Discografia

03.05.12 13:35

Silvia Machete apresenta pela primeira vez em Fortaleza seu tropicalismo extravagante

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

No crescente mercado de cantoras brasileiras, conseguir um destaque entre tantas vozes graves e agudas é algo que exige muito esforço. Mais ainda quando a música é só um veículo para passar uma ideia maior sobre a arte, a criação e a vida. Mas esse foi o desafio que a carioca Silvia Machete impôs para o seu trabalho. Sem um sucesso no rádio ou na trilha da novela, ela chega pela primeira vez a Fortaleza nesta sexta-feira (4) para apresentar um resumo dos seus seis anos de carreira como cantora.

Apesar de praticamente desconhecida do grande público e do pouco tempo que conta desde sua estreia com o disco Bomb of love – música safada para corações apaixonados (2006), Silvia Machete já tem uma longa estrada no campo das artes. Depois de anos acalentando o sonho de ser malabarista, ela seguiu para a França onde estudou artes circenses, teatro burlesco e o erótico cômico. De fato a viagem que duraria seis meses era para estudar o francês. Apostando no próprio talento, ela preferiu se dedicar ao que de fato queria e esticou a estada para três anos.

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Certa de que a arte era o melhor caminho para sua vida, Silvia Machete dedicou mais 12 anos ao teatro de rua, na Europa e na América do Norte, onde acumulou prêmios e elogios. De volta ao Brasil, ela, que tem dois irmãos músicos profissionais, decidiu juntar o canto e a performance teatral em espetáculos cheios de humor, sensualidade e maluquices, como cantar rodando um bambolê. “Tem uns que têm uma certa resistência ao que eu faço. Mas, olha, meu show é muito legal. Eu amo”, empolga-se a artista em entrevista por telefone.

Grande parte dessa resistência deve-se ao fato de Silvia Machete fazer no palco algo à beira do indefinível. Não à toa, ela batizou seu último disco, lançado em 2010, de Extravaganza (Coqueiro Verde). Ao mesmo tempo em que cede seus belos agudos à tocante Feminino frágil – parceria com o tremendão Erasmo Carlos –, ela surge vestida de samambaia no mambo Tropical extravaganza, de Fabiano Krieger. Pra completar, em O baixo, composição de próprio punho, ela faz do instrumento de notas graves o parceiro ideal para uma dança do acasalamento. “Esse disco começou com a palavra ‘extravagante’, que diz muito sobre o que eu sou no palco. Acho que o Brasil é muito extravagante. Então, comecei com essa palavra, fui pesquisando”, lembra ela que recebeu o prêmio de melhor show de 2010, cedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

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No entanto, Silvia Machete não é de fazer qualquer coisa somente pensando em chamar a atenção e nem fica posando de engraçada. Com certo ar de seriedade, ela não nega que um leque tão aberto na vida profissional acaba tornando sua estrada mais longa e difícil. “Sinto falta de uma pessoa que faça o que eu faço, um teatro musical. Não caio nessas coisas tradicionais”, dispara. Com três discos e um DVD lançado em esquema independente, ela afirma que sua música até poderia tocar no rádio, mas isso exigiria uma estrutura que ela não tem. “Acho que vou, ainda por muito tempo, ser uma artista que faz uma coisa até artesanal”, adianta sem esconder uma pontinha de decepção.

Mas o grande trunfo guardado na manga desta artista tão multifacetada, ela sabe, é mesmo no palco. “Hoje, falar que é cantora não é grande coisa. Meu trabalho é único por que consigo fazer no palco tudo que sei fazer. Faço parte dessa coisa que não dá pra rotular”, admite. No CD e DVD ao vivo Não sou nenhuma santa (2008), por exemplo, ela vai do samba canção passional Foi ela a uma versão mais mansa de Sweet child o’mine, da banda Guns N’Roses. Hábil pescadora de pérolas, ela sabe bem juntar composições próprias e canções perdidas em discos alheios (a delicada Gente aberta, de 1971, foi que deu origem à amizade com Erasmo Carlos), antes de jogar seu molho particular e apresentar para o público. “Como é a primeira vez que vou a Fortaleza, vou fazer os números do show antigo e misturar com coisas novas. É um show bem divertido. Nem precisa conhecer as músicas para gostar”.

