O que me faria acreditar na veracidade da Bíblia? (Parte I)

Uma coletânea de livros leva a designação de “Bíblia”, classicamente conhecida como a composição dos livros sagrados composta de Velho e Novo Testamentos. O Velho Testamento toma como base a Bíblia Hebraica e contém 39 livros, escritos nas línguas hebraica e aramaica. Já o Novo Testamento, composto de 27 livros, foi escrito na língua grega koiné (popular), um pouco diferente do formato dos clássicos gregos.

A Bíblia utilizada pela Igreja Romana acrescenta 12 livros à coleção do Velho Testamento, livros estes que são chamados de apócrifos (não autênticos ou de autores desconhecidos). Os estudiosos chamam de questão canônica a que trata da inclusão ou não dos livros da Bíblia.

A palavra cânon quer dizer régua, vara de medir, e em relação aos livros da Bíblia trata-se da coletânea de livros que passaram pelo teste de autenticidade; esses livros são aceitos pela comunidade cristã como sua regra de fé e prática, constituindo-se em autoridade absoluta em questões espirituais.

O processo de autenticação dos livros da Bíblia é o mesmo adotado para validação de qualquer outro livro histórico. Bibliografia é a ciência que trata da história, descrição e classificação dos livros, considerados como objetos físicos e passíveis de estudo e averiguação. Cometemos um suicídio intelectual quando ignoramos a cientificidade do estudo das Sagradas Escrituras, pois não estamos condicionados a uma fé que negue ou ignore a razão, a lógica e as provas que validam a historicidade de um documento.

O apologista Josh Macdowell em seu livro “Mais que um carpinteiro”, afirma que Paul L. Maier, professor de História da civilização, na Universidade de Western Michigan, declarou: “Os argumentos de que o cristianismo teria incubado o mito da Páscoa durante um longo período de tempo, ou de que as formas escritas surgiram muitos anos depois dos eventos, simplesmente não correspondem à realidade” (pg. 45).

Os que se debruçam no estudo da literatura clássica reconhecem que a Bíblia submetida ao teste bibliográfico (exame da transmissão textual a partir de cópias disponíveis em museus), especialmente no critério de número de cópias e antiguidade dos documentos, mostra-se como o documento mais confiável da história antiga.

Ao ser comparada com outros clássicos como a História de Tucididas, As obras de Aristóteles, As Guerras Gaulesas e a famosa Ilíada de Homero, a Bíblia não só possui um superior número de manuscritos como os mais antigos e próximos aos eventos nela relatados. Veja quadro logo abaixo.

Os críticos da escola alemã de Tubingen (F.C. Bauer) costumavam datar os evangelhos séculos depois da crucificação de Jesus, porém as descobertas arqueológicas do final do sec XIX confirmaram a acuidade dos manuscritos do Novo Testamento. Os Papiros descobertos que datam do início do II século comprovam a falácia do argumento crítico.

Dr. William Albright, um dos maiores arqueólogos do mundo declarou que “Todos os livros do Novo Testamento foram completados algum tempo entre 50 e 75 d.C.” (Josh Macdowell Pg. 79 – A Ready Defense)

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24 comentários sobre “O que me faria acreditar na veracidade da Bíblia? (Parte I)

  1. Inicialmente queia parabenizar a temática abordada, sinceramente, não sou muito religioso, mas costumo refletir sobre o tema, e a bíblia é de fato uma das questões-chave das minhas dúvidas. Quanto ao que foi exposto, concordo em grande parte com o que foi dito, e não nego a importância desse livro para os registros históricos. No entanto, não foram esclarecidas, ao que me parece as maiores dúvidas sobre o assundo, que, na minha opnião, seria a seguinte: Porque devemos acreditar unicamente na palavra dos autores dos livros e cartas que compõem a Bíblia, com relação à criação do mundo, ou de como seria o inferno e o fim dos tempos? A inspiração divina basta? Outras teorias de outras religiões não se baseiam também em inspiração divina? Porque a da Bíblia cristã deve prevalecer sobre a inspiração das outras religiões? E por fim, a escolha desses livros e cartas para compor a bíblia, feita por homens, não é o mesmo que dizer que esses homens foram quem decidiram a dedo quais textos tiveram inspiração divina?
    Ainda tenho algumas outras dúvidas além dessas, mas por enquanto ficaria satisfeito se estas fossem respondidas.
    Grato pela atenção.

