Prazer versus Alegria

Nossa sociedade é hedonista. Somos sistematicamente estimulados à busca do prazer, quase como uma condição essencial de vida. Beiramos uma atitude reducionista, através da qual todas as emoções e sentimentos parecem dever ser sentidos e expressos pela ótica do prazer.

Amor e toda a riqueza de suas nuances — companheirismo, amizade, cumplicidade, intimidade, ternura, carinho, aconchego, conforto, apoio, etc — reduzido ao prazer sexual.

Medo reduzido ao prazer provocado pela enxurrada de adrenalina correndo nas veias diante do perigo extremo, do risco de vida, que pode ser obtido pela prática de esportes radicais, até por crianças em brinquedos radicais nos parques de diversão. Até a raiva e uma de suas expressões, a violência, pode dar prazer encontrado em games, filmes e as lutas vale tudo como MMA.

Como nem sempre encontramos esse nível de prazer nas coisas comuns do dia a dia, o prazer precisa ser obtido ou intensificado artificialmente por substâncias ou atos que ativem direta e rapidamente os centros de prazer do cérebro. Dentre as substancias, temos as drogas e medicamentos psicotrópicos, mas comportamentos também podem se tornar ativadores, como beber, fumar, comer, jogar, comprar, navegar na internet, fazer sexo, malhar, trabalhar, etc. E aí temos as compulsões.

E com o poderoso prazer em foco, quem liga para a simples alegria? Na maioria das vezes, só passamos a valorizar e buscar a alegria quando o prazer se torna desprazer, provocando dor, sofrimento, infelicidade, depressão.

O prazer é sempre transitório e fugaz, porque depende das circunstâncias. Se uma pequena porção de prazer nos proporciona alegria momentânea, será necessário outra porção ainda maior de emoção para obter o mesmo efeito em outra vez.

A alegria é perene, pode ser sentida mesmo que as circunstâncias não nos deem prazer, porque é um estado interior. Para provarmos prazer contínuo, devemos ser estimulados constantemente, pois ele não pode ser dominado. Com a alegria dá-se justamente o contrário. É uma dádiva que recebemos de Deus.

A verdadeira alegria está alicerçada em Jesus Cristo, porque só Ele pode oferecê-la de forma completa e duradoura.

Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa. (João 15:11)

Do que você mais precisa: de prazer ou de alegria?

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