19.12.11 13:17
Ele tinha doze anos quando foi com todos os parentes para uma grande festa religiosa em outra cidade. Seus pais faziam isso todos os anos, mas esse ano foi diferente, agora ele já era um adolescente e tinha um pouco mais de liberdade.
Se fosse de carro, a viagem até que seria curta… mas na época, as viagens eram feitas a pé ou montados em jumentos e camelos. Todos estavam animados, era um momento muito importante e alegre. Foram dias maravilhosos de muita comunhão, brincadeiras, sorrisos e rituais religiosos. Relembrar as bênçãos de Deus, se purificar dos pecados e aprender mais sobre o Deus da libertação era algo deslumbrante.
Na volta os pais não perceberam a ausência do menino, era muita gente e ele poderia estar brincando com os primos. Só depois de um dia de caminhada sentiram a falta dele. Que angústia! Após buscar entre os companheiros de viagem decidiram voltar e procurá-lo na cidade. Poderia estar em qualquer lugar, em qualquer casa, ou poderia simplesmente ter se perdido e ficado sozinho pelas ruas.
Teria sido agredido? Passou fome? Estaria morto? Onde procurar um adolescente? O que ele estaria aprontando? Será que se encantou com alguma menina? Ou teria aprendido algumas brincadeiras novas com novos amigos e estava apenas se divertindo? Mas ele não era um adolescente como os outros. Não seria encontrado nos lugares mais prováveis.
Depois de três dias de buscas foram procurá-lo no último lugar possível para um menino daquela idade: no Templo. Lá estava ele, conversando tranquilamente com os mestres da Lei. Todos admirados com sua inteligência e conhecimento da Verdade.
Não, esse não podia ser um menino comum… E não era mesmo! Era Jesus! Quando questionado pelos pais ele disse: “ – Porque vocês estavam me procurando? Não sabiam que eu devia estar na casa de meu Pai?”.
Apesar de passar por todas as transformações de um adolescente, Jesus não era como os outros. Porque ele não é uma pessoa comum. Ele é o único e verdadeiro Filho de Deus.
Não podemos deixar que o brilho das luzes do natal e a distração dos símbolos natalinos, que nada tem a ver com Jesus, escureçam nossos olhos a ponto de não reconhecermos quem Ele realmente é. A Bíblia revela em Colossenses 1:15-20 que Ele é “…a imagem do Deus invisível…”, que existe “…antes de todas as coisas…”, que “…nele foram criadas todas as coisas…”, que “…nele tudo subsiste…”, “…nele habita toda a plenitude…”, “…por meio dele reconciliou consigo todas as coisas…”. O nosso Deus, o nosso Salvador, o nosso Senhor… Mas naquele momento, esvaziado de toda a sua plenitude, ele era apenas um adolescente com saudades do seu verdadeiro Pai. (* Essa história está contada na Bíblia em Lucas 2:41-52)
(*Daniel de Mattos é casado, pai de 3 filhos e coordenador da Rede de Adolescentes da Igreja Batista Central de Fortaleza)
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Comentários | 3 Comentários
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Denise Marçal 19.12.11 | 17:59
Muito bom o texto! A forma como Daniel conta a história é bem leve e gostosa de ler.
Miguel 20.12.11 | 08:51
Muito bom! Isso é verdade, Jesus foi um ser humano (criança, adolescente e adulto) como nós, mas, também, Filho de Deus.
Klaubim 20.12.11 | 16:08
Fantástico…