23.05.12 15:25
High Flying Birds, de Noel Gallagher, em edição comemorativa
O ex-Oasis Noel Gallagher acaba de passar pelo Brasil para mostrar seu primeiro trabalho solo, High flying birds. Com mais de 500 mil cópias vendidas, o disco de estreia em muito pouco se afasta do estilo da banda que projetou o cantor e compositor de Manchester. Pelo contrário, se aproxima de discos menos crus, como The Masterplan (1998) e o derradeiro Dig out your soul (2008). No embalo da passagem do artista, a Universal Music pôs nas lojas uma edição especial que inclui um DVD bônus, com um documentário – It’s never too late to be what u might have been – e o vídeo-clipe de The death of you and me. de quebra, vem também o making of do mesmo video-clipe.
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23.05.12 11:00
Bangarang, de Skrillex, entra de cabeça no Dubstep
Por Thiago de Sousa (thiagosousa@opovo.com.br)
Uma nova vertente da música eletrônica está tomando forma nas baladas internacionais. Chama-se Dubstep. Para entender melhor, Dubstep é uma vertente da música eletrônica que nasceu na década de 2000, no sul de Londres, na Inglaterra. Um tipo de música instrumental eletrônica tendendo para os ritmos digitais do Dub dos anos 80. Geralmente não apresenta vocais.
Porém o Dustep pode ser confundido com o Brustep, que já tem uma ramificação mais pop, e é justamente por essa diferença que esse ritmo está tomando de conta das boates nas noites europeias. A revelação deste estilo é Skrillex, considerado como novo nome da música eletrônica no cenário mundial.
Com suas madeixas estilosas de rockeiro popstar, Sonny John Moore, seu nome de batismo, é produtor musical de música eletrônica, ex-cantor e compositor. Com berço em Los Angeles, Skrillex integrou a banda de post-hardcore From First to Last como vocalista no ano de 2004. Gravou dois álbuns, e em 2007 resolveu seguir carreira solo, apoiando bandas como All Time Low e The Rocket Summer.
No ano de 2009 lançou seu primeiro EP solo, Gypsyhook, e em 2010 disponibilizou gratuitamente no MySpace o EP My Name is Skrillex, já apresentando ao público seu novo nome. Todo esse esforço não foi em vão. Skrillex ganhou três Grammy Award de Melhor Álbum Dance/eletrônica, Melhor Gravação Dance e Melhor Gravação Remix não-clássica, tudo isso já em 2011.
Com as indicações no Grammy, Skrillex alçou novos voos e firmou seu sucesso ao lançar o quinto EP, Bangarang. Desde o início o Dubstep veio com um gênero meio que anacrônico com batidas quebradas e inesperadas, e nesse novo trabalho Skrillex fez questão de exceder um pouco mais e deixar o som ainda mais barulhento.
“Dedico este EP para todos os novos e incríveis amigos que fiz em todo o mundo este ano!”, diz Skrillex no encarte do EP. São apenas sete faixas, mas 30 minutos de música eletrônica pesada, que pode ser considerada como hard-dubstep. A faixa-título começa bem tranquila, até que a voz de Sirah toma conta da faixa e começa um dubstep nervoso. Reforcem as caixas de som, pois a música tem potencia o bastante para estourá-las.
Em The Devil’s Den pode se lembrar um pouco de Daft Punk, mas sempre mostrando que veio para renovar a música. O dubstep de Skrillex é mais nervoso, pra galera que curte um som pesado. E se preparem, pois esse som vai ganhar o mundo, e não vai demorar muito pra isso! Você ainda vai ouvir falar muito em Skrillex. Acredito que produtores de Fortaleza já estejam em negociação com o astro.
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18.05.12 15:03
Banda Nuvens libera seu segundo disco para download gratuito
Quinteto curitibano com cinco anos de estrada, o Nuvens disponibilizou para download gratuito seu bom segundo disco, chamado Fome de vida (independente). A iniciativa faz parte do movimento MPB – Música Para Baixar. Além de uma bela ilustração na capa, o disco produzido por Rapha Moraes e Álvaro Alencar traz melodias bem construídas sobre uma base pop bacana e letras acima da média do que se produz atualmente. O destaque fica para o rock esperto Um frame de emoção, que fala de amor com um toque de agressividade (“teus olhos de pimenta me chocolateavam”). Formado por Amandio Galvão (guitarra e backing), Guilherme Scartezini (bateria), Marcos Nascimento (baixo), Marcus Pereira (percussão) Raphael Moraes (violão, guitarra e voz), o primeiro disco do Nuvens foi lançado em 2008. Adeptos dos experimentalismo, eles costumam mesclar nos shows a parte musical com elementos de teatro e circo. Com a mesma disposição, Fome de vida tem algo de inconformismo, paixão e saudade numa paleta sonora de rock, blues e pop.