  2. Não devemos como cristãos estarmos preocupados em provar aos homens que nossa fé é provida de fundamentação científica ou coisa que o valha , não adianta pois estão com os entendimentos cegos pelo deus deste século. Nossa tarefa primordial é a pregação do evangelho a tempo e fora de tempo. Mesmo que sejamos tidos como loucos ou alienados. Mesmo com o risco de vida ou da liberdade. O poder transformador e libertador da palavra de Deus mais cedo ou mais tarde germinará na alma dos que pertencem ao reino do Pai Eterno.

  3. A Bíblia é o livro mais confiável porque todas as profecias ali encontradas, algumas já se confirmaram, outras estão se confirmando, é só estudar as escrituras e observar que é o único livro que não possui falhas, nem erros de fatos ou datas. Os livros de outras religiões não tem sua base num único Deus e sim, em achologias e inspirações de homens.

  4. So quem e cego ou se faz de bobo, acredita que a biblia e algo divino! ela e meramente obra humana. Eu nao acredito, e nunca acreditarei que nada proferido por deus vai ter um intermedio de alguem, pois se eu tenho de receber, ler ou ver algo divino, Deus mesmo me faria isso diretamente! ate pq nao vejo homem melhor do que eu pra saber o que tenho de fazer ou nao, so pq ele diz q foi ordem divina! Sou Agnostico! Odeio Igrejas! ou religioes com filosofias criadas pelo homem! se deus quer algo de mim, ele vem ate mim e fala! ja q e onipresente! Obrigado!

  5. A questão não é a “autenticação” dos livros da Bíblia enquanto documentos justamente autênticos. A questão é se os fatos relatados (ou pelo menos alguns deles) têm realidade “autêntica”. Por exemplo: a abertura das águas do Mar Vermelho para a passagem de Moisés e seu povo; A “parada” do Sol, etc. Isso para falar apenas do Velho Testamento.

  6. Ainda sobre este post. O que significa dizer “Data do Manuscrito mais antigo” na terceira coluna da esquerda para a direita? Minha dúvida se refere, por exemplo, à Ilíada de Homero, pois ainda no ano 300 e pouco antes de Cristo, Alexandre da Macedônia, O Grande, tinha esse livro como “livro de cabeceira”. O que ele lia não era, por acaso, um manuscrito? É uma dúvida sincera. Os senhores poderiam responder?

  7. Resposta ao anônimo.
    Creio que todas as suas perguntas deveriam ser canalizadas para um questionamento maior e que tem sérias implicações: os autores do Novo Testamento foram testemunhas oculares dos acontecimentos que se desenrolaram entre os anos 0 e 100 e que estão descritos no Novo Testamento?
    Aí cabem duas possíveis respostas: não e sim.
    Se NÃO foram, então mentem! porque em muitos pontos há passagens em que aparecem os próprios autores participando ativamente das passagens e relacionando-se com Jesus. Além disso, no desenrolar dos fatos teriam sofrido perseguição e ameaças de morte para sustentar algo que sabiam ser inverdade. Isso não tem qualquer motivo lógico.
    Se a resposta for SIM, e eles, de fato, viram e ouviram tudo o que foi publicado, se Jesus andou por sobre as águas, multiplicou alimento, morreu e ressuscitou, então temos que considerar que talvez os apóstolos possam ter autoridade para falar de céu, terra e inferno. E devemos nos preocupar seriamente com o destino de nossa alma.
    Deus seja louvado!!!
    Neemias

