11.05.12 11:40
B.B. King promove jam entre amigos em novo Cd e DVD
No dia 28 de junho de 2011, o mestre do blues B.B. King recebeu um time de amigos do maior escalão para um encontro informal no palco luxuoso do Royal Albert Hall, em Londres. O registro dessa jam milionária acaba de ser lançado em CD e DVD vendidos juntos. Com título simples e direto Live At The Royal Albert Hall 2011, o pacote ganha por trazer no registro em vídeo a íntegra de um encontro que só confirma a importância de B.B. e sua guitarra Lucille para a história do rock e do blues. Quem revalida isso são os amigos Ron Wood (Rolling Stones), Mick Hucknall (ex-vocal do Simply Red) e Slash (ex-Guns N’Roses), todos presentes nessa grande festa. A bela cantora (em ambos os sentidos) Susan Tedeschi é quem abre a fila de convidados, seguida pelo premiado guitarrista Derek Trucks. Menos conhecidos por essas bandas do planeta, eles entram para dividir Rock me baby e não deixam mais o palco, se juntando aos demais. Sem preocupações de marcações ou pré-combinações, esse time estrelado manda 10 músicas em um clima totalmente descompromissado. Uma autêntica jam. Ninguém tenta chamar mais atenção que ninguém. Ponto pra eles. No alto dos seus 85 anos de vida (62 de carreira), King deixa clara a razão do seu título com piadas, brincadeiras, discursos (muitos, inclusive) e disparos certeiros com sua guitarra lendária. Para dar espaço pra tanta gente, as faixam ganham muitos minutos de improvisos. Passando por clássicos e temas obscuros do blues, o público delira mesmo com o fundamental soul/blues The thrill is gone, onde o espetacular Mick Hucknall confirma seu poderio vocal. E pra encerrar, mais informal impossível, o gospel When the saints go marching in é a deixa para que os convidados siam do palco em… em marcha. Se é fato que esse músicos não foram tão santos, pelos menos o passado carimba suas histórias para a imortalizade da música.
Posts Relacionados
12.12.11 10:10
Crooner paulistano Ian Calamaro lança disco com clássicos do jazz
Dono de clássicos que atravessaram oceanos, o jazz nem agoniza nem morre nunca. Popular na escência, mas tido como sofisticado, ela já serviu como carimbo de qualidade para gente como Rod Stewart e Diana Ross. Esses e tantos outros aproveitaram momentos de vacas magras para lançarem seus discos de jazz e tiveram bons resultados. Até atores de TV e cinema já se aventuraram nesse repertório. No fim das contas, essa grande procura pelo jazz tem um lado bom e um ruim. O bom é que trata-se de um baú de pérolas tão bom quanto é a nossa Bossa Nova. O lado ruim é por que, via de regra, as pérolas que tiram desse baú são sempre as mesmas (assim como costumam fazer com a nossa Bossa Nova). Mesmo novos artistas que resolvem se lançar no gênero ousam pouco na seleção de canções. Esse é o caso, por exemplo, do primeiro disco do cantor Ian Calamaro. Escolado em bares noturnos da noite paulistana, ele acaba de lançar Standards, A Fine American Songbook Selection pela Tratore onde lança sua voz cheia de personalidade sobre 12 daquelas pérolas que eu havia falado. A seu favor, ele traz a produção competente de Hector Costita, que já trabalhou com Elis Regina, Tony Bennett e Hermeto Paschoal, e uma banda bem ao estilo tradicional do jazz que supera as expectativas. Seu cuidado nessa estreia á se destaca de cara no belíssimo projeto gráfico, inspirado nos discos da Columbia. Mas aí chegamos ao repertório. Nesse ponto, sejamos sinceros, não existe muita vontade de ousar. Principalmente quando se ouve aquela puxada para a Bossa Nova que tanto agrada aqueles que gostam de um jazz mais Diana Krall, menos Miles Davis. Assim têm-se They can’t take that away from me, All the way, Cry me a river, Fever, A foggy day e tantas outras músicas maravilhosas que já ganharam dezenas de regravações. O ouvinte menos exigente vai perceber que gosta de jazz e nem sabia, dado o fato de serem canções tão populares. Como de costume, os irmãos Gershwin e Cole Porter, algo como o Olimpo da canção internacional, são presenças obrigatórias. Já o ouvinte que é tarado em jazz vai achar que Ian Calamaro está chovendo no molhado. Ainda, assim, não sejamos tão chatos. O cara canta em estúdio com o frescor e a leveza de quem está no palco e passa longe de qualquer tipo de pedantismo, característica comum de outros aventureiros do jazz. Com personalidade e um timbre único, ele conseguiu fazer um disco bonito, apesar de óbvio. Vale a pena aguardar uma segunda chance.
Posts Relacionados
26.08.11 14:43
Oi Blues By Night volta com show de Lil’ Ray Neal
O tempo é de agradecer aos céus, fãs, como eu, de blues. O projeto Oi Blues By Night, que já trouxe grandes nomes do gênero a Fortaleza, está de volta no mês de setembro e de casa nova. O primeiro show está marcado para o dia 3, no Órbita Bar (o que achei uma ótima escolha) com a presença do guitarrista norte-americano Lil’ Ray Neal. Tido como um dos grandes mestres nas seis cordas, o cara já esteva ao lado de BB King, Buddy Guy e já deu aula para ninguém menos que Slash. Quem abre esta mesma noite é o guitarrista cearense Arthur Menezes, que se alguém ainda não conhece, deveria. Em seguida, outras duas apresentações já estão marcadas. Dia 1º de outubro será a vez do guitarrista de Chicago Jimmi Burns, e para o dia 5 de novembro, o saxofonista Atiba Taylor, de Washington. Conheça cada uma dessas figuras.
Lil’ Ray Neal
Jimmi Burns
Atiba Taylor (sax) e Arthur Menezes (guitarra)
Posts Relacionados
Posts Recentes
Categorias
Arquivos
Blogs O POVO