgulha de nunca ter gravado nada para cumprir ordens. “Não sei escrever e compor pra dar possibilidade a contrato. Por isso minha carreira tem os intervalos. Não quero fazer um disco só por fazer”.

Falando no assunto, seu último disco de inéditas, Retrato do artista quando coisa, já tem 10 anos. Mas Melodia já adianta que um novo trabalho já está sendo gestado, incluindo canções dos anos 1970 ainda inéditas, parcerias com seu fiel escudeiro Renato Piau (que acompanha o cantor em Fortaleza) e uma possível participação de Céu. “Quero retribuir a música que ela fez pra cantar comigo (Vira lata). Das novas cantoras, ela é a que eu mais gosto”, entrega.

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Outro projeto que ele vem trabalhando e que deve virar disco é o show Românticos do Rio, onde passeia por canções de Roberto Carlos, Sérgio Sampaio e Zé Ketti. Agora, se este show vai ser lançado antes do disco de inéditas, ele ainda não sabe. Confirmando que se sente um “menino” quando perguntado sobre a disposição para trabalhar aos 60 anos, Luiz Melodia prefere deixar que as coisas aconteçam e se modifiquem naturalmente. Assim como sua aparência, que vai de enormes dreadlocks até uma careca lisinha. “É bom você se transformar. Pra mim, não é nada premeditado. Já imaginou uma vida premeditada? Um saco”.

Serviço:

Hora: hoje (7), às 20h

Onde: Anfiteatro do Dragão do Mar (Rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema)

Preço: R$20 (meia) e R$40 (inteira)

Outras info.: 3488.8600

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19.08.11 16:31

Luzes sobre Itamar Assumpção

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Se 2009 foi o ano de Wilson Simonal, 2010 foi o ano de Itamar Assumpção. Cantor, compositor, pensador e provocador, o paulistano de Tietê é uma das figuras mais emblemáticas da Vanguarda Paulistana, movimento de fins dos anos 70 que introduziu uma nova linguagem musical pelas mãos de novos talentos como Arrigo Barnabé e do grupo Rumo. Cantado em verso e prosa por Alzira Espíndola, Rita Lee, Ná Ozzetti e outras vozes, infelizmente, Itamar nunca teve o reconhecimento que merecia. Somente no ano passado ele pode ver todos os seus discos resgatados e embalados na luxuosa Caixa Preta, projeto, inclusive, idealizado por ele mesmo. Avesso a qualquer tipo de simpatia obrigatória, ele não era de fazer concessões ou de abrir mão dos próprios direitos como compositor. Por isso mesmo, foi um guerrilheiro que lançou 11 discos de forma independente. Hoje isso é normal, mas na época, era disco mesmo, LP, e isso não era nada barato. Com o intuito de resgatar as histórias tragicômicas deste Quixote brasileiro, Itamar Assumpção é recriado no documentário Daquele instante em diante, de Rogério Velloso, que inaugurou a série Iconoclássicos *, do Itaú Cultural. Trazendo depoimentos preciosos de gente que esteve ao lado de Itamar, como os integrantes das bandas Isca de Polícia e Orquídeas de Brasil (bandas que o acompanharam em disco e shows), o filme segue uma ordem cronológica tendo como base os discos do compositor. Dessa forma, foi possível construir um panorama sobre a construção do Nego Dito (sua personificação musical), a mudança para uma banda só com mulheres e uma tentativa de ser popular gravando Ataulfo Alves (1909 – 1969). Nas entrelinhas, ficam as impressões de um batalhador, que nunca deixou de ter problemas financeiros, bom pai, bom amigo,  e ser humano intempestivo e temperamental.

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A ausência de medalhões da MPB no filme reforçam a ideia do quão impopular Itamar Assumpção podia ser, apesar de ter sido sucesso nas vozes de Zélia Duncan, Cássia Eller (1962 – 2001) e Ney Matogrosso. As imagens contidas em Daquele instante em diante são retiradas, principalmente de shows e programas de televisão. Em todas, o Nego Dito não dispensava seus óculos extravagantes e seus figurinos exóticos. Certamente, uma das marcas da obra de Itamar foi o fato dele ter exposto seus dramas e conquistas pessoais em forma de música. É como se nada do que ele fizesse fosse segredo. Tudo que foi registrado é real. E o filme foi bem hábil em captar a essência das canções. Longe de cair no sentimentalismo barato, o filme encerra com imagens do último show de Itamar Assumpção, realizado uma semana antes dele falecer em 12 de junho de 2003, vítima de câncer. Mesmo magro e debilitado, ele não deixava de lado a oportunidade de expressar suas urgências em forma de música. Sua melhor biografia está nos encartes dos discos. A filha Anelis Assumpção, inclusive, comentou com o diretor Rogério Velloso que gostaria de matar a saudade do pai com este filme. Um pedido difícil e uma grande responsabilidade que perpassa cada cena. O resultado é emocionante, irretocável, sensível e necessário a todos que se dizem fãs de boa música. Assim como é o próprio Itamar Assumpção.

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06.12.10 12:17

Maldito vírgula

Por: Marcos Sampaio | Comentários: 2 Comentários

Nada em Itamar Assumpção era comum. Voz grave aveludada com forte sotaque paulista, cabelos rastafári, figurino exótico, olhar desafiador por trás dos óculos escuros cheios de estilo e músicas cheias de ironia e referências. Considerado um maldito pelo caráter pouco comercial do seu trabalho, ele foi um dos principais representantes da geração conhecida como Vanguarda Paulistana. Até sua morte em 2003, vítima de um câncer no intestino, ele criou uma obra curta, intrigante e atual. Admirada por artistas como Ney Matogrosso e Zélia Duncan, esta obra está reunida na caixa batizada Caixa Preta, lançada pelo selo Sesc.