  8. Queridos leitores curiosos acerca da Bíblia,
    O que há de mais precioso neste livro só percebemos quando aliamos a ele a fé. A fé é dom de Deus e ou se tem ou não se tem. Mas quem não tem pode pedira Este Ser Supremo que é Deus para que mostre a verdade. Se existe um Deus no Universo e se, honestamente, queremos tirar esta dúvida acerca da verdade destas palavras, perguntemos a Ele. E,muitos dos que criticam a Bíblia sequer leram um capítulo só de um só dos muitos livros que ela tem. Que tal, mesmo só por curiosidade, tentar lê-la, começando pelo novo Testamento-época mais próxima de nós, portanto mais fácil de entender.Tentem lê-la antes, para depois poderem criticá-la ou realmente terem uma noção pessoal acerca dela. Que Deus os abençoe em sua leitura! Eu creio na Bíblia e Deus fala através dela a tantos, todos os dias…Abraço!

  9. Toda a Bíblia ( AT + NT) está sendo muito questionada nos dias de hoje, no mundo ocidental. O Novo Testamento em particular, porque além dos seus quatro evangelhos comprovou-se a existência de outras narrativas da vida de Jesus, outros evangelhos, escritos pelos os demais apóstolos, que foram considerados apócrifos ( não sagrados ) pela Igreja Católica Romana em 325 dC, no Concílio de Nicéia, e por isso foram sistematicamente destruídos ao longo dos séculos pela Igreja católica. Dentre estes estão os Evangelhos de Thomé, Pedro, Felipe, Maria Madalena, e também o Evangelho árabe da infância de Jesus.
    Desde o século XIX, teólogos acadêmicos vêm defendendo que os evangelhos “não são relatos confiáveis” sobre o que aconteceu na história à época de seus relatos. Todos eles foram escritos muito tempo depois da morte de Jesus, e também das epístolas de Paulo, que não mencionam quase nenhum dos supostos fatos reais da vida de Jesus. Todos eles foram copiados e recopiados, ao longo de muitas gerações de escribas, todos eles sujeitos a falhas, idiossincrasias e suas próprias crenças religiosas.

  10. Todos os questionamentos e observações sobre o post são dignos de nota e demonstram o equilibrado discernimento dos leitores.
    Nossa intenção não é discutir o mérito da crença, senão, dar oportunidade para os que desconhecem os argumentos que comprovam a autenticidade do documento bíblico em primeira instância para depois examinarem o conteúdo e os desafios de fé nele contidos.
    O documento literário que mais se aproxima da Bíblia em termos de tradições manuscritas e papirológicas é a Ilíada de Homero, personagem que deixa dúvidas sobre a sua própria existência e a autoria dos dois grandes poemas (Ilíada e Odisséia).
    É correto dizer que uma versão do texto circulou entre os Alexandrinos, sendo Aristarco de Samotárcia (217 – 145 a.C.) responsável pela exegese e estabelecimento do texto. No entando, os manuscritos que hoje temos conhecimento assim como a sua mais antiga edição não antecedem aos século X d.C.
    Eis uma pequena lista dos manuscritos mais importantes: Venetus Marcianus gr. 454 (séc. X) e 453 (séc. XI), da Biblioteca de São Marcos em Veneza; Laurentianus gr. xxxii,3 (séc. XI) e xxxii,15 (séc. XI/XII), da Biblioteca Laurenciana de Florença; o Genevensis gr. 44 (séc. XIII), de Genebra; o Lipsiensis 32 (séc. XIV), de Leipzig; o Londinensis Towleianus 86 (1059), de Londres; e o Athous Vatopedi 592 (séc. XV), da Biblioteca do Monastério de Vatopedi (Monte Athos).
    A editio princeps é a de Demetrius Chalcondyles, Florença (1488), em dois volumes; seguiram-na a Aldina (1504, 1517 e 1524), de Veneza, e a Juntina (1519), de Florença. “A edição de Genebra de 1566 (de Henri Estienne) tornou-se a Vulgata[1] do texto” (Aubreton, 1968).
    As modernas edições da Ilíada são numerosas; as mais importantes são a de Dindorf (1826 e 1855), a de Pierron (1869/1883), a de Ludwich (1889/1907), a de Ameis, Hentze e Caer (1883/1927), a de Monro e Allen (1901/1908) — adotada aqui —, a de Leeuwen (1917), a de Mazon (1937/1938), a de van Thiel (1996) e, finalmente, a de West (1998).
    Tais dados são de domínio público e constam de quase toda literatura da Grécia Antiga.
    Paz
    armando