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18.05.12 11:47
A intimidade do mito Raul Seixas
Por Pedro Rocha (pedrorocha@opovo.com.br)
“Nós estamos em torno de 140 mil, quer dizer, pra um documentário é uma bilheteria fantástica, porque a maioria dos filmes não passa de 70, 80 mil, muitos não chegam nem a 20”, fala por telefone Walter Carvalho sobre a bilheteria de Raul Seixas: o Início, o Fim e o Meio. Lançado no dia 23 de março, o documentário sobre o mito da música brasileira chega hoje às salas de cinema de Fortaleza com histórias que cobrem as várias fases da vida de Raul, desde a adolescência na Bahia, até a decadência no fim da vida, vítima do alcoolismo.
“Eu sou da geração que admirava Caetano e Chico, da geração de A Banda, de Alegria, Alegria. O Raul vem um pouco depois, em 71. Caetano e Chico já estavam na parada desde 1967. Mas o Raul caiu no gosto popular e era um cara que fazia uma música de fácil comunicação e ao mesmo tempo muito criativa”, comenta Walter, que recebeu o convite da Paramount para dirigir o documentário.
Depoimentos e imagens de arquivo costuram o filme.
Amigos de juventude relatam as aventuras de Raul quando este era ainda um adolescente que imitava os trejeitos dos ídolos do rock estadunidense, especialmente Elvis Presley. Gola em pé, cigarro na mão e o jeitão marrento de olhar sobre o ombro são lembrados pelos próprios colegas de Raul no Elvis Rock Club, criado por eles para cultuar o estilo musical e a figura do astro do filme Balada Sangrenta, de 1958.
Já no Rio de Janeiro, a projeção de Raul com Let Me Sing, Let Me Sing no Festival Internacional da Canção de 1972, misturando o rock norte-americano e o baião de Luiz Gonzaga, é o início de sua transformação num dos cantores mais populares do Brasil, que será seguida por sua identificação como um dos símbolos da contracultura no País.
A entrevista de Paulo Coelho é um dos pontos altos de Raul Seixas: o Início, o Fim e o Meio. O hoje escritor mundialmente reconhecido foi um dos principais parceiros de Raul Seixas, a pessoa que apresentou ao cantor as profundezas da contracultura na década de 1970, incluindo as drogas e o ocultismo. Sentando na sala de sua casa na Suíça, ele conta sem melindres as histórias desse tempo, os bastidores da composição de sucessos como Sociedade Alternativa e os motivos que fizeram Raul Seixas largar sua primeira esposa, Edith.
Ex-mulheres
Paixão de adolescência que acabou em casamento, Edith é a única das ex-mulheres de Raul Seixas que não concedeu entrevista a Walter Carvalho. “Ela foi a única que não quis falar, mas eu pedi através da filha que ela me mandasse uma carta”, conta o diretor. A primogênita de Raul, Simone, fala em inglês – Edith é americana e voltou para os Estados Unidos com a filha ainda pequena – sobre a relação superficial que teve com o pai, e lê a mensagem melancólica da mãe.
Outras ex-companheiras de Raul se sucedem no documentário na ordem em que entraram na vida dele, representando as diferentes fases de sua carreira e, principalmente, o aprofundamento de seu vício nas drogas até a morte. “Individualmente cada uma me recebeu muito bem. Eu tive acesso aos arquivos pessoais de todas”, fala Walter sobre as farpas que uma e outra soltam no filme.
A intimidade da vida do cantor e compositor se entrelaça no documentário à sua obra, através da filosofia de vida contestatória, alternativa, expressada nas músicas, que rejeitam os padrões prescritos pela sociedade. Jornalistas como Pedro Bial, Nelson Motta e Tárik de Souza comentam a música de Raul Seixas. Caetano ressalta a genialidade dos versos de Ouro de Tolo. E Tom Zé faz uma aparição cantando e tocando composição própria sobre a chegada de Lampião e Raul Seixas na reunião do Fundo Monetário Internacional.