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Serviço:
Quando:
nesta sexta-feira (4), às 20h
Onde: Sesc Senac Iracema (Rua Boris, 90 – Praia de Iracema)
Quanto: R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia)
Outras informações: 3230 1917

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18.04.12 09:47

Arthur Moreira Lima toca este domingo em Caucaia

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

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Um dos maiores pianiasta brasileiros, o carioca Arthur Moreira Lima mostra sua virtuose neste domigo (22) para o público da Caucaia. Apresentando peças eruditas e populares de Bach, Pixinguinha, Luiz Gonzaga, Chopin, Beethoven e Mozart, Arthur chega com seu projeto Um Piano Pela Estrada. Tal qual uma Caravana Holiday, ele monta seu piano de cauda na traseira de um caminhão e ali mesmo reúne seu público. A apresentação gratuita e encantadora está programada para as 20h, na Praça da Matriz. Imperdível.

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16.04.12 08:06

São Luis é a nova Meca dos metaleiros

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Quem estiver em São Luis, Maranhão, no próximo fim de semana vai ter a oportunidade de ver muito marmanjo com cara de mau chorando. Mas será um choro de emoção por poderem assistir apresentações exclusivas de grandes nomes da cena metaleira internacional. Programado para os dias 20, 21 e 22 de abril, o Metal Open Air vai acelerar o ritmo da ilha conhecida como capital do reggae.

Blind Guardian

Entre as mais de 30 atrações nacionais e internacionais, um dos momentos mais esperados é o show do Rock N Roll All Stars, que vai reunir integrantes e ex-integrantes de diversas bandas numa jam gigantesca e pesada. Entre os convocados para esta reunião estão Gene Simmons (Kiss), Joe Elliott (Def Leppard), Matt Sorum (Guns N’ Roses), Duff McKagan (Guns N’ Roses), Mike Inez (Alice in Chains), Gilby Clarke (Guns N’ Roses), Glenn Hughes (Deep Purple) e Sebastian Bach (Skid Row). Para comandar tanta gente, o mestre-de-cerimônias deste grande encontro será o bad boy de Hollywood Charlie Sheen, ator que recentemente saiu do seriado Two and a half men.

Além do super grupo, outras atrações de peso vão passar pelo festival como os americanos do Anthrax, referência do trash metal, contando novamente com os vocais de Joey Belladonna, e os alemães do Blind Guardian, com mais de 30 anos de carreira. Desacreditados de que pudesse haver heavy metal no Maranhão, o Megadeth até exigiu pagamento adiantado. Já no time de brasileiros, estão estrelas do porte de Ratos de Porão, André Matos, Korzus, Matanza, Shaman e os cearenses do Obskure.

Segundo Marcelo Caio, um dos responsáveis pelo Metal Open Air, garantir a presença de tantas atrações em shows exclusivos só foi possível depois convencer cada uma de que no Nordeste também tem metaleiro. “Ninguém acreditava num festival desse tamanho no Maranhão. Ele segue o mesmo padrão dos festivais europeus, que cada vez mais têm se tornado uma opção de divertimento para o público”, explica. Como a resposta do público também tem sido boa, já faz parte dos planos tornar o evento anual e, quem sabe, itinerante. “Pernambuco já sinalizou que está interessada”, revela.

Serviço:
Metal Open Air
O quê:
primeira edição do festival que vai reunir cerca de 40 bandas metaleiras nacionais e internacionais
Quando: entre 20 e 22 de abril, com shows iniciando às 13h
Onde: Parque Independência (Bairro São Cristovão, São Luis, Maranhão)
Classificação etária: 14 anos
Quanto: R$ 400 (pista – inteira); R$ 200 (pista – meia); R$ 850 (camarote) e R$ 100 (camping)

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13.04.12 12:37

Uma noite de delicadezas

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Foto: Fernando Cavalcanti

Durante muito tempo, a notícia de que vinha um show internacional para Fortaleza era motivo de piada. Sempre se esperava a presença de alguém há anos fora dos holofotes. No entanto, já tem um tempo que esse quadro vem mudando a olhos vistos. Snoop Dogg, John Pizzarelli e Black Eyed Peas foram alguns dos nomes (em alta) que deram as caras recentemente por aqui.