  11. A Bíblia é confiável, desde os relatos de Gênesis a Revelação e está em perfeita harmonia e sem contradições. Destaco em especial as profecias de Isaías que está em harmonia com os acontecimentos da época do profeta e séculos depois,essas profecias são cumpridas no ministério de Jesus e dos Apóstolos.Vejam Mateus 2:23; Mateus 1:22,23;Mateus 17:5; Lucas 4:17,18;Atos 28:25,26. Por isso a Bíblia é confiável, ora Jesus e os Apóstolos citavam as profecias de Isaías, se faziam isso é porque elas eram de inteira confiança,portanto, se apenas considerarem a Bíblia como fonte histórica mais confiável através de exames científicos, significa afirmar a veracidade do que está escrito nela, inclusive o que o Apóstolo Paulo escreve ao jovem Timóteo em 2Timóteo 3:16, que diz assim:”Toda escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar,para repreender,para endireitar as coisas,para disciplinar em justiça”.

  12. Neemias, agradeço a resposta, mas minhas dúvidas ainda são mais profundas, na verdade, o centro da minha preocupação é: devemos acreditar em tudo que a bíblia diz? Se a resposta for SIM, infelizmente eu e muitas outras pessoas boas que eu conheço, de boas obras, merecerão ir para o inferno e sofrer por toda a eternidade só pelo fato de escolher crer em outras idéias que não sejam a de Jesus! ai eu me pergunto: cade o amor e o perdão de Deus? A bíblia as vezes é muito cruel e impiedosa, e em momentos trasnforma Deus em um tirano às avessas (ou voce é bom e acredita em mim ou voce vai para o inferno).
    Quanto aos demais, ninguem respondeu a minha pergunta, e aqueles que dizem que não precisam se preocupar em responder perguntas deviam ler a bíblia, pois ela mesmo fala que bem aventurados são aqueles que questionam.
    Obrigado

  13. Quero parabenizar o Pr. Armando Bispo pelo artigo e principalmente pela apologia da veracidade e autenticidade das Sagradas Escrituras.

  14. Acredito sim. Pois só a palavra de Deus tem o poder de nos dar vida, de mudar a vida!!! A palavra de Deus é como uma espada de dois gumes, capaz de discernir os pensamentos e a intenção do coração! Você que não acredita em Deus, ou na palavra e que já experimentou de tudo, tudo que o mundo pode oferecer, mas que ainda não foi o que realmente tua alma tem anseiado, que mesmo assim continua com esse vazio ai no coração, porucure a Deus, encontre-o na palavra e assim, experimente desse poder divido. È disso que tua alma precisa, nada, nada mesmo mudará isso dentro de você se não for Jesus em ti. Faça uma experiência com o Senhor, tente, assim como tentou outras coisas. Só assim, você poderá realmente, de fato, responder se poderá ou não acredita na Biblia.