Ao passo em que se entra na década de 1980, o filme mergulha na decadência do cantor, no irrefreável apetite pelas drogas, notadamente o álcool, no agravamento dos problemas de saúde como a diabetes e nas seguidas internações hospitalares, até a dramatização de sua morte. Um roteiro conhecido de ascensão e queda de um astro do rock – no caso de Raul, uma história profundamente brasileira.
15.05.12 17:37
Boxes trazem obra de Walter Wanderley de volta às lojas
Músico brasileiro com grande destaque na cena internacional, o organista Walter Wanderley é o mais novo artista a ter sua obra encaixotada pela Discobertas. Natural de Pernambuco, mas com carreira consolidada em São Paulo, Wanderley tinha suingue, samba e bossa em seus teclados e logo conquistou o mundo transpondo para seu etilo sucessos do mundo inteiro. E é a primeira parte dessa obra que está reunida em oito discos, quatro em cada uma das caixas Festas Dançantes Vol.1 e 2 cobrem o período que vai de 1959, com Eu, você e Walter Wanderley, até 1963, com Samba no esquema de Walter Wanderley. Lançados originalmente pela extinta Odeon, o relançamento dos discos marca os 80 anos de nascimento do músico, que faleceu vitimado pelo câncer em 1986, enquanto morava nos Estados Unidos. Como de prache da Discobertas, as reedições trazem encartes, ficha técnica e outras informações contidas nos LPs originais. Em tempo: depois do período em que trabalhou na Odeon, Walter wanderley seguiu para os Estados Unidos onde teve destaque trabalhando numa linha sambajazz que muito agradou, principalmente pela boa aceitação da Bossa Nova no terra do Tio Sam. por lá, ele desenvolveu trabalhos ao lado de jazzístas e da cantora brasileira Astrud Gilberto, com quem gravou o disco A Certain Smile, a Certain Sadness.
Box 1 – Festas Dançantes Vol. 1
01) Eu, Você e Walter Wanderley (1959)
02) Feito Sob Medida (1959)
03) Sucessos Dançantes (1960)
04) O Sucesso é Samba (1960)
Box 2 – Festas Dançantes Vol. 2
01) O Samba é Samba com Walter Wanderley (1961)
02) Samba é Mais Samba com Walter Wanderley (1961)
03) O Bolero e Walter Wanderley (1962)
04) Samba No Esquema de Walter Wanderley (1963)
15.05.12 14:24
Roberta Sá lança primeiro clipe do disco Segunda Pele
Faixa-título do novo disco de Roberta Sá, Segunda Pele, canção composta por Carlos Rennó e Gustavo Ruiz, acaba de ganhar video-clipe dirigido por Gabriela Gastal. Apostando na sensualidade e sedução, temas escritos na letra da música, a cantora potiguar dialoga olhares com a câmera dirigida por Gustavo Hadba (Malu de Bicicleta) enquanto sobe em uma escada em caracol. O disco Segunda Pele (Universal) foi lançado no início deste ano apresentando um novo ambiente sonoro da artista, antes fortemente atrelada ao universo sambista. Entre frevos e bossas, ela apresentou 12 canções entre inéditas e regravações de Caetano Veloso e Jorge Drexler.
14.05.12 13:48
Discos de covers e tributos aos Beatles já são fórmulas bem conhecidas do mundo da música. Não são poucos os artistas que já fizeram isso. Por conta desse fato, é difícil encontrar quem consiga dar um ar de novidade a esses projetos. Ainda assim, foi por esse caminho que seguiram recentemte as soulsingers Roberta Flack e Macy Gray. Em homenagem a esses modelos já tão batidos, o DISCOGRAFIA selecionou alguns modelos de discos de covers e de homenagens aos Quatro Garotos de Liverpool. Caso tenha mais dicas, mande para nós pelos comentários. Lá vai:
> Discos de cover:
Twelve (2007)
Pattie Smith fez uma seleção bem pessoal de clássicos do rock e provou que um disco de covers pode ser marcante. Gime Shelter (Rolling Stones) e Everybody wants to rule the world (Tears for Fears) são os destaques.
As dez mais (1999)
Na rebarba do Acústico MTV, os Titãs selecionaram suas preferidas e fizeram um disco que levou muito puxão de orelha. Entre as mais curiosas, Gostava tanto de você, sucesso de Tim Maia, e Querem acabar comigo, de Roberto Carlos, são as mais simpáticas.