Na noite da última quarta-feira (11), mais duas estrelas internacionais entraram para essa lista. A cantora Stacey Kent e seu marido saxofonista Jim Tomlinson dividiram o palco do Teatro Via Sul com o brasileiro Marcos Valle numa noite inteiramente dedicada ao repertório do compositor do ensolarado Samba de Verão. A apresentação, batizada Amil Jazz Duets, foi a primeira de uma mini-turnê que segue ainda para São Paulo e Rio de Janeiro. Nessa última parada, a ideia do trio é registrar tudo em CD e DVD.

Dona de um registro seguro, próximo de uma saudosa Billie Holyday (1915 – 1959) ou de uma recente Madeleine Peyroux, Stacey Kent é dessas cantoras que não dispensa uma nota por puro exibicionismo. Compenetrada, elegante (com as belas formas desenhadas pelo vestido) e notadamente feliz, a cantora de New Jersey parecia uma iniciante sempre que trocava olhares com Marcos Valle. O motivo do nervosismo é que a jazzista é uma apaixonada pela música brasileira e tem no carioca um dos seus heróis.

O motivo da admiração não é pra menos. Completando seus 50 anos de carreira, Marcos Valle é um músico excepcional que já encantou outras divas, como Sarah Vaughan (1924 – 1990), e que tem hoje a Europa como porto seguro para sua música. Despojado numa calça jeans, tênis e blusa de bolinhas coloridas, ele se colocou atrás de um piano de calda e começou a desfilar seu repertório que transitava levemente por bossa, jazz, samba e soul music.

Imagem de Amostra do You Tube

Além de Marcos e Stacey, a banda que tocou em Fortaleza era um show à parte. Renato Massa (bateria), Alberto Continentino (baixo), Luiz Brasil (violão e guitarra) e Marcelo Martins (sax e flauta) fizeram a cama perfeita para os arranjos cheios de sutilezas criados por Marcos e Jessé Sadoc (flugel e trompete). O destaque ficou para o clima solar de Seu encanto, toda sublinhada pelos solos de Tomlinson. Pra satisfação do público, a canção foi repetida no bis.

Mesmo que tenha exibido no palco um português fluente, Stacey Kent optou por cantar as músicas de Marcos Valle vertidas para o inglês. Ainda assim Preciso aprender a ser só, somente ao piano, e Dia da vitória seguraram a emoção, mesmo que na língua do Obama. As exceções foram a inédita Le petite valse, onde a cantora exibiu seu sedutor francês, e Passa por mim, que ela mesma fez questão de fazer na língua original. Enquanto isso, o pai de todas as composições fazia alguns vocais e sorria orgulhoso de ver suas crias tomando novas formas e ganhando o mundo. Um belo presente pelos seus 50 anos de estrada.

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03.04.12 10:00

Nonato Luiz entre amigos e sorrisos

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Crédito: Kleber Gonçalves

Uma das marcas registradas do violonista Nonato Luiz durante o exercício do seu trabalho é um sorriso constante estampado no rosto. Esteja ele fazendo a peripécia que for no instrumento, em momento nenhum ele perde o semblante de felicidade. O motivo para tal não é segredo pra ninguém. Natural de Lavras da Mangabeira, ele correu o mundo, fez amigos, compôs parcerias e viveu a vida ao lado do violão. Logo não seria de se estranhar que ficasse satisfeito sempre que ele se juntasse ao seu companheiro de seis cordas.

Essa história de Nonato com o violão começou há 35 anos e, por isso, mereceu uma comemoração à altura realizada na noite da última sexta-feira (30). No palco do Theatro José de Alencar, o músico cearense que beira seus 60 anos (completados no próximo 3 de agosto) convidou uma série de amigos músicos e não-músicos para a gravação de seu novo DVD, previsto de chegar à lojas no mês do seu aniversário.

Além da idade e da carreira, Nonato Luiz tem muito o que celebrar. Com mais de 600 composições no currículo e acompanhou gente do quilate de Nara Leão, Luiz Gonzaga, Fagner, Túlio Mourão, Mercedes Sosa e Chico Buarque. Com uma carreira consolidada no circuito internacional, ele tem trabalhos lançados na Europa, como o livro de partituras Suíte sexta em Ré para guitarra, e turnês freqüentes para vários outros países.