  15. Queria fazer mais uma pergunta, apesar de muitas das minhas dúvidas anteriores não terem sido respondidas. No livro do Genesis, tem uma passagem que diz que Deus se arrependeu de ter criado o homem. Os crentes não contestam essa passagem porque está na Bíblia, e por algum motivo acreditam que a pessoa que a escreveu tinha a autoridade pra falar isso. Agora eu me pergunto, só existiam pessoas inspiradas em Deus naquela época?? Se hoje alguem se dissesse inspirada em Deus e quisesse escrever um livro ou uma carta, essa inspiração teria menos valor do que as da Bíblia? Eu acho que se alguem chegasse hoje e disesse que Deus se arrependeu denovo de ter criado o homem, todos iam chamá-lo de louco, mas ninguem acha isso da pessoa que escreveu o Genesis.

  16. Atualmente muitas pessoas acham que é mais fácil refutar e questionar a Palavra de Deus do que dar crédito e exercer fé. Os mesmos que refutam e questionam a Bíblia preferem acreditar em livrinhos de auto-ajuda e doutrinas criadas pelo homem.Muitos livros de auto-ajuda e doutrinas humanas são tão falhas e questionáveis que uma vez escritos hoje, daqui a 10 anos já não terão validade nenhuma, ao contrário da Bíblia que é ETERNA, possui validade por tempos indefinidos.
    O proceder mais correto, antes de fazer questionamentos, é estudar a Bíblia e depois fazer questionamentos com referências nas passagens da Bíblia que geraram dúvidas.

  17. Só existe um meio de vc saber se a biblia é ou não verdadeira, se vc buscar a Deus.Eu tenho uma experiencia antes de eu me converter eu tinha a mesma opinião que a Biblia foi escrita por homens,que nem tudo era verdadeiro essas coisas de quem não quer acreditar que Jesus é o filho de Deus etc.quando a partir do momento em que há esse encontro com Deus em nossas vidas a coisa muda, dai vem a fé e ai podemos viver na certeza que Deus existe e que aqueles que crerem que Jesus é o Senhor esse terá a vida eterna.

  18. Deus se Arrependeu de ter criado o homem sim,isso é fato.Se eu fosse Deus também teria me arrependido.Ele se arrependeu pois no momento em que o homem (com seu livre arbitrio)mostrou que em seu coração havia inclinação para o mal,e Deus sendo o Deus grandioso que éviu o que hoje vemos e vivemos,um mundo caótico cheio de maldade e violência.Veja pelo lado de Deus,Ele com certeza chora por ver o mundo assim.Nós fazemos o que queremos,Ele não interfere nisso.Mas com sua sabedoria Ele deu um jeito de nos poupar de nós mesmos,apesar de tudo Ele demonstrou seu seu grande amor nos enviando SEU filho Jesus.Deus poderia em um estalar de dedos acabar com tudo o que fez,mas seu amor por sua criação é maior(glórias á Ele)Eu não sou teóloga,nem uma exper em biblia,historia ou filosofia,mas eu tenho o Espirto Santo de Deus que habita em mim e que me mostra a verdade.

  19. O Novo Testamento dos cristãos, o Livro dos Mortos dos Egípcios , o Velho Testamento dos Judeus, o Alcorão dos islâmicos, o Avesta dos Zoroatristas, o Livro de Manou dos Hindus, e muitos outros livros “sagrados ‘ da humanidade foram escritos por homens primitivos,tementes e ignorantes. Os grandes filhos de Deus que passaram pela Terra nunca escreveram uma linha sequer, apenas pregavam suas verdades da iluminação alcançada por eles mesmos.
    A crença na “revelação” da palavra de Deus através de livros sagrados, escritos por visionários fanáticos religiosos em épocas de obscurantismo científico, cultural e social, fica totalmente abalada quando vista no contexto da era contemporânea. Esses livros sagrados de modo geral afirmam idéias inacreditáveis sobre a criação do mundo, das coisas e do homem sobre a terra, sob uma evidente ótica mitológica e fantasiosa própria de homens culturalmente primitivos, apedeutas, sem nenhuma base científica. Livros visivelmente dirigidos e adaptados às crendices de povos incultos e primitivos, manipulados políticament por sacerdotes conscientes da força da religião e sedentos de poder, conforme seus interesses no controle e condução das massas ignaras e supersticiosas. A absoluta verdade que Jesus e outros vatares nos ensinaram é que: Deus está dentro de nós e nós estamos em Deus, não está em nenhum livro, ou num templo de pedras ou de madeira, nem na pessoa de um sacerdote qualquer, exlorador da fé dos homens.

