Bandas pernambucanas prestam tributo ao Sepultura

Quinze bandas pernambucanas de nomes estranhos e som vigoroso decidiram declarar seu amor a uma das maiores referências do som pesado brasileiro, o Sepultura. O tributo RATAMAHATTA – De Pernambuco Para o Mundo: um tributo ao Sepultura traz versões pessoais para as famosas porradarias do quarteto atualmente formado por Andreas Kisser, Paulo Jr, Derrick Green e Jean Dolabella e já angariou elogios de Kisser. “Espero que com este tributo a gente continue a motivar as gerações mais novas a seguir o caminho da música. Valeu”, disse o guitarrista e atual porta-voz do grupo. O nome do tributo foi tirado de uma faixa do disco Roots, lançado em 1996, conhecido por trazer uma séria de misturas do som pesado com as raízes brasileiras. Tanto é que o disco traz participações de Carlinhos Brown e de um combo percussivo dos índios xavantes. Pra melhorar a situação, o tributo está disponível para download gratuito pelo site oficial do Sepultura.

Veja o set-list:

Cangaço – Attitude
Cruor – Escape to the Void
Desalma – Propaganda
Doleo Aeternus – Come Back Alive
Eternal Oblivion – Territory
Infested Blood – Beneath the Remains
Insurrection Down – Apes of God
Lethal Virus – Desperate Cry
Malkuth – Troops of Doom
Moria – Dead Embryonic Cells
Nobb – Roots Bloody Roots
Pandemmy – Convicted in Life
Sonoris Fabrica – Valtio
TrueViolence – Arise
Unscarred – Slave New World

Marcos Sampaio

Sobre Marcos Sampaio

Jornalista formado pela Universidade de Fortaleza e observador curioso da produção musical brasileira. Colecionador de discos e biografias. Admirador das grandes vozes brasileiras.

2 thoughts on “Bandas pernambucanas prestam tributo ao Sepultura

  1. Apesar do post parecer preconceituoso ao definir o som como “porradaria” e imaginar que isto qualifica a música do Sepultura e das bandas de Metal, deve-se enaltecer o espaço destinado ao gênero num site bem visitado fora do segmento do Rock. O Sepultura continua sendo bastante respeitado junto ao público roqueiro mas é notadamente mais valorizado no mercado internacional dado a cobertura mais dedicada da mídia de países como Inglaterra e Alemanha, só para citar alguns. Porém, a cena rock pernambucana que, bairrismo à parte, sempre foi mais desenvolvida que o nosso levante metaleiro alencarino, contribui para manter acesa a esperança de colocar o Metal no lugar de destaque que merece, pois é música de virtuosos com um público verdadeiramente fiel. Para atestar a força do som da banda brasileira mais admirida fora de nossos limites recomendo dois documentários que volta e meia reprisam no Canal Multishow HD da Sky: “Metal – A Headbanger’s Journey” e “Global Metal”

    Oi, Edilmar,
    Longe de mim querer ser preconceituoso com qualquer gênero ou banda, principalmente se essa banda for o Sepultura. O termo que escolhi, confesso, foi uma brincadeira e até um elogio por conta do som pesado do quarteto. Conheço o trabalho do Sepultura há bastante tempo e sei que uma das marcas registradas sempre foi a excelente bateria do Iggor. Com o Jean, já ficou claro que essa qualidade não caiu. A porradaria a que me referi foi essa. Obrigado pela visita.

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