Mas é no Ceará que ele resolveu comemorar sua história. Para um TJA lotado, o músico subiu ao palco com cerca de meia hora de atraso, já com o público impaciente. Sozinho em meio a um cenário minimalista, cheio de referências ao nordeste brasileiro e ao próprio músico, Nonato caminhou por composições de várias épocas, recebendo sempre as palmas de plateia. Em homenagem ao Rio de Janeiro, onde foi morar em 1978, ele tocou Carioca, emendada com um trecho de Tem Dó (Vinicius de Moraes/ Baden Powell).

Precedido por muitos elogios do anfitrião, o primeiro convidado da noite foi o percussionista Anderson Silva, de apenas 15 anos. Ao lado o veterano, ele demonstrou intimidade com o pandeiro em Samba-choro, e, em seguida, na clássica Choro Acadêmico. Esta última contou ainda com a destreza de Jorge Cardoso no bandolim, que também dividiu com Nonato um emaranhado divino de cordas em Viola Violada. Outras três referências cearenses do violão marcaram presença na noite. Cainã Cavalcante fez duas canções, entre elas Baião cigano. Em seguida, o maestro Tarcísio Sardinha em Choro dos Arcos. Por fim, um xote ao lado de Zivaldo Maia. O último convidado foi o poeta Fausto Nilo, cantando na parceria Espelho.

Mesmo se tratando de uma gravação de DVD, a apresentação correu sem muitas interrupções. Poucos números precisaram ser repetidos. Ao fim de duas horas apresentação, Nonato Luiz se despediu da plateia com Saudades do Baden. Como já passava das 23 horas e não havia segurança na Praça José de Alencar, uma parte do público preferiu não insistir pelo bis, que acabou não acontecendo. O que não foi problema, já que Nonato Luiz tinha dado ao público uma dose de boa música.

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22.03.12 16:36

Os 40 anos de música de Fausto Nilo

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Fausto Nilo é um dos nomes mais importantes da música cearense. Ponto. E, lembrando de sucessos como Zanzibar e Amor nas estrelas, não é errado que também está lado a lado com os maiores do Brasil. Isso já é motivo suficiente pra ele participar esta noite do projeto Conversa Aberta, no Espaço O POVO de Cultura & Arte, aqui mesmo no Jornal O Povo (Av. Aguanambi, 282 – Joaquim Távora). No entanto, este ano ele completa seus 40 anos de composição, inaugurados com Fim do Mundo, gravada por Marília Medalha. Durante a entrevista/bate-papo, Fausto vai responder as perguntas da plateia e dos jornalistas Plínio Bortolotti, Luciano Almeida e deste que vos escreve. Pra se inscrever, clique aqui.

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16.03.12 06:00

Uma noite à francesa com Paula Tesser

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Na noite do último sábado, 10, um sarau aconteceu no sétimo andar de um prédio localizado na Rua Vicente Leite. Formando uma autêntica roda de violões, por lá passou boa parte dos nomes que fazem e fizeram a música cearense. Vitoriano, Fábio Dória, Danilo Guilherme, Moacir Bedê, Oscar Arruda foram alguns dos convidados. Para coroar o encontro que acabou quando estouraram os primeiros de sol, o poeta Fausto Nilo também se fez presente.

O motivo desta sessão musical ia além da boa boêmia. A anfitriã, a cantora Paula Tesser, está em busca de repertório para seu segundo disco e, por isso, resolveu reunir compositores amigos para saber em que eles andam trabalhando. Também para testar novas sonoridades, timbres e formações, ela começa esta noite o projeto Canto sem eira nem beira, no L’Ô restaurante. A proposta é de, sempre na primeira quinta-feira de cada mês (esta sexta será em caráter especial), a cantora subir ao palco com músicos e músicas diferentes.

Para começar, a intérprete reservou apenas canções francesas, que vão do icônico Serge Gainsbourg até a jovem Zaz. O show, chamado Démons et merveilles (Demônios e maravilhas), teve o nome tirado de uma canção de Jacques Prévert escrita para o filme Os trovadores malditos (1942). Paula, que nasceu na França, mas mora desde os 10 anos em Fortaleza, conhece esse repertório indo e voltando e até aproveita para cantarolar algumas durante a entrevista no seu apartamento. “Eu dei esse nome ao projeto (Canto sem eira nem beira) por que é solto mesmo. Me obriga a testar novas fórmulas. E esse primeiro show é uma coisa que eu já queria há bastante tempo”, explica ela que vai estrear ao lado de Oscar Arruda (guitarra e violão), Fábio Amaral (baixo acústico), Régis Gomes (guitarra) e Daniel Alencar (bateria).