  20. Perfeitamente compreensível o comentário do leitor Ivo Salvany.

    Trata-se de produto bastante conhecido de uma cosmovisão anti-religiosa extremista que passou a dominar o meio acadêmico – para, em seguida, rapidamente invadir a opinião leiga.

    Esse sentimento exacerbado de anti-religiosidade surgiu como reação previsível a dois fatores principais:

    1. Pela constatação de que as religiões, em grande parte, de fato foram promotoras da ignorância. Mas o erro lógico nesse ponto é, primeiro, o da generalização; e, segundo, o do desconhecimento; ambos relacionados, é claro.

    2. Em as religiões deixando tamanha lacuna nas esperadas respostas às mais profundas angústias e dúvidas que atormentam a alma humana, deu-se lugar a uma nova forma de dominação, tão ou mais arrogante, vaidosa, intolerante, idolatrada, reducionista, dogmática, manipuladora, ideológica e opressora quanto as religiões que tanto critica: a ciência.

    Melhor dizendo: pseudociência, uma vez que não se trata da ciência em si, que deveria ser fruto de pesquisa verdadeiramente isenta e fundamentada em fatos, mas de uma postura pseudocientífica. Dou esse rótulo por ser baseada em mero viés interpretativo de uma ideologia altamente dogmática, contudo travestida de “libertária” e “neutra”, enganando a maioria com discursos sofistas, de falsa lógica e baseados quase exclusivamente no típico “argumento da autoridade”.

    O poderoso edifício dessa postura pseudocientífica é alicerçado em areia frouxa, cujos grãos não passam de deduções e interpretações filosófica e ideologicamente forçadas, porém apresentadas como “fatos incontestáveis” – ninguém tem o direito de questionar ou discordar, sob pena de ser considerado herege e queimado na fogueira da neoinquisição acadêmica, o establishment da vez. Ou seja, as religiões em geral, tão criticadas – e talvez com razão -, foram substituídas por uma nova religiosidade, tão ou mais dogmática e reacionária, apelidada de “ciência” – mas que eu chamaria de “academicismo anti-religioso”.

    Nesse contexto, a maioria dos cientistas da atualidade adota, talvez sem se dar conta, a postura de “creia no que eu digo porque sou um cientista, e cientistas são os únicos que conseguem ser ‘neutros’ e que raciocinam corretamente, não mentem, não enganam e não têm interesses próprios que direcionem suas conclusões e suas versões próprias da ‘verdade’…”. Em suma, o novo clero.

    O comentário do leitor é compreensível porque revela, com clareza, a submissão aos elementos exatos dessa mesma postura – aliás, a mesmíssima postura que me caracterizava em meus tempos de cientista ateu, mergulhado nas interpretações bio-socio-antropológicas desse academicismo pseudocientífico.

    Observa-se no comentário o típico desconhecimento sobre tantos fatos imprescindíveis ao melhor entendimento dessa questão. Poderíamos enumerar centenas deles, porém, o espaço aqui é inadequado. Mas podemos antecipar pelo menos três:

    A. O de que o cristianismo não é “religião”, no sentido das demais, considerando-se a verdadeira origem e missão do que Jesus chamou de “igreja”, bem como a trajetória dos remanescentes, não devendo ser confundido com a história das manipulações humanas que originaram as diversas religiões, inclusive as ditas “religiões cristãs” e as igrejas institucionalizadas. É notório que o bem intencionado leitor não conhece esses fatos, como eu também não conhecia quando criticava ferozmente o cristianismo, junto com outras “religiões”.