Revolusongs (2003)
Enquanto ainda contava com os braços pesados de Igor Cavalera, os mineiros do Sepultura gravaram um EP onde homenageavam suas bandas preferidas. Puxado por uma versão possante de Bullet in the blue sky (U2), o disco traz versões de Public Enemy e Jane’s Addiction.
Música de Brinquedo (2010)
Em busca de uma novidade para um novo disco, John Ulhoa quase provoca o fim do Pato Fu optando por gravar clássicos variados usando instrumentos de brinquedo. De Rita Lee a Paul McCartney, o álbum rendeu um show com plateia abaixo de um metro de altura.
> Homenagens aos Beatles:
Duofel Plays The Beatles (2011)
A dupla de violonistas Fernando Melo e Luiz Mello deu uma remexida no baú do quarteto britânico e adaptou 11 músicas para dois violões. E que violões. O resultado é bem acima da média.
Zé Ramalho canta Beatles (2011)
Com sua voz soturna e estilo nordestino psicodélico, Zé Ramalho homenageou seus ídolos com muita propriedade. No lugar de guitarras, While my guitar gently weeps ganhou um belo solo de sanfona.
Songs of The Beatles (1981)
Passeando entre o jazz e a dance music, Sarah Vaughan também fez sua homenagem aos quatro de Liverpool. Para muitos o tributo é um clássico. Entre os músicos, o brasileiro Marcos Valle empresta seu piano em algumas faixas.
Beatles’n’choro (2006)
Idealizado por Renato Russo e produzido por Henrique Cazes, o box reúne quarto discos com versões em chorinho para canções do quarteto. No songbook luxuoso, participações do Quarteto Maogani, Carlos Malta e Hamilton de Holanda.
14.05.12 13:29
Recentemente, Dinho Ouro Preto (Capital Inicial) provocou reações diversas com o lançamento do seu disco solo Black Heart. Pinçando clássicos do rock de diferentes épocas, houve quem achasse corajoso de sua parte e quem lhe jogasse pedras por tocar em canções sagradas de Leonard Cohen e Smiths. Quase sempre, essa a resposta a artistas compositores que enveredam por reler o trabalho dos outros. Ainda assim, esse momento de parada na própria caneta para buscar novas referências é algo que já fez parte da carreira de muita gente, de Djavan a Patti Smith.
Sem medo dessas críticas, Macy Gray também acaba de jogar suas fichas em um disco de covers, batizado simplesmente de Covered (Lab 344). A americana, que há 13 anos milita numa linha entre o soul e o pop, botou seus miados cheios de personalidade a serviço de um repertório plural e longe dos sucessos mais óbvios. Com essa escolha, o sexto disco da artista acaba pegando os desavisados de surpresa, que em muitos momentos nem percebem se tratar de um disco de regravações. Como quem tirou um momento para se divertir gravando o que gosta, Macy ainda enxertou seu disco vinhetas curiosas onde recebe amigos para discutir temas variados.
Produzido por Hall Willner, Zoux e Macy Gray, Covered tem tudo o que um disco de inéditas da cantora teria. Desde o frescor de canções despretensiosas até flertes com o rap e a dance music. Das 10 canções escolhidas para compor o disco, a mais conhecida é a balada Nothing else matters, do Metallica. Se o peso dos metaleiros vai embora na releitura, pelo menos o clima soturno permaneceu. Mas soturno mesmo é o arranjo de Here comes the rain again, bem melhor inclusive que o original de 1983 com a dupla Eurythmics. Sem ter um critério muito claro sobre sua seleção, Covered traz ainda versões para Arcade Fire (Wake up), Radiohead (Creep), Yeah Yeah Yeahs (Maps) e My Chemical Romance (Teenagers).
Cantando Beatles
Outra forma bem popular de fazer covers é selecionar canções dos Beatles e jogar um molho próprio por cima. O mundo inteiro já fez isso. Agora chegou a vez de Roberta Flack. Há mais de uma década sem lançar material inédito (seu último álbum foi o natalino Holiday, de 2001), a intérprete da inesquecível Killing me softly with his songs está de volta com Let it be Roberta, songbook lançado pela 429 Records que chega ao Brasil também com edição da Lab 344.
