Discografia

16.02.12 11:00

Pra degustar Caetano Veloso

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Enquanto muito ainda se incomodam com as opiniões de Caetano Veloso, ele segue sua vida como um nomes referenciais da música brasileira. Ao mesmo passo que é um polemista inspirado, é também uma das mentes mais brilhantes da América Latina. Uma prova disso está ainda no começo da carreira do baiano, quando ele costurou vários continentes musicais para dar início ao movimento Tropicalista, eminentemente nacionalista, mas inteligentemente aberto às influências. Se não, como trazer Vicente Celestino e Beatles para um mesmo LP?

Diante de tal contribuição, não tardou para que ele ganhasse reconhecimento entre figuras do cinema, do teatro e, claro, da música. Aliás, é nesse último onde seu nome é mais celebrado. Uma das homenagens mais sinceras que ele recebeu chegou pela organização internacional Red Hot, que produz discos para levantar fundos para a luta contra a AIDS. Em 1996, a série lançou Red Hot + Rio, onde se voltou para a Bossa Nova de Tom Jobim e contou com um sublime dueto de Caetano Veloso e Cesária Évora em É preciso perdoar. Agora, num segundo volume dedicado ao Brasil, é Caetano quem está no centro do assunto.

Mais que um tributo reunindo grandes nomes para dar novas versões à obra do baiano, a proposta do disco (duplo) é homenagear o pensamento caetânico. Ou seja, só há uma regra: é proibido proibir. A produção de Béco  Dranoff, Paul Heck e John Carlin (assessorada por Mário Caldato Jr., Kassin e outros) procurou qualquer tipo de sotaque que tivesse um pé no Brasil e outro no mundo, e reuniu em 34 faixas que contam com uma infinidade de artistas. Se a proposta era ser tropicalista, não podia haver fronteiras.

Assim como são os mais de 40 discos de Caetano Veloso, Red Hot + Rio 2 caminha por uma imensidão de sons, desde uma inocente Bossa Nova até uma viagem psicodélica. Pra melhorar, quase tudo inédito. A única exceção fica para Dreamworld: Marco Canavezes, onde o homenageado faz dueto com o amigo David Byrne (dupla que acaba de lançar um disco no exterior). A faixa foi lançada em outro projeto Red Hot, só que em homenagem à música portuguesa.

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Como não poderia deixar de ser num trabalho tão grande e ousado, existem pontos altos e alguns escorregões. No primeiro bloco, Vanessa da Mata recebe o projeto Almaz (aquele do Seu Jorge) para lançar uma composição própria, Boa Reza, que lembra os bons momentos de Milton Nascimento. Já a banda folk americana Beirut refaz O Leãozinho com percussão e ukulele (instrumento de cordas). De Caetano, It’a a long way cai como uma luva na voz lânguida de Céu. Até Freak Le boom boom, inesquecível sucesso da Gretchen, ganha ar Cult com Marina Gasolina e Secousse. Quanto aos momentos menos felizes, Samba de verão se perde no arranjo da dupla Quadron. Assim como Mistérios, composição de Joyce e Maurício Maestro, ganhou uma versão incompreensível com o rapper Om’Mas Keith. Mas não tem problema. Desafiar o compreensível já faz parte da vida de Caetano Veloso, o que faz de Red Hot + Rio 2 um retrato fiel do seu homenageado.

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21.12.11 16:42

A nova fase de Gal Costa

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Por Camila Holanda (@camilasholanda)

“Eu venho de um recanto escuro. O sol, luz perpendicular. Do outro lado, azul do muro. Não vou saltar”. É assim que Gal Costa começa seu novo disco: de forma impactante. Recanto é a nova parceria com Caetano Veloso e chegou às lojas no último dia seis. As onze canções são inéditas e seus arranjos dialogam com a tecnologia de programas que afinam vozes e instrumentos. A produção de Caetano e seu filho, Moreno Veloso.

Depois de seis anos sem novidades, os fãs de Maria da Graça Costa Penna Burgos podem estranhar o disco quando ouvirem pela primeira vez. Diferente de Baby, Vapor barato e de tantas outras músicas que ficaram marcadas pela voz de Gal. A ousadia do novo trabalho assemelha-se muito ao sentimento de Vaca profana, com a letra forte, enigmática e arranjos agressivos, porém, afáveis.

Gal e Caetano sempre flertaram com o contemporâneo, exploraram o novo. A parceria começou em 1967, na gravação do disco Domingo, e tem se mantido, atravessando os mais de 44 anos de história e as quase 100 composições gravadas em parceria.

