Proposta quer liberar aborto para mulheres “sem condição psicológica”

Notícia veiculada, em 25/02/2012, pela Folha online ( http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1053458-proposta-quer-liberar-aborto-a-mulher-sem-condicao-psicologica.shtml), registra que a comissão de reforma do Código Penal do Senado apresentou, em audiência pública, proposta que descriminaliza o aborto realizado até a 12ª semana de gravidez quando, a partir de um pedido da gestante, o “médico constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas para arcar com a maternidade”.

A proposta também prevê que o aborto de anencéfalos, em julgamento no STF, deixará de ser considerado crime. Atualmente, o Código Penal só não considera crimes os abortos feitos para salvar a vida da gestante e quando a gravidez resulta de estupro.

O anteprojeto foi apresentado no dia 24/2 e promove, ainda, a descriminalização da eutanásia nos casos em que houver desligamento de aparelhos que mantenham a vida de um paciente com doença grave e irreversível atestada por dois médicos e com consentimento do paciente ou da família.

Essa é mais uma investida dos abortistas tentando “abrir a porta” para a liberação do aborto através de casos específicos aparentemente “justificáveis”. No entanto, o assassinato de bebês, dentro ou fora de um útero, é injustificável sob qualquer condição – exceto, talvez, quando a vida da mãe está verdadeira e comprovadamente em grave risco e esta irá morrer se a criança não for retirada.

“Mulher sem condições psicológicas para exercer a maternidade”? É essa a justificativa para se matar bebês? O que significa “sem condições psicológicas”? E quem decidirá se a mãe está ou não em condições? Os médicos? Os psicólogos? Como neuropsicólogo, psicanalista clínico e neurocientista, tenho certeza de uma coisa: esse julgamento não seria confiável, na maioria dos casos, feito por quem for.

Abortistas atestarão a tal “falta de condição psicológica” com a maior tranquilidade, sem pestanejarem, de modo a promover o crime de assassinato de bebês que a indústria do aborto tanto quer legalizado nesse país. Ora, além de outros interesses envolvidos, inclusive político-ideológicos, ex-ativistas do aborto que fundaram e trabalharam em organizações abortistas nos EUA e na Europa têm denunciado aquilo que sempre se soube: há muito dinheiro envolvido.

Grandes grupos econômicos, incluindo laboratórios que comercializam e usam tecidos de fetos em experimentos, bem como organizações políticas e ideológicas de desconstrução social estão envolvidos no lobby internacional e milionário da propaganda pró-aborto e nas lutas políticas internacionais por sua legalização.

Que nossos senadores não caiam nessa armadilha. Que pequisem e investiguem, nas fontes certas, os verdadeiros interesses por trás da indústria abortista e dos projetos de lei que visam liberar o aborto. Que pesquisem e investiguem, com honestidade, e nas fontes certas e confiáveis, as verdadeiras estatísticas e consequências sociais e morais do aborto legalizado nos países que permitem tal atrocidade. Se fizerem isso, saberão a verdade e a mudança no código penal não será aprovada, nem agora, nem nunca.

Por outro lado, se liberarem o aborto, os senadores estarão levando a nação e os eleitores a uma destas óbvias conclusões: ou julgam causas seríssimas sem pesquisar nem investigar adequadamente – sendo, por isso, incompetentes para a função que exercem – , ou foram cooptados criminosamente pela indústria abortista, sendo, por isso, cúmplices e, porque não dizer, igualmente criminosos, devendo responder pelos seus atos.

Os abortistas costumam argumentar que abortar é um “direito” da mulher sobre o próprio corpo – se ela engravida “sem querer”, e não se vê em condições econômicas e/ou emocionais de criar o filho, deveria poder tirá-lo; perguntam, retoricamente, se matar o bebê não seria “melhor” do que deixá-lo nascer para sofrer com a fome e a miséria (como se milhões de abortos mundo afora não fossem feitos principalmente por gente muito bem de vida); e afirmam, ainda, que o índice de criminalidade teria caído em lugares em que o aborto foi liberado (desconfie dessa estatística). Mas que espécie de argumentos são esses? Não passam de sofismas, de falsa lógica com aparência de verdade…

Ora, se alguém engravida sem querer, ou mesmo querendo e depois se arrepende, e acha que não tem condições de criar o filho, isso não é razão para se assassinar a criança. Por que não tê-la e entregar para adoção, com tantos casais sem filhos ansiando por um? Na mesma linha de raciocínio, a intenção de reduzir a criminalidade não pode ser razão para se matar bebês. Se seguirmos essa estranha lógica, por coerência teremos que aceitar também os argumentos insanos de quem, como já ocorreu na história antiga e recente, propõe que se matem crianças JÁ NASCIDAS que demonstrem futuro risco para a sociedade, sejam como potenciais criminosos, potenciais doentes, potenciais famintos e assim por diante.

Se alguém já cometeu aborto e arrependeu-se genuinamente, é certo que será perdoado pela graça de Deus e estará limpo desse crime. Entretanto, ninguém precisa envolver justificativas religiosas para evitar a legalização do aborto. Argumentos éticos, morais, sociais, científicos e filosóficos existem em abundância e são mais do que suficientes. Isso deveria, por si só, fazer calar os ingênuos e também os “entendidos” abortistas que argumentam que  “o estado é laico”, como se isso fosse desculpa para se permitir, legalmente, que criancinhas sejam mortas ainda nas barrigas de suas mães…

Quem tiver ouvidos para ouvir e olhos para ver, ouça e veja.

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