    B. O de haver centenas e centenas de cientistas e pensadores CRISTÃOS, no passado, que construíram TODA A BASE DA CIÊNCIA MODERNA (a verdadeira ciência) e tiraram a raça humana da obscuridade – eis alguns, em ordem não cronológica: Giordano Bruno, Nicolau Copérnico, Johannes Kepler, Galileu Galilei, Isaac Newton, James Maxwell, Michael Faraday, René Descartes, Immanuel Kant, Francis Bacon, William Turner, Carolus Linnaeus, John Napier, Blaise Pascal, Isaac Barrow, Robert Boyle, John Wallis, Gottfried Leibniz, Leonhard Euler, Joseph Priestley, Louis Pasteur, Robert Hooke, Leonardo da Vinci, Samuel Morse, Charles Bell, James Joule, John Dalton, Gregor Mendel, George Cuvier, William Herschell, etc. Hoje não haveria ciência alguma sem eles – e eram todos cristãos devotos, inclusive escreviam sobre teologia, além de ciência, matemática e filosofia.

    C A estes têm se associado um número crescente de cientistas e pensadores ateus e agnósticos, dos séculos XX e XXI, que antes se posicionavam como o bem intencionado leitor em seu comentário, mas que, descobrindo o engodo em que estavam, reagiram, cedendo aos fatos e às evidências e, buscando genuinamente a verdade e abrindo seu coração a Deus, se converteram ao cristianismo, livrando-se do dogmatismo pseudocientífico academicista. A relação destes é grande, mas cito apenas alguns para ilustrar: Josh McDowell (ex-ateu, autor de “Mais que um carpinteiro” e “Evidências que exigem um veredito”); Francis Schaeffer (autor de “A Morte da Razão”); Clavis S. Lewis (ex-ateu, linguista de Oxford, autor de “Cristianismo Puro e Simples”, entre outros livros); Ernest Lucas (químico de Oxford, autor de “O Gênesis Hoje”); John Lennox (matemático de Oxford, autor de “Por que a ciência não consegue enterrar Deus”); Michael Behe (bioquímico, especialista em DNA e autor de “A Caixa Preta de Darwin”); Francis Collins (geneticista, pai do Projeto Genoma Humano e autor de “A Linguagem de Deus”); Alister McGrath (biofísico e teólogo, autor de “O Delírio de Dawkins”); Adauto Lourenço (físico, autor de “Como Tudo Começou”); Antony Flew (filósofo, pai do “ateísmo moderno” e autor de “Um ateu garante: Deus existe”); Carsten Peter Thiede (arqueólogo britânico, autor de “Testemunha ocular de Jesus”); Marcos Eberlim (químico da UNICAMP); Leonard Brand (biólogo e paleontólogo); Harold Coffin (biólogo e paleontólogo); entre muitos outros, inclusive os mais de 300 doutores e pós-doutores em Ciências Biológicas, Geologia, Genética, Paleontologia, Antropologia, Física, Química, Matemática, etc., que assinam a lista de “dissidentes do darwinismo” (ver em http://www.dissentfromdarwin.org/).

    Em resumo: para se debater esse assunto, é preciso sair das amarras reducionistas e leituras viciadas e controladas da falsamente chamada “ciência”, e dispor-se a estudar… E conhecer.

    Ricardo B. Marques
    Biólogo e paleontólogo
    Mestre em Ciência (M.Sc)
    Psicanalista clínico e Neuropsicólogo
    Autor de livros nas áreas de Astronomia, Biologia, Zoologia e Meio Ambiente
    Descritor de novas espécies e novos gêneros de vertebrados fósseis e atuais