O novo trabalho traz a rejuvenescida que o compositor tem dado aos seus últimos projetos. Uma nova geração de músicos ganha espaço e, entre eles, suas crias Zeca e Moreno Veloso, juntamente a Davi Moraes (filho de Moraes Moreira), Donatinho (filho de João Donato), Pedro Sá e Kassin. O diálogo entre as gerações é importante para a fluência das músicas.
Autotune autoerótico é um resumo poético do trabalho feito no disco. Na letra, Caetano comenta as novas ferramentas tecnológicas utilizadas para manipular sons e vozes. Nela, Gal expressa sua voz da forma que estamos acostumados a ouvir: feroz e macia.

Tudo dói é a expressão maior da melancolia que está presente em outras músicas do disco. “Viver é um desastre que sucede a alguns/Nada temos sobre os não nenhuns/Que nunca viriam”. Madre deus e Mansidão são as únicas composições não inéditas, que antecedem a criação do projeto. A primeira foi composta para o balé bale Onqotô, do grupo Corpo, interpretada por Zé Miguel Wisnik. Já a segunda, Jane Duboc gravou.

Recanto traz também o retrato do novo brasileiro que ascendeu no governo economicamente nos últimos anos. A migração da classe D para a C é bem apresentada na composição Neguinho: “Neguinho compra 3 TVs de plasma, um carro GPS e acha que é feliz/Neguinho também só quer saber de filme em shopping”. A única música do disco que utiliza o autotune 100% do tempo é Maiami Maculê, metafunk carioca que Caetano compôs em homenagem ao funk. Ele admira o estilo musical e caracteriza como sendo um fato incrível na música popular brasileira.

O disco culmina em Segunda, clara alusão a Domingo, primeiro disco de Gal e Caetano. É a única faixa do CD que dispensa a pegada eletrônica, sendo a mais analógica. Moreno Veloso é quem fez todos os arranjos: prato, violão e violoncelo. A força do disco e a estranheza que causa à primeira ouvida são marcas fortes da dupla. Quem espera letras românticas e violas irá decepcionar-se. A melhor forma de ouvir é abrir-se para o desconhecido e desbravar versos e melodias.

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16.12.11 09:00

Musa de qualquer estação

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

A parceria entre Gal Costa e Caetano Veloso está entre as mais sólidas da história da música brasileira. Começou oficialmente há 44 anos, quando estrearam juntos com Domingo, disco influenciado pela Bossa de João Gilberto. No anos 1970, coube à baiana cantar o amigo exilado em Londres, o que acabou lhe rendendo o título de “musa da Tropicália”. De volta ao Brasil, eles dividiram com Gilberto Gil e Maria Bethania o show/disco Doces Bárbaros. Em 1995, ela o homenageou com o tributo Mina d’água do meu canto e no ano seguinte se encontraram na trilha do filme Tieta do Agreste. Foram 35 discos lançados por Gal Costa, raros os que não traziam pelo menos uma composição de Caetano.

Diante de tal histórico, ninguém melhor que Caetano para guiar Gal Costa de volta ao mercado fonográfico. Há seis anos sem um disco de inéditas (o último foi Hoje, de 2005) e há tempos longe dos palcos brasileiros, ela está de volta às prateleiras com o rejuvenescedor Recanto. Idealizado e composto por ele especialmente para ela, o disco traz a voz aguda da cantora emoldurada em batidas eletrônicas, algo inédito na obra de ambos. A produção também tem a mão certeira de Caetano, dividida com o filho Moreno, afilhado de Gal. Para aumentar o clima de “feito lá em casa”, parte dos arranjos foram entregues a Kassin, produtor musical e amigo de Moreno há décadas.

Ouvir que o disco de Gal Costa traz batidas eletrônicas gera diferentes reações no público, da aversão à curiosidade. Houve até quem comparasse com um trabalho da Lady Gaga. O fato é que, dividindo com Maria Bethania e Elis Regina a trindade divina das vozes femininas brasileiras, Maria da Graça Costa Penna Burgos foi das três a que mais ousou nos estilos, sem perder a identidade. Fazendo um sobrevoo sobre sua carreira, é possível ver uma fase bossanovista, uma roqueira, uma axé, uma carnavalesca. Assim, feito de olho no autotune (programa que “corrige imperfeições” da voz e dos instrumentos), Recanto é um risco calculado que a intérprete já estava se devendo.

Ainda assim, Recanto não deixa de soar como Gal e Caetano juntos, apesar de ser mais denso e pesado do que eles normalmente parecem. Logo na largada, Recanto Escuro impressiona pela secura e crueza. Curiosamente, o que se ouve é a primeira voz que ela colocou na canção, ainda como teste. Acabou ficando definitiva. Mas a faixa escolhida para apresentar o disco foi Neguinho, um jogo de palavras bem ao estilo do compositor, feita sobre a base criada pelo filho Zeca Veloso. No entanto é Autotune Autoerótico que resume a ideia do disco (“Não, autotune não basta pra fazer o canto andar pelos caminhos que levam à grande beleza”). Já a dançante Miami Maculelê se destaca por aproximar Gal do funk carioca e tira Caetano Veloso dos bastidores pra dividir os vocais. Como quem quer provocar o ouvinte, a faixa vem seguida por Segunda, única faixa acústica do trabalho. Semelhante a uma embolada nordestina, a faixa é construída sobre um som insistente de violão, cello, prato e faca, tudo tocado por Moreno.