Com 75 anos recém completados, a cantora americana continua com a voz firme e afinada como sempre foi. E esse é o grande trunfo da sua homenagem aos rapazes de Liverpool. Para confirmar sua identificação com a banda inglesa, ela ilustrou o encarte com uma foto ao lado de Lennon e da nefasta Yoko Ono, e encerrou o trabalho com uma pungente gravação ao vivo, de 1972, somente ao piano, de Here, there and everywhere.
As demais 11 faixas, todas em regravações inéditas, já são bem conhecidas de quem gosta de ouvir Beatles. De novidade está o estilo Roberta Flack, que balança entre o soul, o jazz e o pop radiofônico. Oh Darling é o destaque, exprimindo essa fusão num blues lânguido e sofisticado, que lembra Billie Holiday. A produção a dez mãos, feita por Sherrod e Jerry Barnes, Barry Miles e Ricardo Jordan sob supervisão da própria Roberta, procurou dar um ar de modernidade que, como sempre, tem lá seus riscos. É o caso da batida dance jogada sobre I should have know better.
Mesmo que seja difícil dar ares de novidade em um tributo aos Beatles, Let it be Roberta tem seus bons momentos. É o caso de Isn’t it a pity, composta por George Harrison (sem os devidos créditos) para seu solo All things must pass. Respeitando o clima etéreo e reflexivo da canção, a cantora faz bonito. O mesmo pode ser dito da apaixonada If I fell, cantada com uma pegada meio Rythm and blues. No fim, são quase 50 minutos que mostram que Roberta Flack não precisa de modernismos para provar a boa cantora que é.
11.05.12 13:44
Filipe Catto arrasta três prêmios no Açorianos de Música
Cantor de voz particularmente aguda, o gaúcho Filipe Catto venceu em três das seis categorias a que estava concorrendo no prêmio Açorianos de Música 2011-2012. Concorrendo com o disco Fôlego, lançado em 2011 (Universal), ele levou os prêmios de Melhor Intérprete, Melhor Disco de MPB e o Disco do Ano. Fora esses, ele concorria na categoria Melhor Compositor, Melhor Produtor (Dadi e Paul Ralphes) e Melhor Projeto Gráfico. O evento promovido pela Prefeitura de Porto Alegre desde 1977 reconhece trabalhos artísticos desenvolvidos em diversas linguagens. O prêmio de música acontece desde 1990, dividido nas categorias nas categorias MPB, regional, pop, música instrumental, música erudita, espetáculo, revelação, DVD, música infantil e menções especiais.
11.05.12 11:40
B.B. King promove jam entre amigos em novo Cd e DVD
No dia 28 de junho de 2011, o mestre do blues B.B. King recebeu um time de amigos do maior escalão para um encontro informal no palco luxuoso do Royal Albert Hall, em Londres. O registro dessa jam milionária acaba de ser lançado em CD e DVD vendidos juntos. Com título simples e direto Live At The Royal Albert Hall 2011, o pacote ganha por trazer no registro em vídeo a íntegra de um encontro que só confirma a importância de B.B. e sua guitarra Lucille para a história do rock e do blues. Quem revalida isso são os amigos Ron Wood (Rolling Stones), Mick Hucknall (ex-vocal do Simply Red) e Slash (ex-Guns N’Roses), todos presentes nessa grande festa. A bela cantora (em ambos os sentidos) Susan Tedeschi é quem abre a fila de convidados, seguida pelo premiado guitarrista Derek Trucks. Menos conhecidos por essas bandas do planeta, eles entram para dividir Rock me baby e não deixam mais o palco, se juntando aos demais. Sem preocupações de marcações ou pré-combinações, esse time estrelado manda 10 músicas em um clima totalmente descompromissado. Uma autêntica jam. Ninguém tenta chamar mais atenção que ninguém. Ponto pra eles. No alto dos seus 85 anos de vida (62 de carreira), King deixa clara a razão do seu título com piadas, brincadeiras, discursos (muitos, inclusive) e disparos certeiros com sua guitarra lendária. Para dar espaço pra tanta gente, as faixam ganham muitos minutos de improvisos. Passando por clássicos e temas obscuros do blues, o público delira mesmo com o fundamental soul/blues The thrill is gone, onde o espetacular Mick Hucknall confirma seu poderio vocal. E pra encerrar, mais informal impossível, o gospel When the saints go marching in é a deixa para que os convidados siam do palco em… em marcha. Se é fato que esse músicos não foram tão santos, pelos menos o passado carimba suas histórias para a imortalizade da música.
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