Apesar do nome, a Caixa Preta é amarela. Talvez mais uma provocação do compositor que já demonstrava o desejo de ver sua obra reunida numa caixa. Nascido em Tietê, São Paulo, em 1949, Itamar fez suas primeiras gravações em 1976, incentivado pelo maestro Rogério Duprat e lançou seu primeiro disco, Beleleu, Leléu, Eu, em 1980, quando já tinha presença garantida no pequeno teatro Lira Paulistana, acompanhado da banda Isca de Polícia. Defensor ferrenho da própria obra, Itamar tirava um sucesso do seu set list quando ouvia a plateia pedir. “Quer ouvir Nego Dito, vai pra casa e bota o disco”, respondia. Com os programadores de TV não era diferente. Na Globo, quando Augusto César Vanucci perguntava o que ele iria tocar, ouvia como resposta: “eu sou um artista. Só vou decidir na hora”.

Arisco no trato com gravadoras, Itamar lançou nove discos em vida, sete deles de forma independente. “Ele chegou a receber convite da Warner, quando surgiu a onda do Rock nacional. Mas, no final, ele não quis não”, lembra Paulo Lepetit. Amigo pessoal e músico da Isca de Polícia, Paulo foi responsável pela produção de Pretobrás III – Devia ser proibido, um dos inéditos da Caixa Preta, junto com Pretobrás II – Maldito Vírgula, produzido por Beto Villares. Ambos convidaram uma lista variada de convidados que inclui B Negão, Arnaldo Antunes, Seu Jorge e Arrigo Barnabé. Um destaque fica para a canção Elza Soares, que recebe a própria Elza emocionada. “Eu to chorando, cara”, solta ela ao fim da faixa.

Com a maior parte da obra lançada de forma independente, a Caixa Preta foi feita a partir de alguns poucos masters que existem, LPs e cassetes DAT. “O pior de achar foi o ao vivo Às próprias custas S/A. E é o melhor disco dele, na minha opinião”, conta o guitarrista da Isca de Polícia, Luiz Chagas. Segundo ele, ao ver a doença se agravando, Itamar começou a fazer gravações “adoidadamente”, o que gerou o material inédito, originalmente somente voz e violão, incluído na caixa. “Sobraram mais de 50 músicas para serem lançadas. Foi aí que o Paulinho Lepetit reuniu a banda e tocou como se fosse um disco dele”. Amansando a imagem de “difícil” de Itamar, Luiz explica que ele era avesso a formalidades. “Se você chegasse pra conversar normalmente, ele era um doce. Se se apresentasse como um jornalista do Globo, ele se portava com mau humor”, lembra entre risadas.

Mesmo difícil ou temperamental, Paulo Lepetit não esconde a admiração por Itamar Assumpção. “O trabalho dele estava sempre sendo modificado. Ele nunca estacionava. Não lembro de nunca ter feito dois shows com o mesmo arranjo”, diz Paulo. Para ele, a Caixa Preta vai ser importante para resgatar a imagem do artista ainda bem pouco conhecido. “O público que conhece o Itamar ainda é relativamente pequeno em relação à qualidade da obra. Esse buchicho que estão fazendo em torno da Caixa ta sendo importante para uma nova geração se interessar e quem já conhecia está voltando a se surpreender”. O próprio Itamar, inclusive, costumava dizer que seria como Cartola, só seria reconhecido depois de morto. Ao que parece, sua previsão foi acertada. A primeira remessa de cinco mil volumes da caixa já está esgotada e a lista de espera pela nova remessa, em andamento, já está grande.

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Também em comum com o sambista mangueirense, Itamar viveu e morreu entre muitos
aperreios financeiros. Segundo Paulo, mesmo com certo reconhecimento fora do País, principalmente, na Alemanha, o compositor vivia numa casa na Penha, longe do centro, e com dificuldades. “Mas isso era uma coisa até voluntária. Ele teve várias oportunidades de ampliar isso, mas não tinha vontade. A música dele é popular, a roupagem é que tinha um grau de dificuldade. Ele buscou isso a vida toda, quando tava ficando fácil ele complicava um pouquinho”.

Serviço:
Caixa Preta, reunindo 12 discos de Itamar Assumpção, incluindo os inéditos Pretobrás II e III, e um livreto com depoimentos de Arnaldo Antunes, Elke Maravilha, Thaíde e outros. À venda nas unidades do SESC São Paulo e na loja virtual do SESC. Preço: R$150.

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>> Conteúdo da Caixa Preta:
- Beleléu Leléu Eu (1980)
- Às próprias Custas S.A (1982)
- Sampa Midnight (1983)
- Intercontinental – Quem diria? Era só o que faltava (1988)
- Bicho de Sete Cabeças Vol. I, II e III (1993)
- Ataulfo Alves por Itamar Assumpção – Pra sempre agora (1996)
- Pretobrás – Porque que eu não pensei nisso antes? (1998)
- Vasconcelos e Assumpção – Isso vai dar repercussão (2004)
- Pretobrás II – Maldito Vírgula (2010)
- Pretobrás III – Devia ser Proibido (2010)

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Emmanuel Macêdo

Emmanuel Macêdo

Jornalista do Grupo de Comunicação O POVO. Repórter e colunista do […]

Marcos Sampaio

Marcos Sampaio

Jornalista formado pela Universidade de Fortaleza e observador curioso da produção […]

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