O voto verde

Pela primeira vez na história, os políticos, a imprensa e os cidadãos que pensam estão reconhecendo que o voto dos evangélicos e dos católicos conservadores fizeram a diferença nestas eleições.

O voto evangélico apoiou, em sua maioria, a candidata Marina, representante da ética, da moral e dos valores cristãos eufemisticamente embutidos na onda verde.

O poderoso presidente Lula e a sra. Dilma do PT acabaram reconhecendo que o pequeno “Davi”, sem recursos e sem tempo na mídia, acabou frustrando a esperança que tinham de atropelarem no primeiro turno as demandas antiaborto e anti-heteromofóbicas dos cristãos.

Não tenho procuração para defender partido ou candidato “A” ou “B”. Votei sim em Marina, por acreditar na coerência que deve se manter firme contra a volúpia do seus companheiros de partido que veem no segundo turno, uma oportunidade para auferir cargos e prestígio na composição do novo governo.

O voto do bem e da ética espera que a Marina não se renda e não se venda aos interesses escusos dos que vão dissimular a ditadura da imoralidade e a censura dos que ousam discordar das medidas anticristãs que emanam do planalto.

Enquanto as urnas nos oportunizarem a livre expressão e, ainda que nos censurem por crermos nos valores e princípios cristãos, vamos votar contra a onda vermelha que, na base do populismo assistencialista, busca manter o poder para aprovar leis pró-aborto e proteger uma minoria homossexual que deveria ter as mesmas garantias e direitos constitucionalmente garantidos a qualquer cidadão comum.

8 thoughts on “O voto verde

  1. É díficil crer que o PV da Marina, que tem o ícone Fernando Gabeira, que prega a liberação da maconha e anda na praia de biquini e conhecido nacionalmente por ser um hossexual militante, possa hoje representar e abrigar ideais cristãos. Isso só pode ser utopia. É bom tbm lembrar que a candidata Marina até poucos meses pertencia ao PT e isso por décadas! O PT sempre abrigou minorias. Sou cristão e membro da IBC, mas discordo radicalmente de querer atribuir conceitos e ideias a única pessoa quando na verdade um partido é uma aglomeração de ideias e nem por isso seus filiados concordam com tudo que é decidido. Igualmente nas Igrejas os fiéis não devem ser marionetes de pastores que utilizam seu rebanho para manipular pensamos, impedindo que homens e mulheres sejam livres em suas escolhas. Acho temerário a intromissão de Igrejas e Religiões no processo eleitoral, até por que como seria ser governado por um líder do Espiritismo, Macumba, ou do islamismo. Vamos refletir e buscar discutir projetos e não opniões.

  2. Colocar nas costas da Marina a responsabilidade de conduzir o país pautados nos ideais criastão realmente é digno de uma reflexão mais profundo. Nosso país é laico, ou seja, não tem religião oficial. Mas é bom ressaltar que nosso país não é Ateu! Acredito que um governante dever governar para TODOS e não para evangélicos como nós. É bom também antes de criticarmos um governo avaliar o cisco que temos em nossos olhos. A onda “Evangélica” está aí, representada pelo Silas Malafaia; Bispo Crivela; RR Soares; “Apóstolo” Valdomiro; Bispo Ernandes e Sônia; Bispo Edir Macêdo e tantos outras “Autoridades Respeitáveis” do nosso meio. Somos incapazes de nos unirmos, de sequer promover uma caminhada com as igrejas reunidas. E por que será que há tanta desunião? Por que será que há tantas contradições? Como aceitar que esses “Mafiosos” do Evangelho continuem a saquear os bolsos de um rebanho de tanta gente humilde e carente? Pois é…. Acredito que não tenhamos moral pra criticar ninguém e ainda mais, esse Governo um dia foi formado por minorias e com organização foi se aprimorando. Hoje os grupos de homossexuais e feministas estão presentes na sociedade civil e estão organizados. E nós? Nós preferimos eleger uma Salvadora da Pátria pra sozinha mudar tudo e isso em 2 ou 3 de campanha. E mais, quem iria compor o governo da Marina? O Fernando Gabeira, líder de movimentos homossexuais e de liberdade do uso da maconha, conforme citação acima? Ou Será que a Marina iria governar o país sozinha? Pessoal vamos refletir mais sobre a forma de se chegar a um consenso nacional sem atacar pessoas. Nas entrelinhas do que li do meu pastor sobre “o PT e a senhora Dilma” fica nítido um aspecto rancoroso camuflado em palavras de reflexão. Jamais deveremos permitir a infiltração religiosa em governo algum, por que os cidadãos devem ser governados por príncipios e não preconceitos. Se nossas igrejas querem contestar os programas que o faça na forma correta, que é se organizando e também apresentando propostas concretas, aí sim, teremos oportunidade de debater profundamente o assunto, mas deixar pra discutir agora numa campanha eleitoral e permitir que aproveitadores posem agora de paladinos e aproveitem o “vácuo” eleitoral pra vencer uma eleição não é justo. Sejamos vamos discutir com a nossa formação e não com a escravidão de uma leitura cega do processo.