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Ainda sem nada fechado, ela já planeja coisas bem diferentes para as próximas noites, quem sabe usando guitarra e programações eletrônicas. “Meu primeiro trabalho tinha muito de Bossa Nova, que é algo que eu gosto bastante. Mas penso que minha voz cristalina não é incompatível com algo mais pop”, explica Paula que também convidou o roqueiro Jonnata Doll para seu sarau. “Ele é de um universo diferente do meu, mas foi bacana por que ele me mostrou aquelas composições que se pareciam mais comigo”, acrescenta a cantora.

De fato, depois de anos se dedicando mais à vida acadêmica e às duas filhas pequenas, Paula Tesser anda com fome de música. Dona de uma voz macia e sedutora, dessas que pega o ouvinte de primeira, ela lançou seu único disco em 2004, o delicado Retratos do Vento, com composições de Valdo Aderaldo, seu ex-marido. Durante uma longa temporada na França, onde concluiu o doutorado em sociologia, ela até montou alguns trabalhos e viveu uma experiência comum por lá que é cantar na rua. “É uma super escola. Quem para para lhe ouvir é por que realmente gosta, é por que foi fisgado”. Mas um segundo disco, isso ela ficou devendo.

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Mas esse assunto ela resolve logo logo. Empolgada com seus projetos (cantar nas ruas de Fortaleza é um deles) e com as novidades que tem ouvido por aqui (“eu fiquei muito por fora do que estava acontecendo na Cidade”), Paula vem planejando com carinho cada detalhe desse novo trabalho, ainda sem previsão de lançamento. Mesmo que sua cabeça não deixe de fervilhar com tantas ideias e canções, ela quer que este segundo disco tenha uma personalidade própria. Mesmo que seja uma personalidade múltipla, que traga um pedaço de cada som que faz hoje no Ceará.

Serviço:

Show Démons et merveilles

O quê: estreia no projeto Canto sem eira nem beira, com a cantora Paula Tesser interpretando somente canções francesas

Quando: hoje (16), às 21h

Onde: L’Ô Restaurante (Av. Pessoa Anta, 217 – Praia de Iracema)

Quanto: R$ 15

Outras info.: 3265 2288

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15.03.12 12:39

Cantora Lídia Maria estreia amanhã o show A casa e a rua

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Cantora, compositora e instrumentista cearense, Lídia Maria estreia amanhã o show A casa e a Rua. No repertório, ela mescla composições próprias com sucessos da MPB. Com um registro vocal doce e simples, numa linha Marisa Monte ou Roberta Sá, Lídia tem trabalhos ao lado das bandas Fulô de Araçá e Dorothy L’Amour, uma homenagem ao poeta Fausto Nilo. No disco do coletivo Bora, ela interpreta a canção Ponte Velha. Agregando diversas influências ao próprio canto, o show de Lídia Maria é uma boa dica para começar o fim de semana.

>> Para mais: visite o site oficial da cantora

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09.03.12 11:15

Grito Rock volta neste fim de semana

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Por Domitila Andrade (domitilaandrade@opovo.com.br)

Uma construção primordialmente colaborativa e que é realizada para que se estabeleça um cenário de música autoral, o Festival Grito Rock Fortaleza 2012, que acontece desde 2007 no Ceará, encerra a programação com shows de bandas locais e outras nordestinas, hoje, 9, e amanhã, 10, no Brom’s Partyhouse. A quinta edição do festival, que acontece em Fortaleza desde o fim de semana passado e em fevereiro foi até Quixadá e Canindé, traz as bandas Rise of Fallen Souls (CE), Estado Anestesia (CE), Emanuel Américo e a Primeira Dimensão (PB), Monster Coyote (RN) e Swan Vestas (CE) para a noite de hoje, a partir das 20 horas. Amanhã, a partir de 16 horas, no Ateliê Marcelo do Sol, o debate sobre a atual situação da Praia de Iracema, será transmitido pela Internet no Pós TV. Encerrando a programação, às 21 horas começam os shows das bandas Boró (CE), Rafael Vasconcelos (CE), Magazines (MA), Sátiros (CE) e Batuque Elétrico (PI).