Somente duas faixas de Recanto não são inéditas. A estranha e climática Madre Deus foi composta para o balé Ogontô, do grupo Corpo, e gravada em 2005 por Zé Miguel Wisnik. A outra é Mansidão, faixa lançada por Jane Duboc em dueto com Caetano, em 1982. Rearranjada com a proposta eletrônica junto com o piano de Daniel Jobim, a canção faz a ponte entre o velho e o novo e traz implícita a mensagem de que há anos a modernidade faz parte do trabalho dos baianos. A verdade é que, pra quem estava a tanto tempo longe dos holofotes, Gal Costa decidiu voltar lembrando ao público que experimentar sempre fez parte do seu trabalho. E pra isso encontrou um parceiro à altura.

Faixas:

1. Recanto escuro

2. Cara do mundo

3. Autotune autoerótico

4. Tudo dói

5. Neguinho

6. O menino

7. Madre Deus

8. Mansidão

9. Sexo e dinheiro

10. Miami maculelê

11. Segunda

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28.11.11 17:52

Parceria de Gal e Caetano vaza na internet

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

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Embora sempre aconteça com os discos muito esperados pelo público, o vazamento de músicas na internet antes do lançamento é sempre vendido como um incômodo para os artistas. Confesso que sempre achei que isso acontece de comum acordo entre as partes para testar a aceitação do público. Ainda, a mais nova vítima do golpe foi Gal Costa. Às voltas com a finalização de Recanto, disco de composições inéditas de Caetano Veloso com produção de Moreno Veloso (filho do Caê e afilhado da Gal), a baiana teve a faixa Neguinho lançada informalmente na internet neste fim de semana. Puxada pro uma crítica social bem caetanica, a morena joga sua brasa pra sardinha da música eletrônica. Quem quiser conferir, a dupla vai estar dia 5 de dezembro no sofá de Jô Soares.

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05.09.11 11:36

Após 13 anos, Claudia volta com ótimo tributo a Caetano Veloso

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

A carioca Maria das Graças Rallo se lançou artisticamente como Claudia e foi um dos grandes nomes da música brasileira dos anos 60 e 70. Dona de uma voz segura e versátil, ela foi premiada numa infinidade de eventos nacionais e internacionais, mas, hoje, é praticamente desconhecida no Brasil. Segundo a própria, o motivo foi uma richa com Elis Regina que fez as portas se fecharem à sua frente. Chegou a engrenar a carreira internacional, mas no Brasil foi ficando cada vez menos ouvida. Um retorno digno com um bom cartão de apresentação aparece agora com o disco Senhor do tempo – Canções raras de Caetano Veloso (Joia Moderna). O tributo, produzido por Thiago Marques Luiz, traz uma seleção de 12 canções do compositor baiano que foram lançadas por outros artistas, em compactos ou em trilhas sonoras. Pra costurando tudo, um frescor jazzístico e a voz de Claudia que ganhou uma leve rouquidão que dá ainda mais charme aos lados B do compositor, como em Naquela estação, sucesso de 1990 na voz de Adriana Calcanhoto. Primando por canções mais obscuras, o tributo garimpa Amo-te (mesmo) muito, canção lançada em 1979 pela desconhecida Aline, e Samba em paz, gravada em compacto por Caetano em 1965. Menos rara, Menino Deus, sucesso do grupo A Cor do Som que ganhou a voz do autor no disco A Cor do Som Acústico (2005), ganha profundidade no registro voz e piano de Cláudia. Louco por você, blues em a Roberto Carlos lançado no indispensável Cinema Transcendental (1979) garante o melhor momento deste tributo. Canções como Luzes, gravada pelo grupo Nouvelle Cuisine em 1991, e Duas Manhãs, lançada no disco Vanusa 30 Anos em 1977, demonstram o quanto Cláudia correu atrás do que foi menos ouvido na obra de Caetano Veloso. Muitos estarão ouvindo-as pela primeira vez neste tributo, o que é muito bom, uma vez que esta cantora soube dosar seu canto na medida e provar o quanto ela é imprescindível para os fãs da boa MPB.

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10.05.11 13:28

Caetano e Gadú lançam registro ao vivo

Por: Marcos Sampaio | Comentários: Comente

Nem bem chegou à lojas com o seu MTV Ao Vivo – Zii & Zie, Caetano Veloso já agendou o lançamento de um novo trabalho ao vivo. Trata-se do seu esperado encontro com a novata Maria Gadú, gravado em dezembro de 2010 no Rio de Janeiro. Programado para estrear dia 22 de maio no canal Multishow, o disco já vai para a prateleiras no dia seguinte. Nele o baiano e a paulista trocam elogios e interpretam somente ao violão 26 canções, sendo a grande maioria (17) de autoria de Caetano.