  3. Tive muito prazer em apoiar a Marina. Primeiro, porque votaria nela fosse qual fosse a sua religião. Votaria pela sua coerência, pelo projeto consistente com o desafio, por uma melhor chance à ética e técnica no governo, para pensar no futuro que não vejo nesse duelo ultrapassado entre azul e vermelho. Também, já tendo escolhido o projeto, fiquei muito feliz de enchergar nela os valores cristãos (nas atitudes, não nos discursos) que me são caros. Ela foi um marco nesse sentido.

    E agora, nesse segundo turno da mesmice??

    Bom lembrar que já elegemos todos os parlamentares… A eles compete qualquer mudança no marco legal do aborto ou das leis civis ou fazer frente aos excessos da militância das minorias. O presidente, como disse a Marina, não tem essa competência. O desafio de dar um encaminhamento mais ponderado a esses temas fica então para os 63 deputados e três senadores que se dizem evangélicos, para se articularem com os católicos, dando prova que pelo menos uma vez na vida os dois setores podem cooperar.

    E sobre o voto para presidente: Não pretendo votar no Serra, pois, para quem já quis uma terceira via, seria um retrocesso político, pois ele enfraquece o Estado, dá o petroléo, não tem afinidade com o meio ambiente, terceiriza ao extremo e ainda cobra pedágio.

    E agora? temos que acompanhar mais….

  4. Pelo que tenho visto nessas eleições muitos são os líderes prontos a negociar os seus princípios cristãos e seus rebanhos para abocanhar qualquer naco do poder estatal. Estes aplaudirão qualquer um que em nome do estado forte e provedor venha a interferir cada vez mais na esfera íntima do cidadão, determinando o certo e o errado, dizendo o que é família e o que não é, conceituando casamento de acordo com os seus padrões imorais, e doutrinando as crianças apesar do que pensam os pais ou responsáveis. O estado forte não se contenta apenas em garantir segurança e uma vida digna para a pessoas, ele quer ser idolatrado, quer conduzir uma engenharia social que tornem obsoletos todos os valores tradicionais, cristãos, que permitiram uma visa minimamente civilizada nesse mundo tão cheio de pecado. É urgente a busca de uma cosmovisão cristã para que não fiquemos perdidos em contradiçoes e não nos deixemos enganar pelos que prometem a restauração do paraíso na terra.

  5. A questão do aborto, tema tão propagado nesses dias, é muito complexa. Passamos o ano inteiro discutindo outras querelas e agora, em pleno segundo turno, estamos a exigir de uma candidata que se posicione em 1 minuto ou 1 minuto e meio sobre o assunto. Gostaria de saber a posição que um governo deveria tomar ao ter conhecimento que dezenas de fetos são encontrados em sacos de lixo, e muitos até jogados no leito de rios. Gostaria de saber como fica a questão das clínicas que abortam clandestinamente. Será que uma mulher que rejeita sua gravidez não poderia ser atendida pelo SUS? Será que ela deve ser obrigada a gerar? E nesse caso, após o parto ela poderia ser punida em abandonar seu filho na rua? E essa criança crescerá saudável? Será que os jovens marginais não são frutos de rejeição de seus pais? Cabe então à polícia adotá-los? Ou a casais homossexuais? Cabe ao Estado resolver o problema? Como? Pelos questionamentos percebemos que o assunto merece ser discutido amplamente e não oportunamente nessas eleições como muitos querem. Discutir um assunto desses jamais pode ser proveitoso numa eleição. Onde estavam nossas Igrejas que só agora se manifestaram? Somos capazes de fazer uma caminhada com todas a Igrejas, inclusive Católicas? Somos capazes então de fazer uma caminhada na rua com pelo menos as Igrejas Evangélicas? Será que um presidente deve adotar conceitos de religião A, B ou C? E se ele for um mulçumano, adorador de Alah? Ele poderia imprimir valores no governo dessa sua religião? Ou um Governante deve governar para Todos, independente de religião? Vamos refletir sem se escravizar na Bíblia ou em Alcorão.Já somos adultos e temos formação pra debater com nossas consciências. Será que Presidente Lula ao buscar a paz no Oriente Médio, significa concordar com o apedrejamento de mulheres? Será que nós Cristãos não admintimos em nenhum momento o apedrejamento de mulheres? E as passagens do Velho Testamento o que diz? Ah, temos que relativizar e aceitar cegamente todos os comportamentos daquela época que hoje não são mais vigentes? Matar o inimigo à foice é correto, e tomar-lhes tudo? Naquela época era? Hoje não? Existem então regras Cristãs temporárias? Sejamos cidadãos, com valores e vamos lembrar que valores não são exclusividade do Cristianismo ou qualquer outra religião. Respeitar a vida, a honestidade, a fidelidade, o respeito, a dignidade não é propriedade do Cristianismo. Nós Evangélicos precisamos deixar o autoritarismo e ter esses valores como algo natural e não como algo fruto de uma conquista religiosa. O assunto é por demais profundo, mas vejo um grande equívoco discutir o tema misturando-o com religião. Precisamos proporcionar a Dignidade da Pessoa Humana além dos pragmatismos religiosos, que muitas vezes são cegos e não vem de dentro, mas de uma lavagem cerebral, ou seja, não é voluntário, é imposto sobre o manto de uma salvação buscada. Só se faz o bem pra ser salvo, como se uma troca fosse. Vamos praticar o bem sem cogitar de salvação, o julgamento é tarefa do Julgador, o nosso Senhor! Sejamos espontâneos e não forçados doutrinariamente a sermos bons, sigamos sim os valores que sabemos muito bem quais são, não vamos tapar nossos olhos admitindo que condutas erradas nos textos da Bíblia sejam eufemizados pra se preservar um texto que foi aglutinado por homens, mas tem essência em muitas passagens, outras não! Precisamos questionar e se libertar de amarras que nos faz até aceitar filhas se relacionarem sexualmente com seu pai, mas somos obrigados a aceitar, pelo fato de estar na Bíblia….É hora de refletirmos com muito mais profundidade!!!!