O festival, que promove a circulação de bandas, artistas, fotografias, filmes e artes visuais, em Fortaleza fomentará o debate de questões locais. “A escolha da Praia Iracema para a discussão pareceu natural, primeiro porque é onde o festival está acontecendo, e depois porque é uma temática recorrente, isso da revitalização de alguns pontos que estão abandonados. A discussão vai além do que já está sendo feito, vai para levar a reflexão do que se quer que a Praia de Iracema seja, e volte a representar para a Cidade”, explica Alejandro Vargas, coordenador do Casa Fora do Eixo Nordeste, um dos organizadores do evento.

O festival começou há 10 anos em Cuiabá, capital mato-grossense, organizado pelo coletivo Fora do Eixo, como alternativa ao Carnaval, e integrou posteriormente outras cidades. Este ano vem acontecendo desde 17 de fevereiro, e segue até o dia 17 deste mês, reunindo produtores de 200 cidades e 15 países, por toda a América Latina. No Ceará, o evento é realizado pela Casa Fora do Eixo Nordeste e pela Rede Ceará de Música, em parceria com a Panela Rock.

Este é o primeiro ano que cidades do interior do Ceará recebem o evento. “Desde que começou a integralização, a ideia era ir para cidades que não eram os centros. No Nordeste, começou pelas capitais, mas nós queremos ir levando cada vez mais para o interior. Como acontece num curto espaço de tempo em várias cidades, potencializa a circulação das bandas, que fica com um custo menor, e os músicos ganham uma maior visibilidade. Fazem show para públicos de 200 a 2 mil, 3 mil pessoas, o que pra uma banda iniciante é muito bom”, pontua o coordenador.
 
Cena local
O Grito Rock faz parte de um calendário de eventos de música independente no Ceará, do qual fazem parte eventos como o Rock Cordel e a Feira da Música, que servem de fomento para o cenário da música autoral. “Aqui é muito difícil conseguir casas que recebem música autoral, muitas casas acabam recebendo bandas covers e o espaço para o autoral é bem menor. A gente precisa ir atrás, tentar ocupar espaço público, que de certa forma é nosso direito. Mas está melhorando e os festivais, que ajudam com a formação de público, são um passo pra isso, coloca a banda para tocar, leva para fora daqui, serve inclusive de catalisador”, acredita Álvaro Abreu, músico e produtor do Panela Rock.

Mesmo sem espaços cativos para música autoral, Alejandro vê em Fortaleza um diferencial: a construção coletiva. O coordenador acredita que a Capital cearense, nesse quesito, está alguns passos a frente do Nordeste e cita o exemplo do Mova-Ce, coletivo de seis bandas que viajou até são Paulo e fez uma turnê itinerante. “Contraditoriamente, ainda assim, falta em Fortaleza a ideia de construir uma cena musical própria daqui. Acho até porque quando se pensa numa banda, procura-se fazer crescer a banda, e deixa de lado o todo”, pontua. Álvaro concorda: “Ainda existe muita competição, de ter dois eventos no mesmo dia para rachar o público. Acho que se esquece que se houvesse mais debate, e as coisas acontecessem mais colaborativamente, a cena ficaria cada vez mais forte”.

Serviço
Grito Rock Fortaleza – Brom’s
Onde:
Brom’s Partyhouse (rua Dos Tabajaras, 402, em frente ao Estoril – Praia de Iracema) e Ateliê Marcelo do Sol (rua José Avelino, 650, ao lado do Teatro da Praia – Praia de Iracema)
Quando: hoje (9), a partir das 20h, e amanhã (10) às 21h
Quanto: R$ 10 (vendas no local)
Dica: Nos dois dias os 50 primeiros ingresso levam o DVD “5 anos de Panela Discos”.
Outras info: 85 3262 5011

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Emmanuel Macêdo

Emmanuel Macêdo

Jornalista do Grupo de Comunicação O POVO. Repórter e colunista do […]

Marcos Sampaio

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Jornalista formado pela Universidade de Fortaleza e observador curioso da produção […]

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