  21. O grande argumento atual para os cientistas é lembrar como as investigações dos últimos anos sobre a origem do universo não deixam margem para a fantástica e desacreditada mitologia da criação divina, relatadas em vetustos livros sagrados de inúmeras religiões, obras antigüissimas de primitivos escritores iletrados, ignorantes, supersticiosos e tementes das forças desconhecidas e, até então, inexplicáveis da natureza. Essas investigações de físicos e astrônomos estão desvendando o que aconteceu antes do Big-Bang, a formidável explosão da matéria e energia que deu origem aos átomos, moléculas, galáxias, estrelas, planetas e seres vivos inteligentes. Com isso reacendem a questão: Deus existe ou não?
    Segundo as teorias mais aceitas, o que havia antes era o nada, algo homogêneo e estável, chamado de singularidade inicial, estável relativamente, porque havia a possibilidade ínfima de sofrer uma perturbação quântica, e foi o que ocorreu. Essa oscilação quântica precipitou o Big-Bang e a criação do cosmo.
    E quem ou o quê provocou essa primeira perturbação quântica na singularidade inicial e criou o universo? Para os astrofísicos e cosmologistas foi o mero acaso. Para as pessoas incultas e místicas isso é um argumento muito estranho e de difícil compreensão, porque a lógica da maioria das pessoas está formatada na mecânica macrocósmica de Newton, onde todo efeito tem uma causa.
    Porém, o mero acaso é uma constante na mecânica quântica, um ramo recente da física microcósmica, ainda muito desconhecida para a maioria dos mortais, que descreve o comportamento aleatório das partículas que compõem os átomos e a energia, quando, imprevisivelmente, um elétron pode mudar de posição na estrutura de um átomo pelo simples e mero acaso.
    Sem dúvida, os livros de ciência deste século podem oferecer melhor e fundadas explicações sobre muitos fatos que, até a poucos anos atrás, eram considerados mistérios ou milagres divinos para uma humanidade escrava das ultrapassadas, infundadas e primitivas teses religiosas. À luz do superior conhecimento acumulado em vastos compêndios científicos pela humanidade, as arqueológicas escrituras sagradas não passam de belas obras mitológicas de criativos escritores primitivos.
    Hoje, há evidências científicas suficientes para refutar a idéia que o mundo tenha sido criado em seis dias, que o homem foi criado do barro e a mulher da costela de Adão, que a humanidade tenha nascido apenas de Adão e Eva.
    A idéia de um Deus para os físicos contemporâneos, inclusive Einstein, o maior de todos, pode estar relacionada à existência da substância quântica em todo o espaço ilimitado e interconectado do universo, que, incrivelmente, possui características que há séculos, misteriosamente, já eram citadas e aceitas pelas antigas religiões orientais. Talvez, quanticamente, as únicas e verdadeiras religiões deste mundo.
    Contudo, para o cientista Amit Goswami, físico nuclear e PhD em física quântica: “O Deus redescoberto pela física quântica não é o Deus simplista das religiões populares. Deus não é um imperador no céu, emitindo ordens de causação descendente ou julgando quem vai para o céu e quem está fadado ao inferno.
    Sim, pois o autor da criação quântica, o agente livre da causação descendente, ou consciência quântica, transcende nosso ego cotidiano, é universal e cósmico, exatamente como o Deus criador postulado por todas as tradições esotéricas da espiritualidade. Pode chamá-lo de consciência quântica, mas Seu toque é unicamente aquele a quem as tradições dão o nome de Deus.” Isto sim, parece mais verdadeiro que bíblias e alcorões, e se aproxima mais da literatura sagrada do hinduísmo, os Vedas,Dhammapada, etc…Amém.

  22. Todos os que tem duvidas quanto a veracidade da bíblia são aqueles que ainda não a leram! A Bíblia é um livro completo, contém resposta para todos os assuntos que uma pessoa possa passar (como pode humanos saber todas as coisas que alguem pode passar na vida, em qualquer país, cultura ou raça que ela pertencer? Impossível). A bíblia é fascinante, você lê e mergulha na leitura pq ela é sobrenatural, entra como espada na divisão da alma com o espírito, pois só Deus sabe o que há em nosso mais secreto interior, só ele saberia nos tocar como sua Palavra toca! Bíblia = Deus, experimente lê-la todos os dias e não se arrependerá!

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