Um convite

“Entra na minha casa, entra na minha vida. Mexe com minha estrutura, sara todas as feridas” (refrão da música “Faz um milagre em mim”, do cantor Régis Danese).

Essa música tem sido cantada por muitas pessoas em nossa cidade, nas casas, nos carros, nas topics lotadas, nas mais variadas versões, do gospel ao funk.

Um dia desses estava me perguntando como seria se de fato Jesus atendesse a esse convite. Qual seria a reação das pessoas que cantam essa música?

Marta e Maria, duas irmãs, tiveram a chance de receber Jesus em casa (essa história está registrada na Bíblia, no Evangelho de Lucas 10:38-41).  A narrativa revela uma demonstração de hospitalidade: duas irmãs convidam Jesus para entrarem em sua casa – um mesmo convite, porém atitudes distintas.

Maria opta por sentar aos pés de Jesus e gastar tempo com Ele, indicando a intenção de se relacionar, de conhecê-Lo. Algo semelhante ao que vivíamos na nossa infância quando gastávamos horas e horas aos pés de nossos avós com suas repetidas, porém, incansáveis histórias, ou quando na juventude, após a conta paga de um lanche, passamos ainda algum tempo conversando. E o que dizer de um almoço em família, quando ficamos rindo, relembrando histórias, contando as novidades após a refeição, simplesmente nos relacionando uns com os outros. Como isso é divino!

Marta, ao contrário, decide se distrair com outras coisas. Jesus também fora convidado por ela, mas parece que havia outras prioridades. Tê-lo em sua casa é de interesse dela, mas se relacionar com Ele está em segundo plano. Mesmo assim Jesus aproveita essa situação para ensinar uma lição muito importante para aqueles que, assim como Marta, convidam Jesus para entrar em suas casas.

Ele diz: “Marta, Marta você está inquieta e distraída com muitas coisas…Sua irmã porém escolheu a melhor parte e essa não lhe será tirada (Lucas 10:41). Maria escolheu RELACIONAR-SE com Deus, tendo-o como centro. Se Jesus aceitasse o seu convite quem você seria?

5 thoughts on “Um convite

  1. Ë isso mesmo, às vezes ter Jesus por perto não significa necessariamente ter um relacionamento de verdade com ele. Ë como perder a melhor parte.
    Valeu Yohan!

  2. Minha oração é que meu “fazer” nunca supere o “estar”! Muito boa Yohan!

  3. Coitada da Marta! Entrou para a história mundial como a ativista workaholic sem espiritualidade. Ela era apenas igual a cada um de nós, num daqueles dias… Em que a presença de Jesus (burramente) não nos basta.

  4. Rrsrsr, ativista workaholic, Murilo! Gostei! Eu me identico com ela, não por ser workaholic ou ativista ou as duas coisas, mas porque outras coisas conseguem me distrair da maravilhosa presença de Jesus. E é aí que Ele me ensina, através desta história.

  5. Que a correria do dia a dia não nos atrapalhe de colocar Jesus no centro da nossa vida, que possamos parar para ouvi-lo.

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