  6. Tambem estou na onda verde. Sao posicionamento como o seu e de mitos outros homens de Deus que fazem acreditar que entrei na onda certa. Pr. Clemildo.

  7. é impressionante como o eleitor gosta de seguir ondas. agora é a verde, a vermelha a azul e por aí vai… A candidata verde quando esteve no ministerio do meio ambiente foi um fracasso. os números de queimadas só aumentaram e a marina completamente perdida e atordoada não sabia o que fazer e alegava que precisava “estudar” medidas. Com as trapalhadas no ministerio foi demitida por incompetencia e retardo na tomada de decisoes, que poderiam ser negando ou concedendo, mas sua posição foi a de sempre, empurrar com a barriga a solução, se não fosse o Carlos Minc pra colocar ordem no ministeiro o brasil naõ teria reduzido o numero de queimadas. Marina faz o mesmo hoje ao ser indecisa no apoio do segundo turno, por que ela nao diz que vai ficar neutra e pronto, mas quer os holofotes pra si e tirar dividendos é claro. Marina tem perfil de parlamentar, mas de exercer cargos que exigem decisão rapida e correta, aí não é com ela. Hoje ela surfa na onda verde como se de fato tivesse competencia pra exercer cargos e o seu passado demonstrou que não. Como mulher e mãe, reconheço que apesar da sua boa vontade de do seu caráter, ela não tem perfil pra administrar, tem sim pra ser uma baita parlamentar como de fato é.
    sua votação deveu-se ao fato de ser evangelica e pregar a ética e a coerencia, mas ela sabe que não é bem assim o dia a dia politico. quando esteve aqui pregou numa conhecida igreja com milhares de fieis, igreja essa que nao tem costume de liberar o microfone pra visitantes, mas fez em plena campanha eleitoral, será que isso é coerente e sadio? no meu ver não, foi oportunismo da politicagem que a fez agir assim, e nesse caso garimpou milhares de votos. essa onda verde tao defendida é uma onda de potenciais fieis que buscarao nas proxima eleição uma candidatura e estao procurando colar sua imagem em alguem que tbm se beneficiou do povo de Deus, ficarao nas portas de igrejas fazendo campanha eleitoral, o que é vergonhoso e tipico de aproveitadores.

  8. Opa! Acho que a conversa aqui esquentou!! isso é muito bom!! Ouve-se por aí que evagélico não gosta de política, ou quando o toca no assunto, sobe ao terceiro céu e esquece da terra. Gosto quando a bíblia fala: Venha a nós o Teu reino!! Por mais que se interprete com base na escatologia, não podemos negar que isso se refere terra de hoje, aos humanos de hoje, aos desafios de hoje… A política é uma faceta importante da vida atual, da qual ninguém escapa. É como o ar, Não é porque contém poluição, que deixa de ser essencial. Discutir, construír, recriar, corrigir a Política é mais do que algo útil. É um gesto repleto de amor, é remar contra a maré de egoismo fantasiado de Poder Celestial, um testemunho prático (urgente!) do Reino que esperamos, se é que cremos NELE. A porta da boa Política, também é muito estreita. Nela tem escrito: Humildade.

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