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Veja as faixas registradas no Multishow Ao Vivo Caetano e Maria Gadú:

> Caetano Veloso e Maria Gadú
- Beleza Pura (Caetano Veloso)

> Maria Gadú
- Bela Flor (Maria Gadú)
- Encontro (Maria Gadú)
- Tudo Diferente (André Carvalho)
- Dona Cila (Maria Gadú)
- Escudos (Maria Gadú)
- A História de Lilly Braun (Chico Buarque e Edu Lobo) com citação de The Pink Panther Theme (Henry Mancini)
- Podres Poderes (Caetano Veloso)

> Caetano Veloso e Maria Gadú
- O Quereres (Caetano Veloso)
- Sampa (Caetano Veloso)

> Caetano Veloso
- Milagres do Povo (Caetano Veloso)
- Genipapo Absoluto (Caetano Veloso)
- Odeio (Caetano Veloso)
- De Noite na Cama (Caetano Veloso)
- Desde que o Samba É Samba (Caetano Veloso)
- Sozinho (Peninha)
- Alegria Alegria (Caetano Veloso)
- Shimbalaiê (Maria Gadú)

> Caetano Veloso e Maria Gadú
- Vaca Profana (Caetano Veloso)
- Rapte-me, Camaleoa (Caetano Veloso)
- Trem das Onze (Adoniran Barbosa)
- O Leãozinho (Caetano Veloso)
- Odara (Caetano Veloso)
- Nosso Estranho Amor (Caetano Veloso)
- Vai Levando (Chico Buarque/Caetano Veloso)
- Menino do Rio (Caetano Veloso)

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15.02.11 16:39

Caetano Veloso lança Ao Vivo MTV

Por: Marcos Sampaio | Comentários: 1 Comentário

Já se vão alguns anos desde que surgiram notícias de que Caetano Veloso iria lançar um disco com o carimbo da MTV. A última foi que seria um acústico para comemorar os 20 anos da emissora, no entanto o projeto não aconteceu e o aniversário foi comemorado com o segundo acústico de Lulu Santos (já comentado por aqui). Tempo vai, tempo vem e, enfim, a parceria vai sair neste fim de fevereiro. O MTV Ao Vivo Caetano Veloso traz o registro do show do disco Zii e Zie no Rio de Janeiro. De fato, Caê nem pensava em lançar um ao vivo desta turne, mas, por insistência do filho Moreno, acabou mudando de ideia. Ao todo, serão 23 canções que vão desde A voz do morto, lançada em 1968 em compacto ao lado dos Mutantes, até a belíssima Lapa, de Zii e Zie, com uma poesia refinadíssima comparando o bairro baiano ao Rio de Janeiro. Aliás, também belíssima é a capa do novo trabalho que destaca uma asa delta suspensa. Tem ainda uma homenagem a Michael Jackson e Beatles com um pot-pourri de Billie Jean e Eleanor Rigby (já gravado em 1986). Encerrando o show, Caetano convida Jorge Mautner para dividir a marcha festiva Manjar de Reis, lançada no coletivo Eu não peço desculpa, e recentemente gravada por Silvia Machete. O MTV Ao Vivo Caetano Veloso será vendido em três formatos: CD com 17 faixas, DVD simples com 23 faixas e DVD duplo incluindo o show completo mais um bônus trazendo mais oito faixas (Desde Que O Samba É Samba, Incompatibilidade De GêniosUns, Saudade Fez Um Samba, Água, Três Travestis, Vingança, Você Já Foi à Bahia? e Homem) e um documentário.

Veja a lista completa de canções:

Capa da versão dupla

1. A voz Do Morto
2. Sem Cais
3. Trem Das cores
4. Perdeu
5. Por quem?
6. Lobão Tem Razão
7. Maria Bethânia
8. Irene
9. Volver
10. Aquele Frevo Axé
11. Billie Jean / Eleanor Rigby
12. Tarado Ni Você
13. Não Identificado
14. Odeio
15. Base de Guantanamo
16. Lapa
17. Água
18. A Cor Amarela
19. Eu Sou Neguinha
20. Falso Leblon
21. Menina Da Ria
22. Força Estranha
23. Manjar De Reis – Part.: Jorge Mautner

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Emmanuel Macêdo

Emmanuel Macêdo

Jornalista do Grupo de Comunicação O POVO. Repórter e colunista do […]

Marcos Sampaio

Marcos Sampaio

Jornalista formado pela Universidade de Fortaleza e observador curioso da